Evangélico, Cajuru e Santa Casa cancelam cirurgias eletivas por causa da greve | Fábio Campana

Evangélico, Cajuru e Santa Casa cancelam cirurgias eletivas por causa da greve


Cirurgias eletivas também foram canceladas nos hospitais Pequeno Príncipe e Alto Maracanã na terça-feira

de Fernanda Leitóles da Gazeta do Povo

Vinte e cinco cirurgias eletivas que estavam marcadas no Hospital Evangélico para essa quarta-feira (8) foram canceladas. As cirurgias emergenciais serão feitas normalmente. A medida é reflexo da greve dos funcionários de hospitais particulares e filantrópicos de Curitiba e região metropolitana, iniciada na terça-feira (7).

A assessoria de imprensa do Hospital Evangélico informou que os cancelamentos foram feitos por precaução, para que o atendimento à população não seja afetado.

Onze cirurgias foram canceladas no Hospital Cajuru de terça para quarta-feira. Seis eram eletivas e cinco emergenciais. Além disso, exames eletivos de endoscopia foram cancelados e o atendimento aos pacientes encaminhados pelo Siate e pelo Samu tinha restrições, segundo a assessoria de imprensa da instituição.

Na Santa Casa de Misericórdia, 30 cirurgias eletivas foram canceladas nesta quarta-feira. Segundo o hospital, pacientes estão sendo remanejados. O atendimento na UTI também foi afetado, pois 33% dos funcionários aderiram à greve.

Em Colombo, quatro cirurgias eletivas foram canceladas no Hospital e Maternidade Alto Maracanã na terça-feira.

O Hospital Pequeno Príncipe teve 20 cirurgias canceladas na terça-feira (7), de 28 marcadas, por causa da greve.
As cirurgias cancelada não foram remarcadas. Os procedimentos serão reagendados quando a greve terminar. Os pacientes prejudicados terão prioridade, segundo a assessoria de imprensa do hospital.

Nesta quarta-feira a paralisação dos funcionários não causou cancelamentos, segundo a assessoria de imprensa do hospital. Das 19 marcadas para o período, 17 estavam previstas. Duas foram canceladas por causa da falta de vagas na unidade de terapia intensiva.

Segundo a assessoria de imprensa do Pequeno Príncipe, a adesão à greve foi de 30% (no geral) e de 40% no setor de enfermagem.

Os números do sindicato indicavam que a adesão foi de 50% no Pequeno Príncipe e na Santa Casa, e de 20% no Cajuru.

Trânsito

Uma manifestação dos funcionários da saúde da rede privada e filantrópica em greve deixou o trânsito lento na Rua Brigadeiro Franco, nas proximidades do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, na manhã desta terça-feira, por volta das 11 horas. A greve da categoria teve início na terça-feira (7).

Segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde em Curitiba, o trânsito estava bloqueado na Rua Brigadeiro Franco no cruzamento com a Avenida Silva Jardim. A assessoria de imprensa informou que os grevistas bloquearam a rua com faixas sobre as reivindicações do movimento. Quando houver grande acúmulo de veículos, o tráfego será liberado.

A Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran) informou que os manifestantes estavam na calçada e que não havia bloqueio de pista. O órgão confirmou que os motoristas enfrentavam lentidão na região.

Protestos da categoria ocorreram também no Centro, no Batel e nas Mercês – nas proximidades dos hospitais Santa Casa, Cruz Vermelha e do Hospital Nossa Senhora das Graças – e o trânsito também apresentava lentidão nessas localidades.

Reivindicações

A categoria pede reajuste de 28% nos pisos salariais, reduções de jornada e novas contrações. O sindicato patronal manteve a proposta de 6,5% de reajuste para os funcionários não vinculados a piso salarial, aumento entre 8,5% e 11,2% nos pisos até janeiro de 2012 e de aumentar em 30% o valor do vale-alimentação.

O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Paraná (Sindipar) classificou a greve como abusiva e divulgou nota afirmando que os trabalhadores estão descumprindo a legislação e não estariam mantendo os serviços essenciais.


3 comentários

  1. Darcy
    quarta-feira, 8 de junho de 2011 – 14:25 hs

    é isso mesmo todos tem direito de lutar por melhores condições de trabalho.

  2. jonas da saude
    quarta-feira, 8 de junho de 2011 – 15:58 hs

    tem que fazer uma greve geral para que o povo veja o que ganha um tecnico um auxiliar de enfermagem no parana.nos trabalhadores de saude ganhamos menos que um serviçal,oque e isso meus amigos,a gente estudou e todos os dias esta em campo minado por doenças e o que ganhamos com isso:? nada um salario de miseria que nao da nem para pagar as contas,o sindicato nao pode parar de buscar melhor salario e melhor condiçao de trabalho,estamos ficando doentes e se contaminando,por um salario de miseria.

  3. Lutamos pelo nosso direito
    quarta-feira, 8 de junho de 2011 – 20:52 hs

    é isso ai mesmo temos que lutar ,se não nos unir isso nunca vamos conquistar ,e o povo reclama tanto do salário,e não tão participando junto,depois não reclama não se teu salário tivesse bom,não estava trabalhando em dois emprego.São anos nessa luta e vamos até o fim.

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