Paraná voltará a ter prisões industriais em parcerias | Fábio Campana

Paraná voltará a ter prisões industriais
em parcerias

Da Coluna de Aroldo Murá

Técnicos do BIRD – Banco Interamericano de Desenvolvimento – e BID – Banco Mundial – estiveram no Paraná, dias atrás, examinando, e se dizendo satisfeitos com andamento de projetos que financiam à Prefeitura de Curitiba.

Cássio Taniguchi: grandes arrancadas

Novas equipes de técnicos das duas instituições financiadoras estarão voltando nesta semana. E aqui ficarão vários dias. Dedicar-se-ão a examinar com o Governo do Estado, na pessoa de Cássio Taniguchi, o secretário de Planejamento – as três grandes prioridades que a administração Beto Richa colocou no seu portfólio de ações: Educação, Saúde e Segurança.


O BID e o BIRD têm pressa e confiam no Paraná, com quem têm uma longa história de cooperação.
Antes, sabe-se, que o pessoal de Planejamento está se defrontando com algumas dificuldades grandes, segundo me explica um técnico da Seplan: “A maioria das secretarias não tem pessoal capaz de redigir um termo de referência, o que é básico para o início de qualquer trabalho de captação de meios para ação…”

PRISÕES INDUSTRIAIS – 2

De Cássio Taniguchi ouço exclamação que dá a medida da urgência de resolver a questão penitenciária:” É uma barbaridade, hoje temos 15 mil presos recolhidos em delegacias de polícia”.

Cássio não acha a situação intolerável apenas do ponto de vista administrativo. “É também desumano”, frisa, depois de lembrar o transtorno que a situação cria, com policiais transformados em carcereiros…

Assim, um dos alvos do Governo é retomar aos presídios industriais, tal como foi feito com o Presídio Industrial de Guarapuava, na administração Lerner. O projeto “foi detonado por Requião, mas ia muito bem”, lembra o secretário.

PARCERIAS COM INICIATIVA PRIVADA

O retorno aos presídios industriais deverá ser no modelo das parcerias público-privadas. A iniciativa privada administrará essas unidades de ressocialização.

O secretário sente-se muito à vontade para firmar a posição do Governo: “Veja, onde a parceria com a inciativa privada vai muito bem na implantação de presídios industriais é Pernambuco, Estado cujo governador é do PSB, Partido Socialista Brasileiro”.

Em PE já foram inauguradas cinco unidades de presídios industriais em PPP.

Minas Gerais e Bahia vão progredindo em projetos semelhantes.

A VOLTA DO FESTIVAL DE BONECOS DO TG

No último Governo Requião, o Festival Espetacular do Teatro de Bonecos foi interrompido, sem maiores explicações. Como não há mal que sempre dure, os chamados bonequeiros – os que trabalham com teatro de fantoches ou bonecos – começaram a comemorar a boa nova que se anunciava no final de semana: a COPEL,dentro da Lei Rounet, vai liberar R$ 250 mil para o retorno do evento, que reunirá, sob a bandeira do Teatro Guairá, o pessoal da área do Paraná, Argentina e de diversos estados.

A data já está definida: será de 11 a 27 de julho, com espetáculo abertos, grátis, em praça pública, parques, três auditórios do Guairá. Em plenas férias escolares.

No fundo, um gol para o pessoal da Secretaria de Estado da Cultura e do Guairá.

PREVALECEU O BOM SENSO

Zélia Sell: tombar tropeirismo

Este é o tipo de informação que agrada divulgar: o programa Nossa História, de Zélia Sell, não desapareceu, ao contrário do que se temia.

Continua, agora com novas vinhetas e outras inovações, e com o apoio de Guillherme Nascimento.

Anote: Nossa História estará no ar todos os sábados, na Rádio Paraná Educativa, 630 AM, às 19 horas.

Tropeirismo foi o tema escolhido para o deste sábado, ouvindo pesquisadores, historiadores e muita gente empenhada em tombar o tropeirismo como bem imaterial.

“FUMAÇA DO BOM DIREITO”

Seguiu na sexta-feira para a Gráfica Coan, de Tubarão, Santa Catarina, o arquivo com o conteúdo da obra do professor Luiz Fernando Coelho, “Fumaça do Bom Direito: Ensaios de Filosofia e Teoria do Direito”.

Com o livro do mestre Coelho – uma das referências do Curso de Direito da UFPR – a Editora Bonijuris estréia a publicação de livros. Terá 320 páginas (mais capa ), 23 cm, e tiragem de 6 mil exemplares.

A propósito: Luiz Fernando de Queiroz, o criador e diretor da Bonijuris, resolveu dar novo fôlego à sua editora, publicando, de saída, um trabalho de peso, a Revista Luso-Brasileira de Direito de Consumo.

“FUMAÇA – 2

O cenário não poderia ser mais adequado para o lançamento de obra do professor Luiz Fernando Coelho: o saguão do Salão Nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, às 18 horas, de 16 de maio, segunda-feira, prédio histórico da UFPR, Praça Santos Andrade.

AO PÉ DA LETRA

Antes que alguém queira corrigir a coluna, esclareço nota publicada na edição de sexta feira: “bullshit”, no pé da letra, deveria ser traduzido por m… de boi. Mas no caso do excremento bovino, a vaca leva sempre a culpa. Daí a tradução que fiz de “bullshit” para m.. de vaca, como se diz no português do Brasil.

ALEX E ANA EMÍLIA CASAM NO RELIGIOSO

Ana Emília Beltrão: casamento, enfim

Depois de viveram casados por quase 50 anos, apenas pela lei civil, o ex-secretário Alex Beltrão e Ana Emília resolveram subir ao altar de uma igreja católica. E casaram sob as benção da Santa Madre, no final de semana, no Rio, onde o casal mora.

Rosita Beltrão Rischbieter, irmã de Alex, foi uma das testemunhas do enlace. Ela mesma, Rosita, casou ano passado na Igreja, em cerimônia discreta, em Curitiba, mas carregada de profunda compunção religiosa, com Karlos Rischbieter, com quem era casada também apenas sob a lei civil.

Os Beltrão têm dois filhos: Eduardo, casado com uma jornalista inglesa, que mora em Londres, e Sandra, que vive nos Estados Unidos.

ALEX, AUTORIDADE MUNDIAL EM CAFÉ, DIRIGIU A OIC

Como nós, brasileiros, temos memória curta, não custa lembrar: Alex Beltrão foi parte de um time de grandes e privilegiadas cabeças que a era Ney Braga revelou ao país.

No caso de Alex, desde cedo conhecido por ser autoridade em café, foi levado ao posto mais importante da Organização Internacional do Café (OIC), com sede em Londres.

Da capital inglesa comandou por 28 anos a instituição que tinha peso decisivo na formulação de normas e políticas internacionais para o café.

Alex Beltrão, em tempos de predomínio absoluto da rubiácea em nosso comércio exterior, era homem ouvido, paparicado e acatado mundo afora.

ALEX, AUTORIDADE – 2

Alex Beltrão: um exemplo paranaense

Para que os mais novos entendam a dimensão nacional e internacional conseguida por Alex Beltrão é importante recordar que o café foi, por décadas seguidas, no século XX, o mais importante produto (commodity) da balança comercial brasileira.

O Brasil foi por anos apenas citado pela qualidade de seu futebol, pelo samba e pelo seu café; este foi, depois, superado por cafés finos produzidos pela Colômbia, Vietnam e certos países africanos.
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SECRETÁRIO DE CIÊNCIA E FUNDADOR DO MON

No segundo Governo Jaime Lerner, o cidadão do mundo Alex, engenheiro de boa formação, foi chamado para ser o secretário de Ciência e Tecnologia. Teve papel capital na nova configuração do Tecpar, dotando-o dos mais avançados meios tecnológicos e equipando-o para enfrentar o novo século que se aproximava.

Afinal, Alex sabia muito bem que o Tecpar era herdeira de uma das primeiras instituições científicas brasileiras de grande respeitabilidade, o IBPT, a que sucedeu, e que foi criado nos tempos de Manoel Ribas.

SECRETÁRIO DE CIÊNCIA – 2

Nos meses finais de seu segundo mandato, Lerner entregou a Alex Beltrão – é importante que se diga isso – a readequação do edifício que Oscar Niemeyer concebera para ser sede do Instituto de Educação do Paraná, e que se transformara no Edifício Castela Branco (sede de secretarias de Estado).

Alex, homem de formação cultural ampla, espírito de ‘gentleman’, teve a incumbência de implantar aquele que se transformaria num dos ícones do Paraná moderno – o MON, o Museu Oscar Niemeyer.

A dedicação e o conhecimento de Alex geraram o que aí está, irrepreensível, o Museu Oscar Niemeyer.

Nem Roberto Requião, sempre furioso para destruir a obra de seu antecessor (Lerner) se opôs, por fim, ao resultado. |Pelo contrário, entregou o MON à sua mulher, Maristela, que o dirigiu por oito anos.

O TELEFONE DE ATENDIMENTO DO INSS NÃO DÁ INFORMAÇÃO

Vários leitores telefonaram-me durante o dia de sexta-feira. Estavam danados da vida não com as dificuldades eventuais para preencher declaração do I.R.

A queixa que fizeram: para preencher o quesito “CNPJ da fonte pagadora”, pediram ao telefone 135 do INSS – “Atendimento do INSS” – informações sobre o citado CNPJ. A resposta: “Não podemos atender seu pedido. Dirija-se a uma agência do INSS”.

Imagine o beneficiário tendo de parar tudo, arriscando-se a deixar de atender ao I.R., para, superar filas, conseguir o CNPJ…

O Brasil é assim: para que descomplicar?

ULÍSSES TINHA MEDO DE REQUIÃO

O senador Roberto Requião ganhou algumas inimizades dedicadas, em decorrência de seu feroz ataque a um jornalista da Rádio Bandeirantes, em Brasília.

Na sexta-feira, por exemplo, a cientista política Lucia Hypolito produziu algumas peças primorosas de desnudamento desse espírito desorganizado que é o do ex-governador. Lembrou, por exemplo, que o exemplar Ulisses Guimarães, o “senhor Constituição”, sempre dizia ter “medo físico de Requião”…
Esta coluna é publicada diariamente no jornal Indústria&Comércio.

Para acessar a coluna diretamente, basta clicar aqui.

www.icnews.com.br


4 comentários

  1. anonimo
    segunda-feira, 2 de maio de 2011 – 14:53 hs

    Com esta parceria, os detentos mais caros do País estarão aqui no Paraná….

  2. PAULO
    segunda-feira, 2 de maio de 2011 – 20:24 hs

    CADA VEZ QUE O CASSIO VAI FAZER ALGUMA COISA, O ESTADO PAGA CARO!
    …PRÁ ELE….

  3. Marcão
    segunda-feira, 2 de maio de 2011 – 20:28 hs

    O Taniguchi não foi preso ainda!

  4. Sidnei Belizário de Melo
    segunda-feira, 2 de maio de 2011 – 22:06 hs

    O sistema prisional do Paraná tem se deteriorado com a passar dos anos e nos últimos tempos chegou a um ponto insustentável com número de presos muito maior do que o de vagas, não existindo no Paraná nenhuma penitenciária, cadeia pública, centro de detenção provisória e delegacias, sob os cuidados dos governos, que tivesse em suas instalações um número de presos menor do que o de vagas e nem sequer uma cadeia onde o número de presos fosse igual ao de vagas: todos superlotados, a exemplo o 12 Distrito Policial onde a capacidade é de 16 detentos e abriga hoje 160 presos, local com insalubridade, doenças contagiosas (sífilis,tuberculose,pneumonia,aids),e o prédio inadequados para atender a população. Os dados também mostram que o sistema não conseguiu atingir seu objetivo que é o de recuperar e reintegrar o detento à sociedade: 80% dos que saem das cadeias voltam a cometer crimes e retornam às prisões. Na Triagem II, que seria uma prisão provisória da Policia Judiciária temos mais de 1400 presos, que deveriam ficar poucos dias, e 80% já são condenados, e no sistema da penitenciário o maior superlotação chega a 950 presos, ou seja os presos que deveriam estar no sistema ficam a maior parte com a policia judiciária como responsável em prender, sustentar com espaço físico, alimentação, e saúde dos custodiados. A Penitenciária Industrial de Joinville, em Santa Catarina, é a melhor do país, ela é administrada por uma empresa privada, seus pavilhões são limpos, não há superlotação e o ar é salubre, e os policiais trabalham sem desvios de funções como hoje no Paraná. Mudanças e enovações acontecerão neste governo, este é o caminho para uma polícia judiciária forte, e uma luz para um futuro com progresso, e atendimento de qualidade ao povo paranaense por parte da Policia Judiciária.

    Sidnei Belizário de Melo – Investigador de Policia – 2 Classe
    Diretor de Assuntos Parlamentares do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado Paraná

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