Caso Evandro: perito diz que corpo encontrado não é do garoto | Fábio Campana

Caso Evandro: perito diz que corpo encontrado não é do garoto

Sergio Silva e Antonio Nascimento da Banda B

Na terceira série de matérias sobre o Caso Evandro a reportagem da Banda B conversou com o médico perito Alexsandro Cavalcanti. Ele era assistente do geneticista Sergio Danilo Pena responsável pelo exame de DNA que reconheceu o cadáver como sendo de Evandro Ramos Caetano. Alexsandro se diz estarrecido com o resultado do DNA.

“É gritante, salta aos olhos. A técnica utilizada, para o exame de DNA, em 1992, hoje é combatida pelo próprio professor Danilo Pena, de Belo Horizonte, autor do laudo. Passado esses 20 anos, a ciência avançou. A ciência inova todo dia. Hoje o próprio Prof. Sergio Pena, indica, no site dele, que aquela metodologia já não se utiliza mais para identificação, ela não é suficiente para identificação. Inclusive há fortes indícios de que pode não se tratar do corpo do menino”, explicou o perito.

Ainda segundo Alexsandro, o resultado hoje já não se sustenta mais. “O resultado de 99,997% que foi dado na época, de que o corpo seria de um filho do casal Maria e Ademir Caetano, hoje já não se sustenta mais. É um resultado que no conhecimento atual, a gente já não pode mais aceitar como um resultado digno de servir de prova de evidência, para incriminar ou, até mesmo, absolver alguém”, afirmou Cavalcanti.



Em busca da verdade

Há quase duas décadas, as partes envolvidas no caso das Bruxas de Guaratuba debatem em busca da verdade sobre o acontecido. Para os familiares, o corpo achado em um matagal, no dia 11/04/1992, em Guaratuba, é o do menino Evandro Ramos Caetano. No entanto, no dia do achado, um tio da vítima, que fez o reconhecimento do corpo, já mostrava uma certa hesitação. “Está difícil de identificar, pelo estado do corpo. Mas tudo indica que seja” afirmou ele.

Algum tempo depois, o pai de santo Osvaldo Marceneiro, preso por supostamente comandar o ritual de magia negra, que teria tirado a vida de Evandro, diante de uma coletiva de imprensa, assumiu ter participado da morte do menino.

“Quem matou a criança, ao que tudo indica, foi o Sérgio (Francisco Sérgio Cristofonili) ou o Airton Bardelli (dos Santos). Quando eu cheguei a criança já estava morta. O Pedro Paulo teve participação, queria abrir um lado do peito da criança . A dona Celina disse que tava ocupada com o lado que estava o coração, e ajudada pelo Bardelli, começou a abrir o outro lado do peito, até tirar o coração da criança”, declarou Marceneiro.

Por todas estas controvérsias, os advogados de defesa de Beatriz Abagge esperam absolvê-la, diante do Conselho de Sentença, no júri popular, marcado para a próxima sexta-feira (27).


4 comentários

  1. Zangado
    quarta-feira, 25 de maio de 2011 – 15:05 hs

    Já pensaram quantos fatos estarrecedores estão aparecendo depois que acabou o governo requiônico ?

    “Nada era apurado, ninguém era punido” – tinha se pronunciado o então deputado Gustavo Fruet no plenário do Congresso.

    Agora também sabemos que ninguém falava ! Ou não falavam porque não deixavam saber !

    É estarrecedor !

  2. antonio carlos
    quarta-feira, 25 de maio de 2011 – 18:44 hs

    Povo sem memória, aí sempre teve o dedo do governador da época, que era desafeto dos Abage. E as polícias fizeram parte desta armação. Por que não chamam o governador da época pra depor contra as acusadas? Foi ele que orientou o processo. Só faltou julgar e sentenciar as rés. Tony

  3. Denise
    sábado, 28 de maio de 2011 – 23:44 hs

    Morei no Paraguai quando o ex-presidente Stroessner estava no poder e as famílias do país não descuidavam de suas crianças, pois comentava-se que o presidente tinha lepra e mandava matar crianças para usar o sangue em seu tratamento, inclusive sempre apareciam crimes no país no qual crianças eram encontradas mortas e sem sangue. O crime do menino Evandro deve ser mais um que se enquadra nesse contexto e o “poder” brasileiro deve ter intencionado colocar panos quentes acusando as Abagge.

  4. Anônimo
    sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 – 16:07 hs

    Sejá lá o que tenha acontecido, o garoto está morto, o que o govrno deveria fazer era por mais especialistas a fazerem com que eles paguem em vida pelos seu crimes, pois sei que Deus, fará a sua justiça após a mórte.

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