Bonito mas equivocado | Fábio Campana

Bonito mas equivocado

Do Carlos Alberto Pessôa para Ideias

A atuação do deputado Valdir Rossoni à frente do poder legislativo paranaense tem sido até aqui irreprochável, pra usar palavra de trânsito livre nas boas casa do ramo;desde sua eleição praticamente não há dia útil sem que a Casa do Povo seja alicerçada com bom gesto ou ato; ora, é o fechamento de postos ociosos, ora o aperto das cravelhas nos ditos fantasmas, ora o corte de despesas supérfluas, ora exigências comezinhas nas empresas privadas e assim por diante.

A soma destas ações e gestos gerou algo incomum na já longa história da instituição – um belo superávit nas suas contas! Superavit que deveria servir de exemplo para os outros dois poderes. Pois resultado de austera gestão do rico dinheirinho do povo, da população.

Isto dito, chegamos ao ponto: o presidente Valdir Rossoni teve a má idéia de protagonizar belo gesto, simbólico gesto mas em endereço errado: entregou ao governador Beto Richa parte do superávit obtido com tanto sacríficio e tantas incompreensões!

Ora, o Legislativo não deve nada ao Executivo! O Legislativo é o poder popular por excelência! Tem verba própria. Que não é propriedade do Executivo, mas do Estado, o que é diferente. E propriedade por delegação da população.

Compreendemos o sentido do gesto do presidente Rossoni, mas o achamos totalmente equivocado, pois pressupõe uma hierarquia entre os poderes! Mais! Pressupõe também viés subalterno do Legislativo face a face com o Executivo. O que é lamentável. E deve ser combatido.


22 comentários

  1. Aleixo
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 14:45 hs

    Parabéns pela analise, perfeita!

  2. ro
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 14:50 hs

    Sempre querendo aparecer e chamar atenção, não acredito que sobrou esse dinheiro, se ele contratou diretor com salario bem maior que o anterior, dispensou funcionários para contratar novos.

  3. Arion de Bastos Kuster
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 15:16 hs

    Parabéns pelo comentario, com fundamento é claro!

  4. quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 15:20 hs

    Caro Nego, belíssimo artigo, mas um tanto equivocado. O deputado Rossoni não estava demonstrando subordinação ao Executivo, mas seguindo a Constituição. No caso da existência de sobras orçamentárias a Carta estabelece que o único destinatário possivel é o emissor dos recursos. No caso o Tesouro estadual. Beto Richa, na condiçâo de agente controlador desse caixa maior redirecionou os valores devolvidos para instituições hospitalares.

  5. Zangado
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 15:41 hs

    A análise de Pessôa também é irreprochável, diga-se.
    Se devia ou não devia devolver esse superavit (ops !), quer por força de lei, quer em virtude de “sobra de caixa” inaplicável no âmbito do legislativo, o fato é inusitado.
    A rigor, a “ordem” é gastar tudo e mais um pouco.
    Os governantes tem se sucedido vociferando contra os antecessores no aspecto das finanças, da “herança”.
    Mas só vociferando.
    Falta o outro lado dessa moeda: a responsabilização pelos rombos financeiros no caixa do Estado, no erário público.
    Por exemplo: o passivo judicial do pedágio – 300 milhões a serem pagos pelos cofres públicos graças ao “animus litigandi” ou, melhor dizendo, “furor litigandi” (cerca de 140 ações judiciais em tramitação) do anterior governador contra as pedageiras e o pedágio “baixa ou acaba” não acabou.

  6. quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 15:50 hs

    superavit é o resultado positivo obtido em investimentos.

    O que o Ruinssoni fez foi uma prestação de contas.

    O dinheiro poderia ter ficado em caixa e abatido na solicitação de crédito para o próximo ano legislativo.

    O poder dos holofotes o fez agir equivocadamente.

    Muita fumaça, pouco fogo.

  7. manezinho
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 16:03 hs

    Deveria devolver os recursos pra quem…? se é o executivo quem arrecada e repassa ao legislativo, a atitude do Rossoni é acertada e não tem nada de subserviência nisso. Tudo bem que o circo é dispensável, mais o dinheiro do povo paranaense tem que ser revertido em seu benefício e não para os donos dos fantasmas comprarem fazendas.
    È isso aí Rossoni.

  8. manezinho
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 16:05 hs

    Dizer que o legislativo é poder popular tá certo, mas o dinheiro público é mais popular ainda, ou pelo menos deveria ser…saúde, educação, segurança. Fantasmas e outras falcatruas não. GAECO…

  9. CÉLIO RIBEIRO-SENGÉS PARANÁ
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 16:06 hs

    LEDO ENGANO, ROSSONI SO ANTECIPOU A DEVOLUÇÃO, A ASSEMBLEIA, POR FORÇA DA LEI, DEVE DEVOLVER AO FINAL DO EXERCICIO TODA A SOBRA DE CAIXA, NAO PODE PASSAR DE UM ANO PARA OUTRO COM SALDO POSITIVO. POR ISSO TANTO DESMANDOS POIS OS ANTIGOS ADMINISTRADORES FAZIAM O POSSIVEL E O IMPOSSIVEL PARA GASTAR TODO O REPASSE. MAS A ATITUDE DO ROSSONI ESTA CORRETISSIMA, É OBRIGAÇAO LEGAL DEVOLVER AS SOBRAS. O DINHEIRO É DO ESTADO, E É GESTADO PELO GOVERNADOR DO ESTADO.OS DEPUTADOS SO PODEM INDICAR ONDE ESSES VALORES PODEM SER APROVEITADOS

  10. Renata
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 16:28 hs

    Gesto bonito no legislativo é criar leis que facilitem, melhorem a vida das pessoas. Estes problemas internos são irrelevantes para o nosso bem-estar. A Assembléia está ridiculamente improdutiva e está cansando a minha beleza!!!

  11. manezinho
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 18:40 hs

    Se a Renata não passa fome, frio, tem escola e saúde de primeira, a segurança tá boa… então ela tá certa, vai pro salão cuidar da beleza. È dinheiro público que está sendo devolvido…
    O que não aconteceu anteriormente…por que será ??? GAECOOOO

  12. doente
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 18:45 hs

    Provavelmente, nem o nego pessoa nem nenhum dos comentaristas acima precisou usar dos serviços que prestam esses hospitais agora beneficiados com o dinheiro que estava na vala profunda da assembleia e agora permitirá atender muitas donas marias, seu filhos e maridos Paraná a fora.
    bom, ou não, certo ou não, adiantado ou não, legal ou não…. para dona maria pouco importa. IMPORTA É O HOSPITAL ATENDER. coisa que o requião e o pessuti conseguiram não fazer.

  13. Mariana
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 19:03 hs

    Isso mesmo Renata!
    Este homem gosta é de aparecer…holofote…ou será que o bom rapaz arrependeu-se de todas as falcatruas que já fez nestes longos anos de mandato?????
    Dá nojo ver tanta demagogia…..

  14. Decepção
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 19:25 hs

    Apoio totalmente o gesto e a atitude de Rossoni……

  15. Maria Clara
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 19:48 hs

    Existem lá trabalhadores de verdade, pai de família, dos quais ele tirou salária para devolver ao governado, se é dessa forma que ele quer moralizar a assembleia… Tá longe

  16. quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 20:19 hs

    Isso é papo furado. O Dep. Anibal Khoury, sempre no final dagestão legislativa ele devolvia para os hospitais Pequeno Principe, Erasto Gaetner, e outros do estado. Isso sempre foi um lema do Anibal. Pena que ele morreu. Depois que ele morreu virou essa bagunça toda a AL.

  17. pk
    quinta-feira, 19 de maio de 2011 – 21:02 hs

    Que isso! uma atuação que todo mundo ja sabia o que tinha que ser feito; Isso foi a mesma coisa que um atacante fazer o gol sem goleiro, ou mesma coisa que beber agua quando sentir sede.

  18. LOBO-GUARA
    sexta-feira, 20 de maio de 2011 – 9:10 hs

    Pergunto: será que esse pessoal sabe o que é independência entre os poderes??? será que eles sabem o sentido da palavra RES – PUBLICA, ou modelo republicano??? Ao que parece o que existe é uma relação de susserania e vassalagem….

  19. O curioso
    sexta-feira, 20 de maio de 2011 – 9:52 hs

    Bonito, equivocado e pouco produtivo.
    Até agora o dep Rossoni só trocou 6 por meia duzia.

  20. RANCIARO
    sexta-feira, 20 de maio de 2011 – 10:32 hs

    O Célio está certo. Para o próximo bimestre, caso existam sobras, devolvam ao Executivo. A dotação foi estimada em razão da gastança anterior.

  21. Celso Rocha
    sexta-feira, 20 de maio de 2011 – 16:18 hs

    SÃO TANTAS AS COISAS RUINS NA TERRA SECA DA FALTA DE TUDO QUE UM BALDE DE GENEROSIDADE NÃO IMPORTANDO A INTENÇÃO E A MOTIVAÇÃO QUE CERTAS COISAS TEMOS QUE DEIXAR PARA LÁ…!?!?

  22. sexta-feira, 20 de maio de 2011 – 20:09 hs

    O que você fariam? Ficariam sentados em cima do dinheiro. Se aplicar em saúde imediatamente não é correto, o que seria? Salvar Vidas não valem a pena? Eu estou convicto que sim. Antes de criticar você poderiam enviar sugestões de como fazer. Usar esse blog para construir e fazer valer a sentido da democracia. Um governo que seja do povo e para o povo. De nada adianta ser contra, ser a favor , reprovar. Não acredito que a melhor maneira seja elogiar ou criticar. Mar agir. Vocês não agem, Talvez seja por isso que muito políticos não nos levam a sério. Porque simplesmente nós não fazemos a nossa parte. Ok, pagamos nosso impostos. Mas está sendo suficiente? Não está. Então porque não mudarmos nossa estratégia. São apenas sugestões. Não dói dada. Nenhum dos comentários acima foi produtivo, nenhum pensante. Você ficam criticando a ortografia, se isso se escreve assim ou assado. Entrem em conflitos paralelos. Porra?! Nós podíamos ajudar um pouco. Talvez seja isso que esteja faltando. Todos criticam que a classe política é uniforme, igual, nunca muda. E nós? Mudamos? Agimos? Devemos parar para pensar. Talvez ajude. Se não, no mínimo exercitamos um pouco a mente. Quanto ao discurso deles? É claro que vão falar sempre mais. Mas se existirem ações concretas, qual o problema. A reestruturação da Assembéia é um processo. Se esse processo não é o ideal, quem sabe poderá ser. Latir não ajuda. Se roubam cem milhões é ladrão e se economiza dez e faz um ato político para dar publicidade é vaidoso. Vamos sugerir caminhos e não elogiar ou criticar. To cansado de ler esse blog para ter uma fonte informação, e quando temos a oportunidade de, complementar com argumentos e caminhos, ficamos concordando ou discordando. Tragam informações, citem fontes. O poder legislativo é sim um poder independente, não executa. Qual a subserviência de devolver dinheiro para investimento em hospitais. Devemos lembrar que o legislativo está se reestruturando. Quando estiver terminado o processo e vocês não gostarem, devem opinar. Então o gesto foi equivocado, sob qual ponto de vista? Do autor da matéria? Então deveria escrever o artigo antes do valor ser repassado. Ué, não imaginava que fosse sobrar dinheiro,não pensou a respeito ou simplesmente não quis? Eu não sei, mas não ajudou em nada. Qual o objetivo dessa matéria? Vocês se perguntaram? Eu não sou escritor, nem jornalista, mas depois que leio uma notícia procuro saber qual o intuito dela. Nessa talvez, ele dê o seu ponto de vista no que tange a ao ”viés subalterno”. Eu discordo. Sejam menos vorazes. Agradeço

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