Acusados de matar casal em festa neonazista apresentam defesa hoje | Fábio Campana

Acusados de matar casal em festa neonazista apresentam defesa hoje

Juíza deve receber os autos do processo na próxima semana. Sentença pode sair até o final do mês

de Elisa Lopes, especial para a Gazeta do Povo

Os acusados de terem participado do assassinato de um casal de namorados em Quatro Barras, em 2009, após uma festa neonazista, têm até as 18 horas desta sexta-feira (6) para protocolar a alegação de defesa. Com isso, na próxima semana, a juíza deve receber os autos e a sentença do caso pode sair até o final deste mês.

De acordo com o promotor Octacílio Sacerdote Filho, o Ministério Público (MP) entendeu que o economista Ricardo Barollo é mandante apenas da morte de Bernardo Daurell Pedroso. Renata Waechter, segundo o promotor, acabou morta porque estava junto com Bernardo. Até o início de abril, Barollo era acusado de ser o mandante da morte de ambos.

O promotor explica que os depoimentos dos réus dados durante o inquérito policial foram desconsiderados pelo MP, pois houve acusação de que eles teriam sido conseguidos mediante tortura. “Pedi que fossem desconsiderados todos os depoimentos da fase inquisitorial. E pelas declarações seguintes, há provas claras de que o objetivo de Barollo era matar Bernardo. A morte de Renata foi por conta dos executores do crime”, conta.

Para Adriano Sérgio Nunes Bretas, advogado do economista, a mudança mostra a fragilidade da acusação. “Antes alegavam que Barollo era mandante da morte do casal, agora apenas de Bernardo. A acusação é frágil”, diz.

Mesmo com o pedido do MP, a juíza pode ainda pronunciar o economista como o mandante dos dois assassinatos. De acordo com o promotor Octacílio, a juíza pode entender que ele é responsável mesmo com o pedido do MP.

Crime

O assassinato de Bernardo Daurell Pedroso e Renata Waechter ocorreu em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, no dia 21 de abril de 2009. Além de Barollo, acusado de determinar o assassinato, outras cinco pessoas são acusadas de participação no crime: Rosana Almeida, Jairo Maciel Fischer, Gustavo Wendler, Rodrigo Motta e João Guilherme Correa.

Segundo as investigações, o casal foi atraído para uma emboscada após uma festa em homenagem aos 120 anos de nascimento do líder nazista Adolf Hitler. Os dois universitários foram assassinados com tiros na cabeça e os acusados, logo em seguida, teriam ligado para Barollo, que estava em São Paulo, para informar que a “missão” havia sido cumprida. Para a polícia, a motivação do crime foi a disputa pela liderança de um grupo neonazista.


Um comentário

  1. Pedro Rocha
    sexta-feira, 6 de maio de 2011 – 20:09 hs

    Não demora muito, vai aparecer grupo para comemorar aniversário do Bin Laden, e outras preciosidades que por descuido ainda estão vivas por aí!
    Por tudo que há de mais sagrado: será que existe alguma coisa além de m…., na cabeça dessa turma? – Eu acho que não!

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