Quatro mil médicos participam de protesto no Paraná | Fábio Campana

Quatro mil médicos participam de protesto
no Paraná

Do Blog da Joice

Estima-se que quatro mil médicos estejam de braços cruzados hoje, em todo o Paraná, em protesto contra os planos de saúde. Eles resolveram paralisar as consultas pelos convênios por causa dos baixos repasses das operadoras. Segundo o secretário do Sindicato dos Médicos do Paraná, Arthur Schaeffer, a categoria pede um reajuste de quase 100%.

Atualmente, os planos pagam, em média, 42 reais por consulta. No entanto, eles pedem, pelo menos, 100 reais de repasses. Agora, as negociações seguem, e, segundo ele, não há previsão de um descredenciamento em massa.

As entidades de classe não têm dados concretos sobre a quantidade de médicos paralisados, apenas estimativas. Segundo informações extra-oficiais, os planos de saúde chegaram a propor uma reunião com os médicos, possivelmente para tentarem boicotar o movimento de hoje. Em um levantamento feito pela BandNews FM em oito hospitais da cidade: em um deles o atendimento era feito apenas pelo Sistema Único de Saúde, em outro não atendia apenas à Unimed, e nos outros nenhum convênio era aceito. A reportagem percorreu também oito clínicas: duas delas estavam fechadas, e as outras atendem apenas a consultas particulares. Apenas as consultas de urgência e emergência pelos planos continuam sendo realizadas.

Pela manhã, cerca de 300 médicos se reuniram na Associação Médica do estado para debater os rumos do protesto. O encontro começou aberto à imprensa mas, quando as discussões começaram a ficar mais acaloradas, os repórteres foram “convidados a se retirar” do local.
A tarde, os médicos concedem uma entrevista coletiva para explicar à imprensa os rumos do protesto, e fazem uma manifestação na Boca Maldita nesta tarde.

Além dos médicos, os profissionais da fisioterapia e da odontologia também engrossam os protestos. A reivindicação é a mesma: um reajuste nos repasses que pode chegar a 200%.

A Agência Nacional de Saúde informou que as seguradoras serão responsabilizadas caso algum paciente fique sem atendimento hoje (quinta), por causa da paralisação dos médicos. A determinação atinge os procedimentos de urgência e emergência. Já as consultas eletivas terão de ser remarcadas sem custos aos usuários.


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