Léo de Almeida Neves deixa PMDB após 26 anos de militância | Fábio Campana

Léo de Almeida Neves deixa PMDB após
26 anos de militância

O ex-deputado federal Léo de Almeida Neves confirmou, após informações que vinham sendo antecipadas pela Rede PDT, seu retorno ao Partido Democrático Trabalhista: “Volto para colaborar com o partido e ajudar a defender o ideário do trabalhismo traçado pelo seu grande teórico o senador gaúcho Alberto Pasqualini. Retorno ao PDT como simples militante para compartilhar da luta em prol do nacionalismo, do desenvolvimento econômico e da meta de construir uma sociedade justa e igualitária, com a abolição da fome, da miséria e da injustiça social”, disse Léo, esclarecendo ainda que esta sua atitude “não significa desapreço aos amigos do PMDB do Paraná, pelos quais tenho especial consideração”. Ocorre que a nível nacional, segundo o ex-deputado, “o PMDB tem atuação inexpressiva, fora de sintonia com os anseios das classes trabalhadoras e distante das causas nacionalistas”.

Léo de Almeida Neves não deixa de ressaltar o objetivo de continuar defendendo o legado trabalhista, como sempre defendeu: “Volto para me enfileirar na exaltação à gigantesca obra social, política e econômica do estadista Getulio Vargas, que consolidou a unidade nacional e transformou o país agrário anterior a 1930 em um país moderno e industrializado; Volto ao PDT para colaborar no restabelecimento da verdade histórica, sobre a obra e a personalidade do presidente João Goulart, que sofreu implacável perseguição dos órgãos de imprensa e das forças reacionárias da elite nacional”. Segundo Léo, a história reconhecerá que Goulart não permitiu que se travasse luta fratricida em dois episódios marcantes, o primeiro na campanha da Legalidade, liderada pela coragem cívica e pessoal de Leonel Brizola, após a tresloucada renúncia de Jânio Quadros, para garantir sua posse na presidência da República em 7 de setembro de 1961. “Ele aceitou o parlamentarismo artificial aprovado pelo Congresso, após o veto dos ministros militares à sua investidura”, recorda o ex-deputado.

O ex-deputado Léo de Almeida Neves também faz citações aos dirigentes nacionais do PDT, Carlos Lupi e Manoel Dias, “dois timoneiros competentes que vêm conduzindo o partido pelos melhores caminhos”. E o fato de que no Paraná “as rédeas do partido estão nas mãos firmes do engenheiro agrônomo Osmar Dias, em boa hora nomeado pela presidente Dilma Rousseff à Vice-Presidência de Agronegócio e Micro e Pequena Empresa do Banco do Brasil”. Dos feitos do PDT, Léo faz referências à educação integral como grande prioridade dos pedetistas: “no governo do Rio de Janeiro Leonel Brizola construiu o Sambódromo e 500 CIEPs, projetos do arquiteto Oscar Niemeyer com a colaboração do professor Darcy Ribeiro; o prefeito Barbosa Neto em Londrina, com apenas dois anos de gestão, já colocou sete mil alunos estudando em tempo integral”.

PEDETISTAS AGUARDAM FRUET

Nas hostes pedetistas há quem aposte que a filiação do ex-deputado Léo de Almeida Neves ao PDT, nesta segunda-feira, pode colaborar para o ingresso de Gustavo Fruet e sua candidatura a prefeito de Curitiba, pelo partido. O prefeito de Londrina, Barbosa Neto, conversou com Fruet na sexta-feira e reforçou convite já formulado por todas as instâncias do partido: Carlos Lupi (nacional), Osmar Dias (estadual), Wilson Picler (Curitiba). “Neste momento Gustavo está focado no PSDB, ainda considerando possível obter visibilidade à sua candidatura sem precisar mudar de legenda, mas se isto não ocorrer o PDT estará de portas abertas para ele”, informa Barbosa Neto.


6 comentários

  1. Parreiras Rodrigues
    sábado, 30 de abril de 2011 – 15:46 hs

    Demorô…

    Léo é do bem.

    E o peemedebê, herdeiro dos princípios democráticos e éticos que nortearam o emedebê, a uma caricata entidade praticante do mais safado fisiologismo e oportunismo.

    Os líderes, então, senão risíveis, abomináveis.

  2. domingo, 1 de maio de 2011 – 6:32 hs

    Em 1985, por divergências com o candidato a prefeito Jaime Lerner, que fez coligação com o PFL para vice e o isolou politicamente depois de haver prometido a coordenação da campanha, Léo de Almeida Neves deixou o PDT e declarou apoio à candidatura vitoriosa de Roberto Requião, retornando ao PMDB. Quando Léo rompeu com Lerner – na reta final da campanha – o ex-prefeito liderava todas as pesquisas e acabou perdendo para Requião por diferença similar à votação que Léo obteve para deputado na capital três anos antes. O ex-deputado desfrutou sempre de grande credibilidade e peso eleitoral em Curitiba, desde 1966 em que se elegeu deputado federal mais votado pelo MDB do Paraná, com votação superior a 20 mil votos só na capital. Léo incorporava as vitórias de Souza Naves para o Senado em 1958 e de Iberê de Matos para a Prefeitura em 1960, além de trazer nos ombros duas décadas de resistência à distadura, talvez exatamente por isto Lerner o despresou se perdendo no amadorismo, pois jamais havia disputado eleições e nada entendia de trabalhismo.

  3. Hamilton Luiz Nassif Londrina
    domingo, 1 de maio de 2011 – 16:08 hs

    Um dos políticos mais sérios deste país.Soube honrar e dignificar os que nêle votaram,espécie em extinção!!!

  4. ANTI PT
    domingo, 1 de maio de 2011 – 20:31 hs

    Mais um deixando a quadrilha do PMDB e PT.

  5. O LOMBARDA ELETRONICA
    segunda-feira, 2 de maio de 2011 – 9:14 hs

    O PDT em CURITIBA é uma legenda de aluguel, se prostitui por dinheiro e prestigio. Temos tres vereadores que são suditos dos que estiverem no poder, não importa quem.
    Olha o histórico das ultimas campanha desde a saida do falso socilialista em 1998 o Jaime Lerner. Em 2000 o PDT se prostitui com o Eduardo Requião. Em 2008 com o apoio a Carlos Alberto Richa, deu um cargo a PDT, e chamou de incompetente o empossado. Se não tivesse tantos orgulhosos no PDT-PR, o jogo do poder poderia ser diferente.

  6. Jairo Marcelino
    segunda-feira, 2 de maio de 2011 – 17:45 hs

    O PDT receberá de portas abertas Leo de Almeida Neves assim como receberemos Gustavo Fruet se assim ele decidir, o que não podemos é ver Roberto Requião lançando rafael Greca pelo PMDB e ver companheiros do Diretório Nacional oriundos de outro Estado inclusive defendendo coligação com PMDB de Requião e tentando cooptar Greca para o PDT.
    Greca até seria bem vindo mas jamais com apoio de Requião.
    O PDT não é abrigo para os abandonados e viúvas de Requião e sim de homens como Leo que fazem sua opção com independência.

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