Experiência dekassegui no pré-sal | Fábio Campana

Experiência dekassegui no pré-sal

Uma das alternativas para a qualificar e capacitar a mão de obra da indústria do pré-sal é a repatriação dos dekasseguis paranaenses. A sugestão foi feita pelo presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil–Japão (Japancham), Yoshiaki Oshiro, ao secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros.

A ideia, segundo Yoshiaki, é motivar o retorno dos dekasseguis – muitos cogitam a volta devido à crise japonesa e ao terremoto que atingiu o país nipônico – para trabalhar nos canteiros do pré-sal e compartilhar o conhecimento técnico adquirido no Japão. A sugestão é inspirada na experiência bem sucedida da Coreia do Sul. O governo sul-coreano incentiva o retorno dos trabalhadores, e esses transmitem à mão de obra local a experiência e a qualificação assimiladas nas indústrias japonesas. O processo que iniciou na década de 80 continua até hoje.

Ricardo Barros, que é o coordenador do grupo de trabalho do pré-sal no Paraná, elogiou a proposta e adiantou que vai colocá-la em discussão com membros do Governo e com o setor produtivo do Estado.


4 comentários

  1. Alceu
    sábado, 30 de abril de 2011 – 12:40 hs

    Melhor do que isso, é convidar o japoneses a virem trabalhar no Brasil, o Governo Brasileiro deveria incentivar pelo menos a imigração de um milhão de japoneses, mas os trabalhadores altamente qualificados, que nos faltam no momento, especificando as áreas de atuação que o Brasil tem interesse.

  2. sábado, 30 de abril de 2011 – 13:36 hs

    Concordo com o Alceu, em parte.

    A maioria dos dekasseguis brasileiros só sabem realizar trabalhos repetitivos em linhas de montagens.
    Só uma minoria teria condições de serem aproveitados na industria do pre sal que vai exigir treinamento, mesmo para os que vierem do Japão.
    E a grande maioria não tem nem o segundo grau completo.Nem para caixa de supermercado serviriam.

    Quanto ao japoneses, muito poucos querem sair do Japão. So saem do país quando sao mandados pelas suas empresas. Por conta propria é muito dificil, mesmo com o desemprego grande daqui, pois o Japão conta com uma rede social de proteção muito eficiente.
    Rede essa que os dekasseguis brasileiros ja aprenderam a usar.

  3. Edson Katayama
    sábado, 30 de abril de 2011 – 16:22 hs

    Caro José…

    Desculpa mas sua avaliação em relação à qualificação dos dekasseguis é no mínimo ingênua e parcial…. não é o fato de trabalhar em sistema repetitivo que vai desqualificar o aprendizado e percepção de várias formas de sistema, 5 s, CQT, just in time, ISO’s e por aí vai… fiquei quase 10 anos por lá… sou sociólogo e escrevi um livro sobre as dificuldades dos retornados dekasseguis… enfim, estou aprendendo a cada dia, não ter julgamentos em relação a cada pessoa, ter essa idéia fechada e uniformizada, padronizado opiniões não ajuda em nada, há vários casos de cases de sucesso de dekasseguis… muitos bastam apenas uma orientação, devido a ausência de uma realidade que muda muito rapidamente e pelas adversidades e infraestrutura política de um país como o Brasil….

  4. Jose Comessu
    domingo, 27 de maio de 2012 – 11:57 hs

    Mais um sociologo se metendo em assuntos de fábrica e engenharia.. Não bastasse o Angelo Ishi e seus Ishismos.
    Leia direito o que eu disse, UMA MINORIA teria condições de ser aproveitada.
    Seus cases de sucesso pegaram essa MINORIA.
    O problema dos sociologos é que são ruins de números e estatisticas.
    Fazer pesquisas qualtitaivas é sim fazer sociologia parcial e ingenura.

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