Dez morrem vítimas da chuva no RS; 64 mil estão sem luz | Fábio Campana

Dez morrem vítimas da chuva no RS; 64 mil estão sem luz

Temporais que começaram na sexta-feira (22) no Rio Grande do Sul e ainda atingem algumas regiões neste sábado já deixam dez mortos no Estado.

As mortes foram confirmadas pela Defesa Civil Estadual e pelo Corpo de Bombeiros de Igrejinha (83 km de Porto Alegre), onde casas foram soterradas por deslizamentos de terra.

Na cidade, segundo os bombeiros, quatro pessoas foram socorridas, três estão desaparecidas e cinco morreram.

De acordo com a Defesa Civil, outro local atingido pelas chuvas no Estado foi o vale do Taquari. Na cidade de Fazenda Vilanova (94 km de Porto Alegre), um agricultor morreu após o desabamento de um galpão. Os estragos foram tão severos, segundo a Defesa Civil, que a prefeitura deve decretar estado de calamidade pública.

A região do vale do Sinos, na região metropolitana de Porto Alegre, também registrou estragos com a chuva. Um pessoa morreu eletrocutada em Sapucaia do Sul ao entrar em contato com fios de alta tensão, que foram derrubados pelo temporal. Em Novo Hamburgo, três crianças morreram soterradas.

Já em Santa Cruz do Sul (155 km de Porto Alegre), 80% da cidade está alagada, segundo a Defesa Civil. A região registra um acumulado de 143 mm de chuva desde ontem–cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado.

ENERGIA

Por volta das 16h20, 64 mil consumidores permaneciam sem energia elétrica no Estado, segundo balanço das concessionárias.

Na área de concessão da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), 17 mil consumidores de Porto Alegre, Viamão, Alvorada, Guaíba e São Jerônimo permaneciam sem luz.

Já na área da AES Sul, o os atingidos pela falta de luz eram 28 mil, nas cidades de Canoas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Dois Irmãos.

A RGE (Rio Grande Energia) informou que 19 mil clientes estavam sem abastecimento nas regiões de Gravataí, Cachoerinha, Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga e Frederico Westphalen.

De acordo com as concessionárias, ainda não há previsão para a normalização da energia


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