De novo, Requião versus Paulo Bernardo | Fábio Campana

De novo, Requião versus Paulo Bernardo

Celso Nascimento da Gazeta do Povo

O senador Roberto Requião requentou nesta semana, no Senado, seus ataques ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Requião acusa Bernardo, então ministro do Planejamento, de lhe ter apresentado em 2007 uma proposta de custo indecente para uma obra ferroviária no estado. Segundo o ex-governador, o ministro disse que a obra custaria R$ 540 milhões, muito além dos R$ 110 milhões que seus técnicos teriam calculado. Portanto, um super superfaturamento, na escandalizada opinião de Requião.

O senador não acrescentou nenhuma novidade às acusações que fez em 2010 – aliás, somente três anos após ter tido conhecimento da indecorosa proposta. Mas há novidades no caso, que talvez expliquem o motivo de ter voltado ao assunto, ocupando a tribuna do Senado. É que os processos que há contra ele por conta das acusações estão em vias de terminar com penas pesadas contra ele.

De uma primeira condenação ele não conseguiu escapar: foi multado em R$ 200 mil por ter usado a Televisão Educativa para fazer as primeiras denúncias. A Justiça Federal considerou que houve ofensa à honra do ministro, além de ter se caracterizado o uso indevido da emissora estatal.

Uma ação cível movida por Paulo Bernardo ainda tramita na Justiça paranaense. Nela, o ministro pede a condenação de Requião por danos morais e exige reparação indenizatória. O ex-governador já conta com um primeiro fracasso na defesa que impetrou: admitiu que poderá ser condenado, mas pediu ao Judiciário que, neste caso, a despesa seja paga pelo Erário. Com o quê o juiz da 3.ª Vara não concordou: em caso de condenação, a responsabilidade será do ofensor e não do contribuinte.

Outra ação, criminal, também movida por Paulo Bernardo, acaba de chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) – foro privilegiado das autoridades federais. Requião tentou que o STF não recebesse a ação, o que, na prática, significaria a sua extinção. Também não deu certo. Em despacho favorável ao recebimento, uma juíza federal anotou: “As provas que acompanham a inicial (…) sinalizam a presença de indícios de materialidade e autoria delitivas, bem como ser o fato descrito na denúncia típico e antijurídico, impondo-se, nesse momento, a persecução do réu mediante o devido processo legal.”

Seriam estas as razões do requentamento do caso?


6 comentários

  1. Anônimo
    quarta-feira, 20 de abril de 2011 – 13:01 hs

    E Gleise como fica nisso? Continua lambendo as botas de seu companheiro de chapa Bob Req?

  2. Tiago
    quarta-feira, 20 de abril de 2011 – 13:11 hs

    Diante das opções… sou + Requião!

  3. ivanowski
    quarta-feira, 20 de abril de 2011 – 13:12 hs

    . Sim, e a nossa gde Senadora Gleici, que fêz na defesa do Governo do Pres Dilma e do Ministro Bernardo, seu marido?

    . Ond ela tava naquele exato momento em que o gde líder bolivariano usava a tribuna e desancava o Ministro?

    . Ela nem aí… acho que a defesa é indefensável.

    . E olha que a acusação é mto séria. Afinal, dizer que PROPÔS a execução de uma obra no Estado, com dinheiro do Gov Federal, superfaturada.

    Um Goverrnador acusar um Ministro. Se fosse um país sério, certeza que caia o Ministro ou até o Governo.

  4. Filé
    quarta-feira, 20 de abril de 2011 – 15:02 hs

    Esse Requião é outro político que só usa da malandragem, para se aparecer. Se o Paulo Bernardo fêz uma proposta superfaturada em 2007, porque só em 2010 é que o “honesto” Senador deu publicidade? Estranho, né?

  5. Carlos Ernandes
    quarta-feira, 20 de abril de 2011 – 16:10 hs

    Mais uma bravata do bolivariano das araucarias. Este cara e uma mala sem alca.

  6. Parreiras Rodrigues
    quarta-feira, 20 de abril de 2011 – 17:08 hs

    A senadora Gleici, sempre atenta aos ataques ao seu Governo, emudece-se quando a crítica parte do seu colega Roberto Requião, mesmo quando dirigida ao seu marido, ministro.

    ?????

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*