Rede Contra o Tarifaço faz manifestação hoje | Fábio Campana

Rede Contra o Tarifaço faz manifestação hoje

Abaixo-assinado contra o “tarifaço” será entregue hoje nas três esferas do poder público

Do Bem Paraná

A Rede Contra o Tarifaço, movimento que une sindicatos, trabalhadores, estudantes e instituições civis contra o aumento da tarifa do transporte coletivo na Capital, realiza nesta tarde mais uma manifestação, a primeira desde que entrou em vigor a nova tarifa de R$ 2,50, na virada da sexta-feira passada para o sábado. O aumento de mais de 13% ficou acima da inflação dos dois últimos anos, tempo em que a tarifa ficou congelada em R$ 2,20.

A manifestação desta vez vai servir para entregar um abaixo-assinado com mais e dez mil assinaturas coletadas contra o aumento da passagem desde o final do ano passado. O movimento vai se reunir na Praça Tiradentes e de lá seguir em passeata até a Prefeitura, Palácio das Araucárias, Assembleia Legislativa e Ministério Público do Paraná (MP-PR). O documento a ser entregue aos poderes também considera o aumento divulgado pela Urbs como ilegal.

Para o movimento, o aumento não poderia ocorrer já que até o momento não é bem claro os critérios e índices usados para montar a planilha. O Movimento Contra o Tarifaço também critica o valor a ser pago pelo usuário por um serviço de péssima qualidade e, ainda por cima, perigoso, visto os acidentes envolvendo os ônibus nos últimos meses.

Ao mesmo tempo a bancada de oposição na Câmara de Vereadores também pretende protocolar uma representação no MP-PR para investigar o aumento da tarifa. Desde o anúncio do aumento da passagem de ônibus, a bancada de oposição critica que a alta tenha ocorrido às vésperas de um feriado longo como o Carnaval. Além disso, também questionam o porque de se praticar um aumento deste tamanho de uma só vez, porque não se atualiza os índices de consumo dos veículos, ainda com critérios da década passada, apesar do avanço tecnológico dos novos veículos em uso, entre outras perguntas.

Estar — Além da passagem de ônibus, a Urbs ainda reajustou, também no último sábado, o valor do estacionamento regulamentado, o Estar, que passou de R$ 1,00 para R$ 1,50, alta de 50%. A justificativa da Urbs foi de que o cartão do Estar não era reajustado há quatro anos. Curitiba tem atualmente 13.357 vagas de Estar, sendo 3,3 mil delas de não pagantes (ambulâncias, 15 minutos livre com pisca ligado etc). As vagas de EstaR estão em 120 ruas e 651 faces de quadras.


7 comentários

  1. Jose Carlos
    quinta-feira, 10 de março de 2011 – 11:36 hs

    Por óbvio, os governos fazem isso sempre após os anos eleitorais e bem antes do próximo período eleitoral, contando com que a plebe rude esqueça o assunto… nenhum político é burro a ponto de fazer esta caca em anos eleitorais… vai haver gritaria, choradeira e esperneio que vai durar o que duram essas coisas, dias ou, talvez, uma semana… depois, o esquecimento até o próximo escândalo da vez… no fundo, os políticos tem razão… povo é gado para ser marcado e tangido do pasto ao matadouro… sem mugir…

  2. Reinaldo
    quinta-feira, 10 de março de 2011 – 12:33 hs

    Sou contra qualquer tipo de aumento que impacte no meu salário.Porém… justiça seja feita. A quanto tempo a tarifa do transporte de Curitiba não sobe ?
    Porque a Rede – quase certo pela próximidade das eleições, esteja sendo orquestrado por interesses politicos – não bateu na porta dos nossos senadores que aprovaram o minimo de R$ 545,00 ?
    Porque a Rede, não faz manifestação pelo roubo do Porto de Paranaguá, cujo patrono quase aniquelou o estado por 8 anos ?
    Porque a Rede, não faz manifestação pelo preço do Pedágio que além de não ter acabado, ainda aumentou nos últimos 8 anos ?
    Porque a Rede, não faz manifestação pelo abuso do aumento dos salários dos senhores Deputados ?
    Porque a Rede, não faz manifestação por uma produvidade do senhores vereadores… alias… alguém sabe ai quando e quem fez uma proposta real para nossa cidade além de aprovar nome de rua ?

    Vamos parar com esta palhaçada e que a REDE sejá objetivo de manifestações objetivas e tenha resultado. ou acham que a tarifa voltará para R$ 2,00 ?

  3. Marlene Santos
    quinta-feira, 10 de março de 2011 – 12:47 hs

    Por isso mesmo é que o povo deveria discutir abertamente o assunto através de audiências públicas, que é o instrumento legal e formal para quaisquer assuntos de interesse público. Até agora só vi nervos à flor da pele. Declarações apaixonadamente nervosas… indignações egocêntricas… Devemos superar este sentimento clichê e partir para o diálogo direto pautado… Ducci não tem culpa disso…

  4. Cajucy
    quinta-feira, 10 de março de 2011 – 13:16 hs

    O problema da tarifa de ônibus de Curitiba é que ficou congelada por muito tempo. Isso parece ser bom, por um lado, mas é altamente prejudicial por outro.

    Uma hora ou outra, terá que ser feita uma correção no custo da passagem e, obviamente, o preço vem mais salgado, independente do espernear dos usuários.

    Ainda tem o custo da passagem aos domingos, ao preço de R$ 1, que é deficitário…

  5. Zé das Cordilheiras
    quinta-feira, 10 de março de 2011 – 15:55 hs

    Transporte bom tem custo…

  6. ELOHIN
    quinta-feira, 10 de março de 2011 – 17:23 hs

    Conselho de transporte, planilha transparente, e ajuda do governo estadual com baixa nos impostos sobre o transporte ,( combustível e peças , ônibus ) Agora com o Beto governador pode ! Pois a RIT também faz parte do custo planilha.

  7. Zé das Cordilheiras
    quinta-feira, 10 de março de 2011 – 20:36 hs

    A composição dos custos deve ser composta com cuidado. Deve haver a presença de uma consultoria especializada. Ao invés de fazer barulho e falar besteira, porque não vão à FGV e não pedem um apoio através de consultoria. Ao invés do berro, porque não procuram a verdade? Está nas entrelinhas? O papel aceita tudo… a internet mais ainda…

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