Mais um capítulo | Fábio Campana

Mais um capítulo

Do Paraná-online, por Mara Cornelsen

Com três testemunhas de defesa e cinco de acusação, Beatriz Cordeiro Abagge deverá voltar ao banco dos réus, no próximo dia 28 de abril, no 2.º Tribunal do Júri de Curitiba. Ela e outras seis pessoas (inclusive sua mãe, Celina Abagge) foram acusadas de matar Evandro Ramos Caetano, 6 anos, em um suposto ritual de magia negra em Guaratuba, há quase 20 anos. O caso nunca foi devidamente esclarecido, por conta de investigações mal feitas que resultaram em um processo de 70 mil páginas, cheio de dúvidas e imprecisões.

Beatriz e Celina protagonizaram o mais longo julgamento já ocorrido no Brasil, em março de 1998, que durou 34 dias. Ao final dos trabalhos, no Fórum de São José dos Pinhais, ambas foram absolvidas. O então promotor Celso Ribas (já falecido) entrou com recurso para anular o júri, o que acabou acontecendo em abril de 2009. Celina, por ter mais de 70 anos, não será julgada outra vez, mas disse que ficará ao lado da filha durante todo o processo.


12 comentários

  1. JJDEOLIVEIRA
    sábado, 19 de março de 2011 – 20:06 hs

    O REQUIAO DEVE TER MUITOS DETALHES

  2. Cajucy
    sábado, 19 de março de 2011 – 20:18 hs

    Um processo vergonhoso. O que fizeram com Aldo Abagge, Celina e Beatriz foi uma violência aos seus direitos. Onde já se viu pessoas – independente de quem – ficarem vinte anos para provar inocência.

    E, como diz o texto acima, um processo de 70 mil páginas. Coisa de louco ou de incompetentes, obviamente.

    Crimes gravíssimos acontecem no país, inclusive contra o erário, e os tubarões tem seus processos arquivados ou, muitas vezes, nem processo acontece.

    Esse chamado ‘crime de Guaratuba’ tem muita coisa estranha por detrás dessa história…

    Nesse caso específico, não dá para acreditar em tudo que dizem ou escrevem os tais advogados. O que, verdadeiramente, estaria acontecendo?

    A quem interessava o caso na época? E ainda: por quê fizeram tanta maldade com o já falecido Aldo Abagge, ainda quando era prefeito daquela cidade litorânea.

    Enfim, muitas perguntas e poucas respostas convincentes, não é mesmo?

  3. Jango
    sábado, 19 de março de 2011 – 20:43 hs

    Chegamos a um ponto inusitado da delonga judiciária imperante no país em concluir a sua devida prestação jurisdicional em que o próprio processo se transforma na penalidade ao infrator …

    Esse caso é sintomático, mas a inúmeros, tanto na área cível como criminal e outras, tipificando uma situação em que não importa nem o começo nem o fim, o Judiciário tem compromisso com o durante, com o processo, com a interminável busca nos tribunais – Kafka não escreveu em vão !

    Os maiores juristas pátrios estão na área processual, as maiores questões jurídicas são intermináveis discussões adjetivas, de medidas processuais e recursais, visando nunca chegar, se possível, a uma decisão de mérito, de confirmação ou não do direito material.

    E se você pensa que o Judiciário está preocupado com isso engana-se, pois não age como Poder da República para acabar com a não efetividade do Direito e da Justiça, age como detentor de poderes, geralmente para agasalhar suas benesses.

  4. Juca Tomaz
    sábado, 19 de março de 2011 – 23:12 hs

    Se alguém tem medo de dizer, digo eu: os tais inquéritos mal conduzidos tiveram, à época, o dedo maligno de Anibal Kury, o mais terrível câncer que a política pse já conheceu, e cuja metástase está aí, muito bem alimentada pelo povo burro e comprado e pelos deputados aproveitadores…

  5. Newton
    domingo, 20 de março de 2011 – 13:38 hs

    Sem mais comentarios, Juca Tomaz.

  6. sheila tramujas
    domingo, 20 de março de 2011 – 13:39 hs

    A família Abagge de Guaratuba foi vitima do mais baixo exemplo de ARBITRARIEDADE HUMANA. Na minha opinião, a causa dessa delonga de 20 ano para provar uma inocencia que está nas barbas de quem quizer olhar,há muiro tempo, chama-se FOGUEIRA DE VAIDADES POLÌTICAS. e nesse palco a palavra Justiça é redundante e ineficaz. Porém, existe uma outra Justiça tão banalizada nos dias de hoje, aquela que tarda mas não falha, A JUSTIÇA DIVINA. Tenho a certeza de que quando isso acontecer, muita coisa terá que vir a tona, algumas cabeças terão que rolar e não vão ser a das Abagge novamente….

  7. jose bonifacio
    domingo, 20 de março de 2011 – 18:37 hs

    quando juca tomaz diz que anibal kuri é o cancer da politica do parana, ele quase acertou so que ficou celulas ainda na politica do parana, o referido é o mesmo que ajudou certo deputado na epoca a aplicar golpes em prefeitura do parana com a ajuda de irmaos bem colocados no governo lerner e que figurao como um dos golpes de falencia fraudulenta no parana e com a conivencia do judiciario ( 1 vara de falencia de curitiba ).

  8. Luiz Flavio
    domingo, 20 de março de 2011 – 21:16 hs

    Parabéns ao Juca e Sheila, a verdade tarda mas não falha, pena que isso aconteceu em nossa querida Guaratuba. Em relação a metástase, temos o dever de acabar com este câncer e outros cânceres da política Paranaense. Como Paranistas temos que iniciar essa luta.

  9. Francisco de Assis
    domingo, 20 de março de 2011 – 22:40 hs

    É mais uma vergonha que se escreve nos anais da Justiça . Acabaram com a familia, a filha foi estuprada nos poroes das prisoes, o pai ja faleceu, a mãe passou por todo horror que a Justiça sabe presentear o paranaense

  10. andre
    segunda-feira, 21 de março de 2011 – 8:42 hs

    Alguns comentarios extremante técnicos sobre a capacidade da justiça, outros inflamados defendendo as rés, e parece que ninguém lembrou que o menino foi mortoe despeçadaçado por pessoas loucas, alguém matou, quem foi então, se elas são inocentes então quem foi, levaram uma vida, roubaram uma infância, mataram um inocente, e vem um idiota ai falar em crimes contra o patrimonio, outro ainda diz coitado do falecido ex-prefeito santo homem, ou então da velha com carinha de coitada qua não pode mais ser julgada, ora bolas, vão tudo pro inferno seus covardes.

  11. José Diniz
    segunda-feira, 21 de março de 2011 – 9:31 hs

    Esse chamado caso “bruxos de Guaratuba” é uma vergonha internacional.
    O ex-secretário de Segurança Pública, José Moacir Favetti, colocou os pés pelas mãos. Disse em bom tom (mau) que se a justiça mandasse soltar os acusados, iria cumprir a ordem judicial em praça pública de Guaratuba.
    Tamanha arrogância desse Favetti,que se achava mais importante que a Constituição Federal.
    Dona Celina e Beatriz Abagge foram absolvidas por falta de prova, agora sureg um novo julgamento quase 20 anos depois dos fatos ocorridos em Guaratuba.
    O Senhor Aldo Abagge perdeu o mandato, teve a casa apedrejada, sua doença se agravou e morreu de câncer.
    Meus Deus, que País é esse, a família Abagge foi julgada, sentenciada antes do julgamento. Eu tenho medo de como conduzem a justiça no Brasil.
    Se o corpo não era do Evandro Ramos Caetano, de quem era o corpo então?
    E, como fica a família do menino?
    O que aconteceu com Evandro?
    Quase duas décadas se passaram, e não saiu do lugar.

  12. Marco José
    terça-feira, 22 de março de 2011 – 22:11 hs

    Não se esqueçam que Requião era governador na época, e era inimigo do então prefeito de Guratuba. O Grupo Tigre (polícia civil) tinha uma linha de investigação que levava para outros rumos. Porém, da noite para o dia o Tigre foi afastado, e as investigações passaram a ser da P2 (polícia militar), comanda pelo Major que não me recordo o nome, mas que sempre teve muitos problemas, inclusive na região dos campos gerais, comandando milicias contra o MST, tendo inclusive sido preso em tal fato. Ah, a P2, levou menos de 24 h para desvendar o caso.

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