Comissão do senado aprova o voto em lista fechada | Fábio Campana

Comissão do senado aprova o voto em lista fechada

Do blog do Josias de Souza

Com um placar apertado – 9 a 7— a comissão de reforma política do Senado aprovou o sistema eleitoral de lista fechada.

Trata-se de uma sistemática que retira do eleitor o direito de votar nos candidatos de sua preferência nas eleições para deputados –estadual e federal— e vereadores.

O cidadão fica obrigado a votar num partido político. Serão eleitos os candidatos levados a uma lista pela legenda, na ordem que ela indicar.

O número de eleitos de cada partido dependerá da quantidade de votos que a agremiação conseguir capturar na eleição.

O resultado foi uma vitória parcial do PT, maior defensor do voto em lista. O êxito é parcial porque a coisa precisa ser aprovada nos plenários da Câmara e do Senado.

O modelo atual, embora imperfeito, homenageia a vontade da bugrada, não dos mandachuvas dos partidos.

Hoje, o sujeito escolhe os nomes que bem entende. Por vezes, vota-se em Tiririca (PR-SP) e elege-se junto Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). Daí a imperfeição.

O risco é maior, porém, no modelo aprovado na comissão de sábios do Senado. Flerta-se com a hipótese de votar no PT e eleger mensaleiros empilhados numa lista.

Na sessão desta terça, concorreu com o voto em lista um sistema apelidado de “distritão”, preferido por sete dos presentes.

Consiste no seguinte: cada Estado é tomado como um grande distrito. Elegem-se os candidatos mais votados em cada “distritão”.

Funcionaria como nas atuais eleições majoritárias –para prefeito, governador, senador e presidente da República. Tem a vantagem de eliminar o veneno do puxador de votos.

Cada candidato dependeria apenas dos votos que fosse capaz de seduzir. O prestígio de Tiririca não seria transferido a Protógenes.

Deveu-se sobretudo à omissão do PSDB a derrota do “distritão”. Havia três tucanos na sessão da comissão de reforma política.

Numa primeira rodada de votação, Aécio Neves (MG), Lúcia Vânia (GO) e Aloysio Nunes (SP) posicionaram-se a favor do voto “distrital misto”.

No segundo e decisivo embate –voto em lista X distritão— a tróica de tucanos preferiu escalar o muro da abstenção.


13 comentários

  1. Anônimo
    quarta-feira, 30 de março de 2011 – 11:55 hs

    Voto em lista será o maior equívoco da história política do Brasil.
    Nosso país não tem a menor condição de agir assim. Imagine uma lista com Sarney, Collor, Jader Barbalho,etc, etc, ou Maluf, Tiririca, Jenoíno, Zé Dirceu, estamos ferrados mesmo.

    É o fim do mundo……….

  2. Anônimo
    quarta-feira, 30 de março de 2011 – 12:06 hs

    Que horror, vamos entrar de cabeça no modelo cubano. E o eleitor vai perder o direito de escolher, apesar de que tem dado provas cabais de que tem escolhido muito mal nestes anos todos. Mas prefiro escolher mal, do que me impedirem de escolher. Tony

  3. elvis gimenes
    quarta-feira, 30 de março de 2011 – 13:00 hs

    Tirica jamais seria eleito deputado federal pelo voto em lista. Assim também como muitos outros que foram eleitos pela vontade do povo e não do caciques. Para o voto em lista, devemos ter o voto facultativo, pois jamais poderei serobrigado a votar em uma lisa com tritna pessoas, sendo que destas, no minimo 15 eu não me simpatizo com ela. é um golpe duro contra o candidatopobre e os partidos pequenos, já não bastasse o fim das coligações.

  4. quarta-feira, 30 de março de 2011 – 14:06 hs

    Entendo que se eu não tenho o direito de escolha, então
    deixa de ser uma democracia. Isto é perigoso!
    Quer dizer que aquele candidato que estiver bem com o presidente
    do partido, será sempre eleito.
    Estas coisas, nos deixa enojado, e deixando a perceber que a politica não é uma coisa séria!
    ACORDA BRASIL!!!!!!!!!!!!!

  5. João Ninguém
    quarta-feira, 30 de março de 2011 – 14:19 hs

    Anónimo, todas as pessoas que você citou foram eleitas no sistema eleitoral atual! Ainda acredita que o sistema atual é o melhor?
    A lista fechada fortalece os partidos… agora vai depender da sociedade ter um participação maior nos partidos.
    De qualquer forma, eu sou a favor do voto distrital misto (metade escolhida pelo distrito e metade pela lista fechada). No distritão, perde-se a busca por uma coerência geral, já que cada vereador/deputado vai estar preocupado única e exclusivamente com o buraco da rua do bairro. Ele tem que ficar preocupado com o buraco, mas tem que se preocupar também com o sistema urbano/nacional como um todo – e isso, só com o voto distrital misto.

  6. julianoschmitt
    quarta-feira, 30 de março de 2011 – 14:33 hs

    é uma pena, gosto de escolher a pessoa e não o partido vão tirar minha vontade de votar.

  7. Ruy de Godoy
    quarta-feira, 30 de março de 2011 – 14:43 hs

    É só não votar, que não elege ninguém.

  8. Bragança
    quarta-feira, 30 de março de 2011 – 17:21 hs

    Seria bom também que o voto fosse facultativo

  9. Lobo Mau
    quarta-feira, 30 de março de 2011 – 17:38 hs

    E amaneira que a Dona Maria louca do parana achou para se eleger novamente pois o serviço que esta fazendo bloqueando os seus desafetos na base da ameaça so mesmo assim nas sombras dou competentes para se reeleger ao senado, viva a maria louca requiao o competente.

  10. Vlemainski-Cascavel
    quarta-feira, 30 de março de 2011 – 17:40 hs

    Acredito que a decisão dos senadores seja um retrocesso. Defendo, apesar das dificuldades, o voto distrital, ou seja, cada estado dividido em distritos e cada distrito, sem coligações, elegendo os mais votados.

  11. Borduna
    quarta-feira, 30 de março de 2011 – 17:51 hs

    Socoooooooorro. Chamem Hugo Chaves pra ensinar democracia no Brasil…

  12. Adriano Alves Bezerra
    sábado, 2 de abril de 2011 – 18:12 hs

    Voto em lista é andar em contramão e representará em tamanho retrocesso político. Srs. congressistsas, não deixem ocorrer isso; afinal torna-se um modelo anti-democrático e fere o livre direito de escolha do cidadão.

  13. Floriano Vieira da Silva
    terça-feira, 12 de abril de 2011 – 13:38 hs

    Sou um defensor incansável do voto em lista fechada, pois essa modalidade na eleição porporcional garante o caráter político das eleições e não uma disputa individualizada de cada ator no processo. Na eleição individualizada, se compra gato por lebre com muito mais facilidade. Já no sistema de lista fechada é a instituição partidária a responsável pela conduta de cada membro que compoe o grupo de candidatos que concorrem. É mais fácil caracterizar o partido que o indivíduo.

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