Violência no bairro Novo Mundo não perdoa nem noiva à beira do altar | Fábio Campana

Violência no bairro Novo Mundo não perdoa nem noiva à beira do altar


Ela foi levada em sequestro-relâmpago. Padre comanda abaixo-assinado por mais segurança

Do Bem Paraná com informações do G1

A violência é tanta no bairro Novo Mundo que até um noiva já sofreu sequestro-relâmpago na porta da igreja. Por conta da onda de violência no local, o padre da igreja Sagrada Família, decidiu começar um abaixo-assinado pedindo por mais segurança. Mais de 400 pessoas já assinaram e a expectativa é de que mais de quatro mil moradores do bairro assinem. Marieli e Glaucio já assinaram. As informações são do site G1.

A estudante de pedagogia Marieli de Lima Correa foi surpreendida por dois assaltantes no momento que esperava, dentro de uma caminhonete, para entrar na igreja e se casar, no dia 22 de janeiro, em Curitiba. Depois que os rapazes, um deles armado, deram voz de assalto, a noiva, a dama de honra, de 10 anos, e mais um casal de amigos foram rendidos e levados a rodar por bairros da capital, por aproximadamente 20 minutos. No trajeto, um dos assaltantes mastigou o chip do celular de Marieli para que ela não pudesse pedir ajuda. O buquê da noiva foi arremessado da janela do veículo por um dos rapazes.

Depois de roubarem as jóias, o dinheiro e os cartões das vítimas, os assaltantes deixaram os reféns a dez quilômetros da igreja. Vestida de noiva e de mão dada com a daminha de honra, Marieli pediu ajuda em uma casa e ligou para avisar o noivo, o guarda municipal Glaucio Luiz Correa. Na primeira ligação, o noivo pensou se tratar de um trote. “Eu já estava preparado para um pouco de atraso, quando me ligaram dizendo que ela tinha sido sequestrada, eu desliguei pensado que fosse brincadeira”, conta o noivo. O casamento marcado para começar às 20h30, teve início às 22h30 quando a noiva voltou para a igreja de táxi. Um buquê foi improvisado com as flores da decoração, as convidadas emprestaram alguns acessórios e, enfim, Marieli subiu ao altar.


Um comentário

  1. Cajucy
    sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 – 23:48 hs

    Pois é, né? O que dizer?

    É a segurança do Estado que esteve relegada nos últimos anos e ninguém mais tem segurança em lugar nenhum.

    São os tais políticos falastrões que na hora de resolver os problemas, não dão nem bola para o clamor da sociedade. O negócio deles é voto e, a partir do dia seguinte às eleições, dane-se o povo, a população, o cidadão…

    Depois da procuração em branco, conquistada nas urnas – sobre a pressão do verbo mentiroso – e por quatro anos, vão mandar e desmandar, como de praxe.

    Ninguém mais escapa dos larápios. Nem a igreja, a noiva, o adolescente de tênis novo e qualquer um que carregue uns trocados no bolso. Hoje em dia, matam por merreca. E fica por isso mesmo.

    E vale lembrar: em Curitiba e região metropolitana morre, a cada fim de semana, mais gente do que na Baixada Fluminense e na periferia de São Paulo.

    É bonito isso?! Curitiba cidade de tantos encantos, dizem; de um marketing forte no exterior com manchetes e reportagens na grande imprensa internacional e, na prática, tudo é uma grande enganação, um engodo, uma falácia.

    Estamos nus ante a malandragem reinante. Essa é a realidade. Enquanto autoridades andam de carro blindado ou de helicóptero…

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*