Hauly avalia a herança maldita recebida de Requião e Pessuti | Fábio Campana

Hauly avalia a herança maldita recebida de Requião e Pessuti

JORNAL HORAHNEWS

“Estamos vivendo para pagar gastos e dívidas. O Paraná é um Estado de médio porte engolido pela própria máquina, com baixíssima capacidade de investimento”.

Esse diagnóstico assustador sobre a situação do Paraná herdada por Beto Richa é do secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, ao analisar os motivos pelos quais a arrecadação do ICMS não acompanha o crescimento do Paraná.

Ele atribui a situação do Paraná às desonerações, em especial nas exportações agrícolas, carro chefe da economia do Estado, a sonegação e a guerra fiscal.

Sem esquecer a herança maldita recebida por Beto Richa do governo anterior, comandado por Roberto Requião e Orlando Pessuti. Uma máquina inchada que devora a si mesma e limita brutalmente a capacidade de investimento.

Para estabelecer a situação do Paraná dentro de um contexto compreensível nota que, em São Paulo, 15% das despesas foram para investimento. No Paraná esse total não ultrapassa 5%.

Hauly admite que, historicamente, a arrecadação cresce menos que o PIB por um problema estrutural do Estado. Mas a herança maldita está ali para complicar o quadro.

“O furo chega a R$ 1 bilhão por ano. Em 2010, especificamente, já detectamos que houve um aumento do pagamento de ICMS com precatórios e um crescimento das negociações de créditos do imposto, o que tem impacto na receita”, diz o secretário.

“Há também outros fatores, como a sonegação e as empresas que declaram, mas não pagam. Além disso, a economia paranaense está bastante vinculada às exportações agrícolas, que são desoneradas”, prossegue Hauly.

“A guerra fiscal predatória também causa perda de arrecadação. Eu estimo que somente a disputa dos Estados e a sonegação engolem pelo menos R$ 90 bilhões por ano de receita de ICMS no Brasil, que no ano passado deve ter fechado em R$ 270 bilhões”, completa.

O quadro herdado por Beto Richa é complexo e nada tem a ver com o triunfalismo bolivariano, sem qualquer base na realidade, que marcou o período Requião e, menos ainda, das lambanças perpetradas durante os nove meses do governo Pessuti e que eram vendidas como grandes feitos administrativos.

Hauly, que prefere não dar um teor político as suas avaliações sobre a herança recebida, não menciona no rol de passivos o descontrole e as insanidades cometidas no Porto de Paranaguá, por exemplo. Coisas que levaram boa parte das cargas que eram exportadas do Estado para terminais de Santa Catarina.

Reafirma, porém, que Beto herdou uma série de despesas não pagas do governo anterior, entre eles, R$ 60 milhões da saúde pública, e de repasses do Serviço de Assistência à Saúde (SAS) não feitos aos funcionários públicos estaduais.

A máquina inchada é vista como o principal problema. Ele resulta no crescimento das despesas fixas de custeio e pessoal, e a perda da capacidade de investimento em infra-estrutura, com conseqüente sucateamento de setores da administração pública.

Essa herança já resultou na necessidade de implantar uma série de ajustes drásticos, como a moratória no pagamento dos fornecedores por 90 dias e cortes nos gastos. Hauly adverte que novas medidas para atingir o equilíbrio econômico terão de ser tomadas.

“Estamos fazendo uma avaliação completa da situação do Estado, mas do ponto de vista das despesas temos de apertar o cinto e buscar soluções para aumentar receita, mas sem perder de vista a necessidade de desenvolvimento do estado nos próximos anos. Uma questão é repactuar a dívida do estado, hoje em R$ 18 bilhões, cuja correção é feita pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) mais 6% ao ano, bem acima dos juros pagos na dívida federal, que é corrigida pela taxa básica de juros”, diz Hauly.


23 comentários

  1. Revoltado
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 9:27 hs

    Só desculpas para não fazer o que prometeram.
    Quebrado o Estado estava quando o Requião entrou no governo, agora a economia do Estado esta muito boa.

  2. Henergumeno
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 9:33 hs

    O Sr. Beto Richa…. falou em aumentar o número de policiais, comprar “5” helicópteros, contratar mais de 20.000 professores e agora reclama de máquina inchada, o Pessuti estava tentando e com justa razão compor as necessidades do povo do Paraná… cada ação tinha dinheiro em caixa, mas quem sai sempre leva pedrada mesmo que a população veja que em muitas empresas do governo o número de Diretores foi aumentado… isso é que se chama economia? E o caso do 1o. irmão que assumiu obra e transporte e é o homem acusado do caixa dois do Sr. Beto… acho que é uma nova Vovó Naná surgindo… só espero que o Beto não precise tomar gardenal como o RR.

  3. DO LITORAL
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 10:01 hs

    PENA QUE A EXPERIÊNCIA POLÍTICA DE ANOS E ANOS NÃO FOI O SUFICIENTE PARA ENXERGAR ESTA POSSÍVEL SITUAÇÃO QUANDO CANDIDATO AO GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ.
    NO DESESPERO DE GANHAR AS ELEIÇÕES DISSE O QUE NÃO DEVIA.
    PARA O BETO E O RAULY REFLETIREM: “DEPOIS DA ONÇA MORTA, QUALQUER GUAPECA MIJA NO COURO”.

  4. atadailha
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 10:17 hs

    por isso voce está aí,para um megaproblema ,um mega secretario,eu sei e tenho a certeza que voce vai tirar de letra,mas pare de chorar, porque tem uma liquidação de lenços na rua xv.

  5. JUSTICEIRO
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 10:27 hs

    HERANÇA MALDITA – O Secretário da Fazenda , Sr. Luiz
    Carlos Hauly acusa o ex-governadordor anterior REIquião dos descalabro de suas gestões. Mas, a par disso infelizmente não anuncia as medidas que pretende tomar contra o ex-governador como, chamá-lo para ser ouvido sobre os fatos aqui expostos e medidas judiciais cabíveis a respeito. Antes de assumir o poder o Governador Richa falou repetidas vezes em fazer uma auditoria externa para se apurarem as contas de Reiquião. Agora não se fala mais nisso. Por que, Por que? Demagogia? Talvez.

  6. Luiz Fernando Engroff
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 10:47 hs

    O curioso disto tudo que ouvimos do Sr. Hauly é que nada disto foi visto antes, na época da campanha, onde tudo é possivel e será feito. Isto é uma constante de todos os governos. Antes, tudo está legal. Após, quando eleito, a coisa muda radicalmente. Os primeiros a serem sacrificados sempre são os servidores públicos, aqueles que a muitos anos estão esperando melhorias que nunca vem. Entra juca, sai manduca, e nada muda.

  7. Hogan
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 12:48 hs

    É preciso denunciar os desmandos do insano. Cobrar responsabilidades e, se possível, punições judiciais. O Beto tem mesmo que denunciar a herança maldita que recebeu.

  8. Samuel Sobral
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 13:42 hs

    As sucessivas desonerações do ICMS implementadas pela dupla Requião/Arzua ao longo dos últimos três ou quatro anos são as responsáveis pelo não acompanhamento do Paraná em relação aos demais estados no “quesito” economina tribuitária, se isso é possível.
    Essas desonerações visavam tornar ( algumas delas ) o Paraná mais competititvo nesse campo e com todo esse sacrifício imposto à qualidade da administração pública, diga-se inclusive a massa salarial do servidor, não deu o resultado esperado; muito pelo contrário, deixou as finanças em situação crítica a ponto do Pessutão ter que ir à forra com novo REFIS já no apagar das luzes do seu mandato tampão.
    Portanto, senhores leitores, os avanços econômicos não se fazem ou desfazem em três ou quatro meses; é preciso tempo e o do Caroço de Mamona teve o suficiente para fazer o que fez. O que se vê é apenas reflexo daquele que popalava na sua Escolinha que o Paraná tinha o “melhor administrador de portos do mundo”, o “melhor secretário de educação da via lactea” e por aí vai.
    O problema deste país, fundamentalmente, não é o político, claro e óbvio ! É quem o elege.

  9. Adam
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 14:59 hs

    Parabéns Hauly pelo seu trabalho diante da SEFA, competente e conhecedor dos descalabros e irregularidades e dívidas que esse PMDB deixou no estado,acredito no seu potencial e no do Beto para fazer do Paraná o melhor estado do Brasil, vcs estão a 50 dias no governo e esses bosta na agua vem falando merda, eles estão revoltados porque agora perderam o pão de mel, É beto, é beto é beto é beto..

  10. AMARAHAL
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 15:09 hs

    Façam a prova que são bons gestores.
    Parem de tercerizar a responsabilidade, como fez o RR, apenas digam que em que situação está o tesouro do estado e mostrem que são capazes de gerenciá-lo sem que o povo tenha que pagar essa conta.
    Não vejo pq. contratar auditores e/ou consultores externos pois acredito que no quadro do governo haja funcionários competentes para diagnosticar problemas e aconselhar soluções.
    Revejam, as grandes despesas e as contas desnecessárias de custeio como mordomias, cargos comissionados, gratificações, viagens, não só no poder executivo mais nos outros tbém, pois o caixa que repassa é o mesmo.
    Incentivem o desenvolvimento gerando oportunidades !
    Administrem !

  11. terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 15:37 hs

    Após vencer as eleições o Governador montou a equipe de transição para examinar as finanças do Estado do Paraná. O Governador da época Sr. Landão Pessuti criou uma montanha de empecilhos para que a equipe de transição liderada pelo sr. Sebastiani pudesse ter acesso as contas do Estado. O próprio Pessuti efetuou uma série de desmandos, inclusive com o Decretão beneficiando as usinas de alcool. Desmandos que precisam ser analisado com muito cuidado. Ora, o Secretário Hauly é muito maior que o cargo que ocupa como secretário da Fazenda. Tem uma vida de experiencia e muita seriedade.Por isso, penso que o sr, Luiz Fernando Engroff poderia manter a boca fechada para não falar besteira e deixar que um governo sério trabalhe para tirar o Paraná do buraco que Roberto Requião nos colocou.

  12. Myrna Rodrigues
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 16:24 hs

    Assustador é ouvir o nosso Secretário da Fazenda em entrevista numa emissora de rádio dizer que os anos 80 foi a década de ouro do estado. Que os anos 90 e a primeira década do novo milênio foram um desastre. Para ele Lerner e Requião foram dois desastres, só ele que foi secretário da fazenda do Álvaro Dias é que foi bom.

    Parece que ele não entende que o comércio exterior tem duas vias, a venda e a compra. A “guerra fiscal” é um sintoma que a carga tributária é excessiva. O governo Requião demorou muito a reagir as investidas do Estado de Santa Catarina e isto custou muito caro para o Paraná. Pelas declarações do nosso Secretário perderemos indústrias instaladas e outras que poderiam vir não virão. Quem viver verá.

  13. CATARATAS
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 16:35 hs

    E VOCES AINDA QUEREM MANTER ALGUNS BRAÇOS DIREITO NO PODER E OUTROS QUE PULARAM DE PARTIDO EM CIMA DA HORA, NÃO SENHORES SILVAS…….

  14. antonio carlos
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 19:10 hs

    O secretário tem um componente masoquistico muito grande, perder tempo analisando a incompetência alheia é puro masoquismo. ACarlos

  15. PROFESSORA - LONDRINA
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 19:47 hs

    POR FAVOR, PAREM DE RECLAMAR E TENTAR JUSTIFICAR OS DOIS PRIMEIROS MESES DE GOVERNO DE TOTAL FALTA DE AÇÕES QUE BENEFICIEM A POPULAÇÃO.
    NÃO HÁ NADA PARA COMEMORAR NESSE INÍCIO DE MANDATO. PELO CONTRÁRIO…
    NOSSOS ALUNOS ESTÃO SEM RECEBER O LEITE NA MERENDA ESCOLAR.
    ESTAMOS PAGANDO TARIFAS MAIS CARAS DE ÁGUA E LUZ.
    NÃO TIVEMOS O REAJUSTE PROMETIDO DE 27% EM NOSSOS SALÁRIOS.(PROMESSA DE CAMPANHA)
    TIRARAM TODAS AS DOCUMENTADORAS ESCOLARES DOS MUNICÍPIOS, (SOBRECARREGANDO OS DIRETORES)
    …EM COMPENSAÇÃO VOSSOS SALÁRIOS FORAM REAJUSTADOS: GOVERNADOR, SECRETÁRIOS DE ESTADOS…
    SE A SITUAÇÃO ESTÁ TÃO RUIM PEDE PRA SAIR…

  16. Professor DO PARANÁ
    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 – 22:37 hs

    É assim mesmo, ganhou e as promessas ficam no passado. Beto Richa, sou professor e como milhares de outros votaram em você com esperanças de melhorias, especialmente de salários então queremos que cumpra a promessa né…
    Estamos aguardando..

  17. quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 – 8:41 hs

    Os policiais vao continuar chupando o dedo, segundo haully, Beto nao vai pagar a PEC 64. esse Haully é mao de vaca, para eles sobram dinheiro.

  18. OBSERVADORA......
    quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 – 10:31 hs

    Agora só falam em contas…contas…contas, e quem vai levar a pior são os servidores do baixo escalão…..porque o Sr. Hauly não fala a respeito da Lei que o Pesutão assinou no final do seu mandato DOBRANDO SALÁRIOS DOS AUDITORES FISCAIS DA FAZENDA. Aumento assim com certeza vai fazer diferença nos Cofres Públicos. Mas com certeza é constitucional.”………….”

  19. marina richter
    quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 – 14:31 hs

    Mai uma vez, muito se fala e pouco se faz. E este governo Beto Richa, não será diferente.
    Vão tratar dos seus proprios interesses, como fizeram os governos anteriores e farão os posteriores, e o povo que se dane.
    Secretario da educação, va se informar melhor antes das entrevistas. pare de falar bobagens , de desqualificar o trabalho dos servidores da educação, sim, porque com certeza não é o secretario que se empenha e se dedica em seu trabalho no dia a dia para que as coisas aconteçam da melhor forma possivel.Parabens ao povo Paranaense que ainda não aprendeu a eleger as pessoas (empregados politicos) que contratamos (eleitores) para defender nossos interesses. Cada povo tem o governo que merece.

  20. Luiz Fernando Engroff
    quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 – 16:19 hs

    Solicito direito de resposta ao comentário do Auditor Fiscal Luiz Carlos Bernardino da Silva, que lamentavelmente mencionou meu nome, Luiz Fernando Engroff. Pra voçe um dos previligiados que tem um salário de R$ 12.800,00 e que pouco trabalha, que nós sabemos, tudo sempre será uma maravilha. Gostaria que voçe me procurasse para calar minha boca seu bosta.

  21. Gervazio do Parana
    quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 – 17:06 hs

    Pra que serve mesmo aquele contrato registrado em cartório????
    la não tinha nem em letrinhas miúdas “propostas validas somente se o governo anterior deixar caixa”.

  22. Carlos
    quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011 – 22:25 hs

    Cara Observadora. Talvez você não saiba, mas o fisco do Paraná há décadas perfila entre as últimas remunerações de fiscos estaduais no Brasil. Para você ter uma ideia, um auditor inicia a carreira hoje (sem a implantação da nova lei) com um salário menor do que o de um policial federal também em início de carreira. Perde inclusive para as carreiras correlatas dos Estados mais pobres do país, isso apesar do Paraná possuir a 5ª maior arrecadação de impostos. Isso é extremamente prejudicial para o próprio Estado, visto que muitos auditores já saíram do fisco por conta não só dos baixos salários, mas também pela desestruturação da carreira promovida por sucessivos governos que pouca ou nenhuma importância deram à fiscalização dos impostos estaduais. O resultado dessa economia de custeio está na difícil situação por que passa este Estado, que necessita de uma urgente reestruturação da máquina pública, para que se torne mais eficiente, com a valorização e profissionalização não só dos auditores fiscais, como de outras importantes carreiras, como professores, policiais, etc., que também lutam pelo mesmo reconhecimento.

  23. Dora
    quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011 – 18:43 hs

    Ao Carlos. Tenho um tio que é auditor fiscal e já ouvi ele falar que voçes fizeram concurso para agente fiscal e não para auditor. Por isto não acho justo voçes quererem receber em cargo acima, não é legal , é injusto com todos os demais funcionários. No Paraná não tem auditor fiscal mas agente fiscal que recebem bem menos que um auditor. Abaixo as falcatruas já.

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