O Estado do Paraná apenas na versão digital | Fábio Campana

O Estado do Paraná apenas na versão digital

De Boletim Extra Pauta e Gazeta do Povo

O Grupo Paulo Pimentel, desde 2008 apenas com veículos impressos (o patriarca que dá nome ao grupo vendeu as TVs para o comunicador Carlos Massa), está partindo para uma nova modalidade de comunicação. Vai continuar com o tradicional O Estado do Paraná apenas na versão digital. Com versões, impressa e digital, seguirá apenas a Tribuna do Paraná. Assim, o GPP vai seguindo os passos do tradicional e centenário Jornal do Brasil, veículo que deixou sua versão impressa em setembro passado para continuar apenas com jornalismo online.

A notícia sobre a migração já circulava nos bastidores há algum tempo. Mas foi confirmada nesta sexta-feira (21) por meio de uma entrevista dada ao jornalista Filipe Oliveira, da Rádio CBN, no programa local da manhã. O ex-governador enfatizou: “não vou dispensar ninguém da redação”, comprometendo-se a manter postos de trabalho hoje existentes. Pimentel reiterou várias vezes que a desativação do impresso não ocorrerá sem ampla comunicação aos leitores, e o diretor comercial do GPP, Rafael Tavares, explicou que há uma aceitação de cerca de 80% dos assinantes de O Estado que passarão a receber a Tribuna.

Este é o terceiro jornal impresso do estado a deixar de circular em pouco mais de seis meses. O jornal Diário Popular publicou sua última edição em agosto passado. Com problemas financeiros, o períodico demitiu seus 30 funcionários e deixou de circular depois de 47 anos. De caráter popular e linha editoral focada no noticiário esportivo e policial, ele tinha, na época, uma tiragem de 12 mil exemplares de segunda a sexta-feira, e 15 mil na edição de fim de semana. Mais recentemente, o Hora H News também passou a ser publicado apenas na internet.


11 comentários

  1. Parreiras Rodrigues
    sábado, 22 de janeiro de 2011 – 14:32 hs

    Como dizem os repórteres dos programas policiais, Algacy, o exemplo maior: Profundamente lamentável.

    Mas lembro-me da aula na Opet quando o professor disse que o jornal impresso resistiria ao virtual. Um renomado jornalista escreveu texto dizendo o mesmo. Amparei o queixo nas minhas duas mãos e pensei cá com os meus zíperes: Sei não…

    Imagino os sentimentos de todos os que fizeram de O Estado do Paraná, Um Senhor Jornal. Meu vizinho, o Dante Alberti, viveu a vida praticamente lá dentro.

    É Solda, prá não dizer outra coisa.

  2. sábado, 22 de janeiro de 2011 – 17:03 hs

    É uma pena. O jornal O ESTADO DO PARANÁ cumpriu brilhantemente sua missão ao longo dos ano. Até entendo isso, pois o Paulo Pimentel deve estar cansado de garantir a presença desse jornal nas bancas. Ultimamente, com o novo formato, já revelava um certo cansaço. Mas eu sou testemunha de que suas páginas sempre estiveram abertas para a versão do contraditório, mesmo que isso dispusesse contra o poder da hora. Eu ainda não acredito muito nas versões digitais pagas, mas desejo êxito ao novo projeto. Se não der certo, sempre estaremos a espera das páginas impressas. Afinal, O ESTADO DO PARANÁ faz parte das nossas vidas. Não tem mais jeito. Sempre fará parte delas.

  3. Cajucy
    sábado, 22 de janeiro de 2011 – 22:27 hs

    Lamentável esta informação, meu ilustre jornalista Fábio Campana.
    Esse é o reflexo – triste – de nossa imprensa que vivia à sombra do governo do estado. O que vale dizer que, sem a verba oficial, os jornais sentiram o golpe.
    Todos os jornais citados – O Estado do Paraná, Diário Popular e o Hora H News sempre padeceram de um bom departamento comercial.
    Jornal sem departamento comercial ativo junto ao segmento empresarial, de duas uma: ou é jornal bancado por político ou vive das benesses do estado e dá a contrapartida. Conheço bem essa área.

  4. Cajucy
    sábado, 22 de janeiro de 2011 – 22:30 hs

    A propósito: o Joel Malucelli não havia comprado o jornal no segundo semestre do ano passado? Se não me engano, foi aqui nessa coluna eletrônica, que li essa notícia.

  5. Alemão
    sábado, 22 de janeiro de 2011 – 22:52 hs

    REalmente é uma pena, pois o jornal impresso tem outro sentido de leitura. O referencial no impresso é diferente do digital, e tem aquela coisa de voce não poder mais ler o jornal da hora do “retiro espiritual”, pois nem sempre voce quer levar o computador junto.
    Provavelmente os custos levaram o Dr. Paulo a tomar tal iniciativa.

  6. Borduna
    domingo, 23 de janeiro de 2011 – 4:10 hs

    Isso é desenvolvimento sustentável. O jornal impresso é um tremendo consumidor e papel e consequntemente de árvores. Sendo assim, já acaba terde….Os próximos serão as listas telefôncias.

  7. antonio francisco da silva
    domingo, 23 de janeiro de 2011 – 9:54 hs

    é o destino dos jornais brasileiros,pois eles não representam o pensamento da maioria e sim de uma elite,corrupta,preconceituosa, e impopular

  8. antonio carlos
    domingo, 23 de janeiro de 2011 – 11:16 hs

    O Paraná não perde nadinha. ACarlos

  9. bicho do paraná
    domingo, 23 de janeiro de 2011 – 13:31 hs

    POR QUE O SR.PAULO PIMENTEL NÃO SE MUDA PARA SÃO PAULO???
    E DEIXA O PARANÁ LIVRE DA FEBRE AFTOSA DEFINITIVAMENTE?????
    SÓ POR DEUS MESMO……..

  10. retirante
    domingo, 23 de janeiro de 2011 – 20:57 hs

    um crime ambiental a menos, como diria meu colega PC

  11. Paranaense
    segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 – 10:20 hs

    Ele vai manter a versão online só pra poder manter sua força política, o jornal vai virar um blogue pra poder manter seu status. Era melhor que nem fizesse versão online, devia aproveitar os poucos anos de vida que lhe resta pra gastar a grana que ganhou com a venda da tv pro ratinho, e suas aposentadorias acumuladas ao longo da vida pública.

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