Desindustrialização ou destruição criadora? | Fábio Campana

Desindustrialização ou destruição criadora?

Carlos Alberto Pessôa para a Revista Ideias

Nos 20 anos decorridos entre 1964 e 1984 o Brasil transformou-se numa das mais integradas e complexas economias do mundo – leia o livro BRASIL À TOQUE DE CAIXA, do heterodoxo, do provocador Antônio Barros Castro. De lá pra cá esta saudável realidade não se alterou, ao contrário.

– Mas ela pode se alterar?

– Claro; sub speciae aeternitatis tudo muda… Mas daí a dizer, por exemplo, que graças à valorização do Real corremos o risco de desindustrialização vai distância imensa. Além do mais isto significa atirar no inimigo errado, que não é o câmbio, mas as desequilibradas contas públicas.

O que na verdade está a ocorrer é o que o velho Schumpeter batizou com tanta felicidade: mais uma volta no processo de destruição criadora. Inerente ao capitalismo, sua seiva, estimulada pela competição, cada dia mais global. Os consumidores agradecem.


6 comentários

  1. Jose Carlos
    quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 – 15:25 hs

    A questão, no fundo, se resume a um país chamado China… este país precisa arrumar emprego para 50 milhões de pessoas por ano, que corresponde ao número de criaturas que deixam o campo para as cidades todo santo ano… para isso vão mandar às favas todas as outras questões, driblando o mundo todo… lá não há restrições ambientais, fiscais, trabalhistas e outras pieguices do gênero… eles precisam crescer e encher a pança e as casas dos chineses com consumo e conforto, pois, sem isso o regime não dura dois anos… liberdade e democracia são luxos para países ricos e com demografia sob controle… o resto é conversa mole pra boi dormitar…

  2. INTRUSO
    quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 – 15:31 hs

    A DIFERENÇA ENTRE O BRASIL E EUA É QUE O “FEDEX” AMERICANO TRANSPORTA MERCADORIA EM EXPORTAÇÃO. JÁ O CORREIO BRASILEIRO TRANSPORTA MERCADORIA IMPORTADA. OU SEJA: SÓ EXPORTAMOS MATÉRIA PRIMA EM GRAND EQUANTID.. VIA PORTO(ALTO CUSTO) E IMPORTAMOS PRODUTOS TECNOLÓGICOS(BAIXO CUSTO DE TRANSPORTE). É O MESMO QUE UM PERNETA DISPUTAR CORRIDA COM UM VELOCISTA.

  3. Helio Schorr
    quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 – 15:31 hs

    A desindustrialisação é consequência do câmbio valorisado, que é consequência do fluxo de dólares, que é consequência dos juros altos, que são consequência do descalabro pornográfico das contas públicas, que finalmente são consequência dos desmandos do Governo. Ou seria do desgoverno?????

  4. JAMELÃO
    sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 – 7:50 hs

    Como falam besteiras!
    É só diminuir um pouquinho o lucro dos “empresários” que a chiadeira recomeça, vão trabalhar vagabundos, parem de invistir a rentabilidade de suas empresas em casas nas praias viagens pros stats e etc….

  5. Vigilante do Prtão
    sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 – 9:10 hs

    A valorização do real, é fonte de preocupação.
    Temos o exemplo recente da Argentina.
    Ficou anos com a moeda valorizada e sucateou sua indústria.

    Concordo com o Antonio Barros, a valorização seria muito menor, caso não fôssemos tão dependentes de capital externo.
    O desequilíbrio nas contas públicas, e a valorização do Real, são causa e consequência, um do outro.

    A tacxa de juros é elevada, atriando mais recursos para cobrir o rombo nas contas públicas. Gerando altos volumes de aplicação vindas de outros países, fazendo baixar a cotação da moeda Americana.

    Como efeito colateral, temos uma redução da inflação e um processo lento e gradual de desindustrialização.

    EX.

    Procure uma Lâmpada de fabricação nacional.
    Vai ser difícil encontrar.
    Importar da China, é mais barato.

  6. Fernando Santos
    sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 – 10:08 hs

    Avisa pro Carlos Alberto que À TOQUE não tem leva acento grave..

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