Acabou a farra, começa época das vacas magras | Fábio Campana

Acabou a farra, começa época das vacas magras

Passada a farra eleitoral e de final de mandato dos que saem, os governantes que entram são obrigados a apertar os cintos. Cortar gastos, fazer ajustes, tomar medidas impopulares para segurar o rojão. Aqui, no Paraná, Beto Richa decretou moratória nos pagamentos do Estado por 90 dias que podem ser prorrogados até que a casa fique em ordem, o que não será fácil pelas primeiras amostras de descalabro administrativo que herdou de Requião.

No governo federal, a presidente Dilma Vana Rousseff busca uma forma de evitar o aumento da taxa básica de juros, que pode ser anunciada no próximo dia 19, quando o Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, se reúne pela primeira vez sob a batuta do presidente da instituição, Alexandre Tombini.

A ideia de Dilma e Guido Mantega é reduzir as despesas do governo, o que em tese provocaria impacto no custo do dinheiro no mercado financeiro por conta de uma redução dos gastos da máquina federal. Caso o corte ocorrer nas despesas de custeio, Dilma Rousseff enfrentará a chiadeira dos servidores federais.

O que não é conveniente para quem acaba de assumir um governo sob o manto das incertezas econômicas mundiais. Outra saída é reduzir os investimentos, em especial nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, mas tal decisão acabaria desmentindo o messiânico Lula, que no discurso de posse de Dilma foi alvo de salamaleques de toda ordem.

De tal modo, restaria ao governo da presidente Dilma Rousseff enxugar os repasses aos ministérios, o que comprometeria as ambições políticos de muitos ministros. A solução derradeira seria postergar a liberação de recursos para as emendas parlamentares, o que por certo provocaria uma intifada no Congresso Nacional. Resta esperar o resultado do encontro entre Dilma Rousseff e Guido Mantega, pois ambos estão diante de um considerável problema.

Em outra ponta do cenário político, o governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, anunciou nesta segunda-feira um corte de R$ 1,5 bilhão no orçamento do mais importante e rico estado brasileiro. De acordo com o secretário de Planejamento do Estado de São Paulo, Emanuel Fernandes, os cortes atingirão em 10% o custeio da máquina paulista e em 20% os investimentos das secretarias.

De acordo com Geraldo Alckmin, que retornou ao Palácio dos Bandeirantes com os olhos voltados para 2014, a redução dos gastos do governo foi decidida com base na cautela, pois é preciso aguardar a arrecadação tributária do primeiro trimestre.

“O contingenciamento é de 1% do orçamento. Portanto, é uma medida realmente de cautela que serve tanto para você ver o comportamento da economia, quanto para forçar os secretários a aumentar a eficiência nos gastos, que o governador pediu”, declarou o secretário Emanuel Fernandes. “Um novo governo, mesmo que seja um governo de continuidade, você tem sempre que fazer aumento de eficiência, renegociar contrato de aluguel. Ao longo do tempo, quanto mais economia fizer, o secretário ganha esse orçamento, ao invés de ser cortado dele”, reforçou o titular da Secretaria do Planejamento.


7 comentários

  1. Juventino Ferrabras
    terça-feira, 4 de janeiro de 2011 – 9:56 hs

    Não sei quanto a vocês, mas eu estou muito feliz com a posse do Beto Richa. Os professores vão receber aumento histórico, a segurança vai entrar nos trilhos, o nepotismo – essa coisa vergonhosa que entristeceu os paranaenses nos últimos oito anos – vai ser banida do território estadual – e a saúde vai ter até helicóptero para descer nos rincões mais afastados para socorrer os pobres e desvalidos.
    Como dizia aquele personagem do Jô Soares, “Me tira o tuuuuuuubo!”.

  2. DO LITORAL
    terça-feira, 4 de janeiro de 2011 – 10:23 hs

    É POR ISSO QUE NÃO SE DEVE FALAR BOBAGENS EM CAMPANHA NO DESESPERO DE ELEGER-SE.
    AQUI NO PARANÁ POR EXEMPLO, O BETO GARANTIU AOS SERVIDORES DA EDUCAÇÃO UM REAJUSTE OU EQUIPARAÇÃO SALARIAL O QUAL FOI RATIFICADO PELO FLÁVIO ARNS EM ENTREVISTA À RPC, PÓS ELEIÇÕES.
    MAS OS 180 DIAS AINDA DEIXARÃO A APP/SINDICATO DE PRONTIDÃO, CASO ISTO NÃO OCORRA, A APP/SINDICATO TEM O DEPUTADO PROFESSOR LEMOS DO PT, AUTOR DO PROJETO DE ISONOMIA SALARIAL, PARA COBRAR E PÔR O BLOCO NA RUA.
    É TUDO O QUEREM, REQUIÃO E O OSMAR DIAS.

  3. Juliano Zimmer
    terça-feira, 4 de janeiro de 2011 – 10:44 hs

    A mesma medida adotada por Beto foi adotada por Requião no início da gestão em 2003. Quando assumiu o governo na época Roberto Requião também decretou moratória por 90 dias, sendo que a diferença é que o Requião na época cortou despesas da folha de pagamento do funcionalismo público e adiou dívidas com bancos internacionais e com o governo federal. Já o Beto Richa vai fazer um corte mais profundo nas contas do estado, investindo mais nos 3 pilares da gestão que são: Educação, Saúde e Segurança. Na verdade o ex governador Orlando Pessuti afirmou nos últimos dias de governo que deixaria a casa arrumada para o Beto, porém ele pagou o funcionalismo público e deixou de lado outras contas herdadas de Requião mais o buraco é mais profundo do que parece.

  4. DO LITORAL
    terça-feira, 4 de janeiro de 2011 – 10:55 hs

    MATÉRIA DA APP/SINDICATO:

    Equiparação salarial – Um dos tópicos mais aguardados pela categoria no discurso de posse – a garantia da realização da equiparação salarial dos educadores com os demais servidores do Estado que possuem mesma formação e carga horária – não foi citado. O secretário de Imprensa e Divulgação da APP-Sindicato, professor Luiz Carlos Paixão da Rocha, que representou a entidade na solenidade, lamentou. “Beto Richa se comprometeu em equiparar os salários dos educadores, mas, até agora, há apenas o silêncio do novo governo sobre o tema”, apontou.

    Com informações da Agência Estadual de Notícias (AEN)

  5. DO LITORAL
    terça-feira, 4 de janeiro de 2011 – 10:59 hs

    COMO DIZ O DARCI BARBEIRO DE PARANAGUÁ:

    DEPOIS DA ONÇA MORTA, QUALQUER GUAPECA MIJA NO COURO.

  6. Vigilante do Portão
    terça-feira, 4 de janeiro de 2011 – 13:52 hs

    O cara assumiu ontem e querem que resolva uma questão que o Requião não resolveu em 8 anos.

    Pergunto:

    Qual governante não gosta de dar reajustes para funcionários públicos?

    Elementar, TODOS GOSTAM.

    A APP passou 8 anos, andando de lado, aparentemente os professores estavam SATISFEITOS.
    Agora, com 3 dias de governo querem receber reajuste.

  7. Professora
    terça-feira, 4 de janeiro de 2011 – 14:29 hs

    Eu não sei o porque desses comentários aí em cima. Vcs não acham que ainda é muito cedo para o governador fazer a equiparação salarial dos professores? Afinal Beto Richa assumiu o governo há apenas 4 dias. Vamos dar um tempo a ele para depois cobrar. Ou vcs acham que ele iria fazer isso ou outras coisas que prometeu em campanha no 1ºs dias de mandato? Por que o Prof. Lemos não cobrou isso, como deveria, com mais enfase, na mpanha? Por que não cobraram, também com mais enfase, no governo de Pessuti?. Claro que estou torcendo para que essa equiparação saia, e logo, mas com um porém, que saia também para os professores aposentados, o que eu não vejo é a APP fazer nada pelos aposentados, a não ser cobrar suas mensalidades.

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