TST ordena que 80% dos funcionários das companhias aéreas trabalhem na greve | Fábio Campana

TST ordena que 80%
dos funcionários das companhias aéreas trabalhem na greve

Do Uol

O presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Milton de Moura França, concedeu por volta das 20h30 desta quarta-feira, uma liminar (decisão provisória) determinando que sejam mantidos em atividade 80% dos funcionários das companhias aéreas entre esta quinta-feira (23) e o dia 2 de janeiro.

A decisão, que pretende debelar a greve anunciada por aeroviários (funcionários que trabalham em terra) e aeronautas (pilotos e comissários) para esta quinta, antevéspera de Natal, foi justificada pelo ministro “de forma a viabilizar o transporte aéreo em todo o território nacional”.

Foi fixada multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento da decisão. A liminar atende ação movida procurador-geral do Trabalho, Otávio Brito Lopes.

Na decisão, o ministro ressalta que o direito de greve é garantido pela Constituição, mas afirma que também “decorre de preceito constitucional que todos os cidadãos têm o direito de livre locomoção em todo o território nacional, por todos os meios de transportes disponíveis”.

França também afirma que o trabalho dos funcionários é atividade considerada essencial, daí o dever de assegurar o pleno atendimento da comunidade, ainda mais devido ao movimento ter sido deflagrado a dois dias do Natal.


2 comentários

  1. Vigilante do Portão
    quinta-feira, 23 de dezembro de 2010 – 5:02 hs

    Não adianta,

    Quando atinge aos mais abastados, é assim:80%.

    Explico:

    Quando a greve é dos metroviários, a determinação dos Tribunais, é de que 30% ou até 50% do serviço, sejam mantidos.

    Agora, quando é de transporte aéreo, no qual, suas Excelências pretentem viajar, bem, daí a história é diferente….

  2. Izabel
    quinta-feira, 23 de dezembro de 2010 – 17:21 hs

    As suas excelências não querem nem saber se o pessoal que vai trabalhar vai fazer hora extra ou não tanto que eles cheguem onde querem chegar. Bom seria que me perdoem a tripulação que seria uma perda, mas um avião cheio de juízes não faria falta nenhuma. Ainda mais do jeito que julgam e do tempo que levam para julgar no nosso país.

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