Márcio Nunes vai para o Instituto das Águas | Fábio Campana

Márcio Nunes vai para o Instituto das Águas

Natural de Campo Mourão, é engenheiro agrônomo. Foi vice-prefeito e secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Campo Mourão, onde implantou programas de coleta seletiva e reciclagem de lixo. Também foi chefe regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento na região Noroeste e diretor administrativo e financeiro do Emater. Tem 44 anos.


7 comentários

  1. Paula
    sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 – 16:44 hs

    Parabéns Marcio, conheço-o lá de C. Mourão, quando aínda adolescente. Filho de boa gente. Sr. Tadeu (in memorian). Que Deus
    te acompanhe e te de muita sorte nesta jornada!!!!!

  2. sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 – 17:21 hs

    Marcio Nunes Merecia coisa melhor.

  3. JAIR CARNEIRO SARANDI
    sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 – 17:42 hs

    Perguntar não ofende, e do grupo do RUBENS BUENO.

  4. sítio do Requião
    sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 – 19:15 hs

    Legal mais um político no meio ambiente, ja da para ver o que vai acontecer. No IAP um técnico de nível médio, e não é só técnico é mais politiqueiro do que nunca, ja deu uma entrevista ao jornal Estado do Paraná, que quer ver um meio ambiente de cara nova, vamos liberar as licenças ambientais essa é a cara nova. Ja no ITCG querem colocar uma indicação do dep. Nelson Meurer, que ja foi supirintendente do INCRA – PR, sem graduação alguma, truculento segundo funcionários. E que é do PDT de um dos traidores de Osmar Dias. Então fica aí o meio ambiente sem ambiente.

  5. Professor Jaquim
    sábado, 18 de dezembro de 2010 – 11:31 hs

    O Instituto das ÁGUAS merece algo melhor… a tão anunciada nomeação por critérios técnicos e valorização dos servidores da casa foi por água a baixo no Instituto das águas… bem feito para aqueles barnabés que votaram neste governo ….ainda prometeram o final da politicagem na área ambiental…falácias … falácias …

  6. carlinhos juranda
    sábado, 18 de dezembro de 2010 – 21:13 hs

    Parabéns Marcio e que Deus o ilumine muito, vc merece , grande abraço.

  7. Rubens Vasconcelos Calixto
    sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 – 10:27 hs

    DESPERTAR ENQUANTO É TEMPO

    No inicio das atividades das usinas produtoras de álcool, açúcar e outros derivados, começando pelo plantio de cana em alta escala, ocupando milhares de alqueires de terras férteis na extraordinária região Norte – Noroeste e Sudoeste do Estado do Paraná, onde milhões e milhões de toneladas de grãos (soja, milho, algodão, trigo, feijão, arroz e outros produtos eram produzidos) com a extensão dos canaviais, a produção daqueles produtos, de mais alta relevância para o País, sofreu sensível redução. Ocorre, porem, que este não é o maior problema. A produção de cana de açúcar é inequivocamente danosa a esta esplendorosa região, salientando-se que suas terras, outrora férteis, se tornarão improdutivas, a médio prazo, pela agressão que vem sofrendo, uma vez que a lavoura de cana suga ao máximo a fertilidade da terra, além de “retirar” do meio ambiente milhões de toneladas de água, transformada em “garapa” – caldo de cana, para a produção de álcool, açúcar e outros derivados. – A “palha” que resta nos campos, após o corte da cana é queimada …, nada restando para fertilizar o solo. A prevalecer esta situação, a imensa região, outrora considerada a “melhor terra do mundo”, se tornará árida, improdutiva e estéril.
    Em algumas regiões, o corte de cana é braçal, realizado pelos “cortadores de cana”, ensejando “Mao de obra” a milhares de trabalhadores. Acontece, que com a modernização, as usinas estão mecanizando essa atividade, com a aquisição de poderosas maquinas “cortadeiras”, representando seria ameaça aqueles trabalhadores, que correm o risco de ficarem sem trabalho. No final dos contratos de arrendamento os imóveis serão devolvidos aos seus proprietários, que enfrentarão inúmeras dificuldades para recuperá-los agricolamente.
    Na condição de ecologista e ambientalista, conclamo as autoridades governamentais, executivas e legislativas, nas esferas dos governos federal, estaduais e municipais, as federações de agricultura, os sindicatos rurais (patronais e trabalhadores) e a sociedade como um todo, para debruçarmos sobre este assunto, da mais absoluta atualidade, no sentido de encontrar uma solução para o gigantesco problema que se avizinha. Não tenho nenhuma “vocação” para “Chico Mendes”, tampouco a pretensão de igualá-lo. Porem, ao tratar desse assunto, estou certo de estar pisando em terreno movediço, de alto risco. Uma das primeiras medidas que defendo é PROIBIR, imediatamente, o plantio de novas lavouras de cana; desapropriar as áreas superiores 30 (trinta) alqueires paulistas, por restar demonstrado que proprietário de imóvel rural que o “arrenda” para o plantio de cana, não é agricultor e não necessita daquele imóvel. Com a desapropriação, promove-se o loteamento, em pequenos imóveis aos “verdadeiros” agricultores, que são os pequenos lavradores que foram desalojados do meio rural e hoje sem encontram “perambulando” nas periferias das cidades, sem nenhuma outra qualificação profissional.
    É necessário não confundirmos estes valorosos “operários da agricultura”, com os famigerados “MST”, que não passam de perturbadores da ordem. Outra situação que desperta a atenção do mundo imobiliário, é a total cessação dessa atividade nas áreas ocupadas pelos canaviais, inexistindo quaisquer transações imobiliárias e deixando gerar impostos, taxas, etc.
    No inicio do plantio da cana, neste município, antevendo os resultados negativos, no futuro, escrevi: “A cana poderá dar o cano”. Com o desenvolvimento dos canaviais, percebi que “pelo menos na área social aquela atividade estava dando certo”, ao oferecer trabalho á centenas ou milhares de trabalhadores braçais, no “corte de cana”. Entretanto, de dez ou oito anos a esta parte, estamos presenciando o estrangulamento do nosso sistema climático, chuvas escassas, temperaturas irregulares e outros fenômenos, até então desconhecidos. Essa situação tem provocado grandes perdas de safras de grãos, levando milhares de agricultores à situação de enormes e impagáveis dividas, com as constantes frustrações das safras de produtos agrícolas, soja, milho, trigo, feijão, algodão, arroz e outros.
    Embora não possua confirmação científica, tampouco sou “especialista” nessa área, analisando e pesquisando as causas dessa desastrosa situação climática, encoraja-me afirmar que os “canaviais” são os parcialmente responsáveis por esta situação. Vejamos: A “cana de açúcar”, se transforma em enormes “garrafas” e, cortadas, transporta milhões e milhões de toneladas ou metros cúbicos de água, transformada em “caldo de cana ou garapa” deixando o solo árido ao longo dos anos e, não havendo umidade no solo não há evaporação para a formação das nuvens “chuvosas”, daí, a ausência da precipitação atmosférica.
    Por outro lado, com o “corte da cana”, ficam as “palhas” que são queimadas, provocando enormes danos ambientais e ecológicos. Com esta atividade, as terras do Estado do Paraná, outrora férteis, despontando como as melhores do mundo, se transformarão em deserto, a exemplo do nordeste brasileiro e do deserto do Saara. Urge que os governos Federal, estaduais e municipais e a sociedade como um todo se debrucem na analise do tema que, despretensiosamente defendo, no sentido de determinar até “que ponto estou certo”. – Se errado estiver imploro escusas, porem, ao comprovar-se a realidade da situação abordada, sugiro aos governantes e legisladores medidas urgentes visando exterminar os canaviais neste estado em dois anos, desapropriando as áreas invadidas pela lavoura de cana, superiores a trinta alqueires paulistas, desde que seus proprietários não residam nos respectivos municípios, a fim de ser implantada a mais moderna e eficaz reforma agrária, loteando essas áreas em pequenos lotes, entregando-os aos “legítimos proprietários” da terra, os cortadores de cana com mais de dois anos de atividade, bem como aos milhares de lavradores que foram “expulsos” da zona rural, pela ausência de oportunidades, encontrando-se nas periferias das cidades, sem nenhuma outra ocupação laborar, por inabilitação profissional, vivendo na mais completa dificuldade, na ociosidade, sem trabalho e esperança, com as “migalhas assistencialistas do governo federal”.
    A imensa maioria dessas pessoas é honesta e de boa origem e mesmo diante das dificuldades, não envereda na senda do crime, enquanto, muitos, diante desse quadro negativo, acabam ingressando nas atividades criminosas, e o “resultado” é o alto índice de ilícitos penais, homicídios, assaltos, roubos, etc…etc.
    Os rios das cinzas Tibagi, Ivaí, Piquiri e seus afluentes já perderam quarenta por cento de seu volume de água.
    A monocultura é uma atividade de resultados duvidosos. – No caso da cana de açúcar é cruel, uma vez que ao sugar a água do solo e consumindo o humos da terra, 90% do eventual lucro da produção “vão embora” parando no bolso dos industriais e empresários, nada restando às comunidades produtoras, a não ser “a Terra Arrasada”, sem humo, árida e estéreis, de demorada e dispendiosa recuperação. – Enquanto a diversificação agrícola enriquece as comunidades com a produção de grãos, verduras, frutas, a pecuária e a suinocultura e o resultado dessas atividades, 50% são aplicados no local da produção com aquisição de maquinários, sementes, fertilizantes e construção de bem-feitorias e/ou melhoramentos no imóvel e na cidade. – Ressalte-se, ainda, que as áreas ocupadas pelos canaviais permanecem 10 anos sem nenhuma outra atividade, não ensejando as transações imobiliárias, tão úteis para a circulação do meio circulante. – Como cidadão desprovido de vaidade e de pretensão, nenhum outro motivo me move a não ser servir a minha Nação. – Se errado estiver, a todos imploro perdão. –

    Fênix, 11/12/2012. –

    ________________________
    (Rubens Vasconcelos Calixto)

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