STF diz que não há delírio em reajuste de salários | Fábio Campana

STF diz que não há delírio em reajuste de salários

Por Agência Brasil

O diretor-geral do STF (Supremo Tribunal Federal), Alcides Diniz, afirmou nesta quita-feira (11/11) que “não há delírio algum” na proposta de reajuste do Judiciário da União em 56%. Segundo ele, a implantação deve impactar em R$ 6,7 bilhões o Erário Público, atingindo 107 mil servidores, inclusos os aposentados, inativos e pensionistas. A afirmação rebate a crítica do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que afirmou esta semana que falar em um aumento de 50% com uma inflação de 5% é “meio delirante”.

Diniz também afirmou que entende a posição do ministro do Planejamento. “Ele é gestor, tem que ficar em posição de defesa. Ele está cumprindo seu dever e nós o nosso. Se algo não for feito, o Judiciário vai entrar em colapso”. Ele afirmou que a expectativa é que a negociação com a presidenta eleita Dilma Rousseff ocorra ainda este ano.

Segundo Diniz, o aumento não é destinado à recomposição de perdas inflacionárias, e sim para manter em seus quadros os funcionários que preferem migrar para outras carreiras em busca de melhores salários. “Hoje o Judiciário não consegue manter seus quadros de pessoal em função da defasagem da remuneração, que está muito aquém de outras carreiras públicas no Executivo, no Legislativo e no Tribunal de Contas da União”.

O diretor explicou que o aumento é apenas para as tabelas com as demais carreiras, e que ainda assim está 20% abaixo dos valores nos demais Poderes. “Se fôssemos equiparar, o impacto seria de R$ 10 bilhões, mas preferimos colocar para menos para ficar dentro do limite prudencial proposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Ele lembrou que desde 2009 foram revisadas várias carreiras de servidores públicos. No Senado Federal, por exemplo, uma lei aprovada este ano reajustou os salários em 46%, em uma única parcela. Segundo Diniz, o presidente Cézar Peluso admite negociar o ajuste em seis parcelas semestrais.


6 comentários

  1. Joãozinho
    sábado, 13 de novembro de 2010 – 18:31 hs

    Aumento para de 56 % para o judiciário e para APOSENTADOS, 5% ??

    Esse governo não é uma gracinha de dar NOJO ?

  2. Zangado
    sábado, 13 de novembro de 2010 – 22:39 hs

    Para Paulo Bernardo, o energumenocrata, só não é delírio a política remuneratória da “baixa em folha” adotada para os pensionistas e aposentados so serviço público federal !

    Explica-se: em vez de pagar as defasagens do governo de mais de 14 anos não reconheceu-as, obrigou-os a entrar na Justiça, e inobstante o ganho de causa na revisão de proventos e pensões, não lhes pagou ou implantou devidamente até o momento, ensejando mais ações judiciais.

    Isso não é delírio, isso é alopração petista, é improbidade !

  3. Zangado
    sábado, 13 de novembro de 2010 – 22:42 hs

    Explica-se mais:

    A política da “baixa em folha” faz economia para o governo petista e aproveita a seus milhares de comissionados, pois os aposentados e pensionistas, que deram seus melhores anos ao serviço público, morrem como moscas nas filas de espera de seus direitos e então não precisam mais serem pagos.

  4. ammarante mello rego
    sábado, 13 de novembro de 2010 – 23:33 hs

    ,esses sao sortudos ,tem que cortar as asas desse povo que ganha o que q

  5. Na Ativa
    domingo, 14 de novembro de 2010 – 20:05 hs

    Enquanto isso o salários dos Policiais ficam pra trás…mas para que investir nos Policiais?? Ninguém precisa deles mesmos, não é verdade??…

  6. Ammarante mello rego
    segunda-feira, 15 de novembro de 2010 – 0:22 hs

    Nao ha nao ,eo o povo mais bem pago do brasil para ficar discutindo virgulas e enchendo linguiça para passar o tempo e receber com poucos descontos seus polpudos salarios

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