PMDB chia e Dilma inclui Temer na transição | Fábio Campana

PMDB chia e Dilma inclui Temer na transição

Do Josias de Souza

A coligação partidária é uma aliança que os partidos coligados colaboram cotidianamente para destruir.

É algo muito parecido com o matrimônio. Só que com outro nome: patrimônio. O público, bem entendido.

Unidos desde o segundo mandato de Lula, PT e PMDB vivem uma segunda lua de mel sob Dilma Rousseff.

A julgar pela turbulência das primeiras horas, os atores talvez devessem utilizar cinto de segurança.

Eleita num dia, Dilma reuniu-se com o PT no outro. Escolheu os coordenadores do gabinete de transição. Todos petistas.

O PMDB chiou. Acha que, assim como nas relações conjugais, a felicidade das coligações só é possível a três.

Dilma apressou-se em dar meia-volta. Incluiu no rol de coordenadores da transição o grão-pemedebê Michel Temer. Em nota, Dilma anotou:

“A coordenação política dessa equipe será feita pelo vice-presidente eleito Michel Temer, pelo coordenador geral da campanha, José Eduardo Dutra, e pelos deputados federais Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo”.

Assim será durante todo o governo seminovo de Dilma. O pior momento da convivência entre PT e PMDB será sempre o próximo.


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