Equipe de Dilma prepara reajuste do Bolsa-Família acima da inflação | Fábio Campana

Equipe de Dilma prepara reajuste do Bolsa-Família acima da inflação

Por Marta Salomon de O Estado de S.Paulo

Na avaliação do principal programa social do governo, prevalece a visão de que a simples reposição dos cerca de 9% da inflação acumulada desde o último reajuste é pouco

A equipe de transição da presidente eleita, Dilma Rousseff, avalia a concessão de um reajuste acima da inflação para os benefícios do Bolsa-Família. De acordo com análise feita no governo, a reposição de pouco mais de 9% da inflação acumulada pelo INPC desde o último reajuste não seria suficiente para começar a tirar do papel a promessa de erradicar a pobreza extrema no País, feita durante a campanha ao Planalto.

Em maio de 2009, quando ocorreu reajuste do Bolsa-Família, o benefício passou a variar de R$ 22 a R$ 200, dependendo do grau de pobreza e da quantidade de filhos da família. Neste ano, o valor ficou congelado, por causa da eleição. O projeto de lei do Orçamento da União enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva tampouco prevê reajuste. A decisão ficará para a presidente eleita. Os gastos anuais do programa estão estimados em R$ 13,4 bilhões.

Hoje, o País tem 8,9 milhões de miseráveis, depois da queda de 12% para 4,8% do porcentual da pobreza extrema observada entre 2003 e 2008. Esses são dados usados pelo Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa-Família. O número de pobres varia porque não existe uma linha de pobreza única no Brasil.

Nordeste

Grande parte dos extremamente pobres já integra o Bolsa-Família. Eles correspondem a 85% da clientela do programa. Mas o benefício pago não é suficiente para fazer com que todas essas famílias superem a condição de pobreza mais aguda, com renda mensal de até R$ 70 por pessoa da família.

Levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social mostra que a renda per capita média dos beneficiários do programa atingiu R$ 65,29 no Nordeste, depois do pagamento. O Nordeste concentra mais da metade dos beneficiários do programa de transferência de renda do governo (50,5%), que hoje atende a 12,7 milhões de famílias no País.

No Norte, a renda média dos beneficiários do programa também não alcança R$ 70, valor que serve de fronteira para os extremamente pobres, segundo os critérios usados atualmente pelo Bolsa-Família.

De acordo com análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a pobreza extrema persiste no Brasil por dois motivos, combinados. Primeiro, o valor do benefício pago pelo Bolsa-Família é baixo para superação da pobreza, embora represente melhoria significativa na situação das famílias atendidas. Outro fator é que nem todos os pobres do País são atendidos pelo programa. “Basicamente, há duas coisas a serem feitas: acabar com os problemas de cobertura do programa e aumentar o valor do benefício”, resumiu Sergei Soares, pesquisador do Ipea.

Cenário

“O que está em jogo não é apenas o impacto financeiro do reajuste, é preciso eliminar a pobreza extrema”, disse ao Estado a ministra Márcia Lopes (Desenvolvimento Social), que trabalha “cenários” para a concessão do próximo reajuste.

Segundo a ministra, a nova etapa do Bolsa-Família vai depender também dos resultados do censo, esperados para dezembro. Neles, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fará um retrato mais fiel da pobreza do País.

Márcia Lopes disse que a presidente eleita já encomendou solução para famílias que estão fora do programa apesar da baixa renda. A ministra citou como exemplo 750 mil famílias com renda per capita entre R$ 70 e R$ 140 e que não recebem o benefício por não terem filhos em idade escolar.

O Bolsa-Família concede um benefício básico de R$ 68 para famílias com renda per capita até R$ 70 e um extra de R$ 22 por filho entre 6 e 15 anos, até um limite de três filhos, e mais R$ 33 por jovem entre 15 e 17 anos, até o limite de dois.


6 comentários

  1. Joãozinho
    terça-feira, 16 de novembro de 2010 – 19:11 hs

    Quero ver é quanto vai para EDUCAÇÂO , aposto que NADA.

    POVO EDUCADO NAO INTERESSA AO PT

  2. CAÇADOR DE PETISTAS
    quarta-feira, 17 de novembro de 2010 – 8:20 hs

    Porque enão pensam dar a esta gente dignidade através de trabalho e não mante-las a vida toda as custas de esmola do Governo. Sei… “voto cabresto”, política do “pão e circo”, é o estilo Fascista de lula da Silva, Chafes e Fidel de pegar o povo miserável pelo estomago. E quem realmente trabalha, paga impostos para garantir a manutenção destes.

    CORJA DE SAFADOS.

    PT, O CÂNCER DO BRASIL

  3. ELEITOR DE COLOMBO-PR
    quarta-feira, 17 de novembro de 2010 – 9:16 hs

    É UM ABSURDO, UM AUMENTO MAIOR QUE O INDICE DE INFLAÇÃO, ME RESPONDA RÁPIDO ESTE NÃO É O MESMOS INDICE QUE SE USA NO AUMENTO SO SALÁRIO MÍNIMO DOS TRABALHADORES DO BRASIL, … ENTÃO QUEM NÃO TRABALHA E VIVE NA ….TETA DO BOLSA FAMÍLIA ….MERECE MAIS DO QUE O TRABALHADOR QUE LEVANTA AS 05:00 H, SOFRE COM PESSIMAS CONDIÇÕES DE TRANSPORTE E COME MARMITA COM OVO NA TAMPA…. EITÂ BRAZIRZÃO ,………

  4. Benhur
    quarta-feira, 17 de novembro de 2010 – 16:13 hs

    Daqui a pouco, uns 8 anos se continuar na mão dos PTralhas o bolso familia vai ser maior que o sálario mínimo, quem vai querer trabalhar neste país? Fato!!

  5. Mirian Waleska
    quarta-feira, 17 de novembro de 2010 – 17:19 hs

    Isso é mesmo uma cara de pau, e quem trabalha, acorda cedo, batalha, esses não interessa para o PT. é melhor garantir a miséria do povo, a dependencia, a ignorancia, isso ajuda a ganhar eleições. Que vergonha desse país, que vergonha dessas atitudes insanas na cara dura. To falando, é melhor ser vadiu no Brasil, viver de esmola e dar risada de quem paga por isso.
    Tem alguem que vai resolver isso “DEUS” ele aponta o dedinho dele e PUFFF se foi… Não a quimio que resolva…

  6. jardel
    quarta-feira, 17 de novembro de 2010 – 19:11 hs

    vão engordar suas massas de manobras e assim garantindo seu eleitorado O PAÍS ESTÁ UMA VERGONHA quem trabalha paga pelos VADIOS, Vão ensinar esse povo trabalhar,chega de assistencialismo, ou será que quem tem emprego e trabalha neste país nã é brasileiro???.

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