Bancada paranaense promete ajudar a Copel | Fábio Campana

Bancada paranaense promete ajudar a Copel

Por Roger Pereira e Cíntia Vegas do Paraná Online

A bancada federal paranaense comprometeu-se, ontem, a atuar no Congresso em favor da Companhia Paranaense de Energia Elétrica, Copel, pressionando pela aprovação da prorrogação da concessão às companhias de distribuição de energia e pela possibilidade de as estatais contraírem crédito junto ao bancos públicos e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES).

Deputados e senadores paranaenses receberam as reivindicações do presidente da Copel, Ronald Ravedutti. A cinco anos do fim do prazo de concessão, que expira em 2015, os cinco estados que ainda mantém suas empresas energéticas sobre controle estatal pressionam pela extensão por mais 20 anos da concessão.

“Queremos saber de forma antecipada como as coisas serão feitas para evitar que os empréstimos fiquem mais caros e os prazos de pagamento se tornem mais curtos”, explicou Ravedutti, dizendo que o mercado financeiro está muito mais cauteloso quanto à Copel por conta da proximidade do fim do prazo.

O segundo assunto colocado em pauta na reunião foi a incapacidade das estatais de acessarem linhas de crédito no mercado, como as do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Queremos isonomia entre empresas privadas e estatais, pois estamos sendo bastante prejudicados na captação de recursos”. O coordenador da bancada, deputado Alex Canziani (PTB), lembrou que já há três projetos sobre o tema tramitando no Congresso e garantiu o comprometimento em “fazer andar e aprovar as propostas”.

Segundo Canziani, a estratégia é unir as bancadas dos cinco estados que mantém estatais energéticas (além do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás) para aumentar a força da pressão. “Mas não é assim tão urgente, o prazo é até 2015, e as leis devem ser aprovadas antes disso”, ponderou.

Para o parlamentar, mais imediato deve ser o lobby da bancada junto ao Conselho Monetário Nacional e ao BNDES para garantir linhas de créditos às estatais.

“Também unidas, essas cinco bancadas devem pressionar para alterar essa questão. Banco público não poder financiar empresa pública está errado. O Paraná não pode perder investimentos por não ter privatizado sua distribuição de energia”, disse Canziani.

Os representantes do Paraná no Congresso ainda receberam um terceiro pedido: uma emenda de bancada para atração de incentivos aos Lactec (Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento).

“Queremos receber das bancadas uma emenda que permita investir em nossos laboratórios, o que nos possibilitaria prestar melhores serviços à comunidade. Estamos trabalhando com algo em torno de R$ 15 milhões a serem inseridos no Orçamento de 2011”, afirmou o presidente do Lactec, Newton Pohl Ribas.

Como o prazo para a apresentação de emendas ao Orçamento encerra-se amanhã, Canziani chamou uma reunião de bancada para hoje para deliberar sobre o pedido de emenda.


3 comentários

  1. Ammarante mello rego
    terça-feira, 23 de novembro de 2010 – 13:10 hs

    Hummmm..isso cheira vontade de privatisar

  2. justiceiro
    terça-feira, 23 de novembro de 2010 – 14:17 hs

    COPEL – Não vejo razão para que a gestão da Copel continue pública pois quem comanda as empresas energéticas é a ANEEL que dita as normjas e inclusive determina as tarifas de cada concessionária.
    É difícil de acreditar que o Sr. RONALD RAVEDUTTI, Presidenhte da Copel e os nobres deputados estaduais desconheçam que não existe e nunca existiu venda de tais empresas ao setor privado em nenhuma parte do Brasil.
    O que existe é a mudança da gestão pública para gestão privada mediante licitação pública, por um período que pode variar de 20 a 30 anos findo aos quais o patrimônio dessas empresas como as hidrelétrica, fios, postes, redes de transmissões e outras se revertem novamente ao poder concedente, caso essas concessões não sejam renovadas.
    Individuos como REQUIÃO e outros politiqueiros não gostam da ingerencia privada porque não podem usar essas empresas com fins políticos além de não terem as famosas “boquinhas” para oferecerem aos seus cupinchas de campanha eleitoral.

  3. Joãozinho
    terça-feira, 23 de novembro de 2010 – 18:34 hs

    TEM que ACABAR com o CABIDEIRO

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