Serra vence eleição em Londres em disputa acirrada com Dilma | Fábio Campana

Serra vence eleição em Londres em disputa acirrada com Dilma

Fernanda Calgaro Especial para o UOL Eleições Em Londres

O tucano José Serra venceu numa disputa acirrada a petista Dilma Rousseff na votação realizada no consulado de Londres neste domingo (3). A votação foi encerrada às 17h (13h no horário de Brasília).
Serra obteve 1.152 votos dos votos válidos, o equivalente a 37%. A petista ficou com 1.106 (35,6%).

Em terceiro lugar aparece Marina da Silva (PV), com 782 votos, seguida pelo Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), com 33 votos. Os candidatos nanicos somaram 37 votos: Zé Maria (PSTU), com 18; Ivan Pinheiro (PCB), 7; José Maria Eymael (PSDC), com 5; Levy Fidelix (PRTB), com 4; e Rui Pimenta (PCO), com 3.

Os votos brancos chegaram a 142 e os nulos, a 114. Dos 6.981 eleitores cadastrados no Reino Unido, 3.366 (ou 48%) compareceram, dentro da expectativa do consultado.

“A votação transcorreu sem problemas, foi tudo muito calmo”, afirmou o cônsul-geral do Brasil em Londres, Valter Pecly Moreira, após o término da eleição. Apesar de a fila na porta do consulado ter ficado muito longa por volta das 13h até as 15h, o restante do dia foi tranquilo e até a chuva deu uma trégua. No entanto, vários eleitores não conseguiram votar por estarem sem documento brasileiro com foto, como foi o caso da professora Elionai Nunes, 33 anos. “Estou frustrada, não pude exercer meu papel de cidadã.”

Para o cônsul, isso era algo “previsível”. “As pessoas tinham o hábito de levar só o título. Como é uma decisão recente, muitas não sabiam.”

Também houve eleitores com dúvidas na maneira de justificar a ausência. As amigas Carla Felici, 28, Thamy Colello, 23, Adriana Visani, 27, e Kelly Pascoaleto, 31, estavam indignadas porque não iriam conseguir justificar a ausência no local. “Li num site do governo que, para quem estivesse fora do Brasil, bastava comparecer até o consulado e justificar na hora. Mas isso não é possível”, disse Adriana.

Para Carla, a solução vai ser mandar a documentação pelo correio. “Não quero ficar com essa pendência até a minha volta ao Brasil.”

Justificativa

O eleitor inscrito em alguma zona eleitoral no Brasil, mas que estiver no exterior, deverá justificar a ausência do voto, tanto no primeiro turno como no segundo, se houver.

Para justificar, basta se dirigir diretamente ao seu Cartório Eleitoral no prazo de 30 dias a partir da data de retorno ao Brasil. O eleitor deverá apresentar um documento de identidade e preencher um requerimento. Ele deverá anexar cópia do passaporte ou da passagem para comprovar o dia da volta ao país.

Outra maneira de justificar a ausência é enviar a documentação pelo correio para a sua zona eleitoral no Brasil no prazo de 60 dias de cada turno. Nesse caso, o eleitor deve preencher um requerimento de justificativa e anexar cópias do título de eleitor, de um documento brasileiro válido (como passaporte), do comprovante de residência e de prova do motivo alegado, por exemplo, declaração do órgão onde trabalha.

Para quem tem o título eleitoral registrado em qualquer repartição consular ou embaixada no exterior, basta preencher o requerimento para justificar a ausência e enviar para Brasília. Deverão ser anexadas cópias do título de eleitor, de um documento oficial (passaporte ou carteira de identidade), de um comprovante de residência e da prova do motivo alegado. A documentação deve ser enviada para o seguinte endereço:

Juíza Eleitoral do Cartório do Exterior
SEPN 510 Lote 07
Avenida W-3 Norte
CEP 70750-520, Brasília, DF
Brasil

Para mais informações sobre a justificativa de ausência, acesse o site do TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal).

Consulado fechado

Nesta segunda-feira (4), o Consulado-Geral em Londres estará fechado ao público para a desmontagem das seções eleitorais. Serão atendidos somente casos de urgência.


Um comentário

  1. salete cesconeto de arruda
    domingo, 3 de outubro de 2010 – 18:05 hs

    Já em Paris e Itália – ONDE MORAM OS BRASILEIROS QUE SABEM QUE O BRASIL está melhor para TODOS – a vencedora foi Dilma.

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