Comando de Dilma tenta conter apetite do PMDB por cargos | Fábio Campana

Comando de Dilma tenta conter apetite do PMDB por cargos

Do Estadão

O PMDB é insaciável na busca de cargos, não há jeito de receber seu apoio sem entregar ministérios de “porteira fechada”, como eles mesmos classificam as secretarias e ministérios em que só o PMDB pode indicar os cargos.

E sabemos que eles não fazem isso por amor à pátria.

O comando de campanha de Dilma Rousseff iniciou uma operação emergencial para conter o apetite dos partidos coligados que, animados com os resultados das pesquisas sobre intenção de votos, já insistem em tratar da partilha do governo e dos principais cargos do primeiro escalão e das estatais, caso a petista vença a eleição.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, também coordenador da campanha da ex-ministra, fez ontem apelo ao presidente do PMDB, Michel Temer (SP), candidato a vice na chapa de Dilma, para que o partido se abstenha de tratar da montagem do futuro governo. No domingo, reportagem publicada pelo Estado mostrou que o PMDB já planeja “partilhar os cargos meio a meio”.

Segundo Dutra, Temer garantiu que está lutando para pôr ordem na casa e impedir qualquer ânimo mais exaltado pela busca dos cargos. “Ele (Temer) afirmou que o PMDB não está tratando desse assunto”, disse Dutra. “Até leu uma nota em que comunica que o tema nunca foi negociado com o PT e que ninguém no PMDB está autorizado a falar qualquer coisa sobre esse assunto.”

Pela manhã, Temer divulgou nota. “O PMDB se expressa pelo seu presidente”, esclareceu Temer. “E é nessa qualidade que venho a público registrar que, em nenhum momento na aliança com o PT e demais partidos para as eleições presidenciais, houve qualquer negociação a propósito da participação no governo.”

De acordo com Temer, “os únicos compromissos firmados por escrito com o PT foram os de que o PMDB teria a Vice-Presidência da República e participaria da formulação do programa de governo”. “É isso, apenas isso, que foi estabelecido e vem sendo rigorosamente cumprido”, insistiu.

Temer afirmou que o PMDB já apresentou seu programa para o País, reforçando os compromissos do PT e aliados com a população brasileira. Ele também disse que o PMDB quer colaborar e hoje está inteiramente dedicado à campanha para vencer as eleições. Por fim, o candidato a vice afirmou que toda e qualquer manifestação em outro sentido “é mera especulação e deve ser repudiada por todos peemedebistas”.

Conforme apurou o Estado, sob o argumento de que não é mais “convidado”, mas “dono da casa”, o PMDB quer, além de dividir o poder meio a meio, ter assento entre os ministros da casa e no Conselho Político que assessora a Presidência, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na equipe econômica, e postos de chefia na Petrobrás e na futura Petro-Sal.

Para José Eduardo Dutra, qualquer debate sobre a montagem de um hipotético governo Dilma agora só atrapalha. “Isso provoca a cizânia e a dispersão. Não posso acreditar que alguém está caindo nessa cantilena”, afirmou o presidente do PT.

“Temos de lembrar que a eleição será decidida no dia 3 de outubro. Por enquanto, o que existe é intenção de votos e nada mais. Nenhum voto pingou nas urnas.” Falar sobre divisão de poder, de acordo com Dutra, é “inconveniente e passa ao público uma imagem de arrogância.”

Ele disse ainda que está conversando com os presidentes dos partidos e com pessoas ligadas à campanha para que evitem tratar desse assunto, mas sabe que será difícil impedir que saiam notícias sobre essas ou aquelas pretensões.


10 comentários

  1. BRASILEIRO PRECAVIDO
    quarta-feira, 1 de setembro de 2010 – 9:48 hs

    A ESCOLHA DE SOFIA

    “O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que
    serão governados pelos que se interessam.” (Arnold Toynbee)

    “A escolha de Sofia” é a história que acontece no campo de concentração nazista de Auschwitz, vivida por uma mãe judia, que é forçada por um soldado alemão a escolher entre o filho e a filha – qual seria executado e qual seria poupado.

    Se ela se recusasse a escolher, os dois seriam mortos. Ela escolhe o menino, que é mais forte e tem mais chances de sobreviver, porém nunca mais tem notícias dele.

    A questão é tão terrível que o título se converteu em sinônimo de “decisão quase impossível de ser tomada”.

    O artigo a seguir foi escrito no final de 2009, pelo economista Rodrigo Constantino – autor de 5 livros.

    Ele assina a coluna “Eu e Investimentos”, do jornal Valor Econômico; também é colunista do jornal O Globo; além de ser Membro-fundador do Instituto Millenium; e vencedor do prêmio Libertas em 2009, no XII Forum da Liberdade.

    Seu curriculum vai muito além do que está listado acima, é extenso e respeitável. Segue seu artigo:

    ” Serra ou Dilma? A Escolha de Sofia.”

    Agora é oficial: José Serra e Dilma Rousseff são as duas opções viáveis nas próximas eleições. Em quem votar? Esse é um artigo que eu não gostaria de ter que escrever, mas me sinto na obrigação de fazê-lo.

    Os antigos atenienses tinham razão ao dizerem que assumir qualquer lado é melhor do que não assumir nenhum?

    Mas existem momentos tão delicados e extremos, onde o que resta das liberdades individuais está pendurado por um fio, que talvez essa postura idealista e de longo prazo não seja razoável.

    Será que não valeria a pena ter fechado o nariz e eliminado o Partido dos Trabalhadores Nacional – Socialista, em 1933, na Alemanha, antes que Hitler pudesse chegar ao poder? Será que o fim de eliminar Hugo Chávez justificaria o meio deplorável de eleger um candidato horrível, mas menos louco e autoritário? São questões filosóficas complexas. Confesso ficar angustiado quando penso nisso.

    Voltando à realidade brasileira, temos um verdadeiro monopólio da esquerda na política nacional.

    PT e PSDB cada vez mais se parecem.

    Mas também existem algumas diferenças importantes.

    O PT tem mais ranço ideológico, mais sede pelo poder absoluto, mais disposição para adotar quaisquer meios, os mais abjetos, para tal meta.

    O PSDB parece ter mais limites éticos quanto a isso.

    O PT associou-se aos mais nefastos ditadores, defende abertamente grupos terroristas, carrega em seu âmago o DNA socialista.

    O PSDB não chega a tanto.

    Além disso, há um fator relevante de curto prazo: o governo Lula aparelhou a máquina estatal toda, desde os três poderes, passando pelo Itamaraty, STF, Polícia Federal, ONGs, estatais, agências reguladoras, tudo!

    O projeto de poder do PT é aquele seguido por Chávez, na Venezuela; Evo Morales, na Bolívia; Rafael Correa, no Equador.

    Enfim, todos os comparsas do Foro de São Paulo. Se o avanço rumo ao socialismo não foi maior no Brasil, isso se deve aos freios institucionais, mais sólidos aqui, e não ao desejo do próprio governo.

    A simbiose entre Estado e governo na gestão Lula foi enorme.
    O estrago será duradouro.

    Mas quanto antes for abortado, melhor será: haverá menos sofrimento no processo de ajuste.

    Justamente por isso acredito que os liberais devem olhar para este aspecto fundamental, e ignorar um pouco as semelhanças entre Serra e Dilma. Uma continuação da gestão petista através de Dilma, é um tiro certo rumo ao pior.

    Dilma é tão autoritária ou mais que Serra, com o agravante de ter sido uma terrorista na juventude comunista, lutando não contra a ditadura, mas sim por outra ainda pior, aquela existente em Cuba ainda hoje.

    Ela nunca se arrependeu de seu passado vergonhoso; pelo contrário, sente orgulho. Seu grupo Colina planejou diversos assaltos.

    Como anular o voto sabendo que esta senhora poderá ser nossa próxima presidente?!

    Como virar a cara sabendo que isso pode significar passos mais acelerados em direção ao socialismo bolivariano?

    Entendo que para os defensores da liberdade individual, escolher entre Dilma e Serra é como uma escolha de Sofia.

    Mas anular o voto, desta vez, pode significar o triunfo definitivo do mal.

    Em vez de soco na cara ou no estômago, podemos acabar com um tiro na nuca.

    Dito isso, assumo que votarei em Serra.

    Meu voto é anti-PT acima de qualquer coisa.

    Meu voto é contra o Lula, contra o Chávez, que já declarou abertamente apoio à Dilma.

    Meu voto não é a favor de Serra.

    No dia seguinte da eleição, já serei um crítico tão duro do governo Serra, como sou hoje do governo Lula.

    Mas, antes é preciso retirar a corja que está no poder.
    Antes é preciso desarmar a quadrilha que tomou conta de Brasília.

    Só o desaparelhamento de petistas do Estado já seria um ganho para a liberdade, ainda que momentâneo.

    Respeito meus colegas liberais, que discordam de mim e pretendem anular o voto. Mas espero ter sido convincente de que o momento pede um pacto temporário com a barbárie, como única chance de salvar o que resta da civilização – o que não é muito, mas é o que hoje devemos e podemos fazer!

  2. Cosa Nostra
    quarta-feira, 1 de setembro de 2010 – 10:13 hs

    Dizem que o Eduardo Requião até comprou um guarda-roupas novo para emplacar como Presidente da Itaipu no lugar do Samek contando com a vitória certa do Roberto para o senado.

  3. quarta-feira, 1 de setembro de 2010 – 10:27 hs

    Nem foram eleitos e já começou a pancadaria,e, o Panssuti pensa que vai ter algum carguinho no governo federal,ponha a viola no saco,a Dilma não se elege….

  4. DILMA - UMA VIDA DE CRIMES
    quarta-feira, 1 de setembro de 2010 – 10:33 hs

    Cargos?
    Ora, a eleição é dia 03 de outubro.
    As pesquisas eleitorais, não refletem a realidade. Lula, tem que eleger sua cândidata bândida de qualquer forma, caso contrário “CANA”.

    O rombo das contas públicas é muito grande. lula é uma grande mentira, um vendedor de ilusões que tenta a todo custo se manter no poder. Vende uma imável do Brasil que não existe. Os institutos de pesquisas são mentirosos.

    ESCREVAM. JOSÉ SERRA PRESIDENTE

  5. Jose Carlos
    quarta-feira, 1 de setembro de 2010 – 10:35 hs

    A imprensa nativa é guiada por conceitos interessantes… desde que o primeiro candidato foi eleito lá na Grécia antiga, seus partidários ( e olhe que em certa época naqueles tempos, o candidato andava cercado por guarda-costas que intimidavam o populacho para votar neles) que o elegeram pediram e devem ter ganho cargos públicos ou concessões e obras… a via Ápia dos romanos deve ter sido construída por algum empreiteiro, grande eleitor… ora, até para cacique de tribo aqui, o candidato devia distribuir cachaça de mandioca… o PMDB é o maior partido do Brasil, o único organizado nos 5000 municípios da colônia brasileira, por óbvio deve ter exigido um butim à altura da sua participação…

  6. Estatística
    quarta-feira, 1 de setembro de 2010 – 10:35 hs

    PMDB não quer governar nunquinha. Alguém que se quebre e bote a cara para levar paulada. Trabalham (????) de fundo, levando os bônus sem ônus.

    São como rolha (ou coisa pior que, às vezes, encontramos flutuando na praia): sempre por cima.

  7. Otto F. A. Sampaio
    quarta-feira, 1 de setembro de 2010 – 11:35 hs

    Provavelmente o PT encheu a máquina administrativa de filiados e simpatizantes por puro amor à pátria…

  8. DILMA - VIDA DE BÂNDIDA
    quarta-feira, 1 de setembro de 2010 – 12:29 hs

    Os grupos terroristas que Dilma integrou mataram vários inocentes que NADA tinham a ver com a ditadura, incluindo civis , guardas de banco e soldados rasos, como o jovem Mário Kozel Filho, que tinha apenas 18 anos quando morreu num atentado com dinamite.
    Mesmo que for absolutamente verdade que Dilma não participasse das ações diretamente no local dos atentados, assassinatos e assaltos, o fato dela ter ajudado a organizá-los, trabalhando na parte logística e na condução dos grupos, evidentemente já a torna cúmplice de todas as ações e danos causados pelos bandos terroristas que ela participou. Ela tinha total consciência do que fazia e dos resultados sangrentos das ações dos grupos. O problema é que ela jamais demonstrou qualquer sinal de culpa pela mortes de inocentes causadas pela ação armada. Pelo contrário, ainda essa semana vimos ela na tv usar esse passado criminoso para se proclamar orgulhosamente heroína na luta contra os militares. Em sua propaganda na TV, Dilma ignora a memória de suas vítimas e a dor das famílias.Enquanto estas carregam chagas eternas, ela, uma das responsáveis por essas chagas, está no topo do poder. Hoje existe muita gente que sabe de tudo isso e apóia Dilma, não se incomodando em ser um cúmplice moral dessa vergonha.

    DILMA É LULA SÃO UMA VERGONHA NACIONAL.

    JOSÉ SERRA – PRESIDENTE, GARANTIA DA DEMOCRACIA

  9. quarta-feira, 1 de setembro de 2010 – 13:01 hs

    Semana passada saiu no jornal a briga entre Zé Desceu e Palocci para ver qual dos 2 ocupa casa civil/braço direito da dilMÁ.

    É isso que vocÊ quer para o Brasil ?

    Deus Salve o Brasil dessa laia perigosa

  10. quarta-feira, 1 de setembro de 2010 – 14:24 hs

    PMDB JA PLANEJA LOTEAR O GOVERNO DE DILMA

    Alegação do partido é que coalização atual tem bases mais sólidas do que eventual apoio pontual para a disputa de 3 de outubro

    SÃO PAULO (AE)

    Poder dividido “meio a meio”. Assento no Planalto, entre os “ministros da casa”, e no Conselho Político que assessora o presidente da República. Henrique Meirelles na equipe econômica. Ministérios de “porteira fechada”, os cargos de sempre nas estatais e postos de comando nas vedetes do petróleo, a Petrobras e a Petro-Sal. Senado e Câmara sob seu comando.

    Com a campanha eleitoral em curso e ainda a 42 dias da abertura das urnas, é com essa precisão cirúrgica, alimentada pela liderança nas pesquisas da candidata aliada, Dilma Rousseff (PT), que o PMDB já define as regras de ocupação do poder.

    Como presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), no posto de vice da chapa presidencial, o PMDB estima o tamanho da cota futura de poder baseado no argumento de que agora, se Dilma ganhar, o partido não é mais “um convidado”, mas na verdade um dos “donos da casa”, o Palácio do Planalto.

    A diferença entre “convidado” e “dono da casa” deriva do fato, como explicam os peemedebistas, de que, um governo Dilma seria fruto da coalizão do PT com o PMDB, e não de simples aliança construída depois da vitória – o que aconteceu, por exemplo, nos governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

    Por isso é que o partido, na condição de sócio-proprietário, já dá como certa a presença de um representante no núcleo político do Palácio do Planalto. “Fomos o primeiro partido a assinar com o presidente Lula um compromisso de união política pela democracia, liberdade de imprensa e de opinião, respeito aos direitos humanos e aos movimentos sociais.

    Com Lula e com Dilma voltamos a ser o velho MDB, que combateu a ditadura”, diz Moreira Franco, escalado para coordenar o programa de governo da candidata petista pelo lado do PMDB.

    Depois de passar por uma das vice-presidências da Caixa Econômica Federal e assumir um lugar na coordenação da campanha presidencial, Moreira Franco sonha com um ministério: o das Cidades, que tentou criar na gestão Fernando Henrique Cardoso e só viu a proposta se concretizar no governo de Lula.

    Como o partido conseguiu seis ministérios após aderir formalmente ao segundo governo Lula (2007-2010), passando a comandar orçamento superior a R$ 100 bilhões, o cenário pretendido na hipótese de vitoriosa a chapa PT-PMDB supera, em muito, as cifras e o atual espaço de poder.

    A legenda, agora, quer assento no Palácio do Planalto, com participação garantida no núcleo da tradicional reunião das 9 horas com o presidente da República, e quer também ministérios em que os postos-chave não sejam divididos com outros aliados – a tal “porteira fechada”. Além das estatais e da Petrobras e da futura Petro-Sal, o partido lembra que é candidato a também ratear poder nas agências reguladoras.

    Pré-acerto Em matéria de cargos, o PMDB já tem até pré-acerto para fincar um pé na área econômica do futuro governo. O passaporte para o Ministério da Fazenda ou do Planejamento é o atual presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que se filiou ao partido em setembro passado, a pedido do presidente Lula.

    Também foi Lula quem deu a Meirelles a carta de garantia de que, se vitoriosa a chapa de Dilma, seu lugar na equipe ministerial está garantido.No fim de março, quando Meirelles já não tinha expectativas de se tornar o vice de Dilma, Lula o chamou ao Centro Cultural Banco do Brasil, sede provisória do governo.

    “O PMDB não abre mão de Michel Temer. Então, peço que fique no Banco Central”, disse Lula ao presidente do BC. Meirelles concordou em ficar, mas, em troca, o PMDB goiano arrancou de Lula e Dilma a promessa de que o atual responsável pela política de juros terá lugar no primeiro escalão do eventual governo da petista.

    Além de Meirelles, outro nome que o PMDB dá como certo numa pasta específica é o do senador Edison Lobão (MA) à frente de Minas e Energia. Lobão conseguiu a proeza de conquistar Dilma, depois de chegar desacreditado a uma área com a qual tinha pouca intimidade, na condição de afilhado do presidente do Senado, José Sarney (AP).

    A dupla Sarney e o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), deve manter na administração Dilma a influência que teve na gestão Lula. O atual presidente não se esquece de que no Maranhão tem 97% de aprovação dos eleitores, maior até do que no Amazonas – onde, em 2006, saiu das urnas com 1 milhão de votos de vantagem sobre o tucano Geraldo Alckmin, com voto de apenas 176 mil eleitores.

    PT / MST e PMDB – CÂNCER DO BRASIL

    JOSÉ SERRA – PRESIDENTE, PRA GARANTIR A EMOCRACIA DO BRASIL.

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