Serra sobe o tom e ataca neocorruptos | Fábio Campana

Serra sobe o tom e ataca neocorruptos


Julia Duailibi, Luciana Nunes Leal, Christiane Samarco e Tiago Décimo, de O Estado de S. Paulo

Na intervenção pública mais contundente já feita, o candidato tucano à Presidência da República, José Serra, fez neste sábado, 12, na convenção nacional, em Salvador, um forte discurso de oposição no qual atacou o apadrinhamento, o aparelhamento do Estado e os políticos “neocorruptos”.

O tucano desfiou um rosário de “verdades eternas”, tratadas como valores dele e de seu governo, se for eleito em outubro.

Sem falar explicitamente o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Serra comparou as suas “crenças” com as práticas de oito anos de PT no poder, disse que os chefes de governo não podem acreditar que personificam o Estado e, citando Luis XIV, acrescentou: “Nas democracias e no Brasil, não há lugar para luíses.”

Além da defesa do Estado de Direito e da crítica a quem “desdenha a democracia nas ações diárias”, Serra disse que o Brasil precisa se afastar de “três recordes internacionais”: uma das menores taxas de investimento público do mundo, a maior taxa de juros do mundo e a maior carga tributária de todo o mundo em desenvolvimento. O tucano repetiu a biografia apresentada na pré-convenção, em Brasília, em abril passado, falou do político de origem pobre e que estudou em escola pública, e concluiu: “Não comecei ontem, não caí de paraquedas” e, “comigo, o povo brasileiro não terá surpresas.”

‘Acredito’

Ao longo do discurso, Serra citou 13 vezes a palavra “acredito” para se diferenciar do governo Lula e do PT. Também citou 9 “necessidades e esperanças” que considera serem objetivos da “maioria dos brasileiros”.

Na lista das crenças, ao dizer que a democracia não pode ser adotada como um “instrumento tático”, acrescentou que esse é o regime e o caminho para melhorar a vida das pessoas. “Não é com o menosprezo ao Estado de Direito e às liberdades que vamos obter mais justiça social duradoura.”

Ao tratar dos sindicatos, cooptados pelo governo Lula com a legalização das centrais e a distribuição do imposto sindical pago pelos trabalhadores, Serra criticou as “organizações pelegas sustentadas com dinheiro público” e defendeu a liberdade de imprensa e de organização social – que não devem, afirmou, ser “intimidades, pressionadas e patrulhadas pelos governos e partidos” .

Ao criticar duramente o governo Lula, reforçando o papel de adversário da atual gestão petista, o tucano fez inflexão em relação à posição de cautela adotada na fase de pré-campanha e durante os mais de três anos que comandou o Palácio dos Bandeirantes.

“Quem justifica deslizes morais dizendo que está fazendo o mesmo que os outros fizeram ou que foi levado a isso pelas circunstâncias deve merecer o repúdio da sociedade. São os neocorruptos”, declarou o candidato, em discurso de mais de 40 minutos para uma plateia de cerca de 5.000 pessoas, no Clube Espanhol, em Salvador.

Ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso, ex-prefeito de São Paulo e ex-governador, Serra enfatizou a sua trajetória – uma das estratégias do PSDB é a comparação de biografias. Sem citar a adversária Dilma Rousseff (PT), o tucano falou sobre falta de experiência política da petista que nunca disputou eleição. Foi quando disse a frase: “Não comecei ontem e não cai de para-quedas.” Serra se apresentou como o candidato da moralidade e da defesa da ética. Criticou a atual relação com o Congresso, que, segundo ele, não deve ser “uma arena de mensalões, compras de votos e de silêncio”.

Ditadores do mundo

Falou também de política externa. “Acredito nos direitos humanos dentro do Brasil e no mundo. Não devemos elogiar continuamente ditadores de todos os cantos do planeta só porque são aliados eventuais do partido do governo.” Foi uma referência direta à aproximação do presidente Lula com o Irã e a Venezuela.

Serra criticou o “desprezo” da atual gestão pelos órgãos de controle, como Ministério Público e Tribunal de Contas da União. “Prezo as instituições que controlam o Poder Executivo, como os tribunais de contas e o Ministério Público, que nunca vão ser aprimoradas por ataques sistemáticos de governos que, na verdade, não querem ser controlados.”

Promessas

O tucano fez promessas para áreas de educação e saúde. Disse que, se eleito, abrirá 1 milhão de vagas em escolas técnicas. Falou na construção de 150 Ambulatórios Médicos de Especialidades em todos os Estados. E aproveitou o tema da saúde para, novamente, atacar o governo. Serra, que até então falava que a saúde “não avançou”, ontem usou a expressão “retrocesso” ao traçar o diagnóstico do setor.

O evento de lançamento da candidatura contou com caciques do PSDB, DEM e PPS, como o ex-governador Aécio Neves e o presidente tucano, Sérgio Guerra. FHC mandou um vídeo que foi exibido durante o encontro.


43 comentários

  1. robert-- são bernardo do campo
    sábado, 12 de junho de 2010 – 17:53 hs

    APENAS UMA PERGUNTA AO SERRA:
    PORQUE NÃO APLICOU TUDO O QUE FALA NA SUA GESTÃO COMO GOVERNADOR DE SÃO PAULO?

  2. Claudio
    sábado, 12 de junho de 2010 – 18:02 hs

    Tremendo cara de pau, esse serra! Ele foi ministro do governo FHC, aquele que pagou 200 mil reais cada voto para aprovarem a sua reeleição, ou seja oficializaram a corrupção! Tenha dó, Serra!

    O povo não é tão idiota como você acha.

  3. PAULO
    sábado, 12 de junho de 2010 – 18:16 hs

    FINALMENTE ABRIRAM A PORTA DA ESTREBARIA!!
    JÁ SE ESCUTA OS RELINCHOS DO QUE SERÁ O TOM DESTA ELEIÇÃO!

  4. Carmem Souza
    sábado, 12 de junho de 2010 – 18:19 hs

    Isso mesmo Serra, detone os neocorruptos, vamos por no poder os velhos corruptos, aqueles que roubavam e deixavam o povo sem comer. Estes neocorruptos são pilantras, dão até comida para o povo pobre, onde já se viu isto. Ferro neles, porque em você, o ferro será nas urnas.

  5. salete cesconeto de arruda
    sábado, 12 de junho de 2010 – 18:21 hs

    BOM FINAL DE SEMANA FÁBIO.

    SEM MEDO DE SER FELIZ!

    Nosso Luiz é com Z !

  6. João Carlos
    sábado, 12 de junho de 2010 – 18:30 hs

    Ele poderia falar dos sangues-sugas….

  7. Coitadão
    sábado, 12 de junho de 2010 – 18:33 hs

    Escutamos alguma coisa do discurso do Serra. Coitado do cara. Discurso sem consistência, sem força, sme proposta, sem nada de algo que reprente mudanças, para melhor, no país. Gente, o país cresceu, melhorou, criou emprego e renda, fez reservas em dólares importantes, é respeitado internacionalmente, propõe politicas na área de geopolitica interassantes, tenta ir à frente deixando para atrás aquele comnplexo de vira-latas q

  8. Coitadão
    sábado, 12 de junho de 2010 – 18:35 hs

    continuando: complexo de vira-latas de que tanto falava Nelson Rodrigues. E, agora, vem o Serrinha com esse discursinho. Tamos fora. Gostamos de avançar e de nos mostrarmos como nação que oretende algo mais. Com esse discurso Serra não ajuda. VAMOS DE DILMA!!!!

  9. Luis Gringo
    sábado, 12 de junho de 2010 – 18:46 hs

    Qual ministérios o Serrágio vai criar ?

    * Ministério da Privataria
    * Ministério da enchente
    * Ministério dos salários baixos
    * Ministério da covardia policial
    * Ministério dos pedágios
    * Ministério da dossiês (Lunus)
    * Ministério das ambulâncias
    * Ministério da ida ao FMI
    * Ministério dos precatários dos velhinhos
    * Ministério do engarrafamento
    * Ministério do plágio da idéia alheia
    * Ministério da distribuição de diploma
    * Ministério da cratera

  10. PAULO
    sábado, 12 de junho de 2010 – 19:32 hs

    OS NEOS, NÉ… OS VELHOS COMPANHEIROS PODE!!!!!

  11. sábado, 12 de junho de 2010 – 20:40 hs

    SERRA passa credibilidade e isso traz ESPERANÇA AO POVO, hoje tão a margem por esse desgoverno que só pensa em si.

  12. rosângela
    sábado, 12 de junho de 2010 – 20:49 hs

    Aquela parte em que o Serra falou dos juros altos é vergonhosa. O governo do PSDB, quando ele foi ministro do planejamento, deixou os juros em 25% (mas chegou a mais). Os responsáveis pela alta dívida interna são os tucanos…

  13. Silvano Andrade
    sábado, 12 de junho de 2010 – 22:31 hs

    EU MORRO PELO BRASIL…NAÇÃO PODEROSA E SOBERANA.

  14. CAÇADOR DE PETISTAS
    sábado, 12 de junho de 2010 – 22:47 hs

    A convenção do PSDB, acoanteceu de forma democratica e sem demagogia. José Serra, foi firme em suas convicções e demonstrou preocupação em relação ao futuro do Brasil e uma eventual continuidade do Petismo o que colocaria em cheque a dmocracia do Brasil, dado a afetividade atual de Lula e os Ditadores Chaves, Morales e Fidel, conciderados como últimos seguidores de um sistema socialista de governo, ja fracassado no mundo.

    Lula da Silva ofende os direitos constitucionais do cidadão quando não os deixa escolher po si só o seu sucessor. Lula é um péssimo exemplo a ser seguido no mundo, abriu as portas para a Bolivia, responsável por 90% da cocaina que entra no Brasil, viciando jovens e destruindo familias.

    CHEGAAAAA,
    Este deve ser nosso grito. CHEGAAAAAA.

    JOSÉ SERRA NESTA CAMBADA DE COMUNISTAS.
    FORA DILMA, BANDIDA
    FORA LULA COMUNISTA, MENTIROSO, DEMAGOGO E POPULISTA

  15. RST
    sábado, 12 de junho de 2010 – 22:55 hs

    José Chirico Serra não é neocorrupto, é velhocorrupto senão vejamos:Reações:
    Arapongas do pseudo-dossiê já prestaram serviços para Serra
    Em tempos de espionagem e contra-espionagem, vale a pena resgatar algumas informações que a mídia não gosta de relembrar mas que já frequantaram o noticiário político brasileiro com destaque. De um leitor-colaborador do blog Viomundo, surge esta indicação de matéria do Correio Braziliense, datada de 2002, que revela com nitidez como José Serra atua nos bastidores das disputas políticas.

    A matéria revela como Serra se valeu, há oito anos, dos serviços de arapongagem comandado por pessoas que agora estão envolvidas no novo caso “dossiê”. Veja abaixo a reportagem de Luiz Alberto Weber publicada pelo Correio em 14 de março de 2002.

    Na Saúde, Serra multiplicou gastos com empresa de ex-agente do SNI

    O Ministério da Saúde, onde até 21 de fevereiro último despachava o candidato tucano à Presidência, José Serra, tem uma forte proximidade com escutas telefônicas — mas do outro lado balcão.

    Serra, quando ainda ministro, autorizou a contratação por R$ 1,8 milhão da empresa carioca Fence Consultoria Empresarial, especialista em detectar escutas clandestinas. Só neste ano, a Fence recebeu do ministério R$ 226 mil, o que torna o órgão o maior cliente da empresa carioca dentro do governo. Os valores recebidos pela Fence e sua própria existência acrescentam mais combustível ao dossiê que investigadores privados do PFL tentam montar para apontar o envolvimento de integrantes do governo (FHC) em suposta escuta montada no escritório da empresa Lunus, de propriedade da governadora Roseana Sarney.

    Atribui-se a um grampo clandestino o fato de a Polícia Federal ter sido alertada e descoberto que os cofres da Lunus guardavam R$ 1,34 milhão, que seriam usados na campanha da candidata do PFL à Presidência. O dono da Fence, Enio Gomes Fontenelle, é um ex-coronel do Exército que por muitos anos trabalhou no extinto Serviço Nacional de Informação (SNI), órgão de investigação oficial durante a ditadura militar, que desapareceu para dar vez à Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ex-chefe da área de comunicações do SNI, Fontenelle é um craque em espionagem eletrônica.

    Antigos agentes do SNI atribuem a Fontenelle a modernização do arsenal tecnológico da agência nos anos 80. O coronel chegou a comandar um grupo que desenvolveu aparelhos de escutas com tecnologia nacional em substituição aos importados. Depois de aposentado, especializou-se em combater os grampos. Entre os clientes da Fence, estão o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a hidrelétrica de Itaipu.

    A empresa é respeitada no mercado pela competência tecnológica e discrição. Nos últimos meses, Fontenelle esteve várias vezes no Ministério da Saúde, onde encontrou-se com Serra. Hoje, cerca de 600 telefones e ambientes (salas de reunião e gabinetes) são monitorados pela Fence no ministério. A empresa rastreia, principalmente, a existência de grampos ou emissores de rádio clandestinos, com capacidade de transmitir conversas para um interceptador posicionado a até 100 metros de distância. O coronel tem outro conhecido comum com Serra: o delegado da Polícia Federal Marcelo Itajiba.

    O delegado foi assessor do candidato tucano em Brasília. Mas, antes de desempenhar essa função burocrática, era chefe do Centro de Inteligência da PF, a mais produtiva instaladora de grampos legais a serviço do governo. No ministério, Itajiba montou uma mini-central de inteligência, que contou com a participação dos delegados da PF Onésimo e Hercídio.

    Itajiba é da copa e cozinha do ex-ministro. Serra tentou, sem sucesso, fazê-lo diretor-geral da Polícia Federal, em 1999. Hoje, o delegado está no Rio, assim como Fontenelle. ‘‘Conheço o delegado, mas apenas de contatos superficiais’’, disse Fontenelle ao Correio.

    Segundo a assessoria do ministério, o reforço no orçamento anual da Fence (que mal passava de R$ 100 mil) deveu-se ao temor de Serra de ser grampeado por representantes das indústrias de tabaco e de medicamentos, que tiveram interesses contrariados pelo ex-ministro.

    Assessores do ex-ministro dizem que durante a campanha pela popularização dos remédios genéricos e contra o cigarro Serra amealhou muitos inimigos. Antes, a varredura (como é chamado o trabalho de localização de escutas) era mensal. Hoje, segundo informações da segurança do ministério, ela é semanal. Registre-se, porém, que as batalhas de Serra contra o fumo e contra os grandes laboratórios datam de dois anos atrás e hoje as relações estão pacificadas.

    As investigações realizadas pelos arapongas do PFL sobre os autores do suposto grampo na sede da Lunus haviam apontado, primeiro, para a possibilidade de envolvimento de uma empresa de Brasília, a Interfort Sistemas de Segurança. As suspeitas contra a Interfort deveram-se ao fato de José Heitor Nunes, gerente da empresa, ter estado várias vezes no Maranhão nas semanas que antecederam a invasão da Lunus.

    O que o PFL desconhece é que o coronel Fontenelle (ex-integrante do SNI), o delegado Itajiba e Onésimo (ex-chefe da área de Inteligência da PF) e Nunes (dono de uma empresa que presta consultoria para PF na área de escutas) se conhecem. Ex-militar do Exército, Nunes tem trânsito livre nos órgãos do governo dedicados a fazer investigação. Como consultor de segurança, Nunes dá aulas para os arapongas da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Durante sua militância empresarial e militar, conheceu Itajiba e o coronel Fontenelle. É ainda amigo do delegado Onésimo, que também trabalhou com Serra e hoje presta servivo à empresa ControlRisk, especialista em investigações e medidas de segurança.

    OS DOSSIÊS E OS INVESTIGADOS

    Ao que tudo indica, os agentes que se espalharam pelo país produziram vários dossiês diferentes. As primeiras informações sobre eles começaram a circular na semana seguinte à apreensão dos documentos e da bola de R$ 1,3 milhão no escritório da Lunus, da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e de seu marido, Jorge Murad.

    Contra Lula e Roseana

    O candidato do PPS à Presidência da República, Ciro Gomes, foi o primeiro a denunciar a existência de uma estrutura de arapongagem. Segundo ele, havia um grupo de 40 pessoas plantado em São Paulo para bisbilhotar a vida dos possíveis adversários do candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Os principais alvos seriam, segundo Ciro, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Roseana Sarney, do PFL.

    Sarney também se queixa

    O senador José Sarney (PMDB-AP), pai de Roseana, obtém informações semelhantes. No mês passado, ele se queixou ao presidente Fernando Henrique Cardoso sobre essas suspeitas.

    Dossiê para Garotinho

    O governador do Rio e candidato do PSB à Presidência da República, Anthony Garotinho, informa que foi procurado por um político do PSDB, a mando do deputado Márcio Fortes (PSDB-RJ), que pretendia lhe passar um dossiê com denúncias contra Roseana Sarney.

    Uma revista

    O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, também afirma ter tido acesso a um dossiê. Ele teria informações que embasariam reportagem de uma revista de circulação nacional.

    Foto comprometedora

    O presidente do PTB, deputado José Carlos Martinez (PR), que articula uma aliança com Ciro Gomes, foi fotografado com uma amiga durante uma viagem a Miami. Uma revista de circulação nacional iria publicar a foto. Martinez procurou a direção da empresa e conseguiu evitar a publicação.

    Também contra Tasso

    O governador do Ceará, Tasso Jereissati, que chegou a disputar com Serra a indicação do PSDB para ser candidato à Presidência, também foi investigado. Os arapongas ainda seguiram seu irmão, o empresário Carlos Jereissati. Ele é sócio do marido de Roseana, Jorge Murad, em um shopping center em Porto Alegre (RS).

  16. OSSOBUCO
    sábado, 12 de junho de 2010 – 22:56 hs

    Logo, Serra é um velho corrupto!

  17. OSSOBUCO
    sábado, 12 de junho de 2010 – 23:03 hs

    Finalmente o Estadão entregou o jogo: Quem gosta de dossiê é o Serra: contra Tasso, contra Aécio, contra Roseana
    essa matéria é muito boa e saiu no Estadão.

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,voce-nao-esta-vendo-que-e-minha-ultima-oportunidade,565275,0.htm

    ‘Você não está vendo que é minha última oportunidade?’
    Durante encontro a sós numa madrugada de março, o então governador José Serra usou com Aécio Neves o argumento que mostra sua obstinação em buscar a Presidência da República…

    ….”Vocês jogam sujo!”, devolveu Tasso.

    “Vocês quem?”, quis saber Aloysio.

    “Você… o Serra… Vocês estão jogando sujo e eu estou saindo (da disputa presidencial) por causa de gente como você, que está me fodendo nesse governo”, reagiu Tasso.

    “Jogando sujo é a puta que o pariu”, berrou Aloysio, já partindo para cima do governador. Fora de controle e vermelho de raiva, Tasso chegou a arrancar o paletó e os dois armaram os punhos para distribuir os socos. Foi preciso que um outro convidado ilustre para o jantar no Alvorada, o governador do Pará, Almir Gabriel, entrasse do meio dos dois, com as mãos para cima, apartando a briga. Fernando Henrique, estupefato, pedia calma.Essa repórter é corajosa, brilhante, a matéria dela, mostra bem quem é Serra e o PSDB, que Dilma enfrenta!

  18. DO LITORAL
    sábado, 12 de junho de 2010 – 23:57 hs

    Dor de cotovelo do SERRA e deste bando de Neoliberais. Aliás, não é realmente fácil essas crias de Harward de meia tigela engulirem o LULA. Eles apostavam na decadência do País e ao contrário, tem que engolir os programas sociais goela abaixo. Nunca esperavam o SENAI, os IFETS, o PROUNI, o Programa Minha Casa Minha Vida, etc, etc, vindo de um metalúrgico do povo, enfim, o que o Serra, Fernando Henrique e o Aécio Neves sabem fazer bem mesmo é privatizar, vender, vender, vender, pra depois acontecer como o BANESTADO que graças a união da bancada paranaense tirou o Estado da forca posta por Lerner e o grupo de BICO FINO.

  19. ROBERT
    domingo, 13 de junho de 2010 – 0:02 hs

    Retórica de um notório corrupto.

    Leandro Fortes: Cayman: O dossiê do medo.

    Vem ai também libo de do Joprnalista Amaury Jr. sobre a Privataria, da qual o Zé Encalhado foi um dos arquitétos.

    Já era, vende-pátria.

  20. Parreiras Rodrigues
    domingo, 13 de junho de 2010 – 0:21 hs

    O Petê, na luta pelo poder, era o que se podia chamar de partido perfeito, pleno de virtudes, de exemplos. Crítico contumaz, via barbáries em tudo e em todos. E nós nos iludiamos com a estrela que nos acenava com raios de esperança. De repente, no mando, rasga a túnica da seriedade, da decência. Tripudia sobre as excelentes intenções e propostas. A todos procura engabelar. Mas está desnudo o Petê que sonhávamos como sociedade isenta de crítica. Abriu-se o túmulo e o fedor rescendeu! Que podridão, que nojo. E o pior de tudo, o arrependimento, a vergonha de ter que desmentir tudo o que pregávamos. Perdão, companheiros e companheiras!

  21. Geraldo
    domingo, 13 de junho de 2010 – 8:10 hs

    Deve estar com medo das denúncias da Carta Capital desta semana.

  22. dalton gonçalves
    domingo, 13 de junho de 2010 – 10:21 hs

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    ‘Você não está vendo que é minha última oportunidade?’
    Durante encontro a sós numa madrugada de março, o então governador José Serra usou com Aécio Neves o argumento que mostra sua obstinação em buscar a Presidência da República
    12 de junho de 2010 | 0h 01
    Leia a notícia
    Comentários 52EmailImprimirTwitterFacebookDeliciousDiggNewsvineLinkedInLiveRedditTexto – + Christiane Samarco / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo
    Ele sonha com a Presidência da República desde menino e trabalha metódica e obstinadamente para chegar lá há exatos 12 anos, 2 meses e 12 dias, desde que assumiu o comando do Ministério da Saúde, em 1998. Mas quando tudo parecia resolvido, com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, já fora do páreo, no final de janeiro deste ano José Serra vacilou.

    A indecisão assombrou os cinco políticos mais próximos do candidato, a quem ele mais ouve. Foi o mais ilustre membro deste quinteto – o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – quem deu o ultimato e acabou com a indefinição: “Serra, agora é tarde. Você não pode mais desistir”.

    O comando tucano estabelecera prazo até o Carnaval para que Serra desse uma demonstração pública que não deixasse dúvidas quanto à decisão de enfrentar o mito Lula e a máquina petista do governo. Serra ainda silenciou por quase uma semana. Voltou à cena, pedindo ao presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), e ao amigo deputado Jutahy Júnior (BA), que organizassem uma programação para ele participar dos carnavais de rua do Recife e de Salvador, na semana seguinte.

    A pressão pela definição era tão grande, que até a reportagem de uma revista semanal britânica repercutiu no Brasil. A respeitada The Economist que circulou na primeira semana de fevereiro trazia um artigo afirmando que o governador José Serra esperava, “com paciência demais” pela Presidência. Disse ainda: “Serra precisa subir no banquinho e começar a cantar seus elogios agora. Do contrário será lembrado como o melhor presidente que o Brasil nunca teve.”

    Bem no clima do dito popular sobre o calendário do Brasil, no qual o ano só começa depois do carnaval, Serra assumiu mesmo os compromissos pré-eleitorais no embalo do Momo. “As dúvidas do Serra nunca foram hamletianas. Sempre foram objetivas”, diz o governador Alberto Goldman.

    Em conversas reservadas, Serra já havia reclamado da “falta de estrutura” do partido. Boa parte da dúvida vinha da falta de sustentação partidária. Diferentemente do PT, o PSDB não é um partido de base e de organização, com estrutura para dar o suporte que uma disputa acirrada pela Presidência da República requer. Para o amigo Jutahy, os momentos de indefinição decorreram do fato de que Serra “nunca jogou com uma alternativa única”. Da mesma forma, acrescenta, ele jamais seria candidato só para marcar posição. “O Serra acredita na possibilidade de vitória”.

    O convite explícito ao ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, para que aceitasse a vice na chapa puro-sangue do PSDB, demorou mais 30 dias – veio na primeira hora da terça-feira 3 de março, no Hotel Meliá em Brasília. Na conversa reservada, sem testemunhas, que avançou pela madrugada, Serra não hesitou em usar seus 68 anos de idade como argumento, para convencê-lo a aceitar a dobradinha café com leite.

    “Você não está vendo que esta é minha última oportunidade?”, ponderou, para salientar que Aécio é jovem e que um dia, “fatalmente”, o neto de Tancredo Neves chegará a Presidência da República. Em resposta, o mineiro repetiu a tese de que a melhor forma de ajudá-lo seria dedicando-se à campanha de Minas, disputando o Senado – e o governador Antônio Anastasia, a reeleição.

    No voo de volta a Belo Horizonte, no dia 10 de abril, depois do Encontro dos Partidos Aliados – quando Serra apresentou a candidatura e Aécio foi recebido por 3 mil militantes aos gritos de “vice, vice, vice” – o governador de Minas confidenciou a um interlocutor o temor de que o anúncio da dobradinha com Serra fosse um “fato político efêmero”.

    Admitiu que sua presença na chapa poderia até dar um “upgrade” à candidatura tucana, mas também avaliou que o entusiasmo seria rapidamente consumido. “Muita gente fala que é importante eu ser vice, mas um anúncio desses só alimentaria o noticiário por 15 dias”. Ainda assim, ele não fechou de todo a porta à chapa café com leite.

    Serra já estava avisado de que, com Aécio, não adiantaria pressão. O recado velado veio embutido no discurso de homenagem ao centenário de nascimento de seu avô Tancredo, realizada uma semana depois. Da tribuna do Senado, em sessão solene para lembrar Tancredo Neves, Aécio fez questão de citar a frase com a qual o avô respondera à pressão do então deputado João Amazonas (PC do B) em 1985, para que assumisse posições radicais: “Não adianta empurrar. Empurrado eu não vou.”

    Não foi por pressão ou por temor do confronto que Aécio decidiu sair do páreo. Na lógica de um dirigente tucano que o acompanha, ele não quis “ir para o pau” porque não poderia construir uma candidatura a presidente rompido com o candidato a governador de São Paulo. Além disso, ao final do ano passado as pesquisas eleitorais mostravam que ele não havia empolgado o País. Ficou claro que insistir na disputa interna seria um desgaste político.

    Boa parte dos movimentos de Aécio rumo ao Planalto foi feita no embalo da resistência de companheiros a mais uma candidatura de São Paulo. Desde 2002, o tucanato das várias regiões amarga um incômodo e um certo cansaço em relação à hegemonia paulista. A queixa geral é de que ser um candidato a presidente “fora do establishment” é muito difícil em qualquer circunstância. Praticamente impossível, se houver um concorrente de São Paulo.

    Esse sentimento tomou conta das regionais do partido depois da morte de Mário Covas. O câncer que tirou Covas do governo de São Paulo levou junto o candidato natural do PSDB a presidente da República e também a possibilidade da construção pacífica de uma candidatura de consenso.

    Já bastante doente, Covas recebeu, em 2000, a visita de Tasso no Palácio dos Bandeirantes. Em meio à conversa sobre cenário político nacional e a sucessão presidencial, o anfitrião abriu o jogo. “Não vou ter saúde para ser candidato. Essa disputa vai ficar entre você e o Serra. E meu candidato é você”, avisou. Em seguida, fez questão de telefonar para o presidente Fernando Henrique, comunicando sua preferência.

    Tasso lançou-se na disputa presidencial em 2001, ao final do seu terceiro mandato de governador do Ceará. Além do incentivo de Covas, morto em março daquele ano, arrebanhou apoios públicos no PFL do senador Antonio Carlos Magalhães (BA). Mas acabou desistindo, com queixas de que havia “uma espécie de conspiração paulista em favor de Serra, desequilibrando a disputa interna”.

    “Eu vim aqui comunicar que não serei mais candidato a presidente. Estou saindo fora”, disse Tasso ao presidente Fernando Henrique. Era dezembro de 2001, quando o cearense chegou ao Palácio da Alvorada, já muito irritado e disposto a protestar contra “setores do PSDB no governo” que estariam dificultando a liberação de recursos para o Ceará e, pior, investigando sua vida.

    Na chegada ao Alvorada, deparou-se com o ex-ministro da Justiça e secretário-geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira, mas não amenizou as críticas. Ao contrário: Tasso tinha Aloysio como o “ponta de lança” de Serra contra ele e ainda achava que FHC atuava para desequilibrar a disputa sucessória em favor de São Paulo. Pior, suspeitava da influência de Aloysio sobre uma operação da Polícia Federal que colocou agentes em seu encalço, em meio a uma investigação de lavagem de dinheiro.

    Neste cenário, o que era para ser um jantar de autoridades no salão palaciano descambou para as ofensas em tom crescente, a ponto de Tasso apontar “a safadeza e a molecagem” do ministro, que agiria para prejudicá-lo. Bastou um “não é bem assim” de Aloysio para o bate-boca começar.

    “Vocês jogam sujo!”, devolveu Tasso.

    “Vocês quem?”, quis saber Aloysio.

    “Você… o Serra… Vocês estão jogando sujo e eu estou saindo (da disputa presidencial) por causa de gente como você, que está me fodendo nesse governo”, reagiu Tasso.

    “Jogando sujo é a puta que o pariu”, berrou Aloysio, já partindo para cima do governador. Fora de controle e vermelho de raiva, Tasso chegou a arrancar o paletó e os dois armaram os punhos para distribuir os socos. Foi preciso que um outro convidado ilustre para o jantar no Alvorada, o governador do Pará, Almir Gabriel, entrasse do meio dos dois, com as mãos para cima, apartando a briga. Fernando Henrique, estupefato, pedia calma.

    Diante da desistência pública do cearense e das indagações da imprensa sobre o racha no PSDB e sobre o que Serra poderia fazer para unir o partido, Arthur Virgílio disse diante das câmeras de televisão que falar com Tasso era fácil. “Basta discar o DDD 085 e o número do telefone”, sugeriu.

    “Mas o que é isso? Você me ensinando a falar com Tasso pela TV?”, cobrou Serra. “Não fiz para te sacanear. Só respondi à pergunta de como vocês iriam se falar. Você é o meu candidato a presidente”, amenizou Virgílio. O telefonema não aconteceu e Tasso acabou optando pela candidatura presidencial do amigo e conterrâneo Ciro Gomes, que lhe pedia apoio e ajuda e com quem nunca se atritou.

    Também foi nos braços de Ciro que os aliados do PFL se jogaram na eleição de 2002. Serra estava rompido com os pefelistas, hoje rebatizados de DEM, desde o desmonte da candidatura presidencial de Roseana Sarney, a partir de uma operação da Polícia Federal que investigou fraudes na Sudam. Em 1º de março de 2001, a PF encontrou R$ 1,34 milhão em cédulas de R$ 50 no cofre da empresa Lunus Participações e Serviços Ltda, de propriedade de Roseana e seu marido Jorge Murad. O casal não esclareceu a origem do dinheiro. O episódio deixou sequelas.

    O PFL demorou a se aproximar de Serra. O cacique Antonio Carlos Magalhães dizia que Serra fazia aquilo que era a especialidade do baiano: atropelava todos de quem não gostava. Contava que ele próprio fora atropelado por conta da amizade do paulista com Jutahy.

    Nos últimos meses de Serra à frente do Ministério da Saúde, em 2002, quando agilizava os convênios com prefeituras de todo o Brasil para deixar a pasta, o ministro recebeu um telefonema de ACM com um recado direto: “Eu quero que Jutahy perca esta eleição. Quem ajudá-lo não é meu amigo”. O pedido ali embutido era para que o ministério não assinasse convênios com prefeituras ligadas ao deputado baiano. Serra ponderou que não tinha como ajudar Jutahy. “O senhor é o presidente do Senado e ele está sem mandato”, argumentou.

    Mas, em vez de vetar o acesso dos prefeitos da base de Jutahy aos programas da Saúde, Serra o alertou: “Trate desta eleição como se estivesse tratando da sua vida”. Abertas as urnas, ACM acusou o golpe com outro telefonema: “Quero te informar que seu amigo se elegeu”. Serra ganhou ali um adversário de peso na Bahia.

    Aloysio lembra que, antes mesmo da derrota de 2002, Serra já amargava uma campanha sofrida, mal organizada e sem estrutura, da qual saíra muito abatido. “Até o coordenador se mandou no meio da campanha”, recorda bem humorado, referindo-se à saída de Pimenta da Veiga. “Mas, naquele momento, foi muito sofrido. Ele se levantou porque não é homem de ficar chorando pelos cantos”.

    Talvez por isto, correligionários e aliados já identificassem em 2004 um Serra bem diferente, e hoje enxerguem nele um “candidato humanizado” pelas derrotas. Afinal, depois de ser o presidenciável do partido que forçara Lula a disputar dois turnos para chegar ao Palácio do Planalto, ele teve que pedir voto aos próprios companheiros.

    Sem mandato, só lhe restava a opção de presidir o partido. “Ele conheceu bem o outro lado. Com 33 milhões de votos, teve que lutar para ser presidente do PSDB”, conta Virgílio, que lhe emprestou o gabinete da liderança do governo no Congresso para a campanha interna, sem adversário.

    Do comando partidário, Serra ainda foi forçado a assumir a contragosto a candidatura para prefeito de São Paulo. “Você é o único capaz de vencer a Marta Suplicy” diziam todos os tucanos de São Paulo e do Brasil, referindo-se à prefeita petista, que disputava a reeleição. O apelo mais forte veio do ex-presidente Fernando Henrique.

    Ele sabia que a Prefeitura complicaria seu projeto mais importante: a Presidência da República. Queria continuar presidente do partido e estava certo de que era o caminho para chegar como candidato mais forte ao Planalto em 2006. Mas não teve como resistir à pressão de dirigentes nacionais e paulistas, por conta da convicção geral de que, se Marta fosse reeleita, a hegemonia do PT se tornaria irreversível.

    Mas foi assim que também se tornou tributário de uma dívida de apoio para a pretensão de 2010. A parceria com o DEM nas eleições municipais de 2008 foi iniciativa de Serra, já mirando o Palácio do Planalto mais adiante. Foi ele quem, na condição de presidente nacional do PSDB, procurou o presidente do PFL para propor a dobradinha. Àquela altura, o PFL tinha um candidato – José Pinotti – que aparecia com cerca de 15% da preferência do eleitorado nos levantamentos do partido.

    Bornhausen sugeriu Kassab para vice e o tucano resistiu. Argumentou que Kassab fora secretário do Planejamento na gestão de Celso Pitta, uma ligação com potencial de desastre eleitoral. Queria Lars Grael, o velejador campeão mundial que tivera uma perna mutilada em um acidente e fora secretário nacional de Esportes no governo FHC. Mas Grael era cristão novo e Bornhausen bateu o pé. Praticamente impôs Kassab.

    Habilidoso, Kassab nunca agiu como o nome imposto nem se ressentiu do veto. Dizia que a postura de Serra sempre foi muito transparente e que suas ponderações eram de caráter político eleitoral, e não pessoais. E se apresentou ao parceiro de forma objetiva: “Serei uma pessoa leal à chapa. Pode contar comigo”.

    Na construção da disputa municipal de 2008, Serra teve de administrar duas candidaturas do mesmo campo político, uma delas de seu próprio PSDB. Kassab sabia que era o preferido por para continuar o trabalho em parceria com tucanos do primeiro time.

    Três ex-ministros de Fernando Henrique – Aloysio, Andrea Matarazzo e Clóvis Carvalho – participaram da Prefeitura. Ao final, no entanto, acabou tendo que engolir o apoio público de Serra a Alckmin.

    Goldman ainda articulou e coordenou uma reunião com Serra e Aloysio no Palácio dos Bandeirantes, em que propuseram a Alckmin desistir da Prefeitura em troca do apoio garantido do trio para a volta ao governo, dois anos mais tarde. “Governador eu já fui. Quero muito ser prefeito.”

    A construção da unidade interna só foi possível depois de Kassab se reeleger prefeito. Derrotado, Alckmin sabia que o único caminho para voltar ao governo de São Paulo seria dentro do próprio governo. Mas, no tucanato, ninguém acreditava que Serra o convidasse e, tampouco, que o outro aceitasse.

    Não foi tão difícil. Se o acerto era o passaporte de Alckmin para uma nova candidatura, também era fundamental ao projeto Serra criar um ambiente de unidade interna a partir de São Paulo. Serra investiu na operação certo de que ela teria serventia dupla, além do fato de trazer votos. Mais do que resolver a sucessão paulista, a ofensiva serviria ao projeto mais arrojado de mudança de imagem no plano nacional.

    Como Aécio construía a candidatura presidencial vendendo o modelo de político agregador, capaz de aglutinar mais apoios fora do PSDB do que Serra, chegara o momento de o paulista desfazer este entendimento. E nada melhor, para se livrar da pecha de desagregador, do que uma demonstração nacional de que ele seria poderia, sim, encarnar o figurino de político competente também para agregar apoios e unir o partido.

    O presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, e o presidente da regional paulista, José Henrique Lobo, foram encarregados de fazer a sondagem para poupar o governador de uma eventual recusa. Além deles, apenas Serra, Goldman e Aloysio sabiam do encontro e não deixaram vazar o convite para não subtrair impacto do fato político.

    Na tarde de 23 de dezembro, antevéspera do Natal, Alckmin foi tomar um café com Serra a pretexto de lhe desejar boas festas, e deu o OK. O convite aceito foi o fator de aglutinação que faltava para dar seguimento à estratégia de chegar ao Planalto.

    Mas nem por isto a pendenga com Aécio estava resolvida. Embora Serra ocupasse o primeiro lugar da fila de presidenciáveis tucanos, o ex-governador de Minas também estava convencido de que sua melhor hora para entrar na corrida sucessória era aquela. Depois de oito anos de administração bem sucedida no governo de Minas, ele avaliava que este seria o melhor momento para apresentar sua candidatura.

    Foi aí que Sérgio Guerra teve seu papel mais relevante na construção da candidatura tucana. Foi ele quem administrou a dupla de presidenciáveis e convenceu Serra a acatar a ideia das prévias que Aécio exigia. O governador paulista chegou a se irritar com a pressão de Aécio, que se sentia liberado para correr o País em busca de apoios, depois de sete anos de administração bem sucedida em Minas.

    Serra, ao contrário, avaliava que não podia se afastar um milímetro do governo estadual para tratar de eleição, sob pena de perder o voto dos paulistas – que já haviam amargado sua saída da Prefeitura de São Paulo no meio do mandato. Com muita habilidade e alguma paciência, impediu um atrito entre os dois assegurando ao paulista que as prévias acabariam não acontecendo. E assim foi.

    
    Tópicos: Joséserra, Aécioneves, PSDB, Eleições2010, Nacional, Política
    comentários para este post 52comente também

    52 J R Messias
    13 de junho de 2010 | 9h 42Denunciar este comentário

    Ao bom jornal que ainda tentam manter, peço encarecidamente: Vocês fazem parte da imprensa elitista que odeia tudo aquilo que não se reflete à imagem e semelhança de “estirpe” dos senhores, logo, não tentem nos enganar. Político só se for paulistano e do psdb . Não venham com essa de “críticas” ao zé alagão tentando demonstrar uma tal isenção. Sejam coerentes como sempre foram (é mais honesto) e aguentem o tranco de mais uma derrota. A dor passa rapidinho.

    51 claudio machado
    13 de junho de 2010 | 8h 57Denunciar este comentário

    Contra a máfia lulista, o Brasil pode mais.

    Senha: 45.

  23. VLemainski-Cascavel-PR
    domingo, 13 de junho de 2010 – 10:38 hs

    Fez muito bem o Serra.
    Comparar currículos e páginas de serviços prestados ao Brasil não é uma estratégia vencedora, pois é verdadeira e fundamentada em realizações. Vamos, vamos Serra. Quem tem compromissos com o bem, vai atrás.

  24. a pergunta que nao cala o povo
    domingo, 13 de junho de 2010 – 11:06 hs

    onde foi parar a grana das privatizações?

  25. jose
    domingo, 13 de junho de 2010 – 11:35 hs

    NOS JORNAIS DE HOJE:

    13/06/2010
    PETISTA PRESO EM 2005 QUER REAVER O DINHEIRO “DA CUECA”

    Ele se chama José Adalberto Vieira da Silva. Ganhou fama nacional em 8 de julho 2005, ao ser preso no aeroporto paulistano de Congonhas.

    Era, à época, assessor do PT. Levava consigo quase meio milhão de reais. Uma parte, na cueca. Coisa de US$ 100,5 mil.

    Pois bem, decorridos cinco anos, José Adalberto reivindica na Justiça a devolução da grana, ainda retida.

    A repórter Andreza Matais encontrou o homem da cueca. Em notícia veiculada na Folha, ela relatou o que viu e ouviu.

    Achou-o no interior do Ceará, na cidade de Aracati. Mora em casa modesta, assentada numa rua de terra batida.

    Depois de 17 anos de serviços prestados, José Adalberto perdeu o emprego de assessor parlamentar do PT.

    Para prover o sustento, abriu um negócio: uma pequena mercearia. Vende de farinha a chinelos.

    O flagrante de Congonhas rendeu-lhe um processo, ainda inconcluso. Frequenta os autos companhia de outros nove suspeitos.

    Como ninguém se anima a assumir-se como dono do dinheiro de má origem, José Fernando cuidou de reivindicá-lo para si.

    Levou o ervanário ao seu Imposto de Renda. “Declarei porque entendi que tinha que declarar, afinal de contas o dinheiro estava comigo, não pertence a ninguém”.

    E quanto à origem? “Declarei como sendo uma doação e pronto. NINGUÉM VAI OUVIR DA MINHA BOCA QUEM É O DOADOR. Sobre isso não falo”.

    A Receita Federal multou-o em R$ 200 mil. “Não paguei. Meus advogados recorreram, mas até agora a Receita não se manifestou sobre o recurso”.

    Em depoimento à polícia, José Adalberto saíra-se, na época, com uma alegação rota. Dissera que o dinheiro viera da venda de hortaliças.

    Depois, refez o depoimento. Em nova versão, afirmara que recolhera os maços de notas com um amigo chamado João Moura.

    O Ministério Público sustenta outra coisa. Era propina, provida por empresários bafejados com facilidades na obtenção de empréstimos no Banco do Nordeste.

    Ouvidos, todos os suspeitos negam o malfeito. Na expectativa de reaver os recursos, José Adalberto capricha no mistério:

    “Sobre o dinheiro, é uma questão que eu ainda tenho dificuldades de falar, até para um psicólogo. É uma coisa minha, de foro íntimo”.

    Tenta reescrever a crônica: “Não estava na cueca, mas no cós da calça”. Reconhece que prega no vazio:

    “Também, que diferença faria se eu tivesse guardado o dinheiro de qualquer outra forma?…”

    “…Estando comigo naquela circunstância, sendo quem eu era, o estardalhaço teria sido o mesmo”.

    Enquanto espera pela devolução da “doação” que “não pertence a ninguém”, José Adalberto faz um pedido:

    “Gostaria que todo mundo me esquecesse”. Difícil, muito difícil, dificílimo.

    Tornou-se um desses personagens inesquecíveis da era Lula.

  26. domingo, 13 de junho de 2010 – 12:35 hs

    Pelo DESESPERO dos PETRALHAS , a VERDADE DOEU !!!

    Elle só entendem e falam MENTIRA

    SERRA NELLES !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  27. domingo, 13 de junho de 2010 – 13:20 hs

    AGORA SIM COMEÇOU Á CAMPANHA E O BIXO VAI PEGAR;;;;;;;;;SALVE-SE QUEM PUDER;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;

  28. Geraldo
    domingo, 13 de junho de 2010 – 13:57 hs

    A parentada do Serra está movimentando milhoes de dólares em paraisos fiscais.
    Qual a origem desse dinheiro todo ????
    Carta Capital destasemana conta algumas estórias interessantes.
    Viva Dilma…

  29. domingo, 13 de junho de 2010 – 14:17 hs

    Lula é luiz XIV e Serra o próprio Napoleão Bonaparte, só que tem uma pequena diferença, Luiz XIV tá saindo e Napoleão quierendo entrar, então digam não a monarquia e votem nas damas que com certeza serão melhor que qualquer homem, temos duas , é só escolher, se o quesito for a mais feia o páreo será duro, se for a mais mal vestida a verdinha ganha, agora se for a mais durona aí é com a Dilmá! Serra nada pode falar que ele é mais prepotente que Lula e ais burro também, pois se fosse mais espertto teria nganho em 2.002 e 2006.

  30. trabaiadô
    domingo, 13 de junho de 2010 – 16:26 hs

    SE TIVESSEM ACHADO O DINHEIRO NAS CUECAS DO LULA E ELE AFIRMAR NA TV QUE O HAVIA CAGADO, ESSES FAMINTOS SAFADOS E PREGUIÇOSOS TAMBEM IAM ACREDITAR

  31. Maria Gorete Manoel
    domingo, 13 de junho de 2010 – 18:13 hs

    Comunista + é nosso!!!!!!!!!!!!!!!!!! Serrabaixo… fora safado!!!

  32. Maria Gorete Manoel
    domingo, 13 de junho de 2010 – 18:15 hs

    Dá-lhe Dilmaaaaaaaaaa…

  33. augusto capoeira
    domingo, 13 de junho de 2010 – 21:56 hs

    o SerraAbaixo virou uma metralhadora desesperada.
    Tão fora da casinha, nao conseguem se aliar com ninguém, sobrando os direitosos, onde os do PR se destacam. Tão inventando agora este senador furado, o tal do Alvaro Dias.
    Tão indo Serraabaixo em disparada

  34. OSSOBUCO
    domingo, 13 de junho de 2010 – 23:10 hs

    A grana do PSDB não vai na cueca, vai direto para as Ilhas Cayman, Serra e Dantas que o digam, né Josezito.
    Dantas é um dos milhares de personagens inesquecíveis da era FHC/Serra.
    A Alstom que o diga.

  35. OSSOBUCO
    domingo, 13 de junho de 2010 – 23:20 hs

    Pilantragem deste jornalismo de esgoto, Globo, Folha, Estadão, Veja, não impedirão que a verdade prevaleça sobre a mentira.

    Corrupção tá em São Paulo comandada pelo desgoverno tucano de Serra, Alkmim, kassab e cia ltda. Esta máfia que só faz pedágios, manda bater em professores, destroem a educação, saúde e favorece os ricos.

    Os brasileiros vão dar uma respostas nestes pilantras que tentam enganar o povo e esconder a verdade.

  36. Laertes
    domingo, 13 de junho de 2010 – 23:36 hs

    José, e os velhos e maiores corruptos como a filha do Serra, o pai dela, FHC e o pessoal das privatizações?

  37. OSSOBUCO
    domingo, 13 de junho de 2010 – 23:53 hs

    Josezito, olha os que os velhos corruptos como o Rossbife fazem:

    Editora Abril: outros bons negócios com a educação paulista
    Estávamos nós buscando atualizações da ilicitada compra do El País, pelo Sr. Paulo Renato Costa Souza, em nome da Diretora de Projetos Especiais da FDE (Sra. Cláudia Aratangy) e ratificada pelo Presidente da FDE (Sr. Fábio Bonini) , para os CEL’s paulistas, quando eis que nos deparamos com esta pequena nota no Diário Oficial (30/abril/2010):

    Quer dizer: o número do processo/negócio é outro. Agora para o El País vale o 15/00363/10/04.

    Vai daí que não custava nada observar quem seria o dono do número corrigido, o tal 15/00024/10/04.

    Hello! Surprise!
    Trata-se de outro grande fornecedor/parceiro/negócio/material-pedagógico/projeto da exemplar Educação Paulista, já citado aqui em outras eras, mas que vamos mostrar porque reincidente:

    DO – 2/abril/2010 (repetido em DO 6/abril, mas não sabemos a razão):

    – Contrato: 15/00024/10/04
    – Empresa: Editora Abril S/A
    – Objeto: Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante – Atualidades Vestibular 2º semestre 2009 – Edição 10, e 27.500 exemplares da publicação Revista do Professor – Atualidades, destinado a 3.530 unidades escolares e 92 Diretorias de Ensino.
    – Prazo: 45 dias
    – Valor: R$ 3.177.400,00
    – Data de Assinatura: 30/03/2010.

    O aviso da compra – sem licitação – foi feito em 20/março. E lá se vão mais uns trocados para a Abril. Quando foi mesmo que o Sr. José Serra deixou o governo? Dia 31 de março.

    Teremos de reajustar aqueles R$ 81.238.033,73 anteriores.

    Só para constar, a Prefeitura de SP segue na mesma valsa. O Paulo Renato do Município de Kassab, Alexandre Alves Schneider, aquele moço que fica ao celular em cerimônias públicas, enquanto o Governador discursa, concedeu semelhante benesse à Fundação Victor Civita. Aos moldes da FDE, comprou sem licitar 43.932 assinaturas anuais da Revista Nova Escola para os profissionais do quadro de magistério da Rede Municipal de Educação, pela bagatela de R$ 1.094.785,44. Duvida? Confira a imagem retirada do DO de 10/abril/2010.

    Ler mais: http://namarianews.blogspot.com/#ixzz0qnB7hxJ4

  38. OSSOBUCO
    domingo, 13 de junho de 2010 – 23:55 hs

    TUCANO FEZ CAIXA DE CAMPANHA COM DINHEIRO PÚBLICO ANTES DO ANÚNCIO DA CANDIDATURA

    Esquema das “cartinhas” movimentou R$ 26 milhões do contribuinte paulista
    .
    Meses antes de deixar o governo de São Paulo, José Serra já cuidava de subsidiar sua campanha à Presidência da República. Ardilosa e sorrateiramente, o tucano cuidou de contratar serviços de “pesquisa”, com o qual “cadastrou” alguns milhões de endereços e enviou inocentes cartinhas aos usuários dos serviços públicos paulistas. Por baixo, a brincadeira custou R$ 26 milhões, caixinhas à parte.
    A mutreta estava – e está – toda escancarada no Diário Oficial, mas a gloriosa imprensa corporativa brasileira não quis – e continua não querendo – tocar no assunto.

  39. Cris
    segunda-feira, 14 de junho de 2010 – 2:44 hs

    neiocorrupto é o Zé Alagão é o que? Velho corrupto hahahahaha

  40. lartur@ccgltd.com.br
    segunda-feira, 14 de junho de 2010 – 13:00 hs

    do PSDB – Só se houve chouro e ranger de dentes ficaram para trz o Serra não sabe ainda qué candidato de OPOSIÇÃO AO ATUAL GOVERNO POI TUDO SERA MANTIDO QUANDO NÃO AMPLIADO QUE BLZArsrsrsrsrsrs

  41. OSSOBUCO
    segunda-feira, 14 de junho de 2010 – 13:56 hs

    O Serra chama o Lula de Luís XIV, mas vai terminar o ano como Luís XVI.

  42. Laertes
    segunda-feira, 14 de junho de 2010 – 13:57 hs

    Que diferença faz se vai ser tucano ou do partido do Arruda. O cara já perdeu mesmo.

    Sem mais delongas, o fato é que Serra e DEM se merecem…

  43. Laertes
    segunda-feira, 14 de junho de 2010 – 14:00 hs

    Olhem essa corja serrista:

    PSDB compra, literalmente, a imprensa de São Paulo
    Educação assina convênio com jornais da APJ

    A Secretaria de Educação do Estado anunciou convênio para a assinatura de contratos com os 14 jornais da APJ (Associação Paulista de Jornais), entre eles o Diário do Grande ABC, visando a aquisição de assinaturas e utilização pedagógica (?!) de exemplares em salas de aula na rede estadual de ensino.

    O secretário Paulo Renato Souza afirmou durante o evento, realizado na sede da APJ em São Paulo, que a presença de jornais em sala de aula é fundamental. “O aluno que lê e entende o que lê, desenvolve o raciocínio e esse é o principal objetivo da educação”, disse ele. O uso de jornais em sala de aula, segundo Paulo Renato, se justifica como instrumento de leitura e desenvolvimento do pensamento crítico. “O jornal é muito valioso e talvez seja o instrumento mais importante nessa direção”, analisou. Outra razão para incentivar a leitura de jornais nas escolas é que o processo de ensino passa a ser mais “atraente” à medida que alunos e professores debatem os temas da atualidade.

    NÚMEROS – Os contratos foram assinados com os 14 jornais da APJ. A área de cobertura do Diário do Grande ABC envolve 167 escolas, que serão beneficiadas (?!) com um exemplar diário cada uma para utilização em sala de aula. Segundo a Secretaria de Educação, o projeto abrange 2.581 escolas do Estado e o investimento anual previsto no projeto é de R$ 771.145,00.

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