Osmar Dias cede a Lupi, se contrapõe ao irmão e sai a governador | Fábio Campana

Osmar Dias cede a Lupi, se contrapõe ao irmão e sai a governador

Da Gazeta do Povo

Senador pedetista terá o apoio do PT, PMDB, PSC e PCdoB na disputa pelo Palácio Iguaçu. Em troca da aliança com os petistas, dará palanque a Dilma no Paraná, independentemente de seu irmão, Alvaro, ser ou não o vice do tucano José Serra.

O senador Osmar Dias (PDT) finalmente tomou sua decisão, ontem: será candidato ao governo do Paraná coligado com o PT. Isso ocorrerá independentemente do irmão de Osmar, o também senador Alvaro Dias (PSDB), ser confirmado ou não como vice do candidato tucano à Presidência, José Serra. Como Osmar dará palanque à presidenciável pe­­­tista Dilma Rousseff no estado, os dois irmãos poderão estar em lados opostos nas eleições deste ano.

Após anunciar que seria candidato, o pedetista falou rapidamente com a Gazeta do Povo e disse que o povo vai entender sua decisão, que pode le­­­var a uma disputa política em família. Osmar disse ter um projeto para o estado, que já vinha sendo elaborado há muito tempo, bem como Alvaro tem o seu projeto político diferente. E justificou a decisão: “Não posso ficar esperando até depois do dia 30 [hoje, último prazo legal para a definição das candidaturas] para decidir o meu futuro”, disse, fazendo referência à indefinição em torno da vaga de vice de José Serra.

A decisão de Osmar foi tomada após um dia de intensas negociações, que culminou com uma reunião à noite, na sede do PDT paranaense, em Curitiba. Dessa reunião, participaram Osmar, o presidente nacional licenciado do PDT, o ministro do Trabalho Carlos Lupi, outras lideranças pedetistas e de outros partidos.

Nessa reunião ficou acertado que Osmar será candidato ao governo em uma aliança que inclui o PDT, PMDB, PT, PSC e PCdoB.

Há ainda a possibilidade de o PR (Partido da República) ingressar na chapa nesta quarta-feira – último dia determinado pela Lei Eleitoral para a formação das coligações partidárias para as eleições de outubro. O PR realizou sua convenção estadual no último domingo e delegou à cúpula do partido a definição de uma possível coligação com Osmar ou com o candidato do PSDB ao governo, Beto Richa. A tendência, po­­­rém, é que a legenda formalize o apoio ao pedetista, pois as conversas com os tucanos só se iniciaram nesta semana e a primeira opção do PR sempre foi Osmar.

Osmar e Carlos Lupi, após a reunião na sede do PDT, por volta das 22 horas, disseram que iriam à casa do governador Orlando Pessuti (PMDB) para comunicar a decisão. Pessuti havia aceitado abrir mão de sua candidatura ao governo em favor de Osmar, mas cogitava lançar-se à reeleição ao Palácio Iguaçu no caso de o pedetista não sair candidato.

O vice de Osmar será indicado pelo PMDB de Pessuti. Mas o nome não foi definido ontem. Na mesma chapa, os candidatos ao Senado serão o ex-governador Roberto Requião (PMDB) e a petista Gleisi Hoffmann.

Indefinição inédita

A indecisão de Osmar Dias, que se arrastou há meses, é considerada inédita nas últimas décadas de eleições no estado. O impasse envolveu seis das maiores legendas do país: PT, PMDB, PDT, PSDB, DEM e PPS.

Além de PDT, PT e PMDB – que darão sustentação à candidatura de Osmar – a indefinição também se espalhou na formação das alianças do tucano Beto Richa. O PSDB evitou até o último momento definir o vice de Richa na esperança de que poderia contar com Osmar como candidato em sua chapa ao Senado. Nesse caso, a vaga de vice caberia ao PDT.


5 comentários

  1. Jack Bauer
    quinta-feira, 1 de julho de 2010 – 19:37 hs

    E APOSTO QUE NEM FICARAM ENVERGONHADOS…
    Política deveria constar nos dicionários como: “a arte de enganar aqueles que gostam de ser enganados”. Quando achava que não era possível acontecerem mais sem-vergonhices, acordos, acertos, e toda a sorte de conchavos que pudessem ser piores que tudo aquilo que havíamos visto na história recente deste Estado e até mesmo deste País, o REI (Rei do Engodo, da sacanagem, da falcatrua, da falta de respeito) Requião consegue nos surpreender.
    Entra em uma Convenção onde a imensa maioria dos Delegados representava a vontade do PMDB do Paraná de ter um candidato honesto, sério, de elevada moral, ilibada conduta, vida pública irreprensível, como Orlando Pessuti e é vaiado após sugerir uma coligação com Osmar Dias. Saiu de lá com o rabo entre as pernas, mas mesmo assim buscou junto a Michel Temer a arma da imposição, do “enfiar goela abaixo”, afinal, o que é a vontade de um Estado ou de um partido inteiro ante a vontade do REI? E o PMDB nacional, aquele das raposas corruptas e desonestas como o José Sarney, decidiu sepultar a candidatura de Orlando Pessuti para garantir uma suposta maioria na Assembléia, com o único objetivo de conchavar mais uma vez, agora para defender durante muitos anos, as milhares de denúncias e os incontáveis processos que o bufão, irresponsável, desrespeituoso, bossal REI Requião amealhou ao longo destes dois mandatos.
    O Paraná PERDEU mais uma vez, perdeu a vergonha, perdeu a moral, perdeu a chance de ter um político de valor, com uma vida pessoal e pública inatacável e terá que decidir entre a cria do Lerner, símbolo da era de maior corrupção na vida deste Estado e do retrógrado Osmar Dias, defensor assumido dos ruralistas e da agricultura do Paraná, que para se sentir em condições de vencer uma eleição se aliou aos Sem-Terras, ao PT que apoia e incentiva as invasões, o terrorismo e tantas outras lutas antigas e moribundas. Alguém imaginaria uma aliança dos Sem-Terras com os Ruralistas? Só não imaginaria quem não entende absolutamente nada de politicagem.
    PERDEU o Paraná, de novo, mas perdeu muito mais ainda o Povo, perdeu muito mais aqueles honestos como eu, como você que está lendo e que queriam ver o Pessutão concorrer. Mesmo que não vencesse, mesmo que morressemos na praia. Pelo menos saberíamos que o Povo do Paraná teria escolhido conscientemente entre honestidade e safadeza e optado pela segunda. Agora só sabemos que o REI, para encobrir suas safadezas cometeu a maior de todas, nos apunhalando pelas costas, nos traindo, traindo o PMDB, traindo ao Povo do Paraná. Tivessem vergonha os mandatários do PMDB do Parana, como Waldir Pugliesi e Cia e expulsariam do PMDB, eliminariam, exterminariam essa praga, essa sanguessuga que se considera REI. Uma pena, uma pena mesmo…

  2. durango kid
    quinta-feira, 1 de julho de 2010 – 20:28 hs

    tô com saudade do caçador de petista por onde andarás, muchacho?

  3. CHICO
    quarta-feira, 14 de julho de 2010 – 8:38 hs

    OSMAR NÃO LIGA NÃO PARA A POLITICAGEM DUIDA QUE ANTIGAMENTE ESTAVA NO PODER TU JA TA ELEITO CARA SERIA BURRICE DA PARTE DE NÓS ELEITORES ACEITAR A VOLTA DO SISTEMA LERNER MUITA MAS MUITA GENTE QUE NUNCA VOTOU EM VC AGORA VAI VOTAR INCLUSIVE EU!!! DEUS TE PROTEJA !!!

  4. CHICO
    quarta-feira, 14 de julho de 2010 – 8:45 hs

    RICARDO BARROS É UM BOM SUJEITO MAS É MUITO DIFICIL ELE SE ELEGER !!! OSMAR NELES !!!

  5. Anônimo
    domingo, 29 de agosto de 2010 – 21:34 hs

    tinha uma admiração muito grande pelo candidato osmar dias,porem ao velo no mesmo palanque sendo apoiado por requiao,rubens bueno e suas cupulas,percebi que as pessoas deixam seus ideais de lado,seu carater para conseguir o poder,quanto será que vai custar para nós paranaenses este apoio,na eleição passada osmar e requião eram adversários candidatos ao cargo de governador,com plano de governo totalmente adversos,e hoje dividem o mesmo palanque? que pena sr osmar,pois além de estar mau acompanhado ainda praticamente
    concordou em deixar seu irmão inelegivel para nenhum cargo nesta eleição.isso é brincar com o povo paranaense que vergonha.

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