Para onde vão nossos impostos | Fábio Campana

Para onde vão nossos impostos

De Gustavo Patu na Folha de S. Paulo

De cada R$ 100 recolhidos em tributos no Brasil, R$ 34,19 pagam aposentadorias e outros benefícios de proteção social, uma proporção típica de países de renda mais alta e maior parcela de idosos na população.
Levantamento feito pela Folha nos balanços orçamentários e estimativas de União, Estados e municípios aponta também que a fatia do gasto nacional destinada à educação é comparável à do mundo desenvolvido, enquanto a da saúde fica abaixo do padrão.
Os programas classificados internacionalmente como de proteção social compreendem, além das despesas majoritárias com aposentadorias e pensões, o seguro desemprego e os auxílios em dinheiro a idosos, doentes e deficientes -no caso brasileiro, a conta inclui ainda o Bolsa Família, que consome exatos R$ 0,99 de cada R$ 100 em impostos, contribuições e taxas.
Desconsideradas eventuais diferenças de metodologia na contagem dos valores, a proporção do gasto do Brasil nessa área é idêntica à média apurada em 26 países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne a elite global.
Não por acaso, a expansão das despesas com seguridade social, ao lado dos encargos da dívida pública, é a principal explicação para a escalada da carga tributária no país nos últimos 15 anos.
A carga chegou à casa dos 35% da renda nacional, patamar só encontrado ou superado no mundo rico e em países que viveram experiências socialistas ou socialdemocratas.
Estados Unidos e Coreia do Sul destinam menos de 20% de suas receitas à proteção social; no alto do ranking, Alemanha, França, Dinamarca, Suécia, Áustria e Finlândia ostentam percentuais acima dos 40%; Japão, Espanha, Portugal e Reino Unido, como o Brasil, aplicam no setor cerca de um terço do dinheiro público.
A diferença é que 22% dos japoneses e 17% dos espanhóis, por exemplo, têm mais de 65 anos, enquanto somente 11% dos brasileiros têm mais de 60.

SAÚDE, ENSINO, OBRAS
Principal despesa dos Estados e municípios, a educação fica com R$ 13,25 de cada R$ 100 pagos em tributos no país, pouco acima da média de 12,9% da amostra da OCDE. Nesses países ricos, porém, o gasto médio chega a 5,6% do Produto Interno Bruto, contra 4,7% no Brasil.
A desvantagem da saúde, com 10,2% da despesa pública e 3,6% do PIB nacional, é mais evidente, ainda que possa haver discrepâncias nos critérios de apuração dos valores. Na OCDE, os percentuais médios são de 15,1% e 6,5%, respectivamente.
Com o predomínio da área social e das despesas com pessoal (também nos níveis da OCDE, como a Folha noticiou anteontem), as obras e demais investimentos públicos recebem apenas R$ 7,04 decada R$ 100 em tributos.


15 comentários

  1. salete cesconeto de arruda
    domingo, 23 de maio de 2010 – 15:06 hs

    Para o BOLSO dos que SONEGAM.

  2. Jacque
    domingo, 23 de maio de 2010 – 15:07 hs

    quem sabe um baixo assinado resulte em alguma coisa!

  3. Bentevi da silva
    domingo, 23 de maio de 2010 – 15:45 hs

    Vai para o bolso dos nobres deputados e familiares ( Bibinho ), sogras, fantasmas, etc..

  4. CLOVIS PENA -
    domingo, 23 de maio de 2010 – 15:50 hs

    Com este caixa fica muito fácil. Bolsas, nomeações, fantasmas, doações internacionais, amantes, filhos…
    Bem, com o pré-sal, nossos netos nem vão se incomodar com o mensalão. Vão achar engraçado.

  5. Silvano Andrade
    domingo, 23 de maio de 2010 – 15:55 hs

    Aqui no Paraná ia pro bolso do bibinho!!!

  6. Zangado
    domingo, 23 de maio de 2010 – 18:30 hs

    Sim, 35 % da renda nacional, só que até o dinheiro chegar à sociedade em benefícios, serviços e obras, deve haver uma perda de 40% ou mais em corrupção, propaganda, malversações, má aplicação … e por aí vai.

    Sobre isso niguém fala ? ninguém escreve ? ninguém apura ?

  7. Parreiras Rodrigues
    domingo, 23 de maio de 2010 – 18:54 hs

    Arrecadação sanguinária numa ponta e esbanjamento na outra. Clama-se sim, por uma política tributária saudável e justa, uma correta aplicação dos recursos com atendimento prioritário à obras de infraestrutura, às políticas de educação e saúde, à valorização do quadro funcional ao invés do seu inchamento,

  8. ESTRELA CADENTE
    domingo, 23 de maio de 2010 – 22:13 hs

    É claro que tem que haver dinheiro para as diversas bolsas caça votos que existem no Brasil.

  9. Tiago
    domingo, 23 de maio de 2010 – 23:50 hs

    Se ao menos as obras e demais investimentos públicos fossem feitos no Brasil… mas não são, isto dito pelo próprio Lula:

    http://www.youtube.com/watch?v=WIT7Wl9s8o0&feature=fvsr

  10. segunda-feira, 24 de maio de 2010 – 0:38 hs

    POR FAVOR NÃO RIAM;;;;;;;;RIAM DE RIR MESMO…HÁ HÁ HÁ HÁ …….EU ESQUECI DE PAGAR UM RESTO DE CONTA SALDO FONE,,,RS% .2.80 ISSO MESMO DOIS REAIS E OITENTA CENTAVOS….FUI PRO SEPROC……..CARA QUE INCENTIVO HEMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

  11. reinolds
    segunda-feira, 24 de maio de 2010 – 1:21 hs

    CUBA .

    Confira da própria vóz do MOLUSCO :

    http://www.youtube.com/watch?v=WIT7Wl9s8o0

  12. PRA ONDE VAI???
    segunda-feira, 24 de maio de 2010 – 7:55 hs

    VAI PARA OS DESVIOS DO PT = MAIOR PARTIDO LADRÃO QUE SE TEM NOTÍCIA NA HISTÓRIA DESTE PAÍS. E MIGALHAS PARA AQUELES QUE AQUI POSTAM MENSAGENS DE APOIO AO ROUBO, AO BANDITISMO, AO COMUNISTO, AO MAL QUE ESTE PARTIDO REPRESENTA.

  13. Marcos Lefevre
    segunda-feira, 24 de maio de 2010 – 11:37 hs

    Realmente é um absurdo tamanha arrecadação para pouquissimos resultados. Arrecadação de Primeiro Mundo e Serviços e Assistência de Quarto Mundo. Espero que o Movimento Brasil Eficiente dê resultados….

  14. PERLINZÃO
    segunda-feira, 24 de maio de 2010 – 14:21 hs

    DAQUI A POUCO, TODOS OS PROBELMAS DO BRASIL, SERÁ POR CONTA DOS APOSENTADOS. É O FIM DA ROSCA!

    E O GOVERNO, DIGA-SE ESTADO, SERVE PARA ISSO MESMO, DISTRIBUIR A RENDA PARA OS MENOS FAVORECIDOS PELA SORTE.

    IMAGINEM ESSA POBREZA, SEM O BOLSA FAMÍLIA, ESTARIA INSTITUIDO O CAOS NO BRASIL. A FOME NEM CADEIA E NEM BALA SEGURA. TÁ BOM ASSIM!

  15. sábado, 29 de maio de 2010 – 16:49 hs

    Alguns investimentos são bons, entretanto os caminhos até as instituições finais é o problema.

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