Metalúrgicos da Bosch param por 24h; na Renault, greve continua | Fábio Campana

Metalúrgicos da Bosch param por 24h; na Renault, greve continua

Falta de acordo sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) está causando paralisações em várias montadoras que têm fábrica no Paraná

Fernanda Leitóles da Gazeta do Povo

Os metalúrgicos do primeiro turno da fábrica da Bosch, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), rejeitaram a proposta da empresa sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para 2010 e decidiram, nesta segunda-feira (17), paralisar as atividades por 24 horas.

A suspensão das atividades seguirá até a manhã de terça-feira (18), quando haverá uma nova asssembleia na porta da fábrica, às 7 horas. Mas, se houver nova proposta da Bosch até as 14 horas desta segunda-feira, a proposta será votada antes.

A maior parte dos colaboradores do primeiro turno presentes à assembleia realizada na porta da fábrica, às 7h30, não aceitou a proposta da Bosch que ofereceu PLR no valor mínimo de R$ 4 mil e primeira parcela de R$ R$ 2,7 mil. Os trabalhadores querem que o valor da primeira parcela seja maior e que o mínimo da PLR seja R$ 5 mil.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, 695 trabalhadores do primeiro turno rejeitaram a proposta e 398 aceitaram a proposta da Bosch.

Uma nova assembleia será realizada nesta segunda-feira, às 14 horas, na qual os trabalhadores do segundo turno irão votar se aceitam ou não a proposta da Bosch.

Ao todo, a empresa tem aproximadamente 3,5 mil colaboradores em Curitiba. A fábrica da Bosch no CIC produz sistemas de injeção para veículos com motores movidos a diesel.

A reportagem tenta contato com a assessoria de imprensa da Bosch, mas até as 9 horas não tinha conseguido.

Renault

Os metalúrgicos da Renault votaram pela continuidade da greve nesta segunda-feira (17). A votação ocorreu em assembleia realizada na manhã desta  segunda-feira na porta da fábrica da empresa, que fica em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Quatro mil funcionários suspenderam as atividades na sexta-feira porque não houve acordo com relação aos valores da PLR. A Renault ofereceu PLR no valor de R$ 7,5 mil (100%), sendo que o mínimo pago seria de R$ 6,2 mil. O pagamento seria feito em duas parcelas: a primeira de R$ 4,750 mil. Os colaboradores reivindicam PLR no valor de R$ 9 mil e querem que a primeira parcela tenha um valor superior.

Outras empresas

Os trabalhadores da Volksvagen fazem assembleia na terça-feira (18). A exigência é de que a proposta seja a mesma feita para aos trabalhadores de São Paulo, com R$ 4,3 mil para a primeira parcela da PLR.

Além desse, os metalúrgicos da Volvo deram um prazo de 48 horas na sexta-feira (14) para a empresa apresentar uma proposta de PLR. A assembleia ocorrerá na terça-feira (18).

Eles exigem um valor mínimo de R$ 10 mil, o pagamento da primeira parcela em um valor similar ao das outras montadoras no dia 28 de maio, extinção da avaliação individual e a utilização somente dos blocos I e II para avaliação e pagamento da PLR em 2010.

Além desses, os trabalhadores da New Holland também rejeitaram a proposta de PLR de R$ 3,8 mil, com adiantamento de R$ 1,9 mil, apresentada pela empresa. Eles exigem no mínimo 80% do que for fechado nas montadoras instaladas no Paraná. Uma nova assembleia está marcada para a terça-feira (18).


Um comentário

  1. JoseII
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 14:30 hs

    Não são os metalurgicos da Bosch e outras que estão parados, são os baderneiros do sindicato que não deixam os funcionários entrar. Quem seria otário de promover uma greve recem saindo de uma crise,onde só a Bosch demitiu centenas de pessoas.
    O interesse deste sindicalistas parasitas e baderneiros é a contribuição sindical dos trabalhadores .

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