Famílias atingidas por barragens realizam seminário em Pato Branco | Fábio Campana

Famílias atingidas por barragens realizam seminário em Pato Branco

O movimento das famílias atingidas por barragens (MAB) no Sudoeste do Paraná realiza um seminário na próxima quinta-feira (6), na cidade de Pato Branco, para tratar dos direitos dos ribeirinhos, da legislação ambiental e do endividamento das famílias de agricultores atingidas pelas barragens. O MAB critica ainda o que chama de “privatização” do rio Chopim e espera que em torno de 300 pessoas participem do seminário.

Endividamento

Centenas de famílias na região Sudoeste vêm sofrendo sistematicamente o impacto das mudanças climáticas e das fortes estiagens, mais especificamente, na última década. O acúmulo de dívidas, somado a um modelo de produção agrícola que favorece o agronegócio e amplia a descapitalização dos produtores familiares, na opinião dos coordenadores do MAB, contribuíram para que a situação dos atingidos só se agravasse. “A descapitalização, ou seja, a perda gradativa de condições de sobrevivência e de competitividade na agricultura é real. Muitas famílias vendem a criação, maquinário, implementos para saldarem suas dívidas”, informa o coordenador do MAB, Robson Formica.


O crédito facilitado também é apontado por Formica como uma das razões do endividamento. “É um dinheiro que só circula, ou seja, passa pelas mãos dos agricultores. Não é diferente do trabalhador da cidade que recebe o salário e sai pagando as contas. Em poucos dias, não tem mais nada. E o agravante é que o agricultor ainda corre o risco de perder a lavoura, seu bem de capital, para as intempéries do clima”, disse.
Ele lembra que a saída da juventude das propriedades rurais em busca de outras oportunidades de trabalho está contribuindo para diminuir a renda na agricultura familiar. “Quem está melhor de vida são aquelas famílias que têm idosos, uma vez que a aposentadoria amplia o rendimento delas”, argumenta.

As usinas do rio Chopim
Somente ao longo do rio Chopim, que percorre aproximadamente 12 municípios do Sudoeste paranaense, estão previstos 12 projetos de implantação de usinas hidrelétricas. O MAB critica o fato que denomina como sendo a “privatização dos recursos naturais”. Três desses projetos encontram-se mais adiantados e, recentemente, foram autorizadas as licenças-prévias das primeiras obras. O movimento alerta para a dissociação das análises ambiental e social para instalação de uma usina. “Separar os impactos ambientais da problemática social causada pelas barragens é o mesmo que dizer que é possível existir um ambiente sem gente”, aponta Formica. O MAB não concorda também com a visão de que todas as questões ambientais sejam passíveis de mitigação e que os problemas que porventura surgirem poderão ser simplesmente driblados com programas específicos. “O que vale para o impacto ambiental não pode ser aplicado aos problemas sociais porque estes últimos lidam com as vidas das pessoas”, conclui.


3 comentários

  1. Xisburgue
    quarta-feira, 5 de maio de 2010 – 18:01 hs

    Olha a petezada aí mostrando as caras. Os financiados pela CRESOL, tudo petista chorão.

    Movimento dos atingidos pelas barragens do Chopim é um termo RIDICULO, pois as barragens deste Rio são PCHS, praticamente funcionam a FIO DAGUA, no maximo alagam 1 ou 2km², e de varzea ainda por cima. São privadas sim, mas o impacto destas barragens é muito baixo, e ainda geram energia para o desenvolvimento da nação a custos baixos.

    agricultura familiar é coisa do século passado. A maioria destes agricultores tem uns 5 alqueires de terra dobrada, plantam de tudo e colhem de tudo, mas não tem tecnologia, conhecimento avançado nem nada. Fazem pouco melhor que seus pais. Poucos tentar viver de atividades intensivas com tecnologia. Tiram leite na mão, plantam no arado. Isso aí tem futuro que tá loco…

    Se não fosse o crédito, já estariam habitando as periferias da capital ou das grandes cidades. Outra, Pega dinheiro QUEM QUER, ngm é obrigado a isso. Bando de agricultor chorão, sempre reclamando do governo.

    E por último, o sudoeste não está sendo assolado sistematicamente por mudanças climáticas. Secas já eram registradas a décadas, e Inundações idem. Aliás, as últimas secas severas já fazem seis anos. Nos últimos dois tem chovido muito bem, a produtividade dos grandes produtores está espetacular, maior até que na região oeste que é o celeiro do estado.

    Obrigado pelo espaço.

  2. CERRO AZUL - TIJUCO ALTO
    quinta-feira, 6 de maio de 2010 – 8:58 hs

    O xisburgue, aqui em Cerro Azul tambem acontece o mesmo com a barragem do Tijuco Alto, só que aqui a coisa é um pouco pior a PETEZADA na última eleiçao para prefeito nao tinham cacife para bater uma eleiçao na raça, entao componharam uma alinça com o PMDB, e foram de vice, passada a eleiçao apareceu na prestaçao de contas eleitoral, doaçoes em dinheiro da CBA, Companhia Brasileira de Aluminio, dinheiro distribuído aos candidatos a vereadore da coligaçao, ou seja, coube uma beirinha para PTEZADA. Agora veja bem aqui tambem temos Cre$ol, e o ex-presidente é o vice prefeito agora, só que detalhe o MAB sumiu do mapa, pelo menos aqui da city, e deixou o povo ribeirinho na mao, sumirao os pseudos defendedores do povo CADE O MAB ou as lideranças do movimento ou as lideranças locais, PT’s e cre$orianos. Cambada de salafrarios. Há ainda continua o empreguismo de parentes e PT’s na cre$ol e prefeitura, aqui vale quem tem QI, quem indica. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. Atingido
    sexta-feira, 7 de maio de 2010 – 18:34 hs

    O xisburgue vc concertesa não entende nada de movimentos sociais ridicula é a sua ignorancia . no rio chopim asim como em varios rios vam construir barragens para ganhar dinheiro nao para desenvolver a região .
    se vão construir pchs é na sua privada se as pessoas tem 5 alqueires de terras ou não é delas e ninguem pedio pra fazer pchs
    ou desenvolver a região …
    você tem terra? se tiver de a essas pessoas que tem 5 alqueires de terra que eles deixam construir (pchs) quer tanto desenvolver aregião?
    De técnologia vc não enche a barriga sabe da onde sai o feijão e o arroz que vc come? é dessas teras que vc fala que não vale nada
    Pense um pouco antes de falar besteira

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