Elo emocional reforça avaliação de Lula | Fábio Campana

Elo emocional reforça avaliação de Lula

Do Kennedy Alencar, colunista da Folha.com

O Datafolha mostrou em sua pesquisa mais recente que a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu índice de 76% de ótimo, 19% de regular e apenas 5% de ruim péssimo. É o presidente mais bem avaliado desde quando o Datafolha faz esse tipo de levantamento.

Quais são as razões para um presidente obter percentual tão alto?

Obviamente, uma parte da população acredita que o presidente faz um bom governo. Como isso é medido? Basicamente, o cidadão acha que a vida dele está melhor do que antes e atribui isso ou parte disso à administração de plantão.

Alguns pesquisadores elaboraram teses e avaliações sobre certo grau subjetivo de avaliação. Ou seja, não apenas a sensação de melhora, que o cidadão mede com emprego, salário, mais dinheiro no bolso, menor inflação etc. Haveria um dado emocional: o cidadão gosta do presidente que tem.


Essa avaliação subjetiva turbinaria a popularidade de Lula. Não haveria satisfação apenas em relação ao governo, mas também no que se refere à figura do presidente. Lula tem um elo emocional com a maioria da população.

Uma parcela se orgulha de um homem que nasceu pobre, venceu obstáculos e fez um governo de respeito. Outra parte gosta de ver Lula ser respeitado internacionalmente. Seria algo, dizem pesquisadores, como um reconhecimento de que o país do futuro é agora. Tem gente que se identifica com a retórica popular do petista. E por aí vai…

Resumindo, existem dados objetivos e subjetivos a justificar uma avaliação recorde. Com seus acertos e erros, Lula está na galeria de nossos maiores líderes políticos. Essa percepção será uma sombra sobre o próximo eleito, seja ele ou seja ela.

*

Desmame

De vez em quando, Lula embarga a voz ao falar que está no seu último ano de governo. Tem sido uma despedida emocional. Não será fácil para o presidente o dia seguinte. Quando deixar o poder, o desmame, digamos assim, tenderá a ser difícil.


20 comentários

  1. salete cesconeto de arruda
    domingo, 30 de maio de 2010 – 19:36 hs

    Difícil foi para o príncipe que virou sapo.
    As princesas que o digam.
    Lula entrou como sapo e saiu como príncipe – BOM.
    NUNCA PERDERÁ O AMOR DO POVO!
    Jamais será esquecido pois – NUNCA ANTES ALGUÉM – NO REGIME DEMOCRÁTICO – FEZ TANTO – POR TANTOS – EM TÃO POUCO TEMPO!
    E projetou o BRASIL NO MUNDO – querendo os HIPÓCRITAS ou não!
    Sem contar que LULA acertou mais do que muitos economistas:
    MAROLINHA!
    E buscou a PAZ – peitando a AVE DE RAPINA!
    Enquanto isso – Serra – o DESESPERADO – busca guerra com a Bolívia. como se não houvesse uma Colômbia – no meio do seu caminho.
    Opa!
    Colômbia é coisa de AVE DE RAPINA.
    Com essa – TUCANO não se mete!
    Vero?

  2. Julia
    domingo, 30 de maio de 2010 – 20:41 hs

    Revista conservadora alemã trata Lula como super-star

    Lula não se levanta quando entra o presidente americano: “não levantaram para mim”

    A revista conservadora alemã analisa o acordo do Brasil e da Turquia com o Irã.
    E faz elogios rasgados ao Lula.

    (O Conversa Afiada oferece esse post como singela homenagem aos notáveis colonistas (*) Monica Bergamo e Ricardo Noblat. )

    Der Spiegel :

    “Lula Superstar

    Com iniciativas sempre novas, o Presidente brasileiro conquista para seu país um peso cada vez maior no mundo. Seu golpe mais recente: convenceu os governantes do Irã de um acordo nuclear controverso – uma chance para evitar sanções e guerra?

    Quais foram os palavrões com que ele, na altura, foi chamado: ele seria um comunista, um proletário grosseiro, um bêbado. Mas isso já faz parte do passado. Paralelamente à ascensão da nova potência econômica, o Brasil, sua reputação aumentou de forma surpreendentemente rápida; para muitos, o Presidente brasileiro vale como o herói do Hemisfério Sul, como o contrapeso mais importante de Washington, Bruxelas e Pequim. A revista norte-americana “Time” foi um pouco mais longe, ao denominar-lhe, há duas semanas, o “líder político mais influente do mundo”, na frente de Barack Obama. Na sua pátria, ele já é considerado o futuro titular do Prêmio Nobel da Paz.

    Agora, esse Luiz Inácio da Silva, 64, cujo apelido é “Lula”, filho de analfabetos que cresceu em uma favela, lançou novamente um golpe de mestre político: durante uma maratona de negociações, fechou com o governo iraniano uma acordo nuclear. Na segunda-feira passada, ele apareceu em Teerã triunfante, lado o lado com o Primeiro-Ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan e o Presidente Mahmud Ahmadinejad. Todos os três estavam convictos de que a questão das sanções da ONU contra o Irã, motivadas pelo possível programa iraniano de armas nucleares, teria passado, com isso, a ser história. O mundo ocidental, que tanto insistiu na radicalização das medidas internacionais de punição, parecia surpreso e sem ação.

    O contra-ataque de Washington ocorreu já no dia seguinte, começando um novo capítulo do conflito iminente sobre o programa nuclear; Pequim, em particular, por muito tempo se opôs a uma atuação mais rígida. A Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, proclamou: “Em cooperação com a Rússia e a China, chegamos a um consenso sobre um projeto forte”. A planejada resolução sobre sanções será encaminhada para todos os membros do Conselho de Segurança da ONU – também para o Brasil e a Turquia. Atualmente, por um mandato de dois anos, esses dois países têm um assento não-permanente como membros eleitos nesse Conselho de 15 países, dos quais nove membros devem aprovar a resolução antes de poder entrar em vigor.

    De maneira explícita, Clinton agradeceu a Lula por seus “esforços honestos”. No entanto, podia-se notar que ela considerava a iniciativa como algo que somente atrapalhava: “Sanções rígidas serão a mensagem inequívoca transmitida para o Irã sobre o que esperamos deles”. Porém, será que a abordagem menos confrontadora de Lula do conflito acerca do programa nuclear não é mais promissora? Será que Lula Superstar, com a retaguarda coberta por um país da OTAN, a Turquia, se deixaria refrear tão facilmente?

    Quem conhece sua história, não apostaria nisso: esse homem sempre superou todos os obstáculos, contradizendo todas as probabilidades. Cedo, o pai abandonou a família, a mãe mudou com os oito
    filhos do Nordeste brasileiro para o Sul industrializado para ter, pelo menos, uma chance de sobreviver. Só aos dez anos, o pequenino aprendeu a escrever e ler. Como engraxate e vendedor de frutas, ajudou a sustentar a família. Trabalhava em uma fábrica de tintas. Lutava para obter uma vaga de aprendiz como metalúrgico. Tinha 25 anos quando faleceram sua mulher e o filho comum que ainda não havia nascido, porque a família não tinha os meios suficientes para pagar o tratamento médico.

    Ainda jovem, Lula virou militante político. Nos tempos da ditadura militar, organizou como sindicalista greves ilegais e, nos anos oitenta, várias vezes foi preso. Insatisfeito com a esquerda tradicional, ele fundou um partido próprio, o Partido dos Trabalhadores, que ele transformou, passo a passo, de um partido comunista em um partido social-democrata. Nas eleições presidenciais, sofreu três vezes uma derrota. No entanto, em 2002, conseguiu a vitória, com uma larga vantagem. Foram os pobres e miseráveis nesse país de contrastes econômicos extremos que depositaram sua esperança no líder proletário carismático. Os milionários já haviam abastecido seus jatos, temendo sua expropriação.

    Porém, quem esperava ou acreditava em uma revolução ficou surpreendido. Lula, após tomar posse, levou os membros do governo para uma favela, e atenuou, por intermédio de seu programa abrangente “Fome Zero”, a miséria dos desprivilegiados. E não assustou os mercados. Preços elevados de matérias-primas e uma política econômica moderada, baseada em investimentos do exterior, bem como em recursos nacionais de formação e aprendizagem, permitiram a Lula renovar, em 2006, seu mandato.

    Em dezembro, terminará o mandato de Lula, que não pode ser reeleito novamente. Do ponto de vista da política interna, ele fez muito bem seu dever de casa, construindo também a figura de sua possível sucessora no cargo. No entanto, o Presidente autoconfiante deixa seu legado mais nitidamente no ambiente da política externa: ele considera imprescindível conseguir para o Brasil, com seus 196 milhões de habitantes, um papel de grande potência mundial, conduzindo o país para um assento no Conselho de Segurança da ONU.

    Lula reconheceu que, na busca deste objetivo, deve manter boas relações com Washington, Londres e Moscou. Porém, reconheceu também que contatos estreitos com países como a China, a Índia, países do Oriente Médio e da África talvez sejam ainda mais importantes. Ele se vê como homem do “sul”, como líder dos pobres e excluídos. E ele, naturalmente, também observa o deslocamento do equilíbrio: no ano passado, a República Popular da China, pela primeira vez, superou os EUA como parceiro comercial mais importante do Brasil.

    Lula é o único governante de um país que se apresentou não apenas no exclusivo Fórum Econômico Mundial em Davos, mas também no Fórum Social Mundial, com posição crítica à globalização, em Porto Alegre. Sem parar, ele viaja pelo mundo, visitou 25 países somente na África, muitos na Ásia, na América Latina quase todos, sempre com uma comitiva empresarial ao lado. Está sempre proclamando sua crença em um mundo multipolar. E, sendo um orador muito carismático e um líder proletário “autêntico”, no mundo inteiro é saudado pelas massas como se fosse um pop-star. “I love this guy”, entusiasmou-se também, em 2009, o Presidente Barack Obama, por ocasião do encontro do G20 em Londres.

    Hoje, Obama não está mais tão seguro, de jeito nenhum, que Lula é o “cara”. Cada vez mais autoconfiante, o brasileiro se distancia da Washington, e procura às vezes até a confrontação. Por exemplo, no caso de Honduras.

    Historicamente, os EUA consideram a América Central o seu “quintal”. Por isso, ficaram muito surpresos quando Lula, no ano passado, ofereceu abrigo ao Presidente derrubado, Zelaya, na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa e exigiu o direito de participar da solução do conflito. Brasília negou-se a reconhecer o novo Chefe de Estado e desta maneira se posicionou claramente contra Obama.

    Em seguida, tudo aconteceu muito rápido. Lul viajou a Cuba, encontrou-se com Raúl e Fidel Castro e exigiu o fim imediato do embargo econômico americano. Lula comparou adversários do regime, que sofrem nas prisões de Havana, com criminosos comuns, o que deixou os anfitriões muito contentes. Lula também fez questão de aparecer em público com Hugo Chávez, que vive maldizendo Washington e censura cada vez mais a imprensa do país; na edição 20/2008 do Spiegel, Lula chamou o autocrata de “Melhor Presidente venezuelano dos últimos 100 anos”.

    Quando há alguns meses recebeu Ahmadinejad em Brasília, elogiou a sua vitória eleitoral supostamente regular e comparou a oposição persa com torcedores de futebol frustrados. O Brasil também não permitiria intervenções alheias no seu programa nuclear “naturalmente pacífico”, disse. Apesar da solidariedade demonstrada, muitos estavam céticos quando Lula partiu para Teerã para negociar um acordo nuclear com o Irã – os iranianos, nos últimos meses, demonstravam pouca disposição para um acordo. Durante uma coletiva em Moscou, Medvedev avaliou as chances de um acordo mediado pelo Brasil de no máximo 30%, enquanto Lula disse “eu vejo uma chance de 99%”. Apareceu, nessa ocasião, novamente o ego explícito do homem que veio de baixo. “Ele se considera um curador que pode operar milagres em causas na quais outros fracassaram”, diz Michael Shifter, especialista dos EUA em assuntos latino-americanos.

    Se depois de 17 horas de negociações em Teerã, realmente foi conquistado um êxito ou se o acordo é apenas “uma futilidade” (Frankfurter Allgemeine Zeitung) com a qual os iranianos espertalhões pretendem enganar o mundo mais uma vez, não ficou claro, somente há indícios. Em Viena, a AIEA comunicou cautelosamente que qualquer passo em direção a um acordo nuclear seria um progresso. Por determinação da ONU, os inspetores da AIEA são competentes para controlar instalações nucleares no mundo todo. Nos últimos tempos, encontraram cada vez mais indícios de um programa ilegal de armas nucleares do Irã e exigiram urgentemente que Teerã seja mais aberta à cooperação. Agora a conclusão dos especialistas de Viena, que nunca abandonaram as consultas com Teerã e que nunca insinuaram algo que não pudessem comprovar, será de grande peso. Que os iranianos pretendem comunicar o conteúdo do acordo à AIEA só “dentro de uma semana” é outro motivo para desconfiança.

    Governos ocidentais se manifestaram de maneira muito crítica no sentido de que a resolução da ONU, publicada por Clinton imediatamente após o acordo de Teerã, serviria também para acalmar os israelenses. Alguns membros do governo de linha dura de Benjamin Netanyahu reclamam abertamente do “compromisso podre”, e o Ministro do Comércio Benjamin Ben Elieser opina que Teerã pretende “novamente fazer o mundo todo de palhaço”.

    Uma avaliação bem interessante do documento Lula-Ahmadinejad-Erdogan foi feita pelo instituto americano ISIS, que sempre defendeu uma solução negociada e considera uma “opção militar” na questão nuclear iraniana impossível. Os especialistas nucleares independentes fazem uma relação detalhada de suas dúvidas e analisam os pontos fracos dos termos do acordo já conhecidos. Os iranianos assumem apenas o compromisso de transportar 1200 kg do seu urânio pouco enriquecido para a Turquia para receberem em troca combustível nuclear para o seu reator de pesquisas de Teerã. As dimensões são iguais às de um negócio proposto pela AIEA em outubro do ano passado, o que na época significaria expedir mais de 75% do urânio já produzido para o exterior e impossibilitar a construção de uma bomba atômica – uma medida para criar confiança, uma pausa para negociações. O acordo atual não considera que o Irã, por causa das novas centrífugas em Natanz, deve dispor atualmente de 2300 kg de urânio; quer dizer que o país pode permanecer com quase a metade da matéria prima para a bomba atômica e dispõe de suficiente material para uma “investida” em direção à arma nuclear.

    O acordo oferece, outrossim, uma via de escape decisiva. Aos governantes do Irã é concedido o direito de recuperar o urânio da Turquia se eles acharem que qualquer cláusula do contrato “não foi cumprida”. E o que é mais importante: o acordo não inclui o compromisso de terminar o enriquecimento de urânio – “nem sonhamos com isto”, disse um representante oficial. Mas é justamente isso que a ONU exige, já após três turnos de sanções, de maneira inequívoca. Lula não deve ligar muito para isto.

    Ele demonstrou que virou um fator indispensável no palco internacional. Na terça-feira, o Presidente do Brasil foi festejado por seus amigos durante a Cúpula América Latina – UE em Madri por causa do seu engajamento pela paz. A sua apresentação demonstrou algo como “vejam, o molusco tem muitos braços”. E ele demonstrou que sabe nadar no aquário dos tubarões grandes. Nos bastidores, Lula Superstar costuma contar como curou os diplomatas brasileiros da síndrome de vira-lata; assim ele denomina o profundo complexo de inferioridade que muitos dos seus compatriotas até pouco tempo atrás sentiam frente a americanos e europeus. Foi em 2003, na grande estréia internacional de Lula na cúpula do G-8 em Evian na França. Todos estavam sentados no Hotel do congresso e esperaram por George W. Bush. Quando este finalmente entrou no salão, todos levantaram, só Lula ficou sentado e mandou o seu Chanceler fazer o mesmo. “Eu não participo deste comportamento servil” disse o Presidente do Brasil. “Quando eu entrei, também ninguém levantou.”

  3. ESTRELA CADENTE
    domingo, 30 de maio de 2010 – 21:24 hs

    Fez um governo de respeito ? E a roubalheira do PT que foi o ponto alto do Governo Lulla. Isto é um governo de respeito ?

  4. domingo, 30 de maio de 2010 – 22:16 hs

    É CLARO QUE O LULA TEM SEU VALR IMENSO,,,MAS NÃO SE ESQUEÇAM QUE O BRASIL É O QUE É HOJE GRAÇAS Á POLITICA DO REAL…..E QUEM DEU SEQUENÇIA Á ESSE PLANO FOI INTELIGENTE E AI ESTÁ O RESULTADO,,,EM TODOS OS SENTIDOS MELHOROU E MUITO PARA O POVO BRASILEIRO;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;

  5. domingo, 30 de maio de 2010 – 22:29 hs

    É….lula só tem a agradecer FHC, com a bendida herança.

    O mesmo o seu sussessor não poderá falar com a maldita herança . Entre outras: a corrupção, falta de ética, mensalão,roubalheira do erário público, aparelhamento do Estado, desiguadade e preconceito social em crescimento absurdo, decadência do nível de educação e saúde…………………….

  6. jose
    domingo, 30 de maio de 2010 – 23:07 hs

    Que chá que a salete toma?

  7. Julia
    domingo, 30 de maio de 2010 – 23:07 hs

    Pedro, ok
    O real foi feito no Governo Itamar, na verdade uma exigencia do FMI para todos os paises que na epoca encontravam-se com suas economias em frangalhos, Brasil, Argentina etc. Como vc quer insinuar nao tem nada a ver com FHC.

  8. OSSOBUCO
    domingo, 30 de maio de 2010 – 23:44 hs

    Tá mais para estrela decadente!

  9. Louise
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 1:17 hs

    adorei a idéia do Dr. Luiz Ricardo Menezes Bastos, médico,
    presidente da Associação Paulista de Medicina, Regional de Limeira : “Se o senhor sofresse um novo acidente de “trabalho” e fosse eu o médico que lhe atendesse, cortaria-lhe a língua, e não o dedo. E faria um bem ao país, pois cada vez que o senhor abre a boca, não causa um acidente. Causa um desastre.”

    Escrito pelo presidente da Associação Paulista de Medicina em Limeira

    Lula, por que não te calas?

    No último dia 25 de março o presidente Lula esteve em Tatuí, e lá fez a entrega simbólica de 650 ambulâncias para 573 municípios brasileiros. A cerimônia foi essencialmente política, pois os veículos são destinados ao SAMU, ou seja, os serviços de atendimento médico de urgência.

    Acontece que a maior parte dos municípios contemplados não tem este serviço implantado, e nem mesmo tem verba prevista em seus orçamentos. Custa caro montar toda esta estrutura. As ambulâncias são a parte visível do negócio, mas é necessário aparelhá-las com equipamentos de UTI, de pessoal de apoio bem treinado, de médicos especializados principalmente. E isto tem que funcionar 24 horas por dia, pois emergência não tem hora.

    Ou seja, ou a maioria das ambulâncias vai ter outro destino, ou vão virar sucata logo.

    Como costuma fazer, o presidente Lula faz seus “discursos” de improviso, que sempre buscam contentar a platéia presente, e exagera nas frases feitas e cheias de pompa sobre os mais variados temas. Diga-se de passagem, normalmente o presidente não sabe nada sobre o que está falando, e suas gafes já são sobejamente conhecidas e divulgadas mundo afora. Nesta cerimônia em Tatuí, o presidente Lula foi extremamente infeliz com algumas de suas colocações.

    Segundo o presidente da Associação Médica Brasileira, Lula teve “outro rompante de incontinência verbal”. Mais uma vez, culpou os médicos para os problemas de saúde que o Brasil enfrenta há décadas. Disse que a classe médica não se interessa em atender o interior, “pois é muito fácil ser médico na Avenida Paulista”, segundo suas palavras.

    Depois, mandou um recado ao Conselho Federal de Medicina, por este ser contra a revalidação automática dos diplomas dos médicos formados em Cuba. E ainda criticou aqueles que são contra a volta de um imposto para melhorar a saúde.

    E por fim, ainda criticou o médico que no passado cuidou dele próprio, ao sofrer o acidente de “trabalho” que lhe amputou o dedo. Ou seja, versou sobre tudo o que finge saber.

    Como em todos os “discursos”, Lula fala o que lhe dá na telha, e nem se preocupa mais em ter coerência. Deve acreditar que somos todos burros, pois quanto mais fala, mais sua popularidade “aumenta”, segundo as informações “oficiais”. Mas para os que ainda tem paciência de ouví-lo, basta acompanhá-lo por algumas semanas. A opinião ora é uma, ora é outra. Depende da platéia. Como estamos numa democracia, livre “como nunca se viu na história deste país”, também tenho o direito de opinar.

    O que o senhor presidente não disse (ou não sabe) é que é impossível à imensa maioria dos médicos montar um consultório na Avenida Paulista, um dos locais mais caros do país, principalmente se trabalhar no serviço público, onde recebe um salário de fome, não tem um plano de carreira decente e não encontra condições dignas de trabalho. Aparelhos defasados, funcionários insuficientes para o apoio (enfermagem, técnicos diversos), filas para marcação de exames, falhas em tratamento de doenças básicas. Se em São Paulo , que é a locomotiva da nação, é assim, o que dizer do restante do país? Há dezenas de crianças morrendo em pseudo-UTIs em hospitais públicos por aí. A sigla deveria ser Última Tentativa Inútil e não unidade de terapia intensiva. Intensivas são só as mortes nestes nosocômios.

    Não disse o presidente (ou não sabe) que médico nenhum consegue trabalhar no interior sozinho. A não ser que seja para distribuir “vale-saúde”, a exemplo dos inúmeros outros que ele criou. Pois tratar e cuidar de alguém sem apoio, sem retaguarda e sem condições, só na cabeça dele.

    Quanto aos médicos de Cuba, formados em uma realidade totalmente diferente da nossa, eles podem sim trabalhar no Brasil. Como qualquer outro, formado em qualquer lugar do mundo, que se submeta às avaliações necessárias e sejam aprovados. Desde que saibam Medicina. E o Conselho Federal de Medicina, autarquia federal, é o órgão definido por lei para avaliá-los. O que o senhor presidente quis dizer (mas não teve coragem) é que quer fazer um agrado ao moribundo amigo Fidel, valorizando escolas falidas e que pregam uma falsa “medicina social”.

    Faltou falar sobre o assunto referente ao médico que o atendeu quando sofreu seu acidente de “trabalho”. Talvez seu dedo pudesse ser salvo, senhor presidente, se existisse na ocasião um atendimento decente em posto de saúde, unidades de emergência bem aparelhadas, um profissional médico bem preparado, com boa formação. Isso se o “SUS” da época funcionasse. Isso se um médico que atende “SUS” ganhasse um honorário, e não uns trocos.

    Pois a CPMF, que geraria verba destinada ao “SUS” do seu governo, virou dinheiro nas meias, cuecas e malas pretas na sua gestão. E até hoje o “SUS” não funciona de forma decente!

    E o senhor ainda quer recriar mais um imposto, para continuar alimentando as falcatruas? Senhor presidente, com o perdão da palavra, estou com o “saco cheio” do senhor e de seus “discursos”.

    Se o senhor sofresse um novo acidente de “trabalho” e fosse eu o médico que lhe atendesse, cortaria-lhe a língua, e não o dedo. E faria um bem ao país, pois cada vez que o senhor abre a boca, não causa um acidente. Causa um desastre.

    Luiz Ricardo Menezes Bastos, médico,
    presidente da Associação Paulista de Medicina, Regional de Limeira

  10. Aiaiai
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 2:29 hs

    .
    …Coitado do próximo que pegar a presidência…vai cair tudo no colo do coitado…
    Até gostaria que fosse no colinho da Dilminha…

    ..

  11. UNIVERSITÁRIO
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 8:58 hs

    QUEM TRABALHA E PRODUZ NÃO ESTÁ CONTENTE COM ESSE GOVERNO!!
    ESSE ÍNDICE DE APROVAÇÃO DO GOVERNO REFLETE A OCIOSIDADE DE PESSOAS QUE EXISTE EM NOSSO PAÍS, SÃO PESSOAS QUE O GOVERNO AINDA NÃO LHES PROPORCIONOU UM APRENDIZADO TÉCNICO!!

  12. PEIXE
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 9:02 hs

    REALMENTE O VALOR PAGO PELO BOLSA FAMÍLIA GARANTE O ETERNO VOTINHO DOS HUMILDES!!
    O BRASIL É MUITO RICO. É INADMINSSÍVEL QUE UMA PESSSOA NÃO TENHA UM TRABALHO DIGNO, NESTE PAÍS DE TANTOS RECURSOS E RIQUEZAS, NA SUPERFÍCIE DA TERRA E SUBTERRÂNEA. AHH COMO ADMINISTRAÇÃO FAZ FALTA!!

  13. segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 9:03 hs

    Está na hora de aprovarmos uma lei que obrigue a imprensa a dar o nome da fonte, pois é incrivel como o PIG faz denunicias no anonimato, aliás não são denuncias , são boatos. O estadão é craque nisto, toda semana levanta um escandalo e um boato sobre as esquerdas, so não fala nada da compra de pequenos partidos pelo Beto e pelo Serra; É lamentável, não péa toa que o mnesmo jornal teve queda de mais de 20%, não é pra menos, na época de internet levantar boatos em jornal escriot é perder leitores. Porque não falam nada do direitista Uribe da Colombia, sabuiadamente a maior produtora de pasta de coca do planeta? Porque Uribe é aliado de serra? Lamnetável.

  14. segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 9:06 hs

    Não é uma parcela que o considera bom, são 95% do povo, além de organismo internacionais como Le Monde, FT, times, Casa Real Inglesa e governo Norte Americano, somente 5% da elite latifundiária e coronelista estão certos, o resto estão todos errados. O presençãao.

  15. Pé-Vermelho (Original)
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 10:25 hs

    Não podemos negar a capacidade do Lula… Principalmente a capacidade de levar a maioria do povo no bico, na lorota, no lero-lero. Tirando o PAC ( To falando do seu plano de aceleração de marketing), o q o Lula fez de novo, de inovador? Há sim, tava eskecendo: de inovador ele compra a peso de ouro (retirado dos impostos q pagamos) os elogios q recebe no exterior. Internamente, ele paga elogios com benssses ao sistema bancário e obras super-faturadas à empreiteiras. Ou já esquecemos da operação tapa-buraco nas nossas rodovias em plena época de chuvas? E as obras super-faturadas q o TCU inpugnou e o Lula “peitou” como se estivesse acima das Leis e Normas? No parlamento, assegura apoio às custas do mensalão, dos aloprados, etc.
    Mas e o povão? Bem, estes ele leva no bico com suas tiradas verbais de “péssimo gosto”.
    Sem querer comparar, mas Hitler e Mussoline tbém agiam assim. E viva o “Messias” brasileiro

  16. Tina
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 10:46 hs

    Parabéns Pé Vermelho,é exatamente a pura realidade!!!!!! nunca antes na hist´ria desse país ,vimos tanta lorota!

  17. porrete de lapacho
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 12:21 hs

    NUNCA ANTES NA HISTÓRIA DESTE PAHIS UM PRESIDENTE ETÍLICO MENTIU TANTO COMO AGORA …

  18. CAÇADOR DE PETISTAS
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 13:46 hs

    CORRETO

    MORDA ESTE DEDO SUJO DE DITADOR OU FAÇA DELE O USO QUE ACHAR MELHOR, SO NÃO O APONTE AO POVO BRASILEIRO ATÉ MESMO AOS MISERÁVEIS INTELECTUALMENTE E CONDICIONADOS AO BOLSA MISÉRIA QUE SÃO LEVADOS PELA SUA LÁBIA MENTIROSA E COMUNISTA.

    LULA DA SILVA, MEU VOTO VOCÊ NUNCA TEVE E JAMAIS TERÁ POIS VOCÊ NÃO SERVE PARA ENGRAXAR MEUS SAPATOS DE CROMO ALEMÃO, QUE COMPREI ATRAVÉS DE MEU ÁRDUO E HONESTO TRABALHO.

    TRABALHAR, ESTUDAR E LUTAR PELOS SEUS IDEAIS DIGNIFICA O HOMEM, UMENTA A AUTO ESTIMA E PROPORCIONA CONFORTO A SUA FAMÍLIA.

    A ESMOLA ALÉM DE HUMILHAR, TIRA A DIGNIDADE DO HOMEM E O SUBMETE AO RIDICULO, CONDENANDO-O A BURRICE, ATÉ MESMO O FAZ ACREDITAR EM PESSOAS MENTIROSAS A EXEMPLO DE LULA E DILMA.

    JOSÉ SERRA NESTA CAMBADA DE PELEGOS MENTIROSOS

  19. salete cesconeto de arruda
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 18:12 hs

    jose
    O chá que eu tomo é o mesmo indicado pela sua maezinha que admiro:
    CHÁ DE VALORES HUMANOS!
    Experimente.
    Liberta da Burrice!
    !

  20. robert-- são bernardo do campo
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 20:54 hs

    SALETE, o chá que você toma é o mesmo que eu tomo e que minha mãe indicava, mas que infelizmente a tucanalha nojenta e retrógada nem conhece. Parabéns pelo seu comentário, assim como o da JULIA.

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