Dono da rede Dudony é denunciado pelo Ministério Público | Fábio Campana

Dono da rede Dudony
é denunciado pelo Ministério Público

Do Bem Paraná

Empresário é acusado de formação de quadrilha, com desvio de mais de R$ 300 milhões

O Ministério Público em Maringá apresentou denúncia criminal contra Antônio Donisete Busíquia, conhecido em todo país por ser proprietário da rede de móveis e eletrodomésticos Dudony. O MP-PR sustenta que o empresário gerencia um esquema criminoso que envolve a apropriação de lucros em detrimento do pagamento de credores, públicos e particulares.

A dívida aproximada estaria em R$ 308.235.494,14, sem contar débitos eventualmente existentes perante a Receita Federal e Municipal. No final de 2008, Busíquia conseguiu na Justiça a recuperação judicial da Dudony, nome fantasia das empresas DISMAR – Distribuidora Maringá de Eletrodomésticos Ltda. e Markoeletro Comércio de Eletrodomésticos Ltda.

Além da ação penal, o Ministério Público ingressou com pedido de prisão preventiva do empresário e sequestro de bens – o Juízo local não acatou a prisão, mas deferiu o segundo pedido. A Promotoria vai ingressar com recurso. O responsável pelo caso é o promotor de Justiça Maurício Kalache, que investiga o grupo Dudony desde o ano passado.

Na denúncia o Ministério Público descreve em detalhes o sistema que teria sido adotado por Busíquia e resultado no enriquecimento do empresário e de seus familiares, bem como relaciona os bens que teriam sido adquiridos com o esquema. Basicamente, ele deixava de pagar fornecedores, assumia empréstimos bancários que não honrava e gastava os lucros que tinha com a aquisição de dezenas de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e outros bens.

Além disso, criava outras empresas para desviar dinheiro e aparentar legalidade a suas ações – a Promotoria descobriu pelo menos sete empresas ligadas diretamente a ele. “É um exemplo nocivo de ascensão econômica garantida às custas dos credores e do patrimônio público”, diz o promotor Maurício Kalache.

“Se somarmos hoje todos os valores questionados em ações penais que tratam de crimes contra o patrimônio no Estado não chegaremos nem perto do rombo causado pelo responsável pelo grupo Dudony”, afirma.

Também são acusados por participação no esquema a mulher do empresário, Ana Márcia Messias Busíquia; seus filhos Leonardo Messias Busíquia e Fernando Messias Busíquia; seu irmão Paulo Sérgio Busíquia; Geraldo Luiz Gonçalves e José Ramil Poppi, que teriam sido usados como “laranjas”; Júlio Gonçalves Neto, contador, e os funcionários da rede Mauro José de Farias e Eldo Moreno. O MP-PR acusa os denunciados de crime falimentar e formação de quadrilha.


4 comentários

  1. Aguave
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 14:27 hs

    Há faz parte do grupo da Ptzada!

  2. Silvano Andrade
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 14:39 hs

    Gaiola e confisco de bens…

  3. Sandro
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 22:52 hs

    Não sei porque os tucanalhas desesperados ao comentar qualquer notícia já fazem referência ao PT de forma depreciativa. Ora, independentemente de que agremiação fizer parte, se burlou a lei, tem que responder segundo nossa ordem jurídica posta, sendo que os eventuais excessos do MP ou outro órgão qualquer devem ser coibidos pelo Juiz (que é o garante do cidadão e seus direitos), como foi no caso, onde se evitou a prisão desnecessária do empresário no momento.
    Apesar deste caso dizer respeito à atuação do MP estadual, pudemos bem perceber que a PF atuou muito, mas muito mesmo no governo do Lula(que deu liberdade total à PF), inclusive havendo prisões contra prefeitos e outros políticos do próprio PT, assim como do PSDB, do DEM e outros partidos, portanto, de fato completamente republicano como gostam de se referir. Bem diferente do governo (FFHH) anterior onde quase nunca víamos ações da Polícia Federal e, eventualíssemamente, quando ocorriam e atingiam, por um descuido, pessoas do governo ou ligadas aos tucanos ou ao governo, mereciam a reprimenda do então mandatário de plantão do Palácio do Planalto, como foi no caso da busca e apreensão realizada na residência do então presidente do BC, Francisco Lopes, onde o próprio FFHH teria feito referência que foi um excesso. Ora, em um Estado de Direito Democrático, impera a lei e as instituições funcionam segundo tais regras, agrade ou não ao nosso mandatário maior e manifestações desse naipe apenas contribuem para atrapalhar o bom andamento do devido processo legal e mostram a parcialidade dos tucanalhas.
    Inclusive, reproduzo aqui, parte de uma reportagem que saiu à época na revista Istoé, que bem mostra como funcionavam as coisas no governo que as viúvas do FFHH tanto elogiam e justificam para criticar as ações do atual, sem citar aqui outros inúmeros fatos e não palavras que estão aí para provar que este governo é, indubitavelmente, anos-luz melhor:
    “Quando a Polícia Federal invadiu a casa do ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes, na sexta-feira 16, um alarme soou no gabinete do ministro da Fazenda, Pedro Malan. Preocupado com o violento avanço das investigações que unem CPI dos Bancos, Ministério Público, Polícia Federal e imprensa, Malan tentou esfriar as acusações contra Lopes e manter o governo longe do turbilhão. Acionou o presidente Fernando Henrique Cardoso na Europa. “Assim é ir longe demais. Peço encarecidamente que fale com Renan Calheiros (ministro da Justiça) e Geraldo Brindeiro (procurador-geral da República) para evitar excessos”, diz o bilhete escrito de próprio punho pelo ministro e remetido imediatamente à embaixada brasileira em Lisboa, que aguardava a chegada de FHC. Mais tarde, já no Rio, Malan telefonou para o ministro-chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho, e pediu sua intervenção. Novas ordens foram disparadas para abafar o ímpeto policial e evitar mais acusações. Tanto Malan como Clóvis Carvalho se encarregaram de telefonar para Calheiros reforçando as recomendações.”
    Quem quiser ler na fonte, o link é o seguinte: http://www.istoe.com.br/reportagens/30542_A+BOLA+DE+NEVE?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

  4. MALUCO DE AMPÉRE
    terça-feira, 1 de junho de 2010 – 12:20 hs

    Como sempre neste país, quem realmente paga impostos são os pequenos, os humildes, os coitadinhos……..Esses grandalhões, os que sabem e muito dos caminhos de evasão fiscal, sonegação………..é que não pagam…….com certeza este cidadão deve estar em nome dele a esposa e filhos…..o resto duvido……duvido………

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