Chanceler turco anuncia que houve acordo no Irã | Fábio Campana

Chanceler turco anuncia que houve acordo no Irã

Ahmet Davutoglu, ministro das Relações Exteriores da Turquia, veio à boca do palco para anunciar a celebração de um acordo em Teerã.

Segundo ele, Irã, Turquia e Brasil chegaram a um entendimento sobre a polêmica dos combustíveis nucleares iranianos.

Questionado por repórteres sobre a existência do acordo, o chanceler turco soou peremptório: “Sim, isso foi alcançado após quase 18 horas de negociações”.

Disse que o anúncio deve ser feito hoje, segunda, 17. Mais cedo, Lula reunira-se com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.

Depois, em entrevista conjunta, se limitaram a discorrer sobre relações comerciais. Não disseram palavra acerca da encrenca atômica.

Prevalecendo o que disse o ministro da Turquia, Lula pode ter empurrado para dentro de sua biografia mais um feito. Talvez o mais importante na política externa.

O presidente brasileiro dialoga com o Irã sob densa camada de ceticismo. Tenta evitar que, empurrada pelos EUA, a ONU adote sanções contra Teerã.

A proposta que foi à mesa previa que o Irã enviaria urânio à Turquia e o receberia de volta enriquecido a 20%.

Uma taxa que permite a utilização para fins pacíficos (medicina e energia), não para a fabricação da bomba atômica.

Se acordo tiver sido, de fato, alcançado, restará saber se os EUA e os países europeus que apoiam as sanções ao Irão endossarão os temos.

O mundo olha para Teerã.


15 comentários

  1. Tiago
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 4:31 hs

    O mundo seria melhor se estes dois loucos não existissem. ´
    Eles não enganam o Obama e os da União Européia com este teatrinho mambembe. Eles são ameaça sim!

  2. Silvano Andrade
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 9:09 hs

    Se fosse o serra, o Brasil estaria igual a um vira-latas sendo escorraçado pelos falcões…mas sinceramente, eu não gostaria que houvesse acordo, acho que já passou da hora de israel sentir o terror que este estado bandido impõe a pessoas indefesas, mulheres, crianças e velhos são os alvos principais dos “escolhidos”.

    Quem sabe uma nova ordem mundial: os eua andando de charrete e morando nas cavernas e os “escolhidos” morando no alasca.

  3. ILDO BALDO
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 9:13 hs

    E AGORA ATÉ O ACORDO COM O TURCO DEU CERTO OQUE QUE O ALVARO E O SERRA O FHC VÂO FALAR
    ELES ESTAVAM TORCENDO PARA NÂO DAR CERTO E DEU
    ATÉ DE INGENUO OS TUCANOS CHAMARO O LULA
    E DIZIAM QUE NÂO DAVA CERTO
    ELES PRECISAM APRENDER QUE É O LULA QUE ESTA NA FRENTE NÂO O FHC

  4. Jose Carlos
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 10:52 hs

    Lula, mesmo com seu pouco estudo e cultura, sabe que isso tudo é pura empulhação… A besta de Teerã ganha tempo para dar continuidade aos seus planos apocalípticos e enquanto isso recebe alegremente (com seus dentes horríveis – deve haver falta de dentistas no Irã, ou a besta tem medo de dentistas) os bem-intencionados (sic) líderes estrangeiros para parecer bom-moço… “Adolfinho” Ahmadinejad, deve ter estudado um pouco mais de história do que Lula e sabe – assim como Hitler sabia – que sempre há um meio de continuar enganando a torcida, com acenos de paz e amor universal… Mas, Lula que não é bobo, nem nada, sabe que isso é baboseira e está lá fazendo campanha para ser secretário-geral da ONU ou coisa parecida (o primeiro secretário monoglota da história) e fazer fosquinha nos EUA e em FHC (como manda o manual de boas-práticas anti-paternais de Freud)…. Assim, todos nesta peça teatral enganam-se mutuamente e impunemente, enquanto as coisas continuam como sempre foram… nada de novo na roça…

  5. RST
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 10:59 hs

    A direitona reaça não dá o braço a torcer nunca. Eta país de imprensa vira-lata. Chanceler turco anuncia que houve acordo com o Irã. E o Brasil não teve nada com o acordo? Nem o Lula? Faça-me o favor Sr.Campana.

  6. RST
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 11:01 hs

    Lula nas manchetes dos jornais do mundo

    Na manchete dos israelenses Ynet e “Haaretz”, “Irã e Brasil alcançam acordo sobre troca de combustível”. Também no “New York Times” “Turquia e Brasil selam acordo”.Na agência ocidental, a Bloomberg, foi na mesma linha, também citando o chanceler turco, ouvido pela agência Anatolia.

    Nos sites do canal iraniano PressTV e das agências iranianas Irna e Fars, nada de acordo. As manchetes ecoavam elogios ao Brasil, do presidente e do “líder supremo”.

    “China Daily”, num texto intitulado “Diálogo é o melhor caminho para a questão nuclear do Irã”, o porta-voz da chancelaria declarou que Pequim, “como sempre, acredita que a negociação é a melhor opção para resolver o assunto”, mas defendeu a estratégia em “duas trilhas”. Na outra, as sanções do Conselho de Segurança.

    “Conforme a relação EUA-China se tornar mais problemática, as corporações americanas investirão mais no Brasil, assim como as chinesas. Então, o Brasil leva vantagem nisso tudo.” Do presidente do Eurasia Group, consultoria de “risco político” de multinacionais americanas, IAN BREMMER, ao prever uma escalada de conflitos entre as empresas dos EUA e da China, em entrevista ao “Barron’s”, destacada também no “Financial Times”.Do Nelson de Sá

    Mais uma vitória do Presidente Lula

    A professsora universitária francesa Clotilde Reiss chegou ontem a Paris, depois de ficar dez meses detida no Irã sob a acusação de espionagem. A libertação foi negociada com a ajuda do Brasil, a quem o presidente da França, Nicolas Sarkozy, agradeceu.

    O retorno da professora à França concluiu um período de tensão extra entre Paris e Teerã, desde a prisão de Reiss após as manifestações contra o resultado das eleições iranianas, em junho de 2009.

    Sarkozy agradeceu ao Presidente Lula, na negociaçõe com o governo iraniano para a libertação. “Clotilde Reiss estava detida no Irã desde 2009”, disse o presidente francês em um comunicado. O governo brasileiro comemorou a notícia.

    o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse ao colega brasileiro que a decisão de libertar Reiss “foi um presente para o Brasil”.

    Garcia disse que a libertação da professora francesa foi resultado de meses de “diplomacia silenciosa” do Brasil.

    Retornando de um dia inteiro de negociações, o chanceler Celso Amorim não escondia sua satisfação. “É uma bela coincidência”, comentou o chanceler, associando a libertação de Reiss à obtenção de um acordo com o governo iraniano.

    O embaixador do Brasil no Irã, Antônio Salgado, disse que a própria Clotilde Reiss enviou uma mensagem de agradecimento ao Brasil pelos esforços.

    Enviar por email Por: Helena™ 0 Comentários Link para esta postagem

  7. sarna
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 11:23 hs

    Os meus búzios falam: o Irã continuará a fabricar sua bomba atômica clandestinamente; de lambuja e sob o aval internacional, ainda receberá urânio enriquecido da Turquia.
    Igualzinho esquema da bandidagem: um negócio legal vira fachada para um mundo de dinheiro ilegal.

  8. Roberto estevão
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 11:46 hs

    Esses idiotas que ficam fazendo cena para alavancar candidatura de terrorista à presidência… tsc…tsc…tsc. Onde já se viu falar em acordo onde só tem uma parte envolvida? Onde está o outro lado do conflito?

    Onde estão a Comunidade Européia e os EUA? Onde eles assinaram no acordo? É uma piada isso?

  9. CONCEIÇÃO
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 12:09 hs

    CEGONHA,PAPAI NOEL AINDA TEM GENTE QUE ACREDITA NÉ? KKKKKKKKKKKKKK. SANTO LULA

  10. paulo
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 12:21 hs

    E AGORA FHC??? VAI SE RASGAR TODO?
    OU VÃO DIZER QUE É TUDO MENTIRA E QUE FOI ELE, FHC, QUE COMEÇOU TUDO ISSO???
    AGORA FICOU UM POUCO MAIS DIFÍCIL VCS VENDEREM A PETROBRAS, NÉ?

  11. salete cesconeto de arruda
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 12:34 hs

    INVEJA MATA!

  12. RST
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 14:38 hs

    A consagração de Lula
    Está assinado, selado, carimbado, o documento que significa para o Brasil a maior conquista diplomática da sua história. Lula enfrentou os poderosos e sinistros lobbies armamentistas, que tinham como porta-voz Hillary Clinton, secretária de Estado do governo Obama, e conseguiu realizar uma incrível façanha: persuadiu Mahmoud Ahmadinejad, o desconfiado presidente iraniano, a assinar o acordo nuclear que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) havia exigido. O urânio do Irã será processado na Turquia. E o Brasil ocupa, novamente, as manchetes de todos os jornais do planeta com uma boa notícia. Lula é o novo campeão da paz.

    Não foi fácil. A exigência da AIEA, de que o Irã enriquecesse seu urânio em outro país, sempre me pareceu excessivamente dura e humilhante. Por que o Irã não pode enriquecer o urânio em seu próprio país? Mas o Irã, desde o início, mostrou-se aberto à idéia. Os Estados Unidos, todavia, iniciaram uma ofensiva diplomática estúpida, intolerante, preconceituosa, como se não desejassem uma solução pacífica. Obama, que tem uma política externa lamentável, chegou a ameaçar militarmente o Irã, durante evento recente sobre armas nucleares.

    Durante todo o recente périplo de Lula no exterior, autoridades e imprensa americanas procuraram desacreditar o esforço brasileiro para encontrar uma alternativa às sanções, que trazem sofrimento ao povo iraniano, e fecham ainda mais o regime, tornando-o mais rancoroso e, portanto, mais aberto a idéias de vingança, terrorismo e guerra.

    Lula e os diplomatas brasileiros enxergaram, na escalada de agressões verbais contra o Irã, uma atmosfera de intolerância similar ao que ocorreu no Iraque. Essa história de que seria “improvável” um ataque americano ao país é balela, pois dizia-se a mesma coisa em 2001. A tática é a mesma há milhares de anos. Procure-se um pretexto. Os EUA agem como se quisessem exasperar as autoridades iranianas até o ponto delas sucumbirem emocionalmente e fazerem alguma besteira.

    Com esse acordo, Lula venceu uma queda de braço com os falcões da guerra, cujas articulações para desestabilizar o Irã começaram já no dia da vitória de Ahmadinejad. Com o apoio de inocentes úteis de todo mundo, deflagrou-se uma campanha internacional para difamar as eleições do Irã. Sem nenhuma prova concreta, a mídia ocidental espalhou aos quatro cantos a versão de que as eleições foram fraudadas. Aconteceu a mesma coisa na Venezuela, mas sem esse apoio da mídia internacional. Durante meses, os opositores de Hugo Chávez bradaram que houve fraude e exigiram que houvesse um plebiscito que comprovaria, cabalmente, suas teorias. Pois bem, Chávez aceitou o desafio, houve o plebiscito e Chávez ganhou de lavada. No caso do Irã, foram testadas à farta técnicas de comunicação digital, além das velhas táticas de ataques culturais. Nesse final de semana, a capa da Ilustrada, caderno cultural da Folha, trouxe reportagem sobre quadrinhos de um iraniano que critica ferozmente a brutalidade do regime dos aiatolás. Achei ótima a qualidade dos desenhos, mas veio-me a mente como seria mais interessante que a Ilustrada publicasse quadrinhos sobre a política de extermínio das polícias brasileiras.

    Senti um frio na espinha quando vi o ultimato de uma autoridade americana, em declaração à Reuters, poucos dias atrás. Em virtude da iniciativa brasileira de dialogar com o Irã, ela afirmou que esta era a “última chance” do país. Pareceu-me uma declaração de guerra. Nada disso, naturalmente, ajudou Lula, pois só tornou o clima mais pesado e as negociações mais tensas. As agressões verbais dos americanos enfurecem os persas, que já perderam milhões de vidas para golpes de Estado e guerras químicas patrocinados pelos EUA. O Irã nunca atacou os Estados Unidos, mas os EUA já atacaram o Irã diversas vezes. Ahmadinejad tem muito mais razões para suspeitar das intenções americanas do que o contrário. Quanto ao Bin Laden, não se esqueçam que se trata de um saudita que começou a vida recebendo dinheiro da CIA para lutar contra os russos no Afeganistão. O Irã, ou Irão como dizem os portugueses, não tem nada a ver com o terrorismo da Al Qaeda.

    No Fantástico, a reportagem sobre o Irã abriu com imagem do protesto que aquela ong de dondocas fez, claro, em Ipanema, conclamando (idiotamente) Lula a dar um pito num país soberano sobre seus direitos humanos. E isso num momento delicadíssimo em que Lula articulava um acordo político de grande importância para a paz mundial.

    Pedir isso à Lula é a mesma coisa que Ahmadinejad vir ao Brasil e protestar contra a tortura e a morte de motoboys pela polícia de São Paulo. O Brasil tem que cuidar de seus próprios problemas, antes de querer dar lição de moral aos outros. Essa ong de Ipanema seria mais útil à sociedade se gastasse seu dinheiro com coisa melhor do que com cruzinhas fincadas na areia. Podiam construir abrigos para moradores de rua, servir sopa aos pobres, cuidar de crianças viciadas em crack, só para dar alguns exemplos.

    A determinação de Lula causou desconforto nos reacionários do mundo inteiro. Por alguma razão misteriosa para mim, eles odeiam o Irã. Eu também não gosto do Irã, mas eles, eles odeiam visceralmente. Engajam-se em guerrinhas virtuais. Como se a Arábia Saudita, o Paquistão, a China fossem muito melhores do que o Irã em termos de direitos humanos. Em matéria de democracia, aliás, o Irã está muito acima da média do oriente próximo. Tem eleição, ao menos.

    Daí que uma parente minha enviou-me artigo publicado num jornal francês que fala mal do Lula. Coisa bobinha, mas que parece muito com esse texto publicado na edição atual da Veja. Eles forçam a barra dizendo que Lula é amigo de “tiranos”. Em primeiro lugar, Lula já explicou que se relaciona como chefe de Estado, e não como pessoa. Se ele usa ferramentas emotivas para promover o diálogo, esse é seu grande trunfo, não seu defeito. Ele se comunica afetivamente. Abraça as pessoas, e assim descontrai o ambiente, cativa o interlocutor. Essa é sua maior qualidade. Uma qualidade genuinamente brasileira, diga-se de passagem. O rigor britânico, o pragmatismo americano, a dureza germânica, a ironia francesa, agoram terão a companhia da ternura brasileira no panteão das grandes virtudes diplomáticas da modernidade.

    Os vocábulos “déspota” e “tirano” tem sido usados com enorme flexibilidade conceitual. Ahmadinejad não pode ser tirano porque tem de obedecer aos aiatolás, ao Alcorão e ao voto iraniano. Chávez não é tirano porque foi eleito, ponto. E Fidel Castro, esse sim, pode ser considerado um tirano, mas é também o revolucionário mais admirado no mundo por sua luta heróica em defesa do povo cubano. Fidel derrubou um ditador sanguinário, e daí estabeleceu um regime não-democrático porque viu que todas as democracias ao redor estavam sendo destruídas por oligarquias patrocinadas ou não pelos EUA.

    No Brasil, houve torcida contra por parte da tucanada, para variar. E foi muito bom para a gente se lembrar, mais uma vez, como a diplomacia do PSDB foi medíocre e será medíocre, no caso da vitória de Serra. Em entrevista recente, Serra afirmou que não iria ao Irã e não se meteria nesse imbróglio. O que acho muito bom, porque Serra não tem a mínima estatura moral ou intelectual para ser um chefe de Estado deste novo Brasil, e se fosse ao Irã poderia produzir a III Guerra. Em artigo publicado na Folha, intitulado Visita Indesejável, Serra ofende violentamente a honra do Irã e de sua classe política. Serra afirma, dentre outras barbaridades, que o “presidente Ahmadinejad, do Irã, acaba de ser reconduzido ao poder por eleições notoriamente fraudulentas”. Essa afirmação é totalmente irresponsável por parte de quem pretende tornar-se chefe de Estado. A vitória eleitoral de Ahmadinejad foi confirmada pelas autoridades judiciárias do país. Se houve fraude, ela veio da Justiça iraniana. Serra atacou, portanto, o Estado iraniano, não apenas Ahmadinejad. Eu já escrevi vários posts sobre o tema. Veja aqui, comentando o artigo de Serra. E aqui, falando das diatribes da mídia nacional contra os persas.

    Alguém já viu o filme de George Clooney chamado Syriana? Neste filme, Clooney interpreta um agente da CIA que trabalha no oriente médio. São mostrados representantes da oposição iraniana recebendo dinheiro e orientação política do governo americano. É isso. Todo mundo sabe que a direita americana tenta desestabilizar o regime iraniano, considerado “independente” demais. Depois de derrubarem Saddam Hussem e avançarem sobre o petróleo iraquiano, que hoje é canalizado ordeiramente para refinarias no Texas, eles querem fazer o mesmo com o Irã, que tem jazidas ainda maiores.

    E Serra iria ajudar esses neocons desprezíveis, ao arrepio dos interesses econômicos brasileiros e, sobretudo, em prejuízo da paz mundial? O que se passa na cabeça dessa gente? Será que não vêem que o Brasil não tem nada que ficar dando lição de moral em outros países? Questão de direitos humanos devem ser tratadas junto à Organização das Nações Unidas (ONU). Apenas ela tem moral para advertir verbalmente ou aplicar sanções em países que os violam. Se Lula protestasse contra os direitos humanos no Irã, ou se encontrasse com líderes da oposição de lá, teria que, para não ser injustamente seletivo, fazer a mesma coisa em todos os outros países que visitasse.

    Imaginem a cena ridícula que seria o presidente, em cada país estrangeiro em que se encontrasse, emitisse declarações contra o regime e se reunisse com os inimigos deste? Os americanos fazem isso? Não. Os presidentes americanos visitam a China desde a época em que o Kissinger tirava meleca, e quando o fazem, não piam, não abrem a boca para falar um ai contra o regime chinês. A mídia ocidental parece ter compaixão preferencial pelos presos cubanos, porque nunca vi se manifestarem contra as masmorras da Arábia Saudita, da Indonésia ou da Costa do Marfim.

    Voltando ao Globo, dentre os entrevistados escolhidos a dedo para falar mal de Lula e da política externa brasileira, está o editor da Newsweek. Olha o que o gênio disse:

    Globo: O presidente Lula desembarcou em Teerã para tentar um acordo com Ahmadinejad.O Brasil pode assumir um papel sério na questão nuclear iraniana ou no Oriente Médio?
    ZAKARIA: (risos) A resposta curta para sua pergunta é… não! (risos)O Brasil tem um orgulho compreensível por todas as suas conquistas nas duas últimas décadas. Tem sido interessante acompanhar. O Brasil pode ter um papel muito construtivo na América Latina. Pode ser um porta-voz da democracia e dos direitos humanos na região, mas acho que a ideia de o Brasil ser um jogador sério no Oriente Médio ou uma força global nesse sentido é altamente improvável.Se nem mesmo a União Europeia consegue, é difícil ver como o Brasil poderia conseguir.

    Já o Celso Lafer, que gosta mesmo é de trabalhar descalço, afirmou o seguinte sobre a visita de Lula ao Irã:

    É um pouco da diplomacia do gesto, e não dos resultados, que a meu ver são pouco prováveis de serem bem sucedidos. Acho que o Brasil perde com essa posição em relação ao Irã.

    A política externa do Brasil é justamente o contrário do que Lafer disse, porque tem se notabilizado como infinitamente mais astuta do ponto de vista comercial e econômico do que a praticada na gestão anterior. O Brasil conseguiu aumentar suas exportações para o mundo inteiro graças a aproximação política promovida nos últimos anos pela diplomacia. Diplomacia de “resultados” para Lafer era patrocinar coquetéis milionários em Londres na ridícula tentativa de criar laços com membros da família real britânica.

    Demétrio Magnoli também dá as caras, dizendo que o Brasil deveria apoiar nova rodada de sanções contra o Irã. Ou seja, Magnoli advoga que o Brasil recolha-se à sua insignificância e deixe de agir como país independente.

    O ex-chanceler brasileiro, Luiz Felipe Lampreia, tucano sectário e invejoso, disse que a ” possibilidade de que o Irã mude de rumo, altere profundamente sua política por causa de uma conversa com o presidente do Brasil é uma possibilidade remota.”

    Senti falta do Marco Antônio Villa. Por que não o entrevistaram também?

    Todos eles quebraram a cara. O Irã assinou o documento e o mundo amanheceu hoje um pouco mais tranquilo.

    *

    Vejamos agora a repercussão do feito de Lula na imprensa desta segunda-feira.

    Silêncio… Quer dizer, dão a notícia, mas sem nenhum comentário editorial.

    No Globo, Noblat faz um artigo sobre o prefeito de Juazeiro do Norte…
    Na Folha, nada…
    No Estadão nada…

    Engraçado, nem parece que o Brasil acaba de realizar o maior feito diplomático de sua história…

    *

    Com esta vitória, Lula encerra seu mandato com um prestígio que nenhum presidente do mundo em desenvolvimento jamais possuiu.

    E ficará ainda mais fácil eleger a Dilma.

  13. PORRETE DE LAPACHO
    segunda-feira, 17 de maio de 2010 – 22:29 hs

    MAS QUANTA BABOSEIRA… PROMESSAS QUE NUNCA SERAO CUMPRIDAS..TEMPO PERDIDO.. RUIM PESSIMO P/ O BRASIL, AVALISAR PROMESSAS DE TERRORRISTAS… QUEM É O MACHO BRASILEIRO QUE VAI IR APERTAR OS LOUCOS P/ CUMPRIREM ESSE ACORDO??

  14. Ibn Aziz
    terça-feira, 18 de maio de 2010 – 11:36 hs

    Santa ingenuidade do Lula! O irã, um País governado por Aiatolás declaradamente anti-ocidental, que tem o apoio de todo o Islã, vai cumprir promessa baseado num acordinho? Tudo não passou de teatro de TV e um pedaço de papel pra satisfazer o Lula e passar por honesto quanto às suas reais intenções. Assim ganhar tempo livrando-se de sanções econômicas e fazer bomba atomica para se afrontar com o ocidente. Por isso mesmo, os países ocidentais duvidam desse acordo e vão insistir nas sanções agora talvez com mais ênfase que antes. E nós? Vamos ficar desmoralizados.

  15. PORRETE DE LAPACHO
    terça-feira, 18 de maio de 2010 – 23:37 hs

    infelizmente se confirmou.

    lula e o Brasil ficou de bobalhao desmoralizado, perante as naçoes influentes e coerentes.

    as sanções virao mais rápidamente e mais intensificadas

    lula nao tinha que se envolver nisso, prejudicou a imagem do BRASIL.

    MAS P/ O BARBUDO MENTIROSO, QUALQUER MOTIVO SERVE PARA PASSEAR PELO MUNDO, E GASTAR FORTUNAS SEM NENHUM RETORNO, P/ NÓS BRASILEIROS.

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