Brasileiros têm opinião dividida em relação ao voto obrigatório | Fábio Campana

Brasileiros têm opinião dividida em relação ao voto obrigatório

Questionados sobre a obrigatoriedade de voto no Brasil, 55% dos entrevistados com idade entre 18 e 70 anos afirmaram que votariam, mesmo que não fossem obrigados a fazê-lo e 44% afirmaram que não votariam. A região Sudeste é a que concentra a maior porcentagem dos que não votariam e a região Sul concentra os entusiastas do sufrágio obrigatório, 45% e 59%, respectivamente. Mulheres e homens têm opiniões diferentes quanto à questão: 48% delas não exerceriam o seu direito se este não fosse obrigatório, índice que alcança 39% entre os entrevistados do sexo masculino, de acordo com pesquisa Datafolha publicada hoje (31).


Quanto maior a escolaridade maior a taxa daqueles que votariam de qualquer modo, mesmo ocorre quanto o corte é por renda familiar:entre aqueles com ensino fundamental, 52% votaria e 45% não; entre aqueles com ensino superior, 65% votariam e 33% optariam por não votar. Dos que ganham até dois salários mínimos, 46% não votariam e 52% sim; entre aqueles que ganham entre cinco e dez salários mínimos mensais, 66% votariam mesmo que o voto não fosse obrigatório.

Em relação à simpatia partidária, entre aqueles identificados com o PT, 64% afirmaram que votariam, ainda que não obrigados, entre os simpatizantes do PMDB, 52% votariam e dos identificados com o PSDB, o índice chega a 72%. Entre aqueles que avaliam o governo do presidente Lula como ótimo ou bom, 59% votariam ainda que o voto não fosse obrigatório. Entre os que avaliam como ruim ou péssimo, 42% votariam e 58% não votariam se não houvesse obrigatoriedade.

Questionados se seriam favoráveis ou contrários ao voto obrigatório, os entrevistados se mostraram divididos: 48% são a favor, mesmo índice daqueles contrários ao voto obrigatório. Na pesquisa anterior, em dezembro de 2008, 53% dos entrevistados se mostraram a favor e 43% se mostraram contra. Entre os mais jovens, 16 a 24 anos, 56% são favoráveis ao voto obrigatório e daqueles entre 35 a 44 anos, 54% são contrários.

Com relação à escolaridade, entre aqueles com ensino fundamental 52% se dizem favorável à obrigatoriedade, mesmo índice daqueles que possuem renda familiar mensal de até dois salários mínimos. Entre aqueles com ensino superior e entre os que possuem mais de dez salários mínimos de renda familiar o índice de favoráveis ao sufrágio obrigatório é de 38% e 40% respectivamente.

O Datafolha foi a campo nos dias 20 e 21 de maio e entrevistou 2660 pessoas de 16 anos ou mais em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.


7 comentários

  1. Silvano Andrade
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 16:26 hs

    Antes de mais nada, duas perguntas apenas: Por que os países desenvolvidos não utilizam as eficientes urnas eletrônicas Brasileiras??? Por que os países paupérrimos não utilizam as coqueluches eletrônicas Brasileiras….

    Tenho a resposta: São fraudulentas e servem como passaporte para elite tupiniquim mamar nas tetas do trabalhador Brasileiro.

    NÃO CONCORDO COM O VOTO OBRIGATÓRIO…E ACHO UM DESAFORO SAIR DO CONFORTO DO MEU LAR PARA VOTAR EM LADRÃO!!!

    O correto seria o Brasileiro que se sentisse prejudicado pela “injustiça eleitoral” por não votar denunciasse o governo Brasileiro a OEA, por cerceamento de direitos individuais.

    Para finalizar: Analfabetos não devem votar!!!

  2. Jose Carlos
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 16:37 hs

    O voto obrigatório é o cancro venéreo da democracia brasileira… sob o seu manto criou-se uma indústria e um cartório burocrático que se sustenta da obrigatoriedade do voto, desde o marketing eleitoral até uma colossal “nomenklatura” estatal que administra uma teia infindável de complexidades legais… além disso o voto obrigatório – preferido até pelos militares – é o esteio da vagabundagem política, pois os pobres-diabos tem que sair de casa para votar obrigatoriamente em alguém, ainda que ninguém merecesse o seu voto, sob pena de ficar sem o salário de funcionário público, mais multas e outras penalidades absurdas… o voto obrigatório é o emblema democrático dos países miseráveis, da américa latrina, África e outros quintos dos infernos…

  3. Pedro Vigário Neto
    segunda-feira, 31 de maio de 2010 – 19:39 hs

    – O dia que o povo começar a ler bons jornais (Folha SP, Estadão) e/ou boas revistas (Isto É, Veja), nós mudamos o atual status da política Brasíleira;

    – Já que o povo prefere justificar que não tem dinheiro para comprar ou ler jornais e/ou revistas, o voto não deveria ser obrigatório;

    – Vai votar quem tem consciência. Quem quer melhorar as coisas neste país (que é a maioria do povo Brasileiro);

    – Desta maneira, em todas as eleições excluiríamos aqueles que prometem e não cumprem (a maioria atualmente), excluiríamos os ladrões, e a caterva toda que está aí no puleiro e não quere largar. Avabaríamos com esta mania de colocar o filho, o neto, etc, que se elegem pelo cabresto político (está turma não iria votar);

    – É só olhar o procedimento nos países de primeiro mundo. Também erram, mas muito menos que nós Brasileiros;

    – Senhores, o crime organizado tomou conta. Temos que reverter esta situação. O nosso país não pode ficar nas mãos de uma quadrilha…

    – Tô de saco cheio dos mesmos. Não reeleja ninguém. Vamos começar tudo de novo…

    Abraço.

  4. escobar
    terça-feira, 1 de junho de 2010 – 1:17 hs

    Democracia e obrigatoriedade: há imcompatibilidade.

  5. escobar
    terça-feira, 1 de junho de 2010 – 1:18 hs

    Democracia e obrigatoriedade: há incompatibilidade.

  6. Bezerra
    terça-feira, 1 de junho de 2010 – 9:48 hs

    Obrigatoriedade não concordo. Mas faço parte do grupo que votaria sim, mesmo que sem ser obrigado. Muitas pessoas lutaram muito para que tivessemos esse direito. E agora, temos concidadãos que muitas só participam por obrigação. A quantidade de pessoas de bem é muito maior do que as de má índole, senão a situação seria um caos. Gostaria também de dizer a todos que tenham fé em Deus e nas pessoas, precisamos analisar bem em quem votaremos, e independente de quem seja, vote em quem você acredita e caso este seja eleito, acompanhe seus passos, assim você poderá constatar o discurso com a ações. Que Deus nos abençoe e nos dê sabedoria nessas próximas eleições.

  7. Paranaense
    quarta-feira, 2 de junho de 2010 – 13:12 hs

    Infelizmente o mal da democracia, o coitado que não consegue manter sua subexistência é obrigado a ir na urna, escolher o palhaço que mais se destaca!

    Sinceramente nem por ser analfabeto, mas o fato é que deveria ser exigido prova, já que na vida somos constantemente obrigados a passar por um crivo para chegar onde queremos… por que deveria ser diferente para nós que escolhemos nossos representantes… Tornar apenas os interessados e aptos a tomarem essa medida… o que? acabaria com a democracia? ou com a facilidade de um bando de corrupto viver nas cadeiras?

    PROVA PRA SER ELEITOR, exigir o conhecimento mínimo de que função exerce cada um dentro das esferas, suas funções e obrigações.

    E nada mais justo que GRADUAÇÃO especifica pra quem se candidata!
    Pois, é evidente que a política viro emprego. Exigir então graduação especifica para administrador público! Quem sabe assim, teremos pessoas capazes não somente de ganhar o dinheiro público.. mas trabalhar pra fazer merecer!

    Mas até lá… vamos acabar com esse voto obrigatório… não adianta levar pessoas sem interesse pra escolher qualquer um!

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