Sem acordo no Congresso, governo mantém reajuste de 6,14% para aposentados | Fábio Campana

Sem acordo no Congresso, governo mantém reajuste de 6,14% para aposentados

De Camila Campanerut* no UOL

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o Executivo voltou a defender um reajuste de 6,14% para os aposentados que ganham acima de um salário mínimo, ao sair de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministérios da área econômica e Casa Civil, nesta sexta-feira (23), em Brasília.

O governo trata o assunto com cautela por dois motivos: o impacto orçamentário do reajuste e o provável desgaste com os aposentados em pleno ano eleitoral. Em público, Lula tem dito que a proposta do governo foi acordada com representantes dos aposentados e também tem que “caber” no orçamento da Previdência Social.

Padilha já havia declarado que “até 7%” era possível negociar, sem que o presidente tivesse de vetar o reajuste, mas a falta de consenso entre as propostas dos parlamentares, que discutem a questão no Congresso, endureceu a postura do governo.

“Ficou evidente que, nas últimas semanas, não existe mais essa proposta de 7%. Essa proposta desapareceu. Em função disso, o governo mantém os 6,14%. Esse governo fez e vai continuar fazendo mais pelos aposentados. O Congresso sabe da sua responsabilidade”, explicou o ministro.

Polêmica no Congresso
O relator da medida provisória (MP 475) na Câmara e líder do governo na Casa Legislativa, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), queria fazer um escalonamento dos pagamentos: quem recebe de um até três salários mínimos teria reajuste de 7,7% e quem ganha acima de três salários mínimos ficaria com aumento de 6,14%.

Entretanto, Vaccarezza ficou sem o apoio da base aliada, que preferiu se unir à oposição, às centrais sindicais e ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), em torno de uma aumento de 7,7%. A proposta do relator na Câmara também não agradou Lula.

Caso seja aprovada a proposta de reajuste de 7,7%, a previsão de impacto de gastos públicos é de R$ 1,8 bilhões. E no caso de o índice ficar em 7%, haveria um gasto extra de R$ 1,1 bilhão.

Para Padilha, a falta de isonomia entre os valores de reajuste e as diferentes faixas de beneficiados poderia ser questionada na Justiça. O ministro garantiu que as conversas com o Congresso vão continuar e, na próxima semana, Lula deve se reunir com líderes da Câmara para tentar um acordo.

*Com informações da Agência Brasil


5 comentários

  1. Calunga
    sexta-feira, 23 de abril de 2010 – 17:56 hs

    Ainda tem gente que acredita que esse cara é o presidente dos pobres.

  2. CAVALEIRO NEGRO
    sexta-feira, 23 de abril de 2010 – 19:05 hs

    10 ANOS ATRÁS O LULA FALAVA…. ( JÁ NAQUELA ÉPOCA…..)QUE O SALARIO DO TRABALHADOR DOS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DEVERIA SER NO MÍNIMO DE R$ 2.500,00, isso mesmo dois mil e quinhentos reais, AGORA A REALIDADE É OUTRA.

  3. sexta-feira, 23 de abril de 2010 – 20:33 hs

    É, esse DESgoverno não tem dinheiro para os aposentados mas para a campanha da Dilmala tem. Vai levar o troco em outubro.

  4. Divanir
    sábado, 24 de abril de 2010 – 0:23 hs

    Do jeito que é dado aumento aos aposentados, quem pagou para aposentar com cinco salários mínimos, vai acabar em pouco tempo ganhando um salário. Este é o presidente do Brasil, tudo antes podia, agora não pode mais. Aposentado que votar em Dilma, no mínino deve estar doente da cabeça. O governo do PT (Lula), nunca respeitou os aposentados, que tanto fizeram por este país.

  5. Zangado
    sábado, 24 de abril de 2010 – 9:51 hs

    Enquanto isso os aposentados e pensionistas do funcionalismo federal morrem como moscas na fila da espera de suas recomposições salariais.

    É mais fácil e prático para esse governo de 70 mil petistas mamando nas tetas da Viúva, em vez de fazer justiça àqueles que deram seus melhores anos da vida ao serviço público, trabalhar com a baixa na folha, isto é, esperar que logo morram e o governo não tenham nada mais a pagar ou a recompor.

    Agora mesmo, após várias derrotas na Justiça, o governo federal está sendo obigado a reconhecer aos aposentados e pensionistas do funcionalismo federal, o direito a receber a gratificação por desempenho concedida aos servidores da ativa entre julho/2006 e janeiro/2009, que lhes havia sido sonegada em manifesta violação da Constituição e das leis federais.

    O Ministério Público federal deveria abrir os seus olhos para essa carnificina programada pelo governo petista para livrar a sua folha de pagamento e não reconhecer os direitos dos aposentados e pensionistas do funcionalismo federal, que flagrantemente vem sendo violados.

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