Proibição de pulseiras do sexo será votada na próxima semana | Fábio Campana

Proibição de pulseiras
do sexo será votada na próxima semana

A Câmara de Curitiba vota na segunda-feira (3) o projeto de lei de autoria do vereador Algaci Tulio (PMDB) que proíbe a comercialização ou distribuição das “pulseiras do sexo” para menores de 18 anos. O projeto também quer proibir o uso destes adereços nas instituições de ensino particulares e da rede municipal. A medida vale para qualquer acessório ou complemento, de qualquer cor ou material que incorpore atributos de apologia e conotação sexual ou à violência.

A proposta gerou polêmica e foi amplamente discutida na Casa não só por parlamentares, mas pelo Ministério Público, educadores e psicólogos. Algaci Tulio justifica que sua intenção é coibir uma prática potencialmente criminosa, um modismo que, segundo ele, só é inocente nas aparências, mas que contém em seu bojo o germe da degradação, da humilhação e do desprezo, principalmente para adolescentes do sexo feminino.

O projeto determina que o corpo docente das escolas deverá estimular reuniões com os pais dos alunos para esclarecer sobre a lei e orientá-los com relação às situações envolvendo questões sexuais e de violência. Caso seja aprovada, o descumprimento da lei pode acarretar em notificações, multas de R$ 500 a R$ 10 mil, podendo ser dobradas em caso de reincidência, até a cassação de alvará.

Jogo

A iniciativa do vereador surgiu após a proliferação das pulseirinhas coloridas de silicone nas escolas de Curitiba. Este adereço integra um jogo que nasceu na Inglaterra e virou febre entre os adolescentes. Cada cor simboliza uma ação, que vai desde um abraço até o ato sexual. Quem conseguir arrebentar uma pulseira do colega receberá o ato, conforme determina a cor da pulseira conquistada.
Mais projetos
Mais dois projetos importantes deverão ser votados nesta segunda-feira. Um é do vereador Tico Kuzma (PSB), que pretende determinar a cassação do alvará de funcionamento de todo o estabelecimento situado em Curitiba onde se verificar o descumprimento do artigo 243 da lei federal 8.069. O artigo fala sobre a proibição de “fornecer, ainda que gratuitamente, ministrar ou entregar, de qualquer forma, à criança ou adolescente, sem justa causa, produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica, ainda que por utilização indevida.”
A outra proposta é do vereador Beto Moraes (PSDB), que dispõe sobre atendimento prioritário a idosos com idade igual ou maior a 60 anos, gestantes, lactantes e pessoas com crianças de colo em repartições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos em Curitiba.


5 comentários

  1. ▄▀▄†Ψ REQUEIJÃOΨ†▄▀▄™
    sexta-feira, 30 de abril de 2010 – 17:16 hs

    Vamos! vereadores clientelistas! façam leis em troca de votos das famílias dos agredidas ! As leis não vão adiantar nada pra sociedade mais com certeza irá contar voto.

  2. sexta-feira, 30 de abril de 2010 – 17:57 hs

    e vao proibir a pulseira ,o sexo nao,deviam se preocupar mais com a pedofilia, violencia, saude ,tem gente que ate ja foi procesada por estupro e assedio a menor, que agora se preocupa com estas banalidades,,e falta de ter o que fazer!!!

  3. PAULO
    sexta-feira, 30 de abril de 2010 – 18:08 hs

    EIS UMA PROVA CABAL DA FALTA DO QUE FAZER NA VIDA PESSOAL E PÚBLICA.
    MINHA AVÓ COSTUMAVA FALAR QUE CABEÇA VAZIA, OFICINA DO DIABO!!!

    Ô FULANO, QUEM VAI DIZER SE EXISTE OU NÃO UMA CONOTAÇÃO SEXUAL NESTE OU NAQUELE ADEREÇO?
    VIROU FISCAL DA VIDA ALHEIA? []VALE A SUA “MORAL” ?
    OS SEUS PARÂMETROS?
    QUEM LHE DÁ O DIREITO DE DIZER O QUE MEUS FILHGOS PODEM OU NÃO PODEM USAR?
    PAGA SUAS CONTAS?
    PELO QUE ME CONSTA, QUEM PAGA AS SUAS, SOU EU!
    PORTANTO, FIQUE QUIETO NA SUA INSIGNIFICÃNCIA, QUE SEUS ACHISMOS NÃO INTERESSAM À NINGUEM!!!!
    VÁ FAZER ALGO DE ÚTIL NA VIDA!!!!

  4. Jacarezinho
    sexta-feira, 30 de abril de 2010 – 20:42 hs

    Quem diria? Cala-te boca…

  5. Austragésilo
    sexta-feira, 30 de abril de 2010 – 21:43 hs

    Caro Fábio
    Já que a ‘pulserinha do sexo’ está em evidência, quero fazer uma sugestão: que ela passe a ser usada na Assembléia Legislativa do Paraná, pelos ilustres deputados, que poderiam escolher a cor que melhor lhes aprouver.

    Com uma nova classificação, cada cor poderia representar uma disponibilidade. Vejamos:

    1.- Azul – Aberto ao diálogo sobre temas variados, sem melindres
    2.- Vermelho – Negócios camuflados c/assistência de fantasmas (corrupção)
    3.- Branco – Transparência, mas nem tanto. Tudo é possível, com discrição
    4.- Amarelo – Caixinha, obrigado. Uma mão lava à outra
    5.- Preta – Não tem pra ninguém. Acordo no subterrâneo
    6.- Lilás – Sexo, sim. Mas sem prioridade. Verbo e verba em primeiro lugar
    7.- Azul e Branco – Partilhamento irmanado de interesses. Rachid
    8.- Verde – Aceita vários parceiros
    9.- Rosa – Ficar na moita. Observadores ocultos
    10.- Azul/Vermelho e Branco – Tá tudo dominado. Orgia. Fantasmas. Vale tudo

    Será a moda, também na ALEP, vai pegar?

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