FHC volta a atacar Lula, Dilma e o PT | Fábio Campana

FHC volta a atacar Lula, Dilma e o PT

Do blog do Josias

Fernando Henrique Cardoso não parece disposto a cumprir o papel de coadjuvante que seu partido, o PSDB, lhe atribui na eleição de 2010. Pela terceira vez consecutiva, FHC utiliza o artigo mensal que publica em vários jornais do país para atacar Lula, o PT e a candidata oficial Dilma Rousseff.

No texto levado às páginas neste domingo (4), FHC anota que, por trás dos dois candidatos que polarizam a sucessão –Dilma e José Serra—, “há um embate maior”. Acha que “está em jogo a própria concepção do que seja democracia”. Enxerga maus presságios nos movimentos de Lula.

Escreve que, tomado pelos “últimos 18 meses”, o governo Lula conduz o país a “um modelo de sociedade” deletério. Define assim a encrenca: “Predominância de uma forma de capitalismo na qual governo e algumas grandes corporações, especialmente públicas, unem-se sob a tutela de uma burocracia permeada por interesses corporativos e partidários”.

Anota que o programa concebido pelo PT para embalar a candidatura de Dilma “se descola da tradição democrática brasileira, para dizer o mínimo”. Acrescenta: “Cada vez mais nos aproximamos de uma forma de organização política inspirada em um capitalismo com forte influência burocrática e predomínio de um partido…”

“…Tudo sob uma liderança habilidosa [de Lula], que ajeita interesses contraditórios e camufla a reorganização política que se está esboçando”. À medida que se aproximam as eleições, diz FHC, “as alianças são feitas sem preocupação com a coerência político-ideológica: o que conta é ganhar as eleições”.

Depois, na eventualidade de um triunfo nas urnas, “a força do Executivo se encarregará de diluir eventuais resistências de governadores e parlamentares”. No dizer de FHC, o processo concebido por Lula, tocado pelo PT e encarnado por Dilma, prevê a conversão de aliados em “vassalos”.

“Mais recentemente”, escreveu o ex-presidente tucano, “tem surgido a dúvida”. Ele reproduz a interrogação: “Será que a candidata petista, sem ser Lula, terá força para arbitrar entre os interesses do partido, os dos aliados e os da sociedade?”

FHC, que no mês passado chamara Dilma de “boneca de ventríloquo”, responde: “Não sei avaliar”. Mas acrescenta, em letras peremptórias: “O resultado será o mesmo: pouco a pouco, o ‘pensamento único’, agora sim, esmagará os anseios dos que sustentam uma visão aberta da sociedade…”

Serão esmagados os que “…se opõem ao capitalismo de Estado controlado por forças partidárias quase únicas infiltradas na burocracia do Estado”. FHC compara o projeto econômico que supõe esconder-se atrás de Dilma ao modelo adotado pela China –combinação de abertura econômica e ditadura política.

Leia-se FHC: “Há quem acredite que certo autoritarismo burocrático com poder econômico-financeiro pode favorecer o crescimento econômico. A China está aí para demonstrar que isso é possível. Mas é isso o que queremos para nós?”

FHC deita sobre o papel uma segunda interrogação, dirigida aos aliados do tucano José Serra: “Os líderes oposicionistas atuais terão a visão de grandeza dos que os antecederam e perceberão que está em jogo a própria concepção do que seja democracia?

FHC acusa Lula: “A força governista ignora os limites da lei e tudo que decorre dessa atitude, desde a leniência com a corrupção até a arrogância do poder e o abuso publicitário antes do início legal das campanhas”.

Daí o “imperativo” de que “as oposições se unam”. A julgar pelo teor do texto, FHC considera que a união precisa começar em casa. Prega a “aliança entre Minas e São Paulo”. Leia-se Aécio Neves e José Serra.

Até bem pouco, FHC defendia que Aécio fosse o vice de Serra. Agora, escreve que a parceria entre os dois “pode se dar de forma variada”. A menção a Aécio foi antecedida de um toque emocional.

Na abertura do artigo, FHC recorda a luta pelas diretas e pelo fim do autoritarismo. Diz que, derrotada a emenda que restituía o voto direito, “a condução do processo” foi ao colo de três personagens: Ulysses Guimarães, Franco Montoro e Tancredo Neves, o avô de Aécio.

Reconhece que Ulysses, Montoro e Tancredo “não foram os únicos” a suar a camisa. “Muita gente se empenhou desde a campanha das Diretas Já […]. Nem se deve esquecer o papel desempenhado pelas grandes greves do ABC e por seus líderes”. Esquiva-se de citar o nome de Lula, o grande líder do ABC.

Lembra que “foi difícil” para Ulysses aceitar a via indireta do Colégio Eleitoral. Difícil também aceitar a avaliação de Montoro de que o figurino de candidato ajustava-se mais ao manequim de Tancredo Neves.

Rememora: “Ou nos uníamos e ampliávamos a frente contra o autoritarismo ou este permaneceria por mais tempo, esmaecido que fosse, com a eleição de Paulo Maluf, candidato da Arena…”

“…A visão de futuro e o interesse nacional contavam mais do que as biografias. Tiveram grandeza. São Paulo se uniu a Minas para que o Brasil avançasse e Ulysses chefiou a campanha pela eleição de Tancredo”.

No último parágrafo do artigo, FHC amarra passado e presente: “José Serra e Aécio Neves estiveram ao lado dos que permitiram derrotar o regime autoritário. Cabe-lhes agora conduzir-nos para uma vitória que nos dê esperança de dias melhores. Tenho certeza de que não nos decepcionarão”.

O ex-presidente talvez não tenha se dado conta, mas o apelo à união de Minas e São Paulo revela que a propalada disposição de Aécio de arregaçar as mangas por Serra está longe de ser um dado da realidade.

Leia abaixo o artigo de Fernando Henrique Cardoso.

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Hora de União, por Fernando Henrique Cardoso

Do Zero Hora

A visão de futuro mostra quem é verdadeiramente líder. No auge das lutas pela volta às eleições diretas e pelo fim do autoritarismo, três personagens, cada qual à sua maneira, foram decisivos para que conseguíssemos mudar o rumo do país. Não foram os únicos. Muita gente se empenhou desde a campanha das Diretas Já com o mesmo propósito. Nem se deve esquecer o papel desempenhado pelas grandes greves do ABC e por seus líderes. Mas, a partir da derrota da emenda Dante de Oliveira, quando se colocou a possibilidade de derrotar o candidato do Sistema utilizando-se o próprio Colégio Eleitoral, a condução do processo passou a depender de Ulysses Guimarães, Franco Montoro e Tancredo Neves.

Houve hesitação sobre o que fazer. Fiz um discurso no Senado trocando o lema Diretas Já por Mudanças Já, com a convicção de que poderíamos derrotar os donos do poder. Foi difícil para Ulysses Guimarães tragar a dose e aceitar as eleições indiretas, ele que fora o anticandidato em 1974 e cujo nome se identificava com as eleições diretas. Foi mais difícil ainda, uma vez deslanchado o processo de conquista de votos no Congresso, unir a oposição em torno de um nome.

Ulysses até aquele momento fora o condutor indiscutido das oposições democráticas. Entretanto, pela dureza das posições que assumira na crítica ao regime autoritário, teria dificuldades em granjear votos entre os que, diante do desgaste do poder, da crítica de uma imprensa mais livre, dos movimentos de protesto em massa e das dificuldades econômicas, se predispunham a mudar de posição. Sem o apoio destes, a derrota era garantida. Na época, presidente do MDB de São Paulo e muito próximo a Ulysses Guimarães, disse-lhe com muito pesar, pela enorme admiração e respeito que nutria por ele, que a vez seria de outro.

Roberto Gusmão, chefe da Casa Civil do governo Montoro, havia declarado nas páginas amarelas da Veja que São Paulo se uniria a Tancredo Neves para a conquista da Presidência. Ulysses fez questão de ouvir a decisão da voz do governador de São Paulo. Acompanhei-o ao Palácio dos Bandeirantes em um encontro com o governador Montoro e com Roberto Gusmão. Montoro poderia pretender legitimamente a candidatura à Presidência: ganhara as eleições diretas em São Paulo com votação consagradora. Percebeu, entretanto, que no caso das eleições indiretas Tancredo teria melhores oportunidades. Reafirmou este ponto de vista a Ulysses. Mais do que os méritos e as ambições de cada um, contava o momento histórico. Ou nos uníamos e ampliávamos a frente contra o autoritarismo ou este permaneceria por mais tempo, esmaecido que fosse, com a eleição de Paulo Maluf, candidato da Arena. A visão de futuro e o interesse nacional contavam mais do que as biografias. Tiveram grandeza. São Paulo se uniu a Minas para que o Brasil avançasse e Ulysses chefiou a campanha pela eleição de Tancredo.

Passados 25 anos, nos encontramos frente a circunstâncias históricas que novamente requerem grandeza dos líderes e unidade de todos. Não está em jogo o admirar ou não o presidente Lula, nem mesmo as qualidades de liderança (ou a falta delas) de sua candidata Dilma Rousseff. Por trás das duas candidaturas polares há um embate maior. A tendência que vem marcando os últimos 18 meses do atual governo nos levará, pouco a pouco, para um modelo de sociedade que se baseia na predominância de uma forma de capitalismo na qual governo e algumas grandes corporações, especialmente públicas, unem-se sob a tutela de uma burocracia permeada por interesses corporativos e partidários. Especialmente de um partido cujo programa recente se descola da tradição democrática brasileira, para dizer o mínimo. Cada vez mais nos aproximamos de uma forma de organização política inspirada em um capitalismo com forte influência burocrática e predomínio de um partido. Tudo sob uma liderança habilidosa que ajeita interesses contraditórios e camufla a reorganização política que se está esboçando.

Agora, com as eleições presidenciais se aproximando, as alianças são feitas sem preocupação com a coerência político-ideológica: o que conta é ganhar as eleições. Depois, a força do Executivo se encarregará de diluir eventuais resistências de governadores e parlamentares que se opuserem à marcha do processo em curso, e transformará os aliados em vassalos. Mais recentemente, tem surgido a dúvida: será que a candidata petista, sem ser Lula, terá força para arbitrar entre os interesses do partido, os dos aliados e os da sociedade? Não sei avaliar, mas o resultado será o mesmo: pouco a pouco, o “pensamento único”, agora sim, esmagará os anseios dos que sustentam uma visão aberta da sociedade e se opõem ao capitalismo de Estado controlado por forças partidárias quase únicas infiltradas na burocracia do Estado.

Os líderes oposicionistas atuais terão a visão de grandeza dos que os antecederam e perceberão que está em jogo a própria concepção do que seja democracia? Há quem defenda um outro estilo de sociedade. Há quem acredite que certo autoritarismo burocrático com poder econômico-financeiro pode favorecer o crescimento econômico. A China está aí para demonstrar que isso é possível. Mas é isso o que queremos para nós? A força governista ignora os limites da lei e tudo que decorre dessa atitude, desde a leniência com a corrupção até a arrogância do poder e o abuso publicitário antes do início legal das campanhas. É imperativo, pois, que as oposições se unam. A aliança entre Minas e São Paulo – que se pode dar de forma variada – salvou-nos do autoritarismo no passado. Uma candidatura que fale a todo o país, que represente a união das oposições e busque o consenso na sociedade é o melhor caminho para assegurar a vitória. José Serra e Aécio Neves estiveram ao lado dos que permitiram derrotar o regime autoritário. Cabe-lhes agora conduzir-nos para uma vitória que nos dê esperança de dias melhores. Tenho certeza de que não nos decepcionarão.


21 comentários

  1. ▄▀▄†Ψ REQUEIJÃOΨ†▄▀▄™
    domingo, 4 de abril de 2010 – 10:17 hs

    Governo de Lula é a continuidade reforçada da política de FHC. Portanto, FHC está criticando as suas próprias propostas tentando coletar votos.

  2. Petista
    domingo, 4 de abril de 2010 – 11:28 hs

    FHC também teve os seus pecados enquanto governante. O problema parece estar nos altos índices de aprovação que o governo Lula possue. No final ficamos com uma célebre frase dita por James Carville na campanha de Bill Clinton, em 1992: É a economia, estúpido”. Se essa vai bem como derrotar o governo que a tem? Dificil, pois não?

  3. TUKU NARE
    domingo, 4 de abril de 2010 – 11:49 hs

    QUEM VAI PREOCUPAR=SE COM O PONTO DE VISTA DESSE ANCIAO GAGA, VENDILHAO.

  4. leandro
    domingo, 4 de abril de 2010 – 11:50 hs

    Esse porco do Fhc deveria lavar a boca com muito sabão antes de falar do lula ele não tem nem moral para falar acabou com o brasil porco ele o jaime lenner e o requião gardenal esse trio eo trio do capeta o fhc quando saiu do governo sai com a moral mais baixa queputa em fim de carreira.

  5. TUCANO OTIMISTA
    domingo, 4 de abril de 2010 – 12:33 hs

    Atacou coisa nenhuma, apenas relatou a historia recente ou seja que o PT, nunca quiz participar de nada e ironicamente esta sendo o grande benificiado de toda a luta democrática que brasileiros fizeram.
    Verdade que o PT não participou das eleições indiretas para derrotar Maluf e dar a vitória a Tancredo.

    Imaginem o que teria sido do Brasil com o Maluf de Presidente?

    Não assinou a Constituição, mas hoje governa o Brasil fruto da democracia que começou nas eleições indiretas e com a queda da inflação que foi operada por FHC, porque o Color, hoje aliado do Lula, afundou ainda mais o Brasil em inflação que o Sarnei, outro aliado atua do Lula.

    O Pt foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas é ela que esta mantendo a inflação sob controle.

    FHC, apenas relembra estas VERDADES HISTÓRICAS e a petralhada que quer esquecer tudo isso – porque la atrás eles foram contra ao que estava certo – deturpam os fatos e se dizem acusados por FHC, como se as pessoas inteligentes não lembrassem de tudo isso?

    Lembram sim, como desta outra noticia aqui mesmo, daquele “aloprado” com as malas cheias de dinheiro para comprar um dossie em favor do Mercadante contra o Serra, então candidato a Governador de SP e agora aparece com uma baita de uma fazenda…claro que todos sabem de onde esta vindo esta grana toda. (Aqui no Paraná compraram a Radio Educadora de Laranjeiras do Sul com sacos de dinheiro em especie – pena que foi o desacreditado Requião que denunciou).

    A grande verdade é que a cada artigo que FHC escreve, o PT treme nos calcanhares porque são ditas verdades.

    Neste artigo FHC rememora o acordo de Ulisses-Montoro-Tancredo (São Paulo e Minas) para a vitoria da oposição no Colégio Eleioral, para ao final apelar pela união de Serra e Aécio, quando textualmente encerra seu artigo neste apelo que vai por mais lenha na fogueira sucessória:

    “É IMPERATIVO POIS QUE AS OPOSIÇÕES SE UNAM. A ALIANÇA ENTRE MINAS E SÃO PAULO – QUE SE PODE DAR DE FORMA VARIADA – SALVOU-NOS DO AUTORITARISMO NO PASSADO. UMA CANDIDATURA QUE FALE A TODO O PAÍS, QUE REPRESENTE A UNIÃO DAS OPOSIÇÕES E BUSQUE O CONSENSO NA SOCIEDADE É O MELHOR CAMINHO PARA ASSEGURAR A VITÓRIA. JOSÉ SERRA E ÁECIO NEVES ESTIVERAM AO LADO DOS QUE PERMITIRAM DERROTAR O REGIME AUTORITÁRIO. CABE-LHES AGORA CONDUZIRNOS PARA UMA VITÓRIA QUE NOS DÊ ESPERANÇA DE DIAS MELHORES. TENHO CERTEZA DE QUE NÃO NOS DECEPCIONARÃO”

  6. Pé-Vermelho (Original)
    domingo, 4 de abril de 2010 – 12:33 hs

    Só nao se preocupa com os rumos do governo, kem não tem apego à liberdade e à democracia. Evidentemente que um estudioso como Fernando Henrique nao iria tornar publico opinião que nao fosse estudada e embasada. E todos vemos no dia a dia as práticas enti-democrática adotada pelo atual governo (q de bom – pra eles – só tem o marketing). E ainda mais o risco que corre a nação brasileira caso seja eleita a sussessora ditadora.

  7. Calunga
    domingo, 4 de abril de 2010 – 13:28 hs

    O PT só consegui governar graças ao ensinamento e a herança bendida que recebeu de Itamar e FHC. Quanto aos comentários sobre capacidade intelectual de FHC, seria melhor conhecer inteligência de quem os escreveu, para que se psssa fazer um comparativo.

  8. fabiana
    domingo, 4 de abril de 2010 – 15:06 hs

    pra vc ver, como um semi-analfabeto consegue dominar e alienar inteligentemente um país, coisa que nem os mais letrados conseguiram….o Lula sempre está de parabéns, mente brilhante…tem meu voto garantido…afinal, o nosso papel sempre foi o de fantoche mesmo, só que prefiro ser fantoche de um que veio de baixo, do que de um q ja esta por cima, e conta como se o Brasil, fosse apenas numeros e nao pessoas

  9. pedro
    domingo, 4 de abril de 2010 – 15:22 hs

    o FHC deu sua contribuicao para o pais, mas agora va cuidar dos bisnetos.

  10. Cris
    domingo, 4 de abril de 2010 – 16:57 hs

    A inveja é uma m….., esse velho gaga está na hora de se aposentar de uma vez.
    Não foi a despedida do Serra pqe estava doente. Pra falar esse monte de sandices, não está doente.

  11. Que pena!
    domingo, 4 de abril de 2010 – 17:24 hs

    continuando: temos que reconhecer que o nordestino, semi-analfabeto, com dedo cortado, que gosta de tomar umas, metalurgico, lider sindical, que não fez faculdade, que teve uma filha fora das paradas e etc, colocou o país na posição em que se encontra e causou a maior mobilidade social que esse país já presenciou. Enxergue FHC pois eu, como classe média e que nunca votou no peão estou feliz prá cacete. Nunca prosperei tanto na vida. “É a economia, estúpido”.

  12. Carla
    domingo, 4 de abril de 2010 – 17:56 hs

    Uma coisa é certa!
    O que o povo brasileiro tem certeza e NÃO QUER MESMO é ser governado pela corja demotucana!
    Conforme-se FHC tua vez passou e não deixou saudades!

    Lula sim, vai deixar saudades e daremos um até breve pois em 2014 o queremos novamente nos governando! OBrasil precisa de homens competentes, sérios e que valorizam o povo, não foi o que ocorreu nos tristes 8 anos de FHC. Por favor FHC recolha-se a sua insignificância! O povo brasileiro agradece!

  13. Diego
    domingo, 4 de abril de 2010 – 17:58 hs

    Povo desrespeitoso. Atacam a idade do ex-presidente para tentar denegrir o que ele diz.

    Nunca vejo um petista militante contra atacando as idéias do FHC, só atacam a “pessoa” FHC. Parem para pensar no que ele disse, não sejam estúpidos a ponto de fecharem suas mentes. É óbvio que o texto do FHC é pura verdade, conveniente à oposição mas ainda sim verdade.

    Só sabem falar que o FHC tem inveja, é gagá, etc etc. Combater pensamentos com pensamentos é o que não há. Só consigo entender que vocês não sabem conversar. Quem pensa diferente, é idiota.. Vocês não parecem diferentes das ditaduras;.. sábio FHC

  14. Lilica
    domingo, 4 de abril de 2010 – 18:53 hs

    Que legitimidade tem o FHC pra falar de democracia? Não foi ele o mentor dos oito anos de mandato só pra ficar mais quatro no poder, Além de rasgar a Constituição, atropelou a ordem natural da alternância de poder visando apenas interesses próprios. Fora FHC.

  15. Polêmico
    domingo, 4 de abril de 2010 – 20:35 hs

    Este FHC esta precisando de um descanso pois já esta delirando.
    Ele não tem moral alguma para falar do Lula do PT e da Dilma.
    Pegou um pais estavel com o plano do Itamar não fez nada a não ser entregar o Pais a Multinacionais, fezer empréstimos no FMI e de bom para o Brasil e ao Povo Brasileiro nada fez.
    Fora FHC.
    Fora PSDB.

  16. ASA DE FRANGO
    domingo, 4 de abril de 2010 – 20:58 hs

    deletério, pernicioso, perigoso à nação brasileira foi o que os TUCANOS fizeram.
    As privatizações de empresas estatais que geravam resultados.Financiamentos dos Bancos com recursos públicos.

    O governo Lula tem sua falha em não solucionar os problemas: excesso carga tributária, e o crescimento do endividamento interno, ainda mantém nossas taxas de juros nas alturas.
    Nosso país tem um potencial energético inestimável, com o pré sal e as reservas minerais no amazonas. Isto, deixam todos alucinados para administrarem todo esse capital além dos produtos agrícolas.

    Precisamos fortalecer as instituições que fiscalizam os desvios de conduta, e haja punição e possamos resgatar a confiança nas autoridades públicas.

    1 FILHOS DE SARNEY 13 MILHÕES EXTERIOR
    2MENSALÃO
    3DIÁRIO SECRETO DA ALEP
    4PASSAGENS AÉREAS (FARRA)
    5JUÍZES APOSENTADOS POR DESVIAREM RECURSOS
    6JUIZ ALTERA DATA NASCIMENTO, PERMANECER NO CARGO,
    7 EMPREITEIRA PAGAVA DESPESAS DE RENAN CALHEIROS
    8 AGACIEL É APENAS ADVERTIDO
    ETC….

  17. CAÇADOR DE PETISTAS
    segunda-feira, 5 de abril de 2010 – 9:22 hs

    Quem conhece Lula da Sil,va sabe que este é o Presidente mais vagabundo que este pais já teve.

    Lula é mentiroso, demagoro e vende ilçusões ao povo miserável que vive de esmola deste desgoverno pelego.

    Lula nada em águas mansas graças ao plano Real.

    Dilma, a velhota quadrilheira, candidata de Lula da Silva, tem uma aficha imunda e não tem qualquer experiência política para administrar sequer sua casa.

    Os brasileiros, estão completamente enfeitiçados por este ditador mentiroso e com isso poderemos estar embarcando na mesmo barca furada em que os eleitores de Chaves estão.

    Lula da Silva e Dilma quadrilheira, vocês representam o esgoto, o lixo, a vergonha, a ignorância de um povo mal preparado para escolher seus lideres.

    Lula,Dilma e PT, a mim vocês não enganam, miseráveis, cretinos, seus MERDAS.

    ACORDA BRASIL ÚRGENTEMENTE

  18. OSSOBUCO
    segunda-feira, 5 de abril de 2010 – 9:36 hs

    MUITÍSSIMO OBRIGADO, FERNANDO HENRIQUE CARDOSO!

    Acho que temos uma dívida enorme com FHC. E ainda teremos, pelo menos por mais quatro anos. Primeiro porque, se não fosse por ele, ainda que por linhas tortas e compra de votos, não teríamos a possibilidade do segundo mandato. Isso garantiu a Lula oito anos de governo, metade dos quais para tirar o país do caos em que estava depois de FFHH. Consertada a casa, pudemos levantar a cabeça e construir projetos. Projetos para o país e projetos pessoais. Não só construir, também iniciar e consolidar. Por isso repito: muito obrigado, Fernando!

    E de novo vem o Fernando, apesar de seus aliados esforçarem-se para ocultar a cauda do pavão, dizer que tem medo do futuro. Que tem medo do “capitalismo amarelo”. Como se fosse um “morphing” da atriz amedrontada mais o “pé-que-já-não-está-na-cozinha”. Mas seus antigos companheiros já não o querem nem cozinha. Querem o pavão empalhado e dentro do armário, querem ocultar suas plumas desbotadas. Não podem colocá-lo na sala de visitas, não podem permitir um pio que seja. Mas ele pia! Mesmo dentro do armário ele pia!

    Por isso tudo muitíssimo obrigado, Fernando!

    Pia Fernando, pia!

  19. OSSOBUCO
    segunda-feira, 5 de abril de 2010 – 9:39 hs

    FHC: o neoliberalismo dos Jardins

    O tamanho da vaidade de FHC parece ser o maior adversário de seus correligionários de partido e ex-colegas de governo, que tentam esconder ele e seu governo. Ele não agüenta ver seu governo atacado e não contar com ninguém que o defenda – como aconteceu no segundo turno de 2006. Se deram conta que aceitar a comparação entre os dois governos – o de Lula e o de FHC – é o caminho seguro da derrota. Não convidaram FHC para a cerimônia de saída de Serra do governo de São Paulo, o excluíram do lançamento da candidatura presidencial e pretendem mantê-lo – ele e seu governo – fora da campanha, conscientes de que ele é o melhor promotor da campanha da Dilma.

    Tem razão os que o querem esconder. Ele saiu do governo derrotado, fracassado, tornou-se o político de maior rejeição, não se atreve a candidatar-se a nada, cada vez que fala, o apoio ao governo Lula e à sua candidata aumenta. Às vezes quer retomar um ar de intelectual, que ele um dia foi, mas as besteiras teóricas que diz ganham um ar empolado, passando a ser besteiras empoladas.

    Agora pretende alertar sobre o risco do Brasil se tornar uma China. Claro, para quem tentou abolir o tema do “desenvolvimento”, o crescimento chinês é um acinte. Para quem acreditava que já havíamos chegado a um tal nível de desenvolvimento econômico – tomando o capitalismo dos Jardins paulistanos -, bastaria eliminar o desenvolvimento e colocar no seu lugar a “estabilidade”. Para quem está por cima, poderia ser bom parar onde estavam. Danem-se os “inimpregáveis”, segundo suas próprias palavras, a grande massa pobre e miserável, para quem nunca pretendeu governar.

    Volta com seu “trololó” – segundo a linguagem de seu candidato, já derrotado em 2002 – do “capitalismo de Estado”. Esse já foi o mote de FHC para tentar salvar de responsabilidade os grandes empresários privados no Brasil, nacionais e estrangeiros, que enriqueceram como nunca na ditadura militar, lucrando com o regime de terror, de tortura, de desaparecimentos, de fuzilamentos. Seu enriquecimento foi a lógica dentro daquela loucura – segundo a frase de Shakespeare.

    FHC dizia que os setores hegemônicos na ditadura militar não eram os capitalistas privados, mas o “capitalismo de Estado”. Haveria uma classe dominante na Petrobrás, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal, na Vale do Rio Doce. Esses seriam os inimigos da democracia, e não os militares, o governo dos EUA, o grande empresariado privado, os donos da mídia privada. Não. Esses seriam agentes da democracia, prefeririam a democracia à ditadura.

    Absolvia assim os grandes vencedores da ditadura, os que acumularam riquezas como nunca em um regime que, imediatamente após o triunfo do golpe, decretou intervenção em todos os sindicatos e arrocho salarial. O sonho de todo grande empresário: sem movimento sindical organizado para defender os interesses dos trabalhadores e formalização da proibição de qualquer aumento salarial. E vem o ex-presidente e ex-sociólogo dizer que os grandes empresários nacionais e estrangeiros preferem a democracia. Não se viu nenhum deles protestar contra a repressão aos sindicatos, nem contra o arrocho salarial.

    E, para completar o servicinho de dar uma teoria “democrática” para a transição sem ruptura, a favor do grande empresariado, FHC passa a criminalizar o Estado. Este abrigaria o maior inimigo. Os militares? Não. As empresas estatais, tornando-se um neoliberal precoce.

    Tanto assim que FHC diz que democratizar seria desconcentrar o poder econômico em torno do Estado e o poder político em torno do executivo. Nisso consistia sua aclamada – pelos seus cupinchas – “teoria do autoritarismo”, que nem se atrevia de chamar as coisas pelo seu nome: ditadura e não autoritarismo. Um neoliberalismo “avant la lettre”, como ele gostaria de falar, com o seu pé na cozinha (francesa, como ele esclareceu posteriormente).

    Agora FHC tenta novo brilhareco, contra a opinião dos seus correligionários (nas palavras de uma de suas tantas viúvas nas imprensa, tratado como genro que a família quer esconder, porque só comete gafes, que favorecem o inimigo ), francamente na onda anticomunista. Já tinha apelado para o “sub-peronismo”, para a denúncia do papel dos sindicatos no governo, agora ataca o desenvolvimento da China. Prefere seu neoliberalismo dos Jardins, aquele que quebrou o país três vezes no seu governo, que levou a taxa de juros – que seu candidato considera que hoje é alta, – a 48%, sem que este tenha protestado. Que fez o Brasil entrar em uma profunda e prolongada crise, de que só saiu no governo Lula.

    Que se valeu da maioria que tinha no Parlamento e de ser o queridinho da imprensa, que não denunciou nenhum dos tantos casos de corrupção do seu governo, para mudar a Constituição na vigência do seu mandato – com votos evidentemente comprados – para ter um segundo mandato.

    Triste figura a do FHC. Rejeitado por seus correligionários, considerado como alavanca para a oposição pela rejeição que sofre do povo brasileiro, funciona como clown, como personagem folclórica, lembrança de um passado que o governo luta para terminar de superar e a oposição para tentar esquecer e apagar da recordação dos brasileiros. Escondido pelos seus, repudiado pelos seus adversários, enterrado em vida pelos seus, tomado como anti-exemplo por seus adversários.

    O governo Lula só pôde ter sucesso, porque virou a página do governo FHC e retomou as melhores tradições nacionais, populares e democráticas do Brasil, a começar pela de Getúlio Vargas, que FHC quis enterrar. Que hoje, pateticamente, não tem ninguém que o defenda e todos o rejeitem. Repúdio popular é isso aí, o que sofre FHC, de forma merecida.

  20. baicharelazinha
    segunda-feira, 5 de abril de 2010 – 11:21 hs

    Este Tucano gagá, depois de cair no ostracismo pelo nada que fez ao país, quer o quê?

  21. antonio oliveira
    segunda-feira, 5 de abril de 2010 – 11:36 hs

    ESSE TUCANO DEVERIA ESTAR PRESO PELO QUE FEZ AO PAIS… SÓ FALTOU VENDER A MÃE. NÃO DEMONSTROU NENHUM RESPEITO AO DINHEIRO E AOS BENS PÚBLICOS. SEU GOVERNO VIVIA ACOBERTANDO AS COISAS…NÃO HOUVE NENHUMA OPERAÇÃO PARA PRENDER OS MALANDROS DO COLARINHO BRANCO… É UM TREMENDO PILANTRA…ALIAS, OS TUCANOS SÃO ESPECIALISTAS EM MALANDRAGEM, ESPECIALMENTE NA ARMAÇÃO DE CAIXA 2 E MENSALÃO – ALIÁS FORAM OS CRIADORES DESTAS PRATICAS. E AGORA QUEREM POSAR DE SANTOS…VAI DE RETRO SATANÁS

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