Dez Estados ameaçam aliança PT-PMDB | Fábio Campana

Dez Estados ameaçam aliança PT-PMDB

De Cristiana Lôbo

A aliança do PMDB com o PT está sob risco em pelo menos dez Estados, segundo cálculos dos próprios peemedebistas. Para discutir como encaminhar o assunto com o partido de Dilma Roussef, a quem o PMDB prometeu apoio na disputa de outubro, líderes do PMDB estão reunidos na residência oficial do presidente da Câmara, Michel Temer. Temer, como presidente do PMDB, é o interlocutor nas negociações com Dilma Roussef e com o presidente Lula.

Os Estados em que PT e PMDB não se entendem são: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Ceará, Rondônia, Acre, Maranhão e Pará – além de São Paulo e Bahia, onde sequer houve conversas nesse sentido. A gota d’água foi a decisão do PT de Minas de realizar prévias entre Fernando Pimentel e Patrus Ananias para escolher o candidato petista ao governo do Estado – o que significa que o partido não vai apoiar a candidatura de Hélio Costa (PMDB).

– Com o dia 21 de abril se aproximando, acho que estão querendo brincar de Tiradentes com o meu pescoço – disse o senador Hélio Costa, descontente com os caminhos do PT em seu Estados.

As dificuldades variam de Estado para Estado. Em Minas, o PMDB quer apoio a seu candidato ao governo, o senador Hélio Costa. Já no Ceará, a briga é porque o PMDB quer a vaga de senador para Eunício Oliveira, com a retirada da candidatura do petista José Pimentel. No Paraná, o PT não quer indicar Gleisi Hoffmann para a vice na chapa de Osmar Dias (PDT)  – o que impede de abrir uma vaga para ao PMDB. No Pará, Jáder Barbalho já não se entende bem com a governadora Ana Júlia Carepa, com quem se aliou na disputa de 2006.

Segundo cálculos de peemdebistas, a aliança PT-PMDB em apoio à candidatura de Dilma Roussef estaria correndo forte risco se os delegados destes dez Estados votarem contra a proposta. O PMDB formalizou “pré-compromisso” com o PT, mas só vai formalizar a aliança em junho, em sua convenção nacional, portanto, depois da montagem dos palanques estaduais.

Isso indica que o PMDB vai aumentar a pressão sobre o presidente Lula com a ameaça de rompimento do pré-acordo. Lula, como se sabe,  já disse muitas vezes que a eleição de Dilma Roussef depende de uma ampla aliança partidária, a começar com o apoio do PMDB.


12 comentários

  1. PT o partido dos Escandalos
    quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 13:48 hs

    De se arrepiar

    COMO BRASILEIROS SÉRIOS, DEVEMOS EXIGIR SERIEDADE E HONESTIDADE COM O NOSSO PAÍS, COMEÇANDO POR:

    ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO NO GOVERNO LULA
    (Até a presente data)

    01. Caso Pinheiro Landim
    02. Caso Celso Daniel
    03. Caso Toninho do PT
    04. Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia
    05. Escândalo do Proprinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha)
    06. CPI do Banestado
    07. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST
    08. Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC
    09. Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula
    10. Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros
    11. Irregularidades do Fome Zero
    12. Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel)
    13. Escândalo do Ministério do Trabalho
    14. Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos
    15. Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos)
    16. Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz)
    17. Operação Anaconda
    18. Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)
    19. Caso José Eduardo Dutra
    20. Escândalo dos Frangos (em Roraima)
    21. Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo
    22. Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná)
    23. Expulsão dos Políticos do PT
    24. Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Waldomiro Diniz)
    25. Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF)
    26. Escândalo da ONG Ágora
    27. Escândalo dos Copos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne, licor e whisky)
    28. Caso Henrique Meirelles
    29. Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação)
    30. Caso Cássio Caseb
    31. Caso Kroll
    32. Conselho Federal de Jornalismo
    33. Escândalo dos Vampiros
    34. Escândalo das Fotos de Herzog
    35. Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004
    36. Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado)
    37. Caso Antônio Celso Cipriani
    38. Irregularidades na Bolsa-Escola
    39. Caso Flamarion Portela
    40. Irregularidades na Bolsa-Família
    41. Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência
    42. Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT)
    43. Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300)
    44. Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
    45. Escândalo do IRB
    46. Escândalo da Novadata
    47. Escândalo da Usina de Itaipu
    48. Escândalo das Furnas
    49. Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como Mensalão)
    50. Escândalo do Leão & Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão & Leão)
    51. Escândalo da Secom
    52. Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT
    53. Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
    54. Escândalo da CPEM
    55. Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto)
    56. Caso Marka/FonteCindam
    57. Escândalo dos Dólares na Cueca
    58. Escândalo do Banco Santos
    59. Escândalo Daniel Dantas – Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
    60. Escândalo da Interbrazil
    61. Caso Toninho da Barcelona
    62. Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha)
    63. Caso dos Dólares de Cuba
    64. Doação de Terninhos da Marísa da Silva (esposa do presidente Lula)
    65. Escândalo da Nossa Caixa
    66. Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
    67. Escândalo das Cartilhas do PT
    68. Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
    69. Escândalo do Proer
    70. Escândalo do Sivam
    71. Escândalo dos Fundos de Pensão
    72. Escândalo dos Grampos na Abin
    73. Escândalo do Foro de São Paulo
    74. Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins)
    75. Escândalo do Mensalinho
    76. Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente).
    77. Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula
    78. Crise da VarigEscândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
    79. Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
    80. CPI da Imigração Ilegal
    81. CPI do Tráfico de Armas
    82. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC
    83. Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST
    84. Operação Confraria
    85. Operação Dominó
    86. Operação Saúva
    87. Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
    88. Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam
    89. Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
    90. Escândalo dos Grampos no TSE
    91. Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula – petistas pegos com malas de dinheiro para compra de um dossiê falso para incriminar José Serra, atual Governador de SP)
    92. ONG Unitrabalho
    93. Escândalo da Renascer em Cristo
    94. CPI das ONGs
    95. Operação Testamento
    96. CPI do Apagão Aéreo
    97. Operação Hurricane
    98. Operação Navalha
    99. Operação Xeque-mate (envolvendo o irmão do presidente Genivaldo Inácio da Silva, o Vavá, indiciado por tráfico de influência e o compadre do presidente Dario Morelli Filho, denunciado pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica)
    100. Escândalo no Senado (envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB, por falta de decoro parlamentar).

  2. CAÇADOR DE PETISTAS.
    quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 14:00 hs

    É óbvio, o PMDB sabe dos reiscos que a candidatura Dimônio corre. Penso que sabem também de que Lula da Silva esta querendo colocar é na B…………….dinha do PMDB.

    Nunca houve na história deste pais um governo tão demagoro, tão mentiroso e tão prepotente como lula da Silva. Lula deveria ter vergonhna e retirar a candidatura desta mulher. O governo PT é uma verdadeira vergonha, um afronto da democracia brasileira em qu o chefe da quaridrilha dos mensaleiros do PT é nada mais nada menos que o presidente do Brasil.

    Lamentávelmente, quem consegue enchergar a tudo isso, são os brasileiros esclarecidos politicamente que tem acesso a internete e outros meios de comunicação a exemplo deste respeitável blog que conseguem manifestar sua indignação e inconformismo. Porém, a massa, aquela em que lula consegue enganar, não tem acesso ás notícias e pensam que Lula é Deus. Pura enganação.

    Oremos Senhores para que esta senhora mentirosa de nome Dilma ou Estela, quadrilheira de carteirinha, juntamente com seu chefe e lider da quadrilha Sr. Lula e demais pelegos do PT, sejam expurgados do senário polític nacional para sempre.

    JOSÉ SERRA – PRESIDENTE
    BETO RICHA – GOVERNADOR

  3. Borduna
    quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 14:38 hs

    Esse cara que acima relacionou escândalos dos tempos de Lula, tem boa memória, mas curata. Se entrarmos nos tempos FHC, vou citar apenas um: R$35.000,000.000, (é bilhões sim) das contas CC5 do Banestado/Lerner. Precisa mais?

  4. Calunga
    quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 14:46 hs

    É interessante esse pessoal do PT tem a mania de sempre citar em seus comentários o ex-presidente FHC. Porque não mencionam os e´-presidentes Sarnei e Collor que estão alinhados com o PT e apoiam a candidatura da tal de Dilma?

  5. DO XAXIM
    quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 14:54 hs

    Ô Borduna, você já fez as contas do ROMBO COMPLETO que o PT vai deixar no Brasil?????

  6. TEM GENTE ROUBANDO ESCÂNDALOS
    quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 15:52 hs

    Tem um monte de escândalos da lista acima que é do PSDB!

  7. Laertes
    quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 15:53 hs

    Ora Calunga, é assim mesmo, O Sarney apoiava o FHC, O Collor só não apoiuo o FHC porque estava cassado, senão apoiaria. Para de hipocrisia!

  8. OSSOBUCO
    quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 15:56 hs

    Confira os escândalos de FHC:

    O governo Fernando Henrique Cardoso, além de ter aberto as portas para a pilhagem nacional e internacional, colocando o Brasil praticamente na condição de colônia, foi pródigo em abafar a corrupção. A implementação de seu projeto neocolonial ocorreu paralelamente a uma sucessão de escândalos. Abaixo, uma pequena amostra das dezenas de escândalos que marcaram a era FHC. O trabalho refresca a memória e serve de contra-veneno à insidiosa campanha que a oposição move contra o governo Lula, usando um caso de corrupção para tentar manchar a imagem de um governo que é o oposto do anterior.

    Abrindo as portas para a corrupção: Foi em 19 de janeiro de 1995 que o governo do PSDB/PFL fincou o marco que mostraria a sua conivência com a corrupção. FHC extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, fustigado pela ameaça de uma CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se notabilizou por abafar denúncias. A CGU, no governo Lula, passou a ocupar um papel central no combate à corrupção.

    Concorrência do SIVAM/SIPAM: O contrato para execução do Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia (Sivam/Sipam) foi marcado por escândalos. Denúncias de tráfico de influência e de corrupção derrubaram o Brigadeiro Mauro Gandra, da Aeronáutica, e serviram para FHC “punir” o embaixador Júlio César dos Santos com uma promoção. Foi ser embaixador do Brasil junto à FAO, em Roma, um exílio dourado. A empresa ESCA, encarregada de incorporar a tecnologia de Raytheon, foi extinta, por fraude comprovada contra a Previdência. Não houve CPI sobre o assunto. FHC bloqueou.

    Uma pasta rosa muito suspeita: Foi em fevereiro de 1996 que a Procuradoria-Geral da República resolveu arquivar definitivamente o conjunto dos processos denominados escândalos da pasta rosa. Era uma alusão a uma pasta com documentos citando doações ilegais, em dinheiro, de banqueiros para campanhas políticas de políticos que eram da base de sustentação do governo. Naquele tempo, o Procurador-Geral da República era Geraldo Brindeiro, conhecido pela alcunha de “engavetador-geral da República”.

    A compra de votos para a reeleição de FHC: A reeleição de FHC custou caro ao país. Para mudar a Constituição, houve um pesado esquema para a compra de voto, conforme inúmeras denuncias feitas à época. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara. Como sempre, FHC resolveu o problema abafando-o, impedido a constituição de uma CPI para investigar o caso.

    A escandalosa doação da companhia vale do Rio Doce: Apesar da mobilização da sociedade brasileira em defesa da CVRD, a empresa foi vendida num leilão por apenas R$ 3,3 bilhões, enquanto especialistas do mercado estimavam seu preço em pelo menos R$ 30 bilhões. Foi um crime de lesa-pátria, pois a empresa era lucrativa e estratégica para os interesses globais do Brasil. A empresa detinha, além de enormes jazidas, uma gigantesca infra-estrutura acumulada ao longo de mais de 50 anos, como navios, portos, ferrovias. Um ano depois da privatização, seus novos donos anunciaram um lucro de R$ 1 bilhão. O preço pago pela empresa eqüivale, nos últimos tempos, ao lucro trimestral da CVRD. Foi um dos negócios mais criminosos da era FHC.

    O escândalo da Telebrás: Foi uma verdadeira maracutaia a privatização do sistema de telecomunicações no Brasil. Uma verdadeira sucessão de denúncias e escândalos. Foi uma negociata num jogo de cartas marcadas, inclusive com o nome de FHC citado em inúmeras gravações divulgadas pela imprensa. Vários “grampos” a que a imprensa teve acesso comprovaram o envolvimento de lobistas com autoridades do governo tucano. As fitas mostravam que informações privilegiadas eram repassadas aos “queridinhos” de FHC.

    O mais grave foi o preço que as empresas estrangeiras e nacionais pagaram pelo sistema Telebrás, cerca de R$ 22 bilhões. O detalhe é que nos 2 anos e meio anteriores à “venda”, o governo tinha investido na infra-estrutura do setor de telecomunicações mais de R$ 21 bilhões. Pior ainda, o BNDES, nas mãos do tucanato, ainda financiou metade dos R$ 8 bilhões dados como entrada neste meganegócio, em detrimento dos interesses do povo brasileiro. Uma verdadeira rapinagem cometida contra o Brasil e que o governo tucano impediu que fosse investigada.

    A privatização do sistema Telebrás – assim como da Vale do Rio Doce — foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.

    Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende.

    Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de 10 bilhões de reais para socorrer empresas que assumiram o controle de estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou 686,8 milhões de reais na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

    Dengue, o fracasso na saúde: A população brasileira sentiu na carne a omissão de FHC com a saúde. Em 1998, com uma política tecnocrática, o governo reduziu a zero os empréstimos da CEF às autarquias e estatais da área de saneamento básico. Isto resultou em condições ideais para a propagação da dengue e de outras doenças, já que a decisão decepou um instrumento essencial no combate às doenças e proteção à saúde. Além da dengue, a decisão provocou surtos de cólera, leishmaniose visceral, tifo e disenterias. São doenças resultantes da falta de saneamento. No caso da dengue, o Rio de Janeiro foi emblemático. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil matamosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o Estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte. É preciso muita competência para organizar uma epidemia daquelas proporções.

    O nebuloso caso do juiz Lalau: Quem não se lembra da escandalosa construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, que levou para o ralo R$ 169 milhões? O caso surgiu em 1998, mas os nomes dos envolvidos só surgiram em 2000, com todos eles alegando inocência. A CPI do Judiciário contribuiu para levar à cadeia o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.

    Num dos maiores escândalos da era FHC, vários nomes ligados ao governo tucano surgiram no emaranhado de denúncias. O pior é que Fernando Henrique, ao ser questionado por que liberara as verbas para uma obra que o Tribunal de Contas já alertara que tinha irregularidades, respondeu de forma irresponsável: “assinei sem ver”. Além de ter pedido para esquecerem o que havia escrito, o ex-presidente tucano aparentemente queria também que a população esquecesse o que assinava durante o seu fracassado governo.

    A farra do proer: O Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Sistema Financeiro Nacional (Proer) demonstrou, já em sua gênese, no final de 1995, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais. Vale lembrar que um dos socorridos foi o Banco Nacional, da família Magalhães Pinto, a qual tinha como agregado um dos filhos de FHC.

    Desvalorização do real: A desvalorização do real também faz parte do repertório de escândalo da gestão tucana. FHC segurou de forma irresponsável a paridade entre o real e o dólar, para assegurar sua reeleição em 1998, mesmo às custas da queima de bilhões e bilhões de dólares das reservas brasileiras. Comprovou-se o vazamento de informações do Banco Central. O PT divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.

    Há indícios, publicados pela imprensa, de que havia um esquema dentro do BC para a venda de informações privilegiadas sobre câmbio e juros a determinados bancos ligados à patota de FHC. No bojo da desvalorização cambial, surgiu o escandaloso caso dos bancos Marka e FonteCindam, “graciosamente” socorridos pelo Banco Central com 1 bilhão e 600 milhões de reais. Houve favorecimento descarado, com empréstimos em dólar a preços mais baixos do que os praticados pelo mercado. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia.

    Apesar da liberação, em um só dia, dessa grana toda, os dois bancos acabaram quebrando. O povo brasileiro ficou com o prejuízo. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por pouco tempo. Cacciola vive tranqüilamente na Itália e Lopes foi recentemente condenado pela Justiça, em primeiro instância, a 10 anos de prisão.

    SUDAM E SUDENE , pouco escândalo é bobagem: De 1994 a 1999, houve uma verdadeira orgia de fraudes na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), ultrapassando R$ 2 bilhões. Em vez de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.

    Na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a farra também foi grande, com a apuração de desvios da ordem de R$ 1,4 bilhão. A prática consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como fez com a Sudam, FHC resolveu extinguir a Sudene, em vez de pôr os culpados na cadeia. O PT igualmente questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.

    Apagão, um caso de incompetência gerencial: incompetência dos tucanos, associada à arrogância, por não terem ouvido as advertências de especialistas, levou ao apagão de 2001. O problema foi provocado também pela submissão do PSDB/PFL aos ditames do FMI, que suspendeu os investimentos na produção de energia no país. O fato é que o povo brasileiro, extremamente prejudicado pela crise energética, atendeu, patrioticamente, à campanha de economizar energia, mas foi “premiado” pelo governo FHC com o aumento das tarifas para “compensar” as perdas de faturamento das multinacionais e seus aliados locais que compraram a preço de banana as distribuidoras de energia nos leilões entreguistas realizados pelo tucanato. Por causa disso, o povo brasileiro foi lesado em R$ 22,5 bilhões, montante transferido para as empresas da área.

  9. TUKU NARE
    quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 16:18 hs

    CORRUPÇAO NA TERRA DE SANTA CRUZ, como batizou o CABRAL, EXISTE desde os tempos primordios, e sempre foram realizados bem escondidinhos dos vassalos.
    o grande merito do governo LULA, E QUE HOJE VEM A TONA, DOU A QUEM DOER.
    esse pais sempre expoleado por NEVROTICOS CAÇADORES DE PETISTA, verdadei
    ros DRAGOES INSACIAVES DO PASSADO, que desejam voltar ao poder, ainda di-zendo que O BRASIL PODE DYLMAIS.

  10. Anonimo
    quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 16:55 hs

    Enquanto isso o site http://www.pt.org.br é rackeado pelo PMDB…..kkkkkkkkk

  11. quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 17:27 hs

    Na evidência da Vitória de SERRA , é claro que o PMDB que não é bobo , não vai ficar de fora do governo, sempre foi do lado do poder.

  12. Calunga
    quarta-feira, 14 de abril de 2010 – 17:34 hs

    Vai ser muito bom ver o Collor, o Sarney, o Jader Barbalho, o Renan, o Zé Dirceu, o Delúbio, o Marcos Valério, os aloprados e os mensaleiros pedirem votos para a Dilma.

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