Chuva obriga mais de 1.700 a deixar casas em SC e PR | Fábio Campana

Chuva obriga mais de 1.700 a deixar casas
em SC e PR

Do R7, com Agência Estado

As fortes chuvas que atingiram Santa Catarina e Paraná entre quinta-feira (22) e sexta-feira (23) obrigaram mais de 1.700 pessoas a deixar suas casas, de acordo com os órgãos de Defesa Civil desses Estados.

Ao menos 13 mil catarinenses foram afetados pelas chuvas. Desse total, 120 pessoas estão desabrigadas e 1.238, desalojadas. No Paraná, ao menos 2.000 pessoas foram atingidas.

Nesse Estado, a chuva deixou pontos de alagamento e o vendaval destelhou casas e derrubou árvores em Curitiba, na região metropolitana e em cidades do interior, onde os estragos foram maiores. Foram registrados casos de enxurrada nas cidades de Francisco Beltrão, Palmas, Salgado Filho, Pato Branco e General Carneiro. As estimativas apontam para cerca 300 pessoas desalojadas e 58 desabrigadas.

Foto: Árvore caiu na rua Manoel Eufrásio, esquina com a Campos Sales, em Curitiba, por causa da forte chuva desta sexta-feira na capital paranaense
Santa Catarina
Seis municípios catarinenses já relataram estragos causados pelas chuvas nas últimas horas: Santa Cecília, Caçador, Lebon Régis, Dona Emma, Concórdia e Presidente Getúlio. A Defesa Civil aguarda o informe sobre os prejuízos de outras quatro cidades: Rio Negrinho, Videira, Santa Terezinha e Presidente Getúlio.

Em Santa Cecília, duas residências foram interditadas devido ao risco de deslizamento. Na cidade de Caçador, o centro e outros cinco bairros foram atingidos pelos alagamentos, afetando 25 residências. Em Concórdia, houve deslizamentos de terra. No município de Lebon Régis, estão desalojadas 120 pessoas, 40 estão desabrigadas e 30 residências foram danificadas. O abastecimento de água e transporte foi prejudicado.

De acordo com a Defesa Civil, o tempo melhora nesta sexta-feira e a intensidade da chuva diminui. A previsão aponta para chuva isolada e sol entre nuvens no decorrer do dia. No fim de semana, volta a haver condições de temporais isolados com descargas elétricas em todas as regiões e risco de alagamento em pontos isolados no Estado. Podem ocorrer rajadas fortes de vento sul, de 50 a 60 km/h, mais intensas nas áreas próximas do mar.

Paraná
O município de Cascavel sofreu com um vendaval durante a madrugada. Cerca de 80 casas tiveram os telhados destruídos devido aos fortes ventos. O aeroporto da cidade teve o telhado totalmente arrancado. Há galhos de árvores espalhados pela pista, o que deve impedir as operações de pouso e decolagem nesta sexta-feira. Várias outras edificações foram afetadas, dentre elas, um posto do Corpo de Bombeiros, que teve parte do telhado de folhas de zinco arrancado.

Na capital paranaense, no bairro Fazendinha, um reservatório de água caiu, assustando os moradores de um condomínio. No Xaxim, o muro de um terreno em desnível desabou e atingiu uma das casas, destruindo parcialmente seu telhado. No momento, não havia ninguém dentro da residência. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram cerca de 45 casas com problemas nos telhados e mais de 27 quedas de árvores atendidas.


3 comentários

  1. TUKU NARE
    sexta-feira, 23 de abril de 2010 – 16:18 hs

    Sao convite da natureza, para que os povos, sejam solidarios, fraternos, comprometidos com as necessidades basicas do proximo, que nao sejamos egoistas etc.esses sinais vem ocorrendo com muita frequencia, nos ultimos tempos ao redor do planeta.

  2. colombense Injuriado
    sexta-feira, 23 de abril de 2010 – 18:00 hs

    Obras de asfaltamento provocam enchente no bairro Jardim Jalisco em Colombo

    As obras realizadas pela prefeitura a Colombo na Avenida Londres (prolongamento da Rua Máximo João Kopp – Curitiba), estão provocando alagamento em toda a região, afetando moradores dos bairros Santa Cândida (Curitiba) e Jardim Jalisco/Vila Guaracy (Colombo).

    Há mais de uma década, mesmo com as mais intensas chuvas dos últimos tempos, não ocorriam enchentes na região. Porém, após o início das obras na referida avenida, basta uma chuvinha para colocar todos os moradores em alerta.

    Com o avanço das obras, a situação piorou. No momento (12:21, 23/04) há várias quadras alagadas. Segundo alguns moradores, a Defesa Civil prevê que o rio irá subir um metro acima do nível normal.

    O que todos querem saber é porque os engenheiros da empreiteira responsável pelas obras não previram que isso poderia ocorrer e não tomaram as medidas de engenharia cabíveis ?

    Despejar toda água das ruas asfaltadas foi uma decisão de engenharia sensata ? O trecho retificado do rio Atuba, há anos não é dragado… A ponte existente no local é estreita, provocando represamento.

  3. Vigilante do Portão
    sábado, 24 de abril de 2010 – 7:52 hs

    Vamos achar um culpado.
    A culpa é do Pessuti.
    Aqui em Curtiba, a culpa é do Beto Richa.
    A falta de energia – milhares ficaram no escuro-, a culpa é do Requião.
    Chover tanto assim, é culpa do Lula.

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