"O povo não pode ser culpado pelas maluquices do Requião", diz Paulo Bernardo | Fábio Campana

“O povo não pode ser culpado pelas maluquices do Requião”, diz Paulo Bernardo

O Diário Online

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo Silva, 58 anos, esteve sexta-feira (26) em Maringá. Paulistano de nascimento, paranaense por opção, participou de encontros na Universidade Estadual de Maringá (UEM) e ministrou palestra a empresários, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim).

Com o empresariado, o tema foi o “Cenário da economia brasileira”, onde abordou a realidade nacional no pós-crise, os investimentos do governo Federal no comércio e na indústria, e falou sobre as perspectivas de crescimento da economia nos próximos anos. Quase geólogo – cursou Geologia na Universidade de Brasília (UnB), mas abandonou o curso para virar bancário -, Bernardo ingressou no movimento sindical que o levou ao Partido dos Trabalhadores em 1985.

Considerado da linha moderada do PT, o ministro foi deputado federal pelo Paraná (1991-1994 e 1995-1998) e secretário de Fazenda do Estado de Mato Grosso do Sul (de janeiro de 1999 a dezembro de 2000). Em 2002, voltou a se eleger deputado federal com 72.831 votos.

Chegou a ser cotado para ser ministro antes de Guido Mantega. Aproximou-se do ex-ministro Antônio Palocci (Fazenda) e assumiu um importante papel de interlocução entre o Congresso e a equipe econômica, principalmente, em momentos de crise. O desempenho nessa função o levou para o ministério, onde permanecerá até o fim do governo Lula.

“Frase’’.

“As acusações foram uma cafajestada do governador Requião (PMDB). Mais uma. Na minha opinião, ele está com medo de perder a eleição para o Senado e do futuro político dele e, por isso, briga com todo mundo.’’

O Diário – O que o senhor vai fazer a partir de janeiro de 2011?

PAULO BERNARDO – Procurar emprego. Na verdade não sei. O presidente Lula me pediu para continuar no governo e, portanto, imagino que esteja contratado até 31 de dezembro deste ano. Depois vou ver. Talvez vire marido de senadora.

O Diário – Em caso de vitória da candidata do PT, Dilma Rousselff, há algum compromisso para o senhor continuar no governo?

PAULO BERNARDO – Não. Se ela ganhar deve formar o governo dela. Não tem pré-compromisso algum, com ninguém.

O Diário – Porque o senhor abriu mão de disputar uma vaga na Câmara Federal?

PAULO BERNARDO – Eu estou satisfeito com o trabalho feito e não tenho necessidade de ser candidato. Fui deputado por três vezes. Não sinto a necessidade de me manter em cargos.

O Diário – Como o senhor avalia as acusações do governador Roberto Requião?

PAULO BERNARDO – Foi uma cafajestada dele. Mais uma. Na minha opinião, o Requião está com muito medo de perder a eleição para o Senado e do futuro político dele e, por isso, briga com todo mundo. Depois desse episódio recebi muitos relatos de prefeitos que foram humilhados, de muita gente que foi maltratada por ele. Acho que é desespero mesmo.

O Diário – Ele anunciou que segunda-feira vai apresentar provas concretas sobre o episódio…

PAULO BERNARDO – É desespero, não dá para dar muita atenção. Eu entrei na Justiça. Ingressei com uma ação cível e com uma representação no Ministério Público, pedindo a apuração de algumas coisas que ele falou. Depois do dia três de abril, vou entrar com uma ação criminal. Vou esperar ele deixar o cargo e perder o foro privilegiado, assim ele não vai poder se esconder atrás da condição de governador.

O Diário – O PT participou do governo até agora. O que motivou este racha?

PAULO BERNARDO – O PT participou e nós ajudamos muito. Se olhar as políticas sociais do governo Requião, vai observar que invariavelmente são financiadas pelo governo Federal. Políticas para área de Agricultura, de Ciência e Tecnologia, de Assistência, de Educação. O programa de educação técnica é quase totalmente financiado pelo governo Federal. Nós não temos problema algum em mostrar isso e nem vamos parar de financiar essas políticas. O povo do Paraná não pode ser culpado pelas maluquices do governador. Isso é responsabilidade dele. Nós não podemos parar de ajudar o Estado porque aí quem paga é o povo e não ele.

O Diário – Foi uma questão pessoal entre o senhor e o Requião ou há interesses eleitorais específicos por trás?

PAULO BERNARDO – Não tem questão pessoal. Nunca fui amigo dele. Nunca frequentei a casa dele. Acho que o problema é eleitoral. Ele está com medo. Sabe que vai perder e cria fatos para que falem dele, para tentar se manter em evidência.

O Diário – A ida do PT para a candidatura Osmar Dias pode ser a causa?

PAULO BERNARDO – Nós não temos problema com isso. É uma questão de momento. Eu, por exemplo, não tenho problema com o Pessuti. Já falei para ele que vamos continuar ajudando o Paraná. O problema do Pessuti é que ninguém acredita que o PMDB vai fazer a campanha dele para valer. Então, porque nós do PT temos que acreditar na candidatura dele?

O Diário – Mas essa parceria com o PMDB foi boa até aqui e como fica daqui para frente?

PAULO BERNARDO – Muito boa. O Requião pode até não concordar com isso, mas ele foi eleito pelo Lula nas duas vezes em que foi candidato. Em 2006, ele saiu todo arranhado porque venceu por uma diferença de 10 mil votos. Mas não vamos reclamar. Os absurdos que ele falou, as acusações pessoais, vou responder na Justiça. O resto veremos no futuro.

O Diário – Isso leva, invariavelmente, ao PDT de Osmar Dias?

PAULO BERNARDO – Eu diria que essa é a principal opção do momento. Evidente que o PDT e o Osmar Dias têm que se manifestar. Temos conversado e acho que depende dele formalizar e puxar uma aliança.

O Diário – Mudando de assunto, o Banco Central tem sinalizado com um índice de inflação acima do projeto. Por quê?

PAULO BERNARDO – A inflação aumentou um pouco. Temos uma meta de 4,5% e ela está na casa dos 5% ao ano, no acumulado de 12 meses. Isso se deve a alguns fatores. Primeiro, a economia cresce rapidamente. Isso reflete na demanda e provoca aumento de preços. Além disso, no começo do ano tivemos alguns problemas, como o excesso de chuva que prejudicou a produção de alimentos. Janeiro e fevereiro foram meses de inflação alta. Março já acalmou. A tendência é diminuir e fechar o ano um pouco acima da meta de 4,5%.

O Diário – Não há aí um aumento de gastos do governo, crescimento da dívida pública, até por conta do ano eleitoral?

PAULO BERNARDO – Não. Os gastos do governo estão sob controle. Nós temos sido rigorosos. Se pegar os seis primeiros anos do Governo Lula nós tivemos os melhores resultados fiscais dos últimos 40 anos. Em 2009, fizemos uma mudança, diminuímos o rigor fiscal para acudir a economia, então a dívida pública oscilou. Quando assumimos estava em 56% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2008, fechou em 38% do PIB. Ano passado aumentou para 43% por conta das mudanças feitas na economia. Este ano vai cair novamente, devendo fechar abaixo dos 40%. Isso está sob controle e não sobre influência de eleição. Nossa previsão de crescimento da economia é da ordem de 5% nos próximos quatro anos.

O Diário – Governos geralmente terminam em baixa e o governo Lula está em alta, qual é o segredo?

PAULO BERNARDO – Além do carisma do presidente, o governo combinou políticas macro muito austera, com controle da inflação e da dívida, redução de juros – quando o Lula assumiu a taxa de juros Selic era 25% agora está em 8,5% – com políticas micro que atenderam todos os setores. Aumentamos o crédito e o poder aquisitivo dos trabalhadores, combinado com políticas sociais que acho ajudaram a dar uma melhorada muito grande na distribuição de renda no Brasil. Juntando tudo isso resultou em um governo bem sucedido. Além disso, nós não temos cor partidária na hora de fazer parcerias com Estados e municípios. Nós temos grandes parcerias com municípios administrados pelo DEM, pelo PSDB (é o caso de Curitiba), do PP, como aqui em Maringá. Não temos aquela coisa de ajudar só os amigos. O governo não trata com partidos, mas com administradores públicos e olhamos os interesses do cidadão. Acho que tudo isso é reconhecido pela população.

O Diário – Algumas obras do PAC estão sob suspeita. Há risco de o governo suspender o repasse de recursos?

PAULO BERNARDO – A Controladoria Geral da União (CGU) fez uma apuração rigorosa e apontou várias irregularidades. A maioria exige correções e adequações. Se há condições de sanar os problemas, o município é chamado e tem que resolver. Parar apenas se houver alguma irregularidade muito grave. Interromper o repasse só se o órgão de fiscalização mandar. A gente segue a recomendação.

O Diário – Qual a posição do governo em relação à emenda Ibsen e à rediscussão do pacto federativo?

PAULO BERNARDO – Nossa posição é não mexer nos royalties dos poços de petróleo que já operam. Seria uma violência contra estes Estados. Agora, os novos poços têm que ter um critério diferente. A Constituição exige que uma parcela fique com os Estados produtores. A emenda Ibsen comete um erro que é não deixar nada especifico para os Estados produtores. Acho razoável que os outros Estados e municípios recebam uma parte dos royalties do pré-sal. Tem que fazer um acordo mantendo os direitos dos Estados produtores e dividindo uma fatia com os demais. Acho possível este acordo.

O Diário – O Paraná ainda sofre retenção de recursos por causa da dívida do extinto banco Banestado. Qual a opinião do senhor a respeito?

PAULO BERNARDO – Nós cumprimos a legislação. Tem força de lei nesse aspecto. Faltou disposição de negociar uma saída. Lamentavelmente, essas coisas não podem ser resolvidas com xingamento. Tem que ser na base do diálogo. Um projeto do senador Osmar Dias tramita no Congresso e, se aprovado, soluciona o problema. Agora, tem que conversar.


20 comentários

  1. TUKU NARE
    domingo, 28 de março de 2010 – 13:32 hs

    NAO FAÇA PROPAGANDA DO REQUIAO CARA, ESQUEÇA O
    TU NAO VEZ QUE O SUJEITO ESTA EM CIMA DE TUA MULHER, TOMA JUIZO HOMEM,

  2. Louise
    domingo, 28 de março de 2010 – 14:24 hs

    Babaca, quem financia a política social somos nós ao pagar impostos. O governo federal é só um intermediário, que se não roubasse tanto teríamos um país bem melhor!!!!

    Ele que vá procurando emprego que a mala da Gleisi não se elege. Duvido que alguém empregue este cara… vai ter que se pendurar no fundo partidário do PT.

    E nese caso específico – das denuncias, acredito no Requião!!!

  3. Rock
    domingo, 28 de março de 2010 – 15:21 hs

    Esse Careca esta querendo dar uma de João sem Braço, querendo fazer que o Requião passe por desacreditado para que a justiça e a imprensa o esqueça. Quanto o caso do Itaú desde o primeiro dia de seu Governo Requião briga com esses exploradores do dinheiro público e em momento algum eu vi algum sinal do Governo e principalmente desse Careca em favôr do Paraná;

  4. zé cutuca
    domingo, 28 de março de 2010 – 16:11 hs

    Uns velhinhos, espertinhos, o povo deve julga-los, será como farinha do mesmo saco?

  5. Marcos Pop
    domingo, 28 de março de 2010 – 16:58 hs

    Requião fica só com o apoio dos prefeitos de cabresto e alguns admiradores de sua truculência (que alguns confundem com seriedade). Se o Acioli está certo e Gleise está eleita. Requião está fora pois a coligação de Beto faz um senador, com toda a certeza.

  6. Linco
    domingo, 28 de março de 2010 – 17:44 hs

    Esse é mais um daqueles petistas que não querem estudar. Por não ter curso superior o Banco do Brasil não aceitou, pelo Estatuto, a indicação de Lula para ser Presidente da instituição.
    Cada vez mais dou valor aos que lutam para estudar mesmo trabalhando. Não é o caso desse Paulo Bernardo!

  7. me responda
    domingo, 28 de março de 2010 – 19:21 hs

    um paulista querendo vender meu Paraná e derrubar um paranaense, me respondam o paranaense iguais a mim, a quem defenderão, a quem vos defendu e vos governou por longa data, ou, a um que nada te favorece e ainda tenta te vender.

  8. domingo, 28 de março de 2010 – 20:36 hs

    O companheiro Paulo Bernardo deve refletir melhor.
    Em 2002, quando o Lula não tinha 76% de aprovação, o PT fez 19% com o Padre Roque, sozinhoAgora poderíamos fazer muito mais, se tivermos um programa claro para tirar o Paraná desse ultimo lugar do IDH do Sul. Mas sem candidato, como haverá campanha, companheiro Paulo? Quanto antes tivermos uma candidatura própria, nem que seja para o primeiro turno, mais cedo sairemos da inação atual. E mais cedo faremos o combate político, nas ruas, nos bairros e nas entidades, com nossa aguerrida militância, ao Beto Richa, que sem dúvida é a principal base de apoio de Serra no Paraná. Quem ganha, com a falta de uma candidatura própria do PT no Paraná, a nível nacional, é José Serra, que aproveita-se da ausência do PT na luta política a nível estadual para crescer com Beto. O Osmar, por sua afinidade ideológica com o Beto, não dá combate ao prefeito de Curitiba. Nem nunca vai dar! Até quando, companheiro Paulo Bernardo, sem nenhum candidato do PT para defender Dilma e com o Osmar mudo e calado, deixaremos Beto e Serra ficarem sozinhos, crescendo nas pesquisas? Beto e Serra estão nadando de braçada aqui nos bairros de Curitiba, enquanto o PT fica esperando o Osmar. Não podemos continuar sonhando em “terceirizar”, para o Osmar Dias, o combate ao Beto Richa e ao Serra. Isso o Osmar não vai fazer nunca: combater o núcleo duro da direita paranaense e seu outro candidato, o Beto Richa! O PT não pode continuar por mais tempo nesse falso dilema, delegando a Osmar decidir se aceita ser candidato apoiando Gleisi para o Senado e não na vice, ou se ele continua a forçar a barra até conseguir, ( por “decurso de prazo”), que o PT contente-se mesmo com a vice para a Gleisi e ceda a vaga para o Senado ao Ricardo Barros e ao Abelardo Lupion, que todos sabem e ele não esconde, são os preferidos do senador pedetista. Temos que deixar de correr atrás do Osmar Dias, companheiro, pois ele SÓ VAI QUERER A ALIANÇA COM O PT se nessa aliança conseguir imobilizar a Gleisi na vice, afastando-a da corrida ao senado na vaga da esquerda, facilitando por tabela, a vida do Requião, que só tem essa chance e só essa vaga, como salvação política imediata. OU SEJA, ELE QUER O MESMO QUE NÓS: limpar a área na corrida para o senado. E isso ele quase já conseguiu na prática, pois nossa forte candidata,Gleisi, que quase derrotou o irmão de Osmar, Álvaro Dias, está até agora, imobilizada, junto com o PT, esperando pela boa vontade do senador. Desse jeito vamos terminar nos contentando com a segunda suplência do Ricardo Barros ou do Lupion…(rs,rs,rs)
    O verdadeiro combate político a Beto Serra só pode ser feito no Paraná, por um candidato do PT, companheiro Paulo, entenda isso! Não adianta querermos “terceirizar” o enfrentamento de Beto ao Osmar…Osmar nunca combaterá Serra. Nem nunca defenderá Dilma, porque não pode fazer isso senão perde sua base política , que embora nunca antes tenha ganhado tanto dinheiro com as políticas sociais de Lula, produzindo comida para milhòes de familias que deixaram a miséria e com as exportações, odeia, do fundo do coração tanto a Lula, como Dilma, o PT e a tudo aquilo que, de longe, vá contra um profundo, verdadeiro e compreensível ideário conservador e elitista. Esse ideário é fruto não de alguns anos de convívio, mas de centenas de anos de preconceito. São coisas que não se muda de uma hora para a outra. E que temos que respeitar mas não, aceitar. Reflita sobre isso, companheiro Paulo Bernardo.É isso que as bases do PT querem: poder fazer campanha para o seu candidato no primeiro turno.No segundo, vamos avaliar e naturalmente, o candidato da base aliada do governo deve ter a preferência, com base num acordo programático.Não há aqui nenhum radicalismo, nem nenhuma desconsideração do plano nacional da luta. Pelo contrário! O que as bases do PT do Paraná querem é poderer ir para essa luta, mas sem candidato, como lutar? Em nome do Osmar? Nós nem sabemos o que ele pensa direito…Aliás muito do que sabemos, dito por ele mesmo, não nos agrada nem um pouco…
    Embora, em muitos aspectos específicos, ele até tem razão quanto às amarras que ainda detem o avanço do agronegócio no Brasil. Beto é a direita tradicional do Paraná, o grupo lernista e neyista, com cara nova, com seus filhos e netos. Osmar é a direita agrária, que produz, mas tem medo de tudo e de todos que falem em “meio ambiente”, “direitos trabalhistas”, “justiça social”…Pode ser um aliado em potencial, mas ainda não o é, pois suas bases não estão com ele a ponto de apoiarem Dilma para presidente. Quem sabe, mais à frente, possam perceber esses setores, que até eles só tem a ganhar, com uma política de distribuição de renda e de aumento do consumo interno. Como liderança maior do PT do Paraná, a sua responsabilidade é enorme, companheiro Paulo. Não tenha receio em dividir suas dúvidas sobre isso com a base do Partido. Estamos prontos para ajudar a refletir qual o melhor caminho Lembre-se: o PT fez 19% com o Padre Roque, sozinho, antes do Lula ter 76% de popularidade. Agora podemos fazer muito mais, se tivermos um programa claro para tirar o Paraná desse ultimo lugar do IDH do Sul. Lembre do que aconteceu no Chile companheiro Paulo! A Bachelet tinha 81% de aprovação, mas a esquerda “terceirizou” a candidatura para Eduardo Frei, aliado de direita democrática e qual foi o resultado???? Pense nisso, companheiro Paulo! Reflita com os companheiros da direção e da CNB sobre isso tudo.Avalie melhor.Na nossa Articulação de Esquerda e nas demais tendencias que propõe a candidatura própria você e os demais companheiros da CNB terão interlocutores interessados em chegar a uma solução que fortaleça a candidatura da companheira Dilma no Paraná.De verdade e não em sonhos irrealizáveis de Osmar combatendo politicamente Beto e Serra.Isso não acontecerá nunca!

  9. FILET MIGNON
    domingo, 28 de março de 2010 – 20:43 hs

    PELAMORDEDEUS!!!!!
    Porque o Rock, Louise e o Linco… São tão bobinhos, não?
    Será que têm emprego na estrebaria do Canguiri?
    Será que são pós graduados em LAMBE BOTAS?
    Será que têm “carguinhos” também na Assembléia, é claro, cargos estes advindos dos Mensalão do Paraná?

    “As acusações foram uma cafajestada do governador Requião (PMDB). Mais uma. Na minha opinião, ele está com medo de perder a eleição para o Senado e do futuro político dele e, por isso, briga com todo mundo.’’

    Agora lhes pergunto: Onde está o engano na afirmação do Ministro Paulo…
    De fato as acusações são mais uma das CAFAGESTADAS do INSANO… Como Ferreirinha,… Como a do Pedágio….. Têm tantas, que ficaríamos um dia inteiro digitando.

  10. Seu companheiros da AE - PT/PR
    domingo, 28 de março de 2010 – 21:48 hs

    O companheiro Paulo Bernardo deve refletir melhor.
    Em 2002, quando o Lula não tinha 76% de aprovação, o PT fez 19% com o Padre Roque, sozinho.Agora poderíamos fazer muito mais, se tivermos um programa claro para tirar o Paraná desse ultimo lugar do IDH do Sul. Mas sem candidato, como haverá campanha, companheiro Paulo? Quanto antes tivermos uma candidatura própria, nem que seja para o primeiro turno, mais cedo sairemos da inação atual. E mais cedo faremos o combate político, nas ruas, nos bairros e nas entidades, com nossa aguerrida militância, ao Beto Richa, que sem dúvida é a principal base de apoio de Serra no Paraná. Quem ganha, com a falta de uma candidatura própria do PT no Paraná, a nível nacional, é José Serra, que aproveita-se da ausência do PT na luta política a nível estadual para crescer com Beto. O Osmar, por sua afinidade ideológica com o Beto, não dá combate ao prefeito de Curitiba. Nem nunca vai dar! Até quando, companheiro Paulo Bernardo, sem nenhum candidato do PT para defender Dilma e com o Osmar mudo e calado, deixaremos Beto e Serra ficarem sozinhos, crescendo nas pesquisas? Beto e Serra estão nadando de braçada aqui nos bairros de Curitiba, enquanto o PT fica esperando o Osmar. Não podemos continuar sonhando em “terceirizar”, para o Osmar Dias, o combate ao Beto Richa e ao Serra. Isso o Osmar não vai fazer nunca: combater o núcleo duro da direita paranaense e seu outro candidato, o Beto Richa! O PT não pode continuar por mais tempo nesse falso dilema, delegando a Osmar decidir se aceita ser candidato apoiando Gleisi para o Senado e não na vice, ou se ele continua a forçar a barra até conseguir, ( por “decurso de prazo”), que o PT contente-se mesmo com a vice para a Gleisi e ceda a vaga para o Senado ao Ricardo Barros e ao Abelardo Lupion, que todos sabem e ele não esconde, são os preferidos do senador pedetista. Temos que deixar de correr atrás do Osmar Dias, companheiro, pois ele SÓ VAI QUERER A ALIANÇA COM O PT se nessa aliança conseguir imobilizar a Gleisi na vice, afastando-a da corrida ao senado na vaga da esquerda, facilitando por tabela, a vida do Requião, que só tem essa chance e só essa vaga, como salvação política imediata. OU SEJA, ELE QUER O MESMO QUE NÓS: limpar a área na corrida para o senado. E isso ele quase já conseguiu na prática, pois nossa forte candidata,Gleisi, que quase derrotou o irmão de Osmar, Álvaro Dias, está até agora, imobilizada, junto com o PT, esperando pela boa vontade do senador. Desse jeito vamos terminar nos contentando com a segunda suplência do Ricardo Barros ou do Lupion…(rs,rs,rs)
    O verdadeiro combate político a Beto Serra só pode ser feito no Paraná, por um candidato do PT, companheiro Paulo, entenda isso! Não adianta querermos “terceirizar” o enfrentamento de Beto ao Osmar…Osmar nunca combaterá Serra. Nem nunca defenderá Dilma, porque não pode fazer isso senão perde sua base política , que embora nunca antes tenha ganhado tanto dinheiro com as políticas sociais de Lula, produzindo comida para milhòes de familias que deixaram a miséria e com as exportações, odeia, do fundo do coração tanto a Lula, como Dilma, o PT e a tudo aquilo que, de longe, vá contra um profundo, verdadeiro e compreensível ideário conservador e elitista. Esse ideário é fruto não de alguns anos de convívio, mas de centenas de anos de preconceito. São coisas que não se muda de uma hora para a outra. E que temos que respeitar mas não, aceitar. Reflita sobre isso, companheiro Paulo Bernardo.É isso que as bases do PT querem: poder fazer campanha para o seu candidato no primeiro turno.No segundo, vamos avaliar e naturalmente, o candidato da base aliada do governo deve ter a preferência, com base num acordo programático.Não há aqui nenhum radicalismo, nem nenhuma desconsideração do plano nacional da luta. Pelo contrário! O que as bases do PT do Paraná querem é poderer ir para essa luta, mas sem candidato, como lutar? Em nome do Osmar? Nós nem sabemos o que ele pensa direito…Aliás muito do que sabemos, dito por ele mesmo, não nos agrada nem um pouco…
    Embora, em muitos aspectos específicos, ele até tem razão quanto às amarras que ainda detem o avanço do agronegócio no Brasil. Beto é a direita tradicional do Paraná, o grupo lernista e neyista, com cara nova, com seus filhos e netos. Osmar é a direita agrária, que produz, mas tem medo de tudo e de todos que falem em “meio ambiente”, “direitos trabalhistas”, “justiça social”…Pode ser um aliado em potencial, mas ainda não o é, pois suas bases não estão com ele a ponto de apoiarem Dilma para presidente. Quem sabe, mais à frente, possam perceber esses setores, que até eles só tem a ganhar, com uma política de distribuição de renda e de aumento do consumo interno. Como liderança maior do PT do Paraná, a sua responsabilidade é enorme, companheiro Paulo. Não tenha receio em dividir suas dúvidas sobre isso com a base do Partido. Estamos prontos para ajudar a refletir qual o melhor caminho. Lembre-se: o PT fez 19% com o Padre Roque, sozinho, antes do Lula ter 76% de popularidade. Agora podemos fazer muito mais, se tivermos um programa claro para tirar o Paraná desse ultimo lugar do IDH do Sul. Lembre do que aconteceu no Chile companheiro Paulo! A Bachelet tinha 81% de aprovação, mas a esquerda “terceirizou” a candidatura para Eduardo Frei, aliado de direita democrática e qual foi o resultado???? Pense nisso, companheiro Paulo! Reflita com os companheiros da direção e da CNB sobre isso tudo.Avalie melhor.

  11. SEGREDO DE ESTADO
    domingo, 28 de março de 2010 – 22:54 hs

    PAULO BERNARDO, NÃO SE INTIMIDE COM ESTE COVARDE, APRESENTE PARA A IMPRENSA O DOSSIÊ QUE ESTA EM SUAS MÃOS, SOBRE AS FALCATRUAS, DESVIOS DE RECURSOS E IRREGUALRIDADES NO PORTO DE PARANAGUÁ, DA PARANÁ PREVIDÊNCIA, DO DER, DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, DA SECRETARIA DE SAÚDE NA COMPRA DE EQUIPAMENTOS, DA SECRETARIA DE OBRAS, VAMOS INVESTIGAR A FUNDO A CONTA CORRENTE DO PROVOPAR, TEM MUITA COISA PARA SER AVERIGUADA, AS ISENÇÕES DE ICMS, OS PROCESSOS DA UNIVEN, GRUPO VIBRAPAR SOBRE ICMS DE COMBUSTIVEL.

  12. Carmem Souza
    domingo, 28 de março de 2010 – 22:56 hs

    Safado.. Ele e o Bernardo Figueiredo metem a mão livremente… Dá neles Requião..

  13. Betânia
    domingo, 28 de março de 2010 – 23:03 hs

    Que Babado é esse?????!!!!!KKKKKKKKKK ; e mais KKKKKKK!!!!

  14. Deu no blog do Josias...
    segunda-feira, 29 de março de 2010 – 6:51 hs

    Em público, o PSDB diz que foi adiado para maio o debate sobre a escolha do candidato a vice na chapa de José Serra.
    Nos subterrâneos, a discussão corre solta. A última cogitação do tucanato é a de acomodar ao lado de Serra uma mulher.
    Encontra-se sobre a mesa o nome da senadora tucana Marisa Serra (MS), atual vice presidente do PSDB federal. Informado, o DEM torce o nariz.
    Parceiros dos tucanos na sucessão presidencial, os ‘demos’ consideram-se como que donos da vaga de vice.
    O DEM admitira abrir mão da postulação em favor do grão-tucano Aécio Neves. Mas o governador mineiro refugou a oferta.
    Na semana passada, reuniram-se em Brasília, longe dos holofotes, os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra, e do DEM, Rodrigo Maia.
    O repórter apurou que Maia disse a Guerra o seguinte: o DEM quer a vice. Mas admite abrir mão, desde que se encontre um nome que ajude Serra sem desfavorecer o DEM.
    Antes, Rodrigo Maia dizia coisa diferente: Sem Aécio, o vice teria de ser um ‘demo’. Ou seja, houve uma mudança de posição.
    Sérgio Guerra quis saber quais seriam as alternativas do DEM. Ouviu meia dúzia de nomes. Três deles teriam “maior densidade eleitoral”
    São eles: O ex-prefeito carioca Cesar Maia, o ex-governador baiano Paulo Souto e o senador pernambucano Marco Maciel.
    O primeiro prefere concorrer a uma cadeira de senador pelo Rio. E o segundo não abre mão de concorrer ao governo da Bahia.
    Quanto a Maciel, teria o inconveniente de empurrar para dentro da chapa de Serra a lembrança da gestão FHC, à qual serviu como vice-presidente.
    Descartada essa trinca, foram citados: a senadora Kátia Abreu (TO) e os deputados Ronaldo Caiado (GO) e José Carlos Aleluia (BA).
    Kátia e Caiado, por seus notórios vínculos com o setor rural, são descartados pelo tucanato. Avalia-se que puxariam a chapa de Serra para a “direita”.
    Restou Aleluia. Trata-se de deputado dotado de raro preparo intelectual. ‘Demos’ e tucanos reconhecem-lhe os méritos. Porém…
    Porém, para o desafio da vice, Aleluia não é unanimidade nem no DEM. Avalia-se que, do ponto de vista eleitoral, agregaria pouco.
    A lista incluía um sétimo nome: José Agripino, líder do DEM no Senado. Tem trânsito fácil no PSDB. Mas, consultado em termos definitivos, disse que não quer ser vice.
    Resumindo: só em teoria o DEM dispõe de “muitos nomes”. Na prática, não tem nenhum. Por isso aceitou analisar nomes alheios aos seus quadros.

    Na negociação com os tucanos, os ‘demos’ ofereceram um exemplo de costura que aceitariam gotosa e prontamente. Envolve o Paraná.

    Sugere-se que Beto Richa, prefeito tucano de Curitiba, troque a candidatura ao governo do Paraná pela posição de vice de Serra.

    Consumado o movimento, a oposição ficaria livre para fechar, no Paraná, um acordo com o senador Osmar Dias. É pré-candidato ao governo pelo PDT. O DEM sonha coligar-se com ele.

    Dois problemas: Beto não topa ser vice. Se aceitasse, reavivaria as pretensões do tucano Alvaro Dias, irmão de Osmar e também aspirante ao governo.
    Mexe daqui, tricota dali, o PSDB vê-se diante de um impasse. Já dispõe do candidato. Mas não consegue arranjar para Serra um vice.

    É nesse contexto de dúvidas e hesitações que o nome de Marisa Serrano remanesce sobre a mesa.

    A favor dela pesam dois fatos: dispõe de boa articulação verbal. E veste saias, como Dilma Rousseff. Contra ela, a resistência do DEM é a localização periférica do seu Estado de origem, o Mato Grosso do Sul.

    Josias de Souza, FOLHA DE SÃO PAULO

  15. Rio Negro
    segunda-feira, 29 de março de 2010 – 9:00 hs

    Pela lamúria de prá perceber que o PT não vingou no Paraná e ainda fica correndo atrás do rabo.

  16. ser normal
    segunda-feira, 29 de março de 2010 – 9:26 hs

    Senhor Paulo Bernardo, esse papo de paulista no nascimento e paranaense por opção é pura baboseira hein? Tudo bem que o nosso governador tem os seus destemperos, mas esse papo que o senhor tenta emplacar é pura balela.Em nosso estado, temos excelentes paranaenses muito capazes de superar o desgoverno do PT, que empregou todos os terroristas do passado, que dia a dia aumentam a dívida do nosso Brasil, atraves de projetos sociais, onde a dívida explode sem o conhecimento do povo, o desvio aumenta, ora ora senhor Paulo Bernardo, retorne ao seu local.

  17. Sou do litoral
    segunda-feira, 29 de março de 2010 – 11:06 hs

    A verdade é que o PR não aguenta mais as intrigas políticas do Requião. Graças a Deus finda seu mandato, eu queria saber o quanto o PR gastou com suas brigas e intrigas no seu mandato? Temos é que reconstruir o PR e para isso é necessario entendimento , palavra que sempre esteve fora do vocabulário do Governador !!!

  18. FILET MIGNON
    segunda-feira, 29 de março de 2010 – 12:51 hs

    Noooooossssas! Não sabia disso tudo não sô”! Pensava que ero só as estripulias no Porto de Paranaguá, as TVs Laranja…
    SEGREDO DE ESTADODomingo, 28 de Março de 2010 – 22:54 hs
    PAULO BERNARDO, NÃO SE INTIMIDE COM ESTE COVARDE, APRESENTE PARA A IMPRENSA O DOSSIÊ QUE ESTA EM SUAS MÃOS, SOBRE AS FALCATRUAS, DESVIOS DE RECURSOS E IRREGUALRIDADES NO PORTO DE PARANAGUÁ, DA PARANÁ PREVIDÊNCIA, DO DER, DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, DA SECRETARIA DE SAÚDE NA COMPRA DE EQUIPAMENTOS, DA SECRETARIA DE OBRAS, VAMOS INVESTIGAR A FUNDO A CONTA CORRENTE DO PROVOPAR, TEM MUITA COISA PARA SER AVERIGUADA, AS ISENÇÕES DE ICMS, OS PROCESSOS DA UNIVEN, GRUPO VIBRAPAR SOBRE ICMS DE COMBUSTIVEL.
    Já que mandou estas Segredo de Estado… segue mais esta:
    DEU NA GAZETA DO POVO.

    Saúde perdeu R$ 1,9 bilhão

    Pelas contas do Ministério Público Estadual (MP), o governo estadual deixou de investir cerca de R$ 1,9 bilhão na área de saúde durante a gestão Requião, entre 2003 e 2007. Segundo o MP, o Executivo não aplicou os porcentuais mínimos da receita do estado previstos pela Emenda Constitucional n.º 29/00. Por causa dessas falhas, o estado é réu em quatro ações civis públicas propostas pelo MP desde 2003, que ainda estão tramitando na primeira instância, e que pedem o ressarcimento dos valores ao Fundo Estadual de Saúde.

    A falta de investimentos em saúde é recorrente no Paraná. A gestão anterior também foi alvo de uma ação civil pública, proposta pelo MP em 2003. Segundo a promotoria, entre 2000 e 2002, quando Jaime Lerner era governador, o Paraná deixou de aplicar R$ 676,2 milhões na área.

  19. Linco
    segunda-feira, 29 de março de 2010 – 21:22 hs

    O PADRE ROQUE DO PT JÁ DIZIA EM 2002:”SE O REQUIÃO NÃO GANHAR ELEIÇÃO ELE VAI PRA CADEIA”

  20. antonio oliveira
    terça-feira, 30 de março de 2010 – 9:32 hs

    Vamos comparar:
    Requião foi prefeito de curitiba, deputado estadual, senador e tres vezes governador do Paraná. Agora, o Bernardo foi secretário de finanças de Londrina, do Mato Grosso do Sul (administração Zeca do PT, envolvida numa série de denuncias de mal uso do dinheiro público) e depois assessorou o Palocci, com quem deve ter aprendido a fazer propostas indecorosas, como a que fez para o Requião. A única coisa que este cidadão faz bem feita é arrumar bons “empregos” pra ele e pra Gleisi. Foi assim em Londrina, no Mato Grosso e aqui no Paraná, onde ela foi diretora financeira de Itaipu, ganhando em dolares. É mole? ou quer mais?

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