Dilma diz que não critica Lula "nem que a vaca tussa" | Fábio Campana

Dilma diz que não
critica Lula “nem
que a vaca tussa”

De Sergio Guzzi para a Agência Folha

A ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, não quis comentar as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenando o uso da greve de fome por dissidentes do governo de Cuba.

“Vocês não vão me tirar aqui uma crítica ao presidente Lula. Nem que a vaca tussa”, respondeu Dilma a jornalistas ao ser questionada sobre o assunto, em Araçatuba (SP).

“Acho que são presos [os presos políticos de Cuba]. Não acho que são maus ou bons, são presos”, disse a ministra.

A pré-candidata à sucessão presidencial completou dizendo que uma das melhores coisas que Lula fez para o país foi a política externa que implantou.

“Não é de graça que hoje somos reconhecidos internacionalmente. Eu sou completamente favorável ao que o Lula, mais do que disse, o que é mais importante, fez. Eu sou a favor do que o Lula fez porque deu para nós orgulho de sermos brasileiros”, afirmou.

Em sua passagem por Araçatuba, a ministra da Casa Civil também evitou falar sobre o suposto esquema de desvio de verba da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) para campanhas do PT. “Eu não tenho o que responder sobre a Bancoop.”

Dilma desafiou a imprensa a mostrar uma obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) por ela inaugurada que não tenha sido concluída ou que ainda esteja no papel.

Em Araçatuba, ela e Sérgio Machado, presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras, lançaram edital para a compra de 80 barcaças e 20 empurradores que farão o escoamento do etanol produzido no interior de São Paulo pelo rio Tietê, investimento estimado em US$ 200 milhões [cerca de R$ 354 milhões].


27 comentários

  1. Mídia golpista
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 11:20 hs

    DEBATE ABERTO

    Millenium pauta a direita midiática

    O convescote do Instituto Millenium revela o preconceito de classe e o asco de parcela das elites com o ciclo político aberto pelo governo Lula. E aponta o seu receio diante da real perspectiva da continuidade desta experiência.

    Altamiro Borges

    O seminário do Instituto Millenium, realizado na semana passada num luxuoso hotel da capital paulista, foi muito positivo. Ele serviu para tirar qualquer dúvida sobre a postura que o grosso da mídia hegemônica adotará na eleição presidencial de 2010. Colunistas de aluguel, como Arnaldo Jabor, Reinaldo Azevedo e Demétrio Magnoli, entre outros mercenários, somente vocalizaram o que os barões da mídia já decidiram: eles unificarão suas pautas, reportagens e manchetes para atacar a ministra Dilma Rousseff, estimular o diversionismo e blindar o governador José Serra.

    Bia Barbosa e Gilberto Maringoni, dois jornalistas que não ocultam suas críticas de esquerda ao governo Lula, cobriram o evento nauseante e ficaram surpresos com seu grau de agressividade. Bia concluiu que o evento serviu apenas para “organizar a campanha contra Dilma”. Maringoni notou que os discursos “raivosos” alvejaram os aspectos democráticos do atual governo, como o Plano Nacional de Direitos Humanos e a Conferência Nacional de Comunicação, e sinalizaram a estratégica eleitoral unificada e ofensiva dos barões da mídia na batalha sucessória.

    Revelações do twitter do Estadão
    Prova das péssimas intenções dos barões da mídia foi revelada no twitter do insuspeito Estadão. Entre outras pérolas direitistas, ele registrou: “A imprensa se acordou diante do lulismo”, rosnou Reinado Azevedo, o pitbul da Veja. Noutro trecho, confessa: “O Marcelo [Madureira, do Casseta e Planeta] diz ser do PSDB. Eu não, eu sou de direita”. Madureira, após explicitar a sua simpatia tucana, ataca Lula: “Vivemos num país em que o presidente usa a mentira como prática política”.

    Entra em cena o elitista Arnaldo Jabor: “A democracia é um conceito sofisticado. Tangenciamos a ditadura da maioria”. O bobo da corte da TV Globo prossegue: “Minha preocupação é que, se a Dilma for eleita, teremos uma infiltração de ‘formigas’ da velha esquerda”. Um dos chefões do Grupo Abril, Sidney Basile, ainda teoriza: “O risco de nos aproximarmos da ditadura da maioria é real”. Todos os palestrantes, com exceção dos “intrusos” Antonio Palocci e Hélio Costa, nem disfarçaram as suas preferências eleitorais pelo candidato tucano José Serra.

    “Esquerda que não deve existir”
    O twitter do Estadão deixou de registrar outras tiradas de golpismo explícito, talvez temendo as chacotas. “A imprensa tem que acabar com o ‘isentismo’ e o ‘outroladismo’, com esta história de dar o mesmo espaço para todos”, rosnou o Reinaldo Azevedo. Já o arrivista Demétrio Magnoli agitou a galera ao alertar que “só a vitória da oposição” pode evitar a “restauração stalinista” que seria representada pela candidatura Dilma Rousseff. “Não somos Venezuela ou Cuba. Temos que falar que somos diferentes”, esbravejou o ex-esquerdista, hoje um direitista convicto e hidrófobo.

    Denis Rosenfield, um fascista folclórico, seguiu a toada. “O PT propõe subverter a democracia pelos processos democráticos”. Já o líder da seita fundamentalista Opus Dei, Aberto Di Franco, repetiu velhas bravatas. Coube ao bobo da corte da TV Globo animar a platéia. “Lula, com seu temperamento conciliador, teve o mérito de manter os bolcheviques e os jacobinos fora do poder. Mas conheço a cabeça dos comunistas, fui do PC, e isso não muda, é feito pedra… A questão é impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir”.

    Feras acuadas e violentas
    O convescote do Instituto Millenium revela o preconceito de classe e o asco de parcela das elites com o ciclo político aberto pelo governo Lula. E aponta o seu receio diante da real perspectiva da continuidade desta experiência. O instituto congrega a nata da burguesia nativa, com banqueiros, latifundiários e industriais. O especulador Armínio Fraga, gestor do fundo da entidade, é o ícone desta confraria. Pragmáticos, eles choram mais recursos públicos e incentivos fiscais. Na hora da batalha sucessória, porém, eles não escondem seus arraigados interesses políticos de classe.

    Expressão da nova realidade, o instituto reúne quase todos os barões da mídia e confirma que os meios privados de comunicação são hoje o “partido do capital”. Roberto Irineu Marinho, Otávio Frias Filho e Roberto Civita fizeram questão de assistir seus histéricos. Terceirizaram o trabalho sujo, mas estão apreensivos. “A guerra da democracia está sendo perdida”, rosnou Azevedo. “Se o Serra ganhasse, faríamos a festa em termos das liberdades… Mas a perspectiva é que a Dilma vença”, lamuriou Magnoli. Como feras acuadas, os barões da mídia ficarão ainda mais violentos.

  2. Leandro Kleivert
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 11:23 hs

    Ainda bem que a Dilma não tem idéias próprias.

    O perigo é aquela Marina Silva, que fica pondo na cabeça das mulheres que elas podem pensar por si mesmas. Essa é um perigo!!!

  3. Do Interior
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 11:38 hs

    Pensamento de 1931, atualíssimo !!!

    Leiam, comparem o regime ideológico comunista com o que resultou Cuba!…

    “É impossível levar o pobre à prosperidade através
    de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
    Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa
    deve trabalhar sem receber.
    O governo não pode dar para alguém aquilo que
    não tira de outro alguém.
    Quando metade da população entende a idéia de que
    não precisa trabalhar, pois a outra metade da população
    irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende
    que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira
    metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.
    É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”

    Adrian Rogers, 1931

  4. Oi
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 11:43 hs

    Papo mole!!!

  5. Borduna
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 11:47 hs

    Fácil Meireles, parece que não pensas. Pra passar a ter chance, é só arranjar uns processos criminais e sujar sua ficha, que será imediatamente aprovado pelo seu partido, pelo da Dilama, et caterva……na sequencia cair nos braços do povo e serás eleito. Machiavel explica. kkkkkkkkkkkkkkk

  6. Raquel
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 12:36 hs

    UÉ…..ELA VAI TOSSIR????

  7. jose
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 13:08 hs

    ao “midia golpista”: golpe é comprar jornalistas, burrice é pagar tanto por um cara tão fraco…

    Luís Nassif contratado ilegalmente pelo governo lulista

    EBC paga R$ 1,2 mi a jornalista pró-governo

    Luís Nassif diz que “notória especialização” justifica contratação sem licitação pela estatal que mantém TV Brasil

    O jornalista e empresário Luís Nassif mantém um contrato anual, fechado sem licitação, de R$ 1,28 milhão com a estatal EBC (Empresa Brasil de Comunicação), vinculada ao Palácio do Planalto e responsável pela TV Brasil.

  8. NÃOMEDIGA
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 13:24 hs

    Dilma ou Estela. Quem é ela?
    A Ministra ou a guerilheira. Acho o que pesa hoje em dia na turma do LULLA é $$$ e muita.
    E ai está mais um partido corrupto. O PT que tanto fala de ética, princípio morais e etc….
    Cade este pessoal?
    Que vergonha.

  9. NÓS SOMOS DOIS SEM VERGONHAS
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 14:11 hs

    DILMA APOIA LULA – LULA APOIA DILMA, IHUGO CHAVES APOIA DILMA, DILMA SEMPRE APOIOU HUGO CHAVES EM SUA AÇÃO DE DESTRUIR A VENEZUELA. LOGO, DILMA PRETENDE SER ELEITA PARA SER O HUGO CHAVES DO BRASIL, OU SERÁ QUE PRETENDE SER O FIDEL CASTRO DO BRASIL (SE É QUE HÁ DIFERENÇA ENTRE UM E OUTRO)?

    Aquele que o PT pinta como demônio, (FHC) foi quem tirou o Brasil do atoleiro da hiperinflação, do descalabro administrativo, do atraso e o lançou nos trilhos do progresso, apesar de seu ídolo, Lula e seu PT, terem sido contra todas as reformas modernizantes que, graças a Deus, deram tão certo que permitiram que o governo de Lula não fosse ruim, apesar de ter desperdiçado a maior oportunidade que o Brasil já teve de crescer vigorosamente, já que todo o mundo assim cresceu durante os seis primeiro anos do governo Lula, menos o Brasil. Advinha por quê?

    Amigo, nem sempre aquele que parece o bonzinho, aquele que fala a lingua do povo é o melhor. Esse é o caso de Lula: simpático, carismático, mas ordinário. E nem tem honestidade política de reconhecer que só pode apresentar algumas realizações pq FHC veio antes dele e fez o que fez, apesar da resistência dele, Lula e do PT. É isso.

    É por isso e muito mas muito mais que Dilma protege Lula e vice versa afinal, os dois tem os mesmos ideais ou seja os dois DITADORES são cúmlices.

    ACORDA BRASIL
    DILMA É TÃO SUJA QUANTO LULA

  10. Pitaco
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 14:59 hs

    Não há orgulho de ser brasileiro, nas condições que essa gangue do PT diz. Não há orgulho algum, mas vergonha! Não há política externa contundente, muito menos respeito à cidadania, e aos direitos civis. Dois pesos e duas medidas, sempre, mentiras e muita corrupção.

  11. OSSOBUCO
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 15:08 hs

    Esse José, só lê e cola Reinaldo Azevedo, agora deu pra entender seus comentários sempre tão sujos, é a mídia do esgoto, sem credibilidade!

  12. Donizeti
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 15:12 hs

    Palavras do Nassif;

    A escandalização da Folha

    Na “denúncia” da Folha, sobre meu contrato com a EBC, uma demonstração do tipo de jornalismo menor a que Otavio Frias Filho levou o jornal. É um suicídio lento, sistemático, sem retorno.

    O programa Projeto Brasil seria renovado com a TV Cultura (do governo paulista). Não o foi devido a críticas que fiz a José Serra – conforme consta de respostas que dei ao jornal, sobre as razões de minha ida para a EBC e que foram suprimidas da matéria. Se a intenção fosse ser chapa branca, não faria as críticas merecidas à Sabesp e ao Serra.

    Não há um elemento que caracterize irregularidade ou proteção no contrato. Os valores estão claros, dentro da lógica de qualquer programa de TV aberto ou fechado. Foram fixados com base no contrato inicial que mantive com a Fundação Padre Anchieta (governo paulista).

    Porque o Reinaldo Esgoto Azevedo não criticou o Nassif quando este tinha contrato com uma emissora do governo de SP. É, José, deixa de ser tendencioso, publique toda a informação que vc tem sobre o sobre o assunto, não esqueça o contexto!

  13. Rodrigo
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 15:13 hs

    Cada um tem sua visão

    segue a do Rodrigo Vianna

    http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/o-ataque-da-folha-e-a-resposta-de-nassif

    A “Folha” acusou o golpe quando Nassif “desmontou”, em seu blog, a tese fajuta da matéria sobre a Eletronet (e o fez, diga-se, sem defender Dirceu, como afirma maldosamente a “Folha”; defendeu apenas o bom senso e a lógica dos fatos).

    Agora, Nassif recebeu o troco. É só isso.

    Se a contratação de Nassif fosse, de fato, uma “denúncia” relevante, teria ganho mais destaque na edição do jornal. Ficou escondida porque o jornal – com a “reportagem” – quis só passar um recado a Nassif: “bateu, levou”.

    Passou o recado. E passou recibo.

    E continuará apanhando. Porque a “Folha” – com esse jornalismo de esgoto – merece apanhar!

    A “Folha” dá e entender que Nassif “ataca” jornalistas da casa, quando a própria “Folha” é quem bota os seus profissionais no pelourinho – como fez essa semana, contando com a ajuda do Demétrio Magnoli, o bate-estaca do pensamento neo-conservador (o tal “geógrafo” foi escalado para contestar, em artigo, reportagem da própria “Folha” – e o fez, chamando os repórteres da “Folha” de delinquentes, por terem mostrado os disparates de um senador do DEM sobre a escravidão – http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/dem-as-cotas-as-negras-e-o-estupro-consensual)

    Quanto ao Nassif, merece todo apoio possível. Ele cumpre um papel importantíssimo, desmontando “teses” fajutas da chamada “grande imprensa”.

    Nassif já está sob ataque da “Veja”, da “Folha, e não se espantem se, em breve, a “Globo” também for pra cima dele.

    Quanto à “denúncia da “Folha”, deixa o Nassif falar…

  14. Donizeti
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 15:37 hs

    José, vá ao blog do Nassif, e veja lá a troca de e-mails entre ele e o jornalista da “Folha”

  15. OSSOBUCO
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 19:27 hs

    PARA OCULTAR UMA MANCADA ATROZ,
    RECÓRTER TUCANOPAPISTA HIDRÓFOBO (Reinaldo Azevedo)
    FALSIFICA SEU PRÓPRIO TEXTO

    Leitor me envia esta postagem do recórter chapa-branca tucanopapista hidrófobo, de abril de 2009. Atenção à parte negritada.

    INVESTIGAÇÃO DA ANP: COISAS ESTRANHAS ACONTECEM NA PF

    Viram a reportagem do Jornal Nacional desta terça sobre o inquérito aberto pela Polícia Federal para investigar se houve desvio no pagamento de royalties da Petrobras? Notaram algo de estranho? Não? Então prestem atenção.

    Segundo a reportagem, o inquérito, de dezembro de 2007, não passa de uma coleção de recortes de jornal. E é neste ponto que as coisas se complicam. O detalhamento do caso — citando, inclusive, o nome de Victor Martins (irmão de Franklin Martins), o valor da suposta irregularidade e a comissão que teria sido paga — está num relatório da Inteligência da Polícia Federal, aquele a que Diogo Mainardi se refere em sua coluna.

    Vamos ver. Até onde sei, e acho que sei, as coisas não podem e não devem ser feitas dessa maneira. Um procurador e um juiz têm de ser informados sobre o andamento do inquérito, que tem prazo de 60 dias, podendo ser renovado.

    O artigo 236º do Código de Processo Penal é explícito a mais não poder: “1. Os órgãos de polícia criminal que procederem a diligências referidas nos artigos anteriores elaboram um relatório onde mencionam, de forma resumida, as investigações levadas a cabo, os resultados das mesmas, a descrição dos factos apurados e as provas recolhidas. 2. O relatório é remetido ao Ministério Público ou ao juiz de instrução, conforme os casos.”

    Vá ao blog do recórter – http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/2009/04/07/ . Você verá que a parte negritada foi suprimida. Mas o recórter esqueceu de apagar os comentários, em http://tinyurl.com/yzxvw7a . Onde seus próprios leitores revelam sua desonestidade. Um dos primeiros comentários já estranha a grafia de uma palavra:

    “facto” com “c” ?
    Esse artigo 236º é de qual Código de Processo Penal? Portugal?
    Ou brasileiro do século XIX?

    Um outro leitor, Danilo Carrijo, adverte:

    Reinaldão,
    Os dispositivos citados – já se disse – não integram o Código de Processo Penal pátrio, mas o de Macau. São sei dizer com certeza, mas é provável que ainda esteja vigente, dado que os dois princípios que orientam a retomada de Macau pela China são “Administração de Macau pela Gente de Macau” e de “Alto Grau de Autonomia”.

    Pelo jeito, o recórter saiu a googlar desesperadamente e não percebeu que consultava um código de Macau e não o brasileiro. Mais adiante, escreve Angelo Galvão:

    Esse é um artigo do Código de Processo Penal de Macau, o que não altera a correção da sua argumentação, pois o art. 10, §1.º do Código de Processo Penal brasileiro determina que a autoridade policial ao concluir o inquérito deverá elaborar “minucioso relatório do que tiver sido apurado e enviará os autos ao juiz competente.”

    Mais o pitaco de um anônimo:

    Caro Reinaldo, parece que você lançou em seu post um artigo do Código de Processo Penal Português. Veja a grafia da palavra “factos”, no corpo do dispositivo legal. No Brasil, não existe a figura do “Juiz de Instrução”.

    Ricardo Wille conclui:

    Esse não é o Código de Processo Penal brasileiro – pela redação, aliás, me parece o português. Eis a redação do nosso:
    Art. 236 – Os documentos em língua estrangeira, sem prejuízo de sua juntada imediata, serão, se necessário, traduzidos por tradutor público, ou, na falta, por pessoa idônea nomeada pela autoridade.

    Em suma, a animália incrível não se deu conta de que consultava um código macauês e não o brasileiro. Sequer percebeu a palavra “facto”, que é do português de Portugal. Até aí, a ignorância inerente a quem tem poucas luzes. Qual a diferença entre o erudito cronista e seu inimigo figadal, quando disse que Napoleão visitou a China e teria afirmado que “a China é um gigante que, no dia em que despertar, o mundo vai tremer”?

    Se Lula confunde China com Egito, até que merece um desconto, afinal não passou do primário. O recórter, pelo que me consta, tem curso universitário. Mas não dá indícios de que tenha passado do primário. Confunde Código Penal de Macau com Código Penal do Brasil. Não tem culpa, o pobre diabo. Quem manda Macau falar português?

    Mas o problema é outro, sua desonestidade. Acabou suprimindo de seu blog o trecho que o incriminava. Facilidades que a Internet propicia a colunistas fraudulentos. Nos dias da palavra impressa em papel, o recórter teria mais dificuldades em anular sua fraude. Recurso típico de velho comunossauro, daqueles dias em que Stalin suprimia a foto de seus inimigos das fotografias oficiais do regime.

    Só que, como meliante pé-de-chinelo, não apagou todas as pistas do crime. Causa espécie que Veja seja conivente com um colunista que falsifica seus próprios textos. Vai mal a revista. Um correspondente plagiador em Paris. E um fraudador em sua redação em São Paulo.

  16. OSSOBUCO
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 19:30 hs

    Folha ataca quem desmascara o jornal

    Atualizado em 11 de março de 2010 às 17:04 | Publicado em 11 de março de 2010 às 16:57

    Nassif apanha da Folha. É que ele faz jornalismo…

    por Olímpio Cruz Neto, em seu blog

    Saiu na página 8 da Folha desta quinta-feira, 11 de março: “EBC paga R$ 1,2 mi a jornalista pró-governo”. É uma reportagem de Rubens Valente sobre o contrato da EBC com a empresa de Luís Nassif, que estreou na última segunda-feira, na TV Brasil, o programa Brasilianas.org.

    A reportagem aponta Nassif, apresentado como “jornalista e empresário”, como beneficiário de um contrato milionário no qual recebe para produzir um programa de TV semanal de uma hora. O contrato de R$ 1,2 milhão. Valores anuais. Em média, ele estaria recebendo R$ 39 mil mensais, fora despesas com sua própria equipe e a produção do programa.

    Não vou entrar na seara de fazer uma defesa do Nassif. Nem sobre os valores dos contratos – que nem são tão grandiosos quanto o que existe no mercado. Espanta-me é que a Folha o trate como um diligente puxa-saco do governo Lula. Apresenta ao leitor o ex-colunista do jornal e ex-conselheiro do velho Frias – informações negadas ao público da Folha – como um “jornalista pró-governo (Lula)”, destacando que ele vem se posicionando em seu blog em favor da gestão petista em várias polêmicas e, ao mesmo tempo, se “caracteriza por críticas a jornais e jornalistas”.

    O texto de Rubens Valente – correto – está reproduzido abaixo. É óbvio que o título da matéria carrega nas tintas e expõe a visão boçal de Otavinho Frias quanto ao antigo colaborador do jornal. Também fiz questão de colocar a resposta de Nassif logo depois.

    Amigos leitores, estou pasmo. Nunca vi um jornal jogar todo o seu patrimônio, que é a credibilidade junto a uma massa crítica de formadores de opinião, no lixo. Não dessa maneira.

    Espanta-me o fato da Folha – jornal onde trabalhei, na década de 90, na sucursal de Brasília, e onde ganhei meu primeiro prêmio de jornalismo – agir assim. O episódio deste ataque a Nassif acontece na mesma semana em que o jornal abriu suas páginas para uma figura do naipe de Demétrio Magnoli.

    Em artigo na segunda-feira, o sociólogo desceu o cacete nos repórteres da Folha– leia análise do caso no excelente blog de Leandro Fortes – por conta de uma reportagem sobre o debate das cotas raciais ocorrido no Supremo Tribunal Federal, em que os jornalistas expuseram as derrapagens históricas e a distorcida visão de mundo do senador udenista Demóstenes Torres (TO).

    Nesse episódio, a Folha atirou os seus repórteres no mármore do inferno – Laura Capiglione e Lucas Ferraz foram chamados de “delinquentes” por Magnoli, com o beneplácito da direção do jornal. Agora, a Folha posa de paladina e desanca Nassif. No fundo, mantém-se alheia aos preceitos do velho bom jornalismo, da qual foi expoente no final do século passado.

    O diário do seu Frias caducou. As reiteradas barbeiragens e o abandono dos critérios de ética previstos no manual de redação levaram o jornal a se transformar em porta-bandeira do Palácio dos Bandeirantes, a serviço da candidatura de José Serra à Presidência da República. E nem deixa isso claro ao leitor.

    Isso é insano. Isso é suicídio.

    Esse comportamento da Folha – e da imprensa, de uma maneira geral – foi alvo de análises em muitos artigos de jornalistas da estatura de Luís Nassif, Luiz Carlos Azenha, Leandro Fortes, Rodrigo Vianna, Mino Carta e tantos outros que marcaram espaço na internet nos últimos anos como contraponto ao que Paulo Henrique Amorim taxou de Partido da Imprensa Golpista, o PIG.

    O desmascaramento desse comportamento duas-caras da velha mídia foi um dos processos mais salutares da imprensa brasileira neste início de século. E isso a Folha não tolera. Tampouco a Veja. Mas é irrevogável.

    Imagino que o que deve irritar Otavinho é o fato de o jornal vir perdendo prestígio por conta dessas barbeiragens, estúpidas e rasteiras, que não seriam toleradas há 10 anos. Ora, diabos. Então eles esqueceram de publicar os erramos por conta do dossiê falso da Dilma? Ou pedir desculpas aos leitores pela defesa da “ditabranda” em editorial no ano passado? Ou sequer reconhecer o equívoco editorial que foi dar espaço nas páginas do jornal ao artigo de César Benjamin, apontando a participação do presidente da República num estupro de um colega de cela em plena ditadura?

    Todos esses episódios geraram críticas na blogosfera. E foram devidamente denunciados por Nassif e os colegas citados acima. Foram essas críticas que geraram ataques da Veja a Nassif. Agora, vêm da Folha.

    Como o jornal pode cobrar retidão e coerência de um ex-colaborador que continua fazendo jornalismo, enquanto o diário da Barão de Limeira descasca a lápide de Cláudio Abramo transformando o ex-”maior jornal do Brasil” num panfleto?

    As críticas de Nassif à política econômica do governo Lula, permeadas no seu blog junto com os textos em que elogia também os aspectos considerados positivos da política social, foram escamoteadas do leitor da Folha. Nassif é retratado como um jornalista chapa-branca, pró-Lula e pró-PT, a soldo, vivendo dos cofres públicos. Quase um delinquente. O fato de que esse mesmo profissional esteve por vinte anos no Conselho Editorial da Folha também foi omitido. Isso é jornalismo?

    Nassif tinha um programa na TV Cultura enquanto estava na Folha. E isso parece nunca ter sido um objeto de reportagens ou denúncias nas páginas do jornal antes. Como ele se desligou da Folha – ou foi demitido, sei lá – e saiu da TV Cultura, na gestão Serra, mas manteve a mesma visão de jornalismo em seu blog, isso agora parece incomodar Otavinho Frias.

    Como apontei, é assustador!

  17. OSSOBUCO
    quinta-feira, 11 de março de 2010 – 23:17 hs

    Leandro Fortes: Frias retaliações

    Minha vingança será maligna

    por Leandro Fortes, no Brasília Eu Vi

    A leitura que se segue, reproduzida do blog do jornalista Luis Nassif, deve ser feita aos poucos, degustada, até, por ser um instantâneo de uma feroz reação da Folha de S.Paulo, embora sirva de modelito para toda a velha mídia corporativa brasileira, asfixiada pela transparência promovida, na última década, pelo poder desinfetante da internet.

    Trata-se de uma matéria de boa qualidade técnica, escrita por um grande repórter, Rubens Valente, mas contaminada na origem, por ser uma pauta obviamente gestada pela direção do jornal e colocada em marcha como missão funcional a ser cumprida sob o risco de demisão, em caso de recusa.

    Assim são as redações brasileiras, em sua maioria, repletas de uma autocracia sumária que destoa, hipocritamente, do discurso editorial quase histérico em defesa de um tipo de liberdade de expressão e de democracia que só interessa quando atende a interesses dos oligopólios de mídia.

    Luis Nassif tem sido alvo da velha mídia desde que, há dois anos, decidiu desnudar o reacionarismo da Editora Abril a partir de um bem montado – e bem escrito – “Dossiê Veja”, no qual lista, capítulo a capítulo, a virada neoconservadora da maior revista semanal do Brasil.

    Trata-se de uma análise de fatos e métodos, reveladora no todo, devastadora nos detalhes. Por causa disso, passou a ser perseguido implacavelmente por um blogueiro de esgoto mantido pela revista em regime de capitão-do-mato, com carta branca para assassinar reputações e despejar baixarias sobre tudo e sobre todos.

    Agora, chegou a vez da Folha, o mesmo jornal que há poucos dias escalou um dos zagueiros do Instituto Milleniun, Demétrio Magnoli, para chamar de delinquentes dois de seus jornalistas cujo pecado foi o de terem expostos, jornalisticamente, o discurso racista de um senador da República.

    Imagino que, ainda essa semana, haverá de se escalar, a título de isonomia democrática, um articulista para também desancar a matéria de Valente, na página de Opinião da Folha.

  18. jose
    sexta-feira, 12 de março de 2010 – 0:34 hs

    ossobuco e demais: a notícia sobre o luis nassif não foi “colada” do reinaldo azevedo…ele publicou bem depois….

    Mas, notem que a crítica de vcs é sobre a mídia “comprada”, só mostrei que o governo lula também compra jornalistas e portanto é exatamente igual aos que vcs criticam…

    O problema de vcs está na lógica: vcs não conseguem lidar com ela…se a “oposição” faz algo errado é crime, se o pt comete o mesmo crime vcs defendem?

    Para mim crime é crime, não importa que o cometeu.

    Querem um exemplo? fhc privatizou tudo o que pode, vcs o crucificam… lula privatizou nossas rodovias e vcs o aplaudem!!!

    Vcs são torcedores que se acham politizados e esclarecidos…eu não compactuo com falcatruas, mentiras, desmandos e crimes…esta é uma diferença entre nós…

    Querem mais um exemplo da burrice em defender nassif?

    Lembram daquela dívida do bndes que ele tinha e que foi “perdoado” em 2005 em quase R$ 1 milhão? Então, aquilo era dinheiro público que ele tomou e não pagou, sabem de onde veio este dinheiro? Do FAT…pois é: um governo do pt deixou que um espertalhão causasse um prejuízo de R$ 1 milhão no FAT, dinheiro dos trabalhadores…e vcs continuam aplaudindo….

    Isto não é invenção da folha, está lá, na documentação do bndes…

    Vcs exigiram uma intervenção em Honduras e defendem a ditadura cubana dizendo que não devemos intervir. Seguem e idolatram um cara que diz que greve de fome é coisa de bandido, mas tem a cara de pau de cumprimentar Mandela, sem o menor constrangimento. aliás acho que ele pensa que Gandhi é aquele bloco da Bahia…só…

    Crime é crime, culpados são culpados e quem é conivente também é culpado, no mínimo cumplíce…

    Mas a diferença básica entre nós é a seguinte: eu lutarei pela liberdade de vcs se expressarem, sempre; vcs com certeza lutarão para me calar…entenderam?

    Explico com todas as letras: eu acredito em democracia, direito e liberdade, vcs não só não acreditam como tudo farão para acabar com nossa democracia, nossos direitos e tentarão acabar com nossa liberdade…

    O primeiro passo é sempre tentar clara a imprensa, ou comprá-la…

  19. OSSOBUCO
    sexta-feira, 12 de março de 2010 – 9:15 hs

    Olha José, eu sempre fui favorável às apurações de qualquer lado, tampouco concordo com tudo o que o Lula faz ou diz, mas vc há de convir que nessa época de eleições a grande mídia joga muito sujo e pesado.

    Quanto ao Nassif, ninguém o criticou quando ele tinha contrato com o governo de SP, mesmo assim, nessa época o Nassif criticou a Sabesp. Levou ferro do Serra por ter feito mais críticas e o Nassif, se vc lê o seu blog, pode verificar que ele também critica o governo federal.

    Agora, o poder da grande mídia é um desserviço à qualidade da informação e ao princípio do contraditório, é muito sujo esse jogo.
    veja o reinaldo Azevedo, por exemplo, o cara é um esgoto só, escreve de maneira chula que ofende quem o lê, não tem respeito nem pela mãe dele.

    Compare um Reinaldo Azevedo e um Mainardi com um Nassif, prefiro mil vezes o Nassif, é mais culto, seu estilo é muito bom e tem história, diferentemente dos outros dois, que se não estivessem travestidos de neoconservadores não teriam como se sustentar, a Veja hoje é um panfleto dos mais baixos, puro jornalismo marrom. Se vc gosta deles, é seu direito, eu fico com o Nassif.

  20. jose
    sexta-feira, 12 de março de 2010 – 9:19 hs

    Ao ossobuco: o texto abaixo está em http://www.agenciabrasil.gov.br , eles também são da “mídia golpista”? Note que o texto não ataca o senador, mostra o que ele falou e não fez troca de palavras (“reinos africanos” por “negros”) como fizeram os repórteres da “folha”…

    Demóstenes Torres defende cotas sociais em lugar de cotas raciais
    Enviado por Lilian Beraldo, qua, 03/03/2010 – 13:59

    Paula Laboissière
    Repórter da Agência Brasil

    Brasília – O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, Demóstenes Torres (DEM-GO), defendeu hoje (3), durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), que o país adote cotas sociais que priorizem alunos de baixa renda e não cotas raciais.

    Ao participar de audiência pública que trata de políticas afirmativas para a reserva de vagas no ensino superior, ele condenou a entrada de negros ricos por meio da política de cotas raciais e questionou números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que classifica a população em brancos, pretos e pardos.

    “Somos mestiços. Nosso grande problema é a pobreza, que é estrutural. O racismo não é estrutural. Ao estabelecermos cotas raciais, estabelecemos que os negros ricos podem entrar por meio das cotas, o que é uma discriminação grave”, disse o senador.

    “Quem é discriminado no Brasil é apenas o negro ou será que nosso problema é em relação ao pobre, que nada possui independentemente de sua cor? Temos 19 milhões de brancos pobres. Qual o tratamento que vamos dar [a eles]? Eles também não têm uma escola boa e recebem salário inadequado”, completou.

    Demóstenes disse ainda que é um mito a afirmação de que as universidades públicas são feitas para ricos e as privadas, para os pobres. Ambas, segundo ele, concentram ricos.

  21. jose
    sexta-feira, 12 de março de 2010 – 10:04 hs

    ossobuco, uma surpresa para vc: li o mainardi uma vez e não gostei; nunca mais li, leio, às vezes (quando vcs citam) o reinaldo azevedo, mas em nenhuma das vezes mudou o que eu já pensava…

    O nassif só conheci há pouco tempo, coisa de dois anos…mas achei fraquíssimo, por dois motivos: distorce os fatos, sempre defendendo o governo…isto também é desserviço…

    A “grande mídia” está errada? Lembro a vc um detalhe importante: a mesma grande mídia publicou as denúncias sobre collor, renan, sarney, arruda e tantos outros casos, será que eles estão sempre errados? Collor foi afastado, renan e sarney só sobreviveram porque o pt os segurou, já arruda não foi protegido nem pelo próprio partido.

    Quem denunciou o mensalão? Foi um aliado do pt.

    Foi mensalão ou caixa 2? Nos dois casos é crime. alguém foi punido? O que os principais envolvidos fazem hoje? Que cargos eles ocupam?

    Quem denunciou o dossie dos aloprados? Foi a Polícia Federal.
    Responda: De onde veio o dinheiro?

    São assuntos “antigos”? Eu não esqueci deles…então um bem atual: a Bancoop, cadê o dinheiro?

    E novamente: quem não gosta de Mainardi, Azevedo, ou nassif, a solução é simples: basta não lê-los…o mesmo vale para folha, estadão, veja, isto é, carta capital, piaui e as redes de tv…sem público nada prospera, exceto a tv estatal do franklin martins, que mesmo com zero de audiência, consome milhões por ano, que poderíam ser melhor aproveitados em tantas outras áreas carentes…

    Não concorda com o que a “mídia” publica? Conteste-a, com fatos e argumentos sólidos. Quem se sentir ofendido que processe-os.

    Há jornalistas e jornalistas, cabe a quem lê decidir se aquilo serve ou não. O resto o mercado dá conta, ou a conta…

    E mesmo sendo uma “mídia golpista”, ela deve existir, ter o direito de escrever o que quise. Isto é o que te incomoda, como todo petista vc adoraria uma imprenas controlada, que só escrevesse loas ao governo…docilmente servil…

    Isto se chama ditadura, admita; vc gosta. Eu não…

  22. jose
    sexta-feira, 12 de março de 2010 – 10:07 hs

    ossobuco, vc notou que não coloquei o segundo motivo pelo qual não gosto do nassif? Para ficar aqui, à parte, para vc defender:

    O meu dinheiro (seu também) que ele levou do bndes e não pagou, sou um trabalhador, contribuinte e o dinheiro do FAT (no Bndes) também é meu…

  23. Antonio
    sexta-feira, 12 de março de 2010 – 11:37 hs

    O problema do que está por vir no Brasil está bem retratado na posição que o presidente assumiu em relação aos presos políticos de Cuba. Tanto para Lula como para Dilma os presos de lá são simplesmente presos. Lula até comparou os presos políticos cubanos aos bandidos de São Paulo. Agora, preso político da esquerda brasileira é outra coisa. Além a anistia, recebem fortunas mensais como indenização por uma opção que fizeram livremente. Recebem cargos no governo e todo tipo de mordomia. O futuro do Brasil é preocupante. Por isso, o pessoal que está abrindo o olho para a realidade já o faz tardiamente. A reação a esta situação perigosa para a Nação já deveria ter acontecido há muito tempo.

  24. OSSOBUCO
    sexta-feira, 12 de março de 2010 – 11:58 hs

    Olá José, eu não defendo ninguém e vou pesquisar sim. Talvez seja mais um factóide ou não! A averiguar!

  25. OSSOBUCO
    sexta-feira, 12 de março de 2010 – 12:19 hs

    PESQUISA nº 1

    Gravataí, ex-assessor da vereadora Soninha (PPS), é o blogueiro que difamava Nassif

    Atualizado em 24 de junho de 2009 às 19:33 | Publicado em 24 de junho de 2009 às 16:07

    Mais cedo republicamos um post do Luís Nassif sobre um crime na internet do qual foi vítima. No auge da série contra a Veja, ele foi atacado por um blog apócrifo criado justamente com essa finalidade.

    O advogado de Nassif, Marcel Leonardi, “entrou com uma ação na Justiça, conseguiu do juiz a autorização para o Google identificar o IP do autor e, depois, a NET, identificar a origem da chamada. Era na casa dos pais do chefe de gabinete da vereadora Soninha, mais conhecido como Gravataí Merengue.”

    Gravataí Merengue chama-se Fernando Gouvêa, que, em comentário no blog do dr. Túlio Vianna, diz: “Não trabalho mais com a Soninha desde o final de 2008”.

    Agora à tarde, Idelber Avelar,no excelente O Biscoito Fino e a Massa, tem uma conduta exemplar ao abordar o episódio.

    Idelber: Gravataí Merengue era mesmo autor no blog anônimo de difamação contra Luis Nassif

    Dada a fúria com que eu defendo aqui a liberdade de expressão, alguns leitores podem talvez pensar que isso implique a defesa de um suposto direito de dizer qualquer coisa, de qualquer forma, sobre qualquer pessoa. Evidentemente, não é este o caso. Conheço os artigos 138 a 145 do Código Penal e, apesar de não ser advogado, já refleti um mucadinho sobre a complicada tarefa que é equilibrar esses artigos com a liberdade de pensamento garantida pela Constituição Federal.

    Numa crítica a um livro, por exemplo, mesmo que muito satírica, acho descabido mover um processo por injúria. Sou fortemente influenciado, nesses casos, pela jurisprudência americana, que reza que, em caso de potencial conflito entre a liberdade de expressão e qualquer outro princípio, a coisa tem que ser bem cabeluda para que não prevaleça aquela.

    É claro que um blog anônimo dedicado a atacar alguém com material difamatório é outra coisa, bem distinta. É este o caso que nos ocupa hoje. Ele é particularmente chato para mim, porque envolve uma pessoa que conheço e que me recebeu com muito carinho em São Paulo. Peço que acompanhem o cuidado que o Biscoito teve com esta matéria.

    No dia 8 de junho, Luis Nassif publicou um post intitulado A turma do anonimato, em que ele relatava que havia sido desmascarado o blog anônimo dedicado a atacá-lo com as requentadas acusações acerca de sua negociação com o BNDES. O post de Nassif informava que o Google havia sido acionado para fornecer os dados do responsável pelo blog anônimo. A empresa respondeu, identificando um email pertencente à mãe do Gravataí Merengue (pseudônimo de Fernando Gouvêa) e uma linha registrada em nome de seu pai.

    Imediatamente, eu me comuniquei com o Nassif, dizendo que ele havia provado que existia mesmo um blog registrado em nome da família do Gravataí, mas que, na ausência de uma URL ou de um arquivo com o conteúdo do blog, eu ainda precisava de mais evidências. Tratei o assunto passo a passo, sempre com a presunção de inocência. Naquele momento, o Gravataí escreveu um post que, na minha opinião, era uma confusão só, onde não se respondia a simples pergunta: ele foi ou não foi responsável por um blog anônimo de ataques caluniosos ao Nassif?

    Abro um parênteses para esclarecer direitinho o que eu entendo por “anonimato”. “Gravataí Merengue” não é “um anônimo”. É o pseudônimo de Fernando Gouvêa, conhecido na internet. O Hermenauta não é “um anônimo”. É o pseudônimo de alguém que trabalha em Brasília. No caso de que cometesse alguma ilicitude, ele seria facilmente identíficável. Eu jamais chamaria o blog de ataques ao Nassif de “anônimo”, por exemplo, se Gravataí o houvesse assinado com seu pseudônimo. O blog era anônimo mesmo, ou seja, estava nítido o propósito de ocultamento da identidade. Acredito que a minha compreensão do termo coincide com a do advogado de Nassif, o Dr. Marcel Leonardi (esse é doutor mesmo, com doutorado na USP).

    Pois bem, recebi do Nassif um pdf com o conteúdo do blog. A URL era bndesnassif.blogspot.com. Não adianta ir lá, evidentemente, pois o blog foi removido. O conteúdo é claramente difamatório: um arrazoado de acusações e ilações feitas a partir de uma renegociação de dívida. As ofensas reiteradas tinham o claro propósito de difamar. Eu assumi com Nassif – sem que ele jamais me pedisse isso, que fique claro – o compromisso de que eu não disponibilizaria esse pdf para ninguém, a não ser duas ou três pessoas de minha confiança. Afinal de contas, a vítima não tem obrigação de sair por aí disseminando conteúdo difamatório contra si mesma. Se o conteúdo tiver que vir à tona, que venha em tribunal. Eu li o suficiente para sustentar o que afirmo aqui.

    Mas o cuidado d’ O Biscoito Fino e a Massa com a presunção de inocência e o direito de resposta não parou nesse ponto. Entrei em contato com o Gravataí de novo, perguntando se ele confirmava ou não ter sido o responsável pela URL bndesnassif.blogspot.com. Não posso publicar a minha correspondência passiva sem autorização do envolvido, mas a ativa eu posso, sim sinhô. Meu email era:

    Gravata, meu velho,

    Direito de resposta pra mim é sagrado. Pergunta clara, límpida, cristalina, fora de qualquer política: foi você ou não foi você o responsável pelo conteúdo do blog cuja URL era bndesnassif.blogspot.com?

    Aguardo sua resposta. Abração,

    Idelber

    A resposta do Gravataí a essa pergunta era de que a ela não se respondia com um simples “sim” ou “não” e de que ele até responderia se o conteúdo do blog estivesse disponível. Depois havia um monte de outras coisas que não respondiam minha pergunta.

    Dada por encerrada a minha investigação sobre este lamentável episódio, registro o post, pois, com esse título, sem nenhum medo de errar. Note-se que meu título não pressupõe que o Gravataí fosse o único autor do blog. As pessoas de minha intimidade sabem que eu torci para que o Nassif estivesse equivocado, mas o fato é que ele estava certo. Mais uma vez. Infelizmente.

  26. OSSOBUCO
    sexta-feira, 12 de março de 2010 – 12:20 hs

    Continuo pesquisando …

  27. jose
    sexta-feira, 12 de março de 2010 – 16:39 hs

    ossobuco, infelizmente não é “factóide”, a divida existiu, o empréstimo não foi pago, foi feito um “acordo”, a dívida foi perdoada em sua maior parte e o restante o nassif não pagou e não foi executado…nem será…

    É o meu, o seu, o nosso dinheiro, daí a minha indignação pelo fato do governo contratar, sem licitação, este cidadão….

    Esperimenta vc ficar devendo algum no Banco do Brasil ou na Receita Federal….

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