Desemprego atinge 23% entre os mais pobres, mostra estudo do Ipea | Fábio Campana

Desemprego atinge 23% entre os mais pobres, mostra estudo do Ipea

“Segundo o Ipea, a taxa de desemprego entre os pobres foi de 23,1%. É 5,2 vezes maior do que a daqueles que não se encontravam em situação de pobreza”.

“Segundo o estudo, 59,9% dos desempregados tinham idade entre 21 e 40 anos, e 23% com até 20 anos.

“Bens primários não geram empregos de qualidade e o Brasil precisa ter mais qualidade nas vagas geradas, na busca por produtos com maior valor agregado”, afirmou o presidente do Ipea.

“Holerite: quase 80% dos pisos não ultrapassam 1,5 salário mínimo”, diz Dieese.


A conclusão consta do estudo A Desigualdade no Desemprego no Brasil Metropolitano, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O presidente do Ipea, Márcio Pochmann explicou que o estudo abrange o conjunto das principais regiões metropolitanas que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “E ele mostra as principais tendências da evolução da desigualdade no interior do mercado de trabalho para as principais regiões metropolitanas brasileiras, desde março de 2002”, afirmou.

Segundo o Ipea, a taxa de desemprego entre os pobres foi de 23,1%. “É 5,2 vezes maior do que a daqueles que não se encontravam em situação de pobreza”, disse o presidente do Ipea. No mesmo período, a taxa de desemprego para os trabalhadores não pobres foi de 4,4%. O Ipea considera pobre o indivíduo cuja renda mensal per capita da família, ou seja, por pessoa, é de, no máximo, meio salário mínimo.

“Quanto à distribuição pessoal de renda, em julho deste ano, registramos que os 20% mais pobres respondiam por 40,4% do desemprego, enquanto os 20% mais ricos correspondiam a 5,2%”, informou Pochmann. “Além disso, mais de 80% da composição absoluta do desemprego estão concentrados entre as pessoas de até 40 anos de idade. “Segundo o estudo, nesse período, 59,9% dos desempregados tinham idade entre 21 e 40 anos, e 23% com até 20 anos.

Um ponto que chamou a atenção dos técnicos foi a questão da escolaridade: os desempregados pobres tendem a ter maior dificuldade de conseguirem uma vaga no mercado de trabalho, mesmo tendo mais escolaridade.

“Isso nos leva a crer que a educação é condição necessária para o acesso a um melhor posto de trabalho, mas não é necessariamente suficiente para isso”, disse o pesquisador.

A maior parte dos desempregados registrados em julho (56,1%) frequentaram a escola durante 11 ou mais anos. No mesmo mês de 2002, eram 35,6% o número de desempregados com a mesmo tempo de escolaridade. Em julho de 2005, o índice aumentou para 45,8% e, em 2007, para 49,8%.

“Muitas conclusões podem ser extraídas dessa informação. Em primeiro lugar, mostra que existe, sim, um preconceito que acaba por valorizar as pessoas de origem não pobre. Há também a questão do racismo, uma vez que há, entre os pobres, um maior número de negros. Além disso, a competição é mais acirrada quando o que há em vista são os melhores postos de trabalho”, analisou Pochmann.

O ritmo de expansão da escolaridade, segundo ele, tem sido maior do que o ritmo de criação de empregos para este grupo. “Bens primários não geram empregos de qualidade e o Brasil precisa ter mais qualidade nas vagas geradas, na busca por produtos com maior valor agregado”, afirmou o presidente do Ipea.

“É bom lembrar que escolaridade é diferente de qualificação, que significa adaptação específica a um determinado posto de trabalho”, completou.

Autor: Agência Brasil


5 comentários

  1. salete cesconeto de arruda
    domingo, 21 de março de 2010 – 12:55 hs

    Graças ao governo do PSDB que perdeu tempo negociando o segundo mandato no tapetão – enquanto poderia ter preparado o povo para o trabalho mais especializado. Emprego tem. O que faltou naquele tempo – foi o Mestre – Educador – ter se preocupado com ESPECIALIZAÇÃO DO POVO e não compra de mandato – rasgando a constituição.

  2. X I M B I K A
    domingo, 21 de março de 2010 – 13:05 hs

    Em quanto isso, os mas ricos, tem varioas fonts de renda
    provinientes dos cofres , PUBLICOS , EM materia de hoje da GAZETA DO POVO, mostra como funciona a RADIO POEMA DE PITANGA,que fica GEOGRAFICAMENTE no centro do PARANA, COM SEU DIRETOR RECEBENDO SEUS HONORARIOS DA ASSEMBLEIA, do gabinete do diretor geral da casa, peguntamos existe centenas de emissoras deficitarias, em varios municipios, extorquindo municipios que pssam por dificuldades,deixam de atender os municipes, paara manteros politicos no poder, que me desculpe o MINISTERIO PUBLICO, que so anda na beira das prais, ja mais corre o risco de penetrar a aguas mais profundas.

  3. VLemainski - Cascavel
    domingo, 21 de março de 2010 – 13:44 hs

    O IPEA não divulgou o percentual dessas pessoas desempregadas que recebem o bolsa família. Muita gente, por medo de perder o benefício, recusa-se a ter carteira assinada.
    O estudo, mais uma vez, contraria a propagenda governamental, segundo diz o “filho do brasil”: “nunca antes situação do brasilero esteve tão boa”. Prá quem?

  4. justiceiro
    domingo, 21 de março de 2010 – 19:04 hs

    É isso aí.

  5. Divanir
    segunda-feira, 22 de março de 2010 – 0:17 hs

    salete cesconeto de arruda
    Domingo, 21 de Março de 2010 – 12:55 hs

    Graças ao governo do PSDB que perdeu tempo negociando o segundo mandato no tapetão – enquanto poderia ter preparado o povo para o trabalho mais especializado. Emprego tem. O que faltou naquele tempo – foi o Mestre – Educador – ter se preocupado com ESPECIALIZAÇÃO DO POVO e não compra de mandato – rasgando a constituição.

    Divanir:
    Mais uma vez tenho que divergir de Salete, pois acusar é fácil, votei em Lula no Primeiro mandato, mas não voto mais, muito menos na Dilmona, que ao país nada fez de bom, e ainda tenta levar os loros do PAC, que não é tão eficaz assim, mas de certo maneira é bom, ou melhor que nada.
    O peixe morre pela boca, pois é Salete, o PT teve o mesmo tempo de governo de FHC, também deveria ter feito e não o fez, é fácil ficar lamentando 8 anos de FHC e tentar impurrar toda culpa a ele. se 8 anos foi bastante à FHC, deve ter sido bastante a Lula também.
    Referente a negociar compra de segundo mandato no tapetão, pode até ser, no comparativo FHC teve oito anos, igual ao Lula, no entanto, não querendo largar o osso, tenta empurrar a tal de Dilma Roussef guéla abaixo do povo. É facil dar o que é dos outros aos outros, o difícil é dar segurança, saúde e educação e tudo isto está um caos em nosso país.

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