Testemunhas de defesa não comparecem à audiência do caso Carli | Fábio Campana

Testemunhas de defesa não comparecem à audiência do caso Carli

Da Gazeta do Povo

Das 20 testemunhas de defesa do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho sete não compareceram na manhã desta quinta-feira (4) à audiência de instrução, que vai definir se o ex-parlamentar será julgado por um júri popular pela morte de dois jovens em um acidente de trânsito.

Ribas Carli também não compareceu ao Tribunal do Júri durante a manhã. A expectativa é que ele seja ouvido após todas as demais testemunhas, de defesa e acusação, conversarem com o juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar. No entanto, se a defesa preferir, Carli Filho pode não comparecer à audiência e o juiz dará a decisão sem ouvir o réu.

Segundo o advogado Roberto Brzezinski Neto, que defende o ex-deputado, Carli Filho foi dispensado de comparecer à audiência nesta quinta-feira (4). O ex-parlamentar irá até o Tribunal do Júri somente se o juiz o convocar, afirmou Brzezinski.

Vítor Geron/Gazeta do Povo
Vítor Geron/Gazeta do Povo / Gilmar Yared, de azul, e o advogado Elias Mattar Assad (direita) falam com jornalistas no Tribunal do Júri Ampliar imagem

Vítor Geron/Gazeta do Povo
Vítor Geron/Gazeta do Povo / Outras famílias que tiveram vítimas de acidentes de trânsito compareceram ao Tribunal do Júri Ampliar imagem

Daniel Derevecki/Agência de Notícias Gazeta do Povo
Daniel Derevecki/Agência de Notícias Gazeta do Povo / Movimentação intensa de jornalistas que cobrem a audiência do caso Carli Filho Ampliar imagem
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Gilmar Yared, de azul, e o advogado Elias Mattar Assad (direita) falam com jornalistas no Tribunal do Júri

Outras famílias que tiveram vítimas de acidentes de trânsito compareceram ao Tribunal do Júri

Movimentação intensa de jornalistas que cobrem a audiência do caso Carli Filho
Relembre o caso

O acidente envolvendo o ex-deputado aconteceu na madrugada do dia 7 de maio. Carli Filho dirigia um Volkswagen Passat de cor preta, que acabou batendo contra um Honda Fit de cor prata. Os ocupantes do Fit, Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20, morreram na hora.

O caso ganhou repercussão nacional após a Gazeta do Povo revelar que Carli Filho tinha 130 pontos na carteira de habilitação e do exame do Instituto Médico Legal(IML) informar que ele conduzia o veículo em estado de embriaguez. O acidente expôs um histórico de multas de políticos e de 68 mil cidadãos que dirigiam com a carteira de habilitação suspensa.

No dia 29 de maio, Carli Filho renunciou ao cargo de deputado estadual. O pedido oficial da renúncia foi encaminhado ao presidente da Assembleia, Nelson Justus (DEM), e Carli Filho perdeu o foro privilegiado. O ex-deputado prestou depoimento à polícia no apart hotel onde estava hospedado em São Paulo no dia 9 de junho. Ele disse não se lembrar de nada do acidente.

No dia 11 de agosto, após três pedidos de prorrogação de prazo, o delegado Armando Braga de Moraes concluiu o inquérito e indiciou Carli Filho por duplo homicídio com dolo eventual.

Os deputados estaduais Durval Amaral (DEM) e Valdir Rossoni (PSDB), que estavam como testemunhas de defesa de Carli Filho no processo, enviaram ofícios ao juiz Avelar e não compareceram à audiência. Para outras 8 testemunhas de defesa, foram enviadas cartas precatórias e elas serão ouvidas nos estados em que estão. Algumas estão no estado de São Paulo e Mato Grosso. Uma testemunha está no Estados Unidos. Durante a manhã havia 4 testemunhas de defesa no Tribunal do Júri.

Do lado da acusação são 19 pessoas testemunhando. O juiz vai ouvir todas as testemunhas de acusação primeiro, para depois ouvir as de defesa. A tendência é que esta primeira audiência não termine nesta quinta-feira, pois 12 a 15 testemunhas de acusação devem ser ouvidas. Neste caso, a audiência seria retomada por volta das 9 horas de sexta, para que sejam ouvidas todas as outras pessoas.

Até as 11h50 desta quinta-feira, quatro testemunhas de acusação haviam sido ouvidas. O intervalo para o almoço durou cerca de uma hora e meia e a audiência foi retomada por volta das 13h45. Pela manhã o início foi às 9h30.

Movimentação

Dezenas de pessoas e jornalistas estão em frente ao Tribunal do Júri. Algumas pessoas estão com camisetas pedindo Justiça, com os dizeres 190 km/h é crime. Fotos de Gilmar Yared também foram levadas por alguns amigos. A imprensa não tem acesso à sala da audiência, pois são muitas testemunhas a serem ouvidas, mais os advogados e representantes das famílias.

Acusação

Carli Filho é acusado de causar as mortes de Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Andrade, 20, em um acidente de trânsito na madrugada do dia 7 de maio de 2009, no bairro Mossunguê, em Curitiba.

O caso ganhou repercussão nacional. Segundo relatos de socorristas que atenderam ao acidente, o ex-deputado estaria embriagado. Carli Filho também não poderia estar dirigindo no dia do acidente, pois estava com a carteira suspensa com 130 pontos de infrações. Laudos do Instituto de Criminalística (IC) apontaram que o carro do ex-deputado estava entre 161 km/h e 173 km/h, 188% superior à máxima permitida no local que é de 60 km/h, no momento do acidente.

Após a audiência desta quinta-feira, o juiz da 2.ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, deverá decidir se a embriaguez e a excessiva velocidade configuram ou não a intenção de matar (dolo). Isso será determinante para que Ribas Carli enfrente o júri popular ou tenha a sentença dada apenas pelo juiz.

Por lei, a instrução de um processo tem um prazo de até 90 dias para ser encerrada. Se Carli Filho não conversar com o juiz, a decisão será dada do mesmo jeito, apenas sem a defesa feita pelo próprio réu.
Nesta quinta-feira, devem ser ouvidas apenas as testemunhas de acusação. Deputados estaduais enviaram ofícios e não serão ouvidos pelo juiz. Carli Filho foi dispensado de ser ouvido nesta quinta.

Das 20 testemunhas de defesa do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho sete não compareceram na manhã desta quinta-feira (4) à audiência de instrução, que vai definir se o ex-parlamentar será julgado por um júri popular pela morte de dois jovens em um acidente de trânsito. Ribas Carli também não compareceu ao Tribunal do Júri durante a manhã. A expectativa é que ele seja ouvido após todas as demais testemunhas, de defesa e acusação, conversarem com o juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar. No entanto, se a defesa preferir, Carli Filho pode não comparecer à audiência e o juiz dará a decisão sem ouvir o réu.

Segundo o advogado Roberto Brzezinski Neto, que defende o ex-deputado, Carli Filho foi dispensado de comparecer à audiência nesta quinta-feira (4). O ex-parlamentar irá até o Tribunal do Júri somente se o juiz o convocar, afirmou Brzezinski.

Vítor Geron/Gazeta do Povo
Vítor Geron/Gazeta do Povo / Gilmar Yared, de azul, e o advogado Elias Mattar Assad (direita) falam com jornalistas no Tribunal do Júri Ampliar imagem

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Vítor Geron/Gazeta do Povo / Outras famílias que tiveram vítimas de acidentes de trânsito compareceram ao Tribunal do Júri Ampliar imagem

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Movimentação intensa de jornalistas que cobrem a audiência do caso Carli Filho
Relembre o caso

O acidente envolvendo o ex-deputado aconteceu na madrugada do dia 7 de maio. Carli Filho dirigia um Volkswagen Passat de cor preta, que acabou batendo contra um Honda Fit de cor prata. Os ocupantes do Fit, Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20, morreram na hora.

O caso ganhou repercussão nacional após a Gazeta do Povo revelar que Carli Filho tinha 130 pontos na carteira de habilitação e do exame do Instituto Médico Legal(IML) informar que ele conduzia o veículo em estado de embriaguez. O acidente expôs um histórico de multas de políticos e de 68 mil cidadãos que dirigiam com a carteira de habilitação suspensa.

No dia 29 de maio, Carli Filho renunciou ao cargo de deputado estadual. O pedido oficial da renúncia foi encaminhado ao presidente da Assembleia, Nelson Justus (DEM), e Carli Filho perdeu o foro privilegiado. O ex-deputado prestou depoimento à polícia no apart hotel onde estava hospedado em São Paulo no dia 9 de junho. Ele disse não se lembrar de nada do acidente.

No dia 11 de agosto, após três pedidos de prorrogação de prazo, o delegado Armando Braga de Moraes concluiu o inquérito e indiciou Carli Filho por duplo homicídio com dolo eventual.

Os deputados estaduais Durval Amaral (DEM) e Valdir Rossoni (PSDB), que estavam como testemunhas de defesa de Carli Filho no processo, enviaram ofícios ao juiz Avelar e não compareceram à audiência. Para outras 8 testemunhas de defesa, foram enviadas cartas precatórias e elas serão ouvidas nos estados em que estão. Algumas estão no estado de São Paulo e Mato Grosso. Uma testemunha está no Estados Unidos. Durante a manhã havia 4 testemunhas de defesa no Tribunal do Júri.

Do lado da acusação são 19 pessoas testemunhando. O juiz vai ouvir todas as testemunhas de acusação primeiro, para depois ouvir as de defesa. A tendência é que esta primeira audiência não termine nesta quinta-feira, pois 12 a 15 testemunhas de acusação devem ser ouvidas. Neste caso, a audiência seria retomada por volta das 9 horas de sexta, para que sejam ouvidas todas as outras pessoas.

Até as 11h50 desta quinta-feira, quatro testemunhas de acusação haviam sido ouvidas. O intervalo para o almoço durou cerca de uma hora e meia e a audiência foi retomada por volta das 13h45. Pela manhã o início foi às 9h30.

Movimentação

Dezenas de pessoas e jornalistas estão em frente ao Tribunal do Júri. Algumas pessoas estão com camisetas pedindo Justiça, com os dizeres 190 km/h é crime. Fotos de Gilmar Yared também foram levadas por alguns amigos. A imprensa não tem acesso à sala da audiência, pois