Rusch rebate com números o discurso de Requião | Fábio Campana

Rusch rebate com números o discurso
de Requião

O líder da Oposição, deputado Élio Rusch, do DEM e entusiasta da candidatura de Osmar Dias, confrontou com números o discurso que o governador Roberto Requião apresentou durante a abertura dos trabalhos do Legislativo. “O Paraná pintado pelo governador, em seu exacerbado e cansativo pronunciamento, só existe no virtual, porque a realidade está bem diferente”, afirmou o deputado.

Rusch lembrou que em 2002, durante a campanha para o governo, o então candidato Roberto Requião afirmou que construiria 200 mil casas até 2006. Agora o governador mudou o discurso. Disse no pronunciamento da última terça-feira que foram atendidas 250 mil famílias pela Cohapar.

“250 mil famílias não são 200 mil casas”, rebateu Rusch. “Considerando a média de quatro pessoas por família, a Cohapar teria construído no máximo 60 mil moradias. Em agosto de 2009 a Cohapar divulgou que tinha entregue pouco mais de 30 mil. Desta forma, não haveria tempo hábil para que a Cohapar construísse as outras 30 mil. Mesmo assim ficaria longe das 200 mil prometidas até 2006”, completou.

O deputado apontou também a utilização do salário mínimo regional para iludir a população, de que o Paraná possui o maior salário regional do país. O líder oposicionista, apresentou valores de salários base recebidos por servidores públicos, que ficam muito abaixo do piso estabelecido no Paraná.

Segundo Rusch, o cargo com simbologia 15-C tem como salário base o valor de R$ 96,90. Com todos os benefícios esse salário chega a R$ 664,15. Da mesma forma que o vencimento básico de um cargo DAS-1 é de R$ 555,29, enquanto que um DAS-5 é de R$ 357,21. Rusch citou ainda o valor do soldo de um cabo da Polícia Militar que é de R$ 349,62, enquanto que de um soldado de 2ª classe é de R$ 320,33, e de um 2º Tenente, R$ 602,22.

“Ele faz cortesia com o chapéu alheio. Não é o governo do Paraná que paga o mínimo regional proposto, e sim os empresários e empregadores domésticos. Se ele quer realmente se vangloriar que o Paraná tem o maior salário regional, que equipare o vencimento básico dos servidores a este valor”, disse.

Rusch lembrou ainda da construção, ampliação e reforma de vários hospitais tão alardeados pelo governo. O governador disse que “No primeiro discurso nesta Assembleia, em 2003, dizia que o melhor hospital à época era a ambulância que transportava os doentes para serem atendidos na capital”.

“Infelizmente a situação não mudou. Ônibus e ambulâncias vindos do interior são vistos com frequência em Curitiba. A entrega desses hospitais é sempre postergada e quando acontecem faltam equipamentos e profissionais para atuar”, condenou. “O Hospital de Reabilitação que era para ser exemplo para o país, sequer possui um aparelho de raio-x em condições de funcionar”.

Descaso

A situação do Porto de Paranaguá também foi abordada pelo deputado Élio Rusch. Ele lembrou que a dragagem realizada no Canal da Galheta foi muito inferior àquela que havia sido proposta no edital de licitação divulgado em 2007.

“Com isso os problemas do calado do Porto não foram resolvidos. O calado dos berços de atracação continua baixo. Também no Porto de Antonina, que está às moscas”, citou.

Rusch comentou ainda sobre a compra da draga, que segundo o Governo, seria a solução para os problemas dos portos paranaenses.“Até agora não se sabe quem operar essa draga. E também ninguém explicou, para a sociedade e para a Justiça, as possíveis irregularidades na licitação e o possível favorecimento a uma determinada empresa participante”.

Violência

Sobre a área da segurança, Élio Rusch lembrou que enquanto o governador diz que” um trabalho duro de reorganização está sendo realizado, bem como o reequipamento e revalorização das Policias”, a realidade do que se vê nas ruas é bem diferente.

“Mais uma vez o belo discurso e a propaganda. Todos sabemos e sentimos que a violência no Paraná tem aumentado frequentemente. Em Curitiba e Região Metropolitana, em janeiro deste ano, ocorreram 27 homicídios a mais que janeiro de 2009. Sem contar as chacinas que ocorreram no estado, algo que só ouvíamos falar em matérias do Rio de Janeiro e São Paulo”.

Omissão

Rusch demonstrou preocupação também com a dívida do Governo com a ParanáPrevidência. “Sobre esse assunto o governador sequer se pronunciou” disse. Em entrevista, o presidente da entidade afirmou que um novo plano de custeio está sendo elaborado.

“Elaborado para quê?”, questionou. “A divida será “esquecida”, pois os pagamentos serão feitos a partir deste novo plano, deixando para futuros governantes a responsabilidade de manter viável o fundo de aposentadoria dos servidores estaduais, o que este governo não teve competência e preocupação de fazer”.

Industrialização

Rusch lamentou que o governador Roberto Requião coloca em dúvida a eficácia da industrialização do Paraná, promovida pelo governo anterior, principalmente com a vinda de montadoras de veículos para o Estado. Segundo o deputado, os benefícios dessa industrialização foram e estão sendo colhidos pela atual administração.

“O governo esconde os números do recolhimento de ICMS a partir da data em que expirou o período de carência concedido a essas empresas. É só publicar os dados para comprovar o que todos já sabem: que houve uma revolução no setor industrial do Paraná, após o programa de incentivos do governo Jaime Lerner. Conseqüentemente, houve uma explosão na geração de empregos”, concluiu.


14 comentários

  1. Marmita
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 18:07 hs

    Coitado desse Deputado – 8 anos levando porrada… Mas por um bom motivo, vai para o céu…ou ao menos deve dormir tranquilo à noite, com a consciência limpa.

  2. zé da coxinha
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 18:08 hs

    É sempre assim, o ano político é o período de lavarem roupas sujas. As 250 mil famílias atendidas, é um número representativo, e se esse número for equivalente aos de moradias construídas, levando em consideração 40 m2 por família , então foram 1 milhão de metros quatros.
    Esse número somente terá sentido se analisarmos as metas e a demanda da população sem teto. 250 mil residências ou famílias, aproximadamente 4% da população do Paraná. CONCLUI ENTÃO: O DESEMPENHO DA HABITAÇÃO ESTÁ MUITO ABAIXO DA REAL NECESSIDADE, PÍFIA, AINDA MAIS SE TRATANDO DE UM GOVERNO POPULISTA.

  3. arlete zanin
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 18:11 hs

    ORA, ORA, SÓ TEM DESPREPARADOS – até acredito que
    tenha sido dito 250 mil pessoas-e não famílias. È bom que se
    diga : se existe um requião da vida sobrevivendo no PARANÁ,
    ISSO SE DEVE A UMA OPOSIÇÃO DESPREPARADA E
    MUITO INCOMPETENTE!!!QUE DEUS SALVE O PARANÁ!!!
    (fora políticos de ‘carreira’, fora família requião, fora família dias,
    fora família curi, fora …rua…esgoto para vs. todos)

  4. ildo baldo
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 18:13 hs

    É RUSCHE VOCE VAI PENAR TENTANDO MENTIR PRO POVO PARANAENSE PEDE PRO OUTRO ALEMÂO LERNER TE AJUDA

  5. Laertes
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 18:59 hs

    Considero Requião um administrador medíocre, mas um dos maiores oradores que o Brasil conheceu.

    Se tivesse mantido a seriedade e a impessoalidade dos discursos do início da carreira política, seria imbatível.

    Mas parece que a puxação de saco e as más companhias (empreiteiros, assessores corruptos, Lugo, Chavez, etc, etc)fizeram-no perder completamente a razão.

    Dedica seu talento a virulentos ataques pessoais, piadas de mau gosto e a brigas de quixotesca infantilidade (brigou até com a empresa de um jogo virtual que queria, segundo acreditou, internacionalizar a Amazônia).

    Triste fim de um político que, ao contrário do que seria natural, piorou com o tempo.

    Pena.
    Poderia ter reservado melhor lugar na História.

  6. quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 18:59 hs

    Não tenho os dados, mas uma coisa já vi. O Prefeito com visão altruística ….compra um terreno plano, bem localizado…..e depois vai à Curitiba ou Brasília….assinar o Convênio da Casa Popular…..

    Paga R$ 100.000,00 …..pseudamente volta “vende” para um parente por R$ 300.000,00…..e depois a Cohapar ou outra…compra do “laranja” por R$ 600.000,00. !!!!!!!! è assim que o dinheiro da “Casa” vai beneficiar à população…………..fora os aterros….luz elétrica, saneamento, cascalhamento ou pedra irregular, meio-fio….aí ele compra mais uma fazenda…..

  7. Jango
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 19:03 hs

    Mas – deputado Rusch – o que restará deste Paraná com o passivo bilionário noticiado à farta e que parece ninguém dá a mais mínima importância em apurar responsabilidades ? Governar é estar imune a responsabilidade ou governar também é responder pelos prejuízos causados ao erário ?

    Sucessor de Requião herdará passivo bilionário

    “Ao deixar o governo, em abril do ano que vem para concorrer ao Senado Federal, o governador Roberto Requião (PMDB) deixará um passivo judicial bilionário para seu sucessor, que será eleito em 2010. São cerca 300 ações nos judiciários estadual e federal, incluindo as varas de fazenda públicas e cíveis em primeira instância e em instâncias superiores, como Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Porto Alegre), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), além do Tribunal de Contas do Estado (TC) e Tribunal de Contas da União (TCU). O total de dívidas ou indenizações que esses processos podem gerar passa de R$ 1 bilhão.

    Somente com as empresas de pedágio, as ações, quando julgadas, resultarão numa dívida mínima de R$ 300 milhões, sem correção, segundo cálculos da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR). Neste montante, está um volume de 83 processos de ambas as partes. Porém, as ações foram desmembradas e já somam cerca de 180 dos dois lados (empresas de pedágio e governo), segundo a ABCR. Somente as empresas são autoras de 43 ações em andamento, entre elas, várias que pedem o equilíbrio financeiro, provocado por ações do governo.

    Os procedimentos judiciais das concessionárias questionam inclusive prejuízos materiais causados por invasões e depredações das praças de cobrança, os dias em que as cancelas foram mantidas abertas por manifestantes, desequilíbrios contratuais (obras extras, por exemplo) que não foram revistos por Requião e os dias que as empresas deixaram de aplicar os reajustes tarifários por falta de autorização do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

    Outro passivo, que já está sendo cobrado e deve ser rolado para os próximos anos, é a multa cobrada pelo não pagamento ao Banco Itaú de títulos públicos adquiridos dos estados de Alagoas e Santa Catarina e dos municípios de Osasco e Guarulhos, na ocasião da privatização do Banestado. Em 2003, quando assumiu, Requião parou de pagar os títulos considerados podres, um compromisso da privatização. Por essa decisão, o Estado já perdeu R$ 200 milhões em multas aplicadas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O dinheiro já vem descontado no repasse feito pela União no Fundo de Participação dos Estado (FPE). Como não há pagamento, acordo ou nova legislação sobre o tema, a multa continuará sendo cobrada do sucessor de Requião. Por mês, o Tesouro desconta R$ 4 milhões do Paraná. Para completar, o Banco Itaú ainda retornou com a ação pelo fato do governador ter quebrado um aditivo (renovação) contratual. Somente desta ação, deverão ser mais R$ 800 milhões de indenização.

    Só em ações populares, o advogado Cid Campelo Filho tem cerca de 50 processos, que juntos somam outros R$ 5 milhões. Na esfera trabalhista, o próximo governador herdará um passivo trabalhista que ultrapassa a R$ 30 milhões, caso a Justiça declare que os trabalhadores têm razão. Somente os trabalhadores de empresas terceirizadas movem cerca de 5 mil ações individuais e coletivas, que somam cerca de R$ 25 milhões. Há ainda ações individuais milionárias, como é o caso de Francisco Alpendre, ex-diretor jurídico da Paraná Previdência. Ele era servidor de carreira e foi demitido por denunciar irregularidades no governo. Só o processo dele soma R$ 1 milhão em indenização.

    De herança ao sucessor, também fica um processo trabalhista milionário pelo não repasse de reajuste salarial aos servidores do Judiciário no primeiro mandato de Requião, no início dos anos 90. Na ocasião, brigado com membros da Justiça, o governador deixou de efetuar o repasse salarial da categoria. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindijus-PR) moveu ação coletiva e venceu em última instância, em 2005. A ação foi avaliada em aproximadamente R$ 400 milhões, segundo o Sindijus. Como é uma dívida trabalhista coletiva, o julgamento virou um precatório – o maior do Estado. Na lista de pagamentos que obrigatoriamente precisa ser seguida por antiguidade, este só deverá entrar na pauta depois de 2010.”

    (noticia veículada neste Blog Fabio Campana em 08/06/2009)

  8. quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 19:49 hs

    Caro Fábio

    Prego o entendimento, defendo a unidade do nosso grupo político. Sou entusiasta sim, mas da união das forças políticas que querem o desenvolvimento do Paraná e do Brasil. Entendo que sem isso os nossos tradicionais adversários, tanto no plano nacional, quanto no plano estadual saem fortalecidos.
    Vejo como fundamental a continuidade das alianças feitas em 2006 e 2008.
    Beto Richa, Osmar Dias e Alvaro Dias precisam se entender, para que a Oposição não se divida. E eu tenho uma grande esperança nesse entendimento.

  9. Requião carece de Oposição
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 21:04 hs

    Esse é o nível da oposição no Paraná. Até os piores inimigos do Requião ao lerem esses argumentos pífios do Deputado Rusch acabarão por vacilar em suas convicções. Esperto como o Rei-quião já mostrou que é, vai acabar usando esse pronunciamento do Rusch como peça publicitária de sua campanha eleitoral, afinal, se o Rusch que é lider da oposição só tem isso à dizer…

  10. filet mignon
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 23:01 hs

    É muita besteira ficar discutindo com insano….
    Toque o barco deputado. Infelizmente a maioria doutrinada de LAMBE-BOTAS DO INSANO vai segurar até um dia a corda arrebentar, aliás, já está arrebentando….
    Infelizmente ainda é para nosso Estado ter como Governador este NEPOTISTA DE PLANTÃO, INSANO, DÉSPOTA, IMPROBO, E MAIS UNS CEM ADJETIVOS QUE PODEM SER BEM APLICADOS AO INDIVÍDUO.

  11. Borduna
    quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 – 9:10 hs

    Pergunto ao Dep. Elio Rusch por que do sed Partido o DEM, não é citado por ele uma só pessoa dentre os possíveis aliados Álvaro, Osmar e Beto. o DEM só tem demos ou não em niguem. Acabou?
    Não terá candidato a Governador? Virou partido nanico

  12. aline alana
    quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 – 9:19 hs

    Requião comentou o atrazo de 2 anos no pagamento dos fornecedores e MO de casas da agricultura familiar?

  13. Marcos Calonga
    quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 – 9:38 hs

    Todos “sem vergonha”, afinal quem foi que votou a favor daquelas negociatas quando da vinda das montadoras?
    Quem votou a favor da roubalheira do Banestado?
    Quem votou a favor do achaque do pedágio?
    Quem, quem???

  14. SEM DÓ
    quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 – 16:50 hs

    É ISSO AÍ!!!!!

    E O PEDÁGIO NÃO FOI O LERNER E O BETIM…
    O BANESTADO E A MULTA TAMBEM NAUM…
    PARTE DA SANEPAR MUITO MENOS…

    É TUDO CULPA DO ATUAL GOVERNO….

    E ALGUÉM ACREDITA…?????

    A ESTUPIDEZ É TANTA

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