Osmar pede solução para dívida do Paraná ao Itaú | Fábio Campana

Osmar pede solução para dívida do Paraná ao Itaú

Osmar Dias fez um apelo no plenário para que o Senado aprove a resolução que prevê o fim da multa sobre o não pagamento de títulos precatórios do extinto Banestado e o ressarcimento corrigido dos valores já pagos.

“Somando-se a parcela que o Estado deve pagar ao Tesouro Nacional temos um valor subtraído da receita do Paraná de R$ 68 milhões por mês. Aliás, esta parcela que não esta sendo paga pelo governo estadual, ao mesmo tempo, é retida pelos repasses federais que o Estado deixa de receber por estar inadimplente. Ou seja, o Paraná vem pagando da mesma forma”, disse.

A restrição impede também que o Estado contraia financiamentos e realize convênios com bancos de fomento. “Durante 2 anos lutei muito para dar um fim neste caso, que se arrasta por mais de uma gestão de governo. Conseguimos aprovar o Projeto de Resolução 24/2008, de minha autoria, que prevê o fim da multa e o ressarcimento corrigido dos valores já pagos, além de ter estancada a dívida mobiliária do Estado. Infelizmente o Governo Federal não aceitou. Tentei no final do ano aprovar outra resolução corrigindo a eventual inconstitucionalidade da primeira, mas o relator, o Senador ACM Jr. apresentou parecer contrário. Ou seja, o impasse continua”, explicou.

No fim dos anos 90, os municípios de Guarulhos, Osasco, e os estados de Pernambuco, Alagoas e Santa Catarina foram autorizados a emitir títulos para o pagamento de dívidas. E o Banestado, que já estava em processo de pré-falência, teve de adquiri-los no valor de R$ 456 milhões. O Paraná assumiu esses precatórios, em 2000, com a promessa de pagar ao Banestado, dando ações da Copel como garantia. Com a decisão do atual governador de não pagar os precatórios a questão foi parar na Justiça com o Banco Itaú, que comprou o Banestado, exigindo o recebimento. Foi essa ação que motivou a Secretaria do Tesouro Nacional a multar o Paraná a partir de dezembro de 2004, num valor que à época chegou a ser de R$ 10 milhões mensais.

CRIME – Segundo Osmar a venda do Banestado foi “um negócio muito mal feito”. “Não posso me calar e não vou me calar. Quem vendeu o Banco do Estado do Paraná praticou um crime contra os paraenses. Quem votou pela privatização também cometeu uma agressão ao povo do Paraná. Nós, no Senado, votamos contra a privatização. Votamos pela federalização. Assim o banco continuaria público”, disse. Segundo Osmarm, o Paraná recebeu R$ 5,5 bilhões pela venda do Banestado. Da dívida, já pagou R$ 7,6 bilhões e ainda deve R$ 9,1 bilhões. “Somando o que já pagou com o que vai pagar são R$16 bilhões. Um péssimo negócio”, completou.


30 comentários

  1. HORA DE COMPROMETER DILMA -
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 18:55 hs

    Osmar pode conversar com a Ministra Dilma e tirar alguns compromissos relacionados com os interesses do Estado. Solução para o caso do Itaú, recuperar a defasagem na participação da União na educação, uma maior integração na segurança pública (drogas, fronteira, portos e aeroportos), melhorias na infra-estrutura etc.
    Clovis Pena

  2. Salvador
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 19:00 hs

    Alguem precisa detalhar o que existe por trás deste debate e quais são os políticos que tem culpa nessa história!

  3. terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 19:50 hs

    Salvador

    Os politicos que tem culpa nessa história são os dois ex-Governadores do Paraná, são eles: JAIME LERNER (Ex) e ROBERTO REQUIÃO (Atual). Portanto o Senador OSMAR DIAS mesmo não sendo o responsavel pelo acontecido não deixa de lutar pelo nosso PARANÁ e pelo seu povo, que somos nós PARANAENSES.

  4. Borduna
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 19:53 hs

    Esses valores tem de ser retidos dos Estados devedores e caloteiros e não do Paraná. O cacete tem de ser baixado naqueles Estados e seus governos pilantras. O Itaú tem direito de receber. Idem o Estado do Paraná, A União(todos brasileiros) nada deve, por que deveria pagar? Lula tá certo. É pau em Santa Catariana e Alagoas com seus governos pilantras e nas demais prefeituras caloteiras…

  5. Maria do Ingá
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 19:59 hs

    O povo tem que pedir a cabeça do Lerner! Foi ele quem fez toda essa lambança…
    E ainda por cima querem tentar eleger seu afilhado, o Beto Richa…
    É para tirar do serio qualquer um…

  6. Linco
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 20:05 hs

    Só agora? Oportunista esse Osmar!

  7. EU NÃO ESQUEÇO....
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 20:07 hs

    O Banestado completaria 82 anos em 2010 levando o desenvolvimento a todas as regiões do Estado. Não é o que vai acontecer. Sua privatização tirou o emprego e o sono de milhares de paranaenses. Alguns não tiveram forças pra lutar. Outros permanecem na luta. Paradoxalmente, a maior parte dos parlamentares que participaram e votaram a favor do leilão do Banestado mantém seus mandatos na Assembléia Legislativa do Paraná ou se elegeram para outros cargos públicos. Mais que um fato, uma triste constatação.

    Nomes das excelências que votaram a favor da privatização, se não me falha a memória.

    Beto Richa/Ademar Traiano/Admir Bier/Carlos Simões/Chico Noroeste/Cleiton Kielse/Valdir Rossoni/Miltinho Pupio/Plauto Miró/Pastor Edosn Praczyk/Nelson JustosLuiz Fernando Litro/Luiz Accorsi/Geraldo Cartário/ Duilio Genari….tem mais.

  8. EU NÃO ESQUEÇO....
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 20:10 hs

    DISCURSO HISTÓRICO DO SENADOR OSMAR DIAS. É LONGO, MAIS MUITO IMPORTANTE LER PARA SABER COM PROCESSOU-SE O MAIOR ROUBO DO SÉCULO.

    SENADO FEDERAL
    Gabinete do Senador Osmar Dias

    Considerações sobre a corrupção no Banestado e a iminência de sua privatização pelo governo do Paraná, em 16 de outubro de 2000.

    Sr. Presidente, Sr.ªs e Srs. Senadores,

    A notícia já foi dada aqui pelo Senador Álvaro Dias, mas não posso deixar de comentá-la e trazer algumas informações que considero importantes para o Paraná, para o Brasil e para o povo, que está sendo convidado pelo Governador Jaime Lerner e pelo seu Secretário da Fazenda a pagar uma conta construída pela desonestidade e pela corrupção instalada no Banco do Estado, como de resto no Governo do Estado do Paraná.

    É preciso ser claro, porque a população do meu Estado e a população brasileira precisam saber que o processo de desmanche a que foi promovido o Banco do Estado do Paraná teve origem na elevada corrupção que tomou conta do Governo do meu Estado. E como disse aqui, há quinze dias, a Diretora do Banco Central, Tereza Grossi, essa corrupção foi instalada por uma quadrilha no Banco do Estado do Paraná, que assaltou o banco do povo paranaense.

    Tive um desentendimento – como aliás é de costume – com o Senador Roberto Requião. Desentendemo-nos às vezes, e uma delas foi na Comissão de Assuntos Econômicos. O Senador Roberto Requião ficou indignado com a postura do Diretor do Banco Central, Carlos Eduardo de Freitas. E eu disse ao Senador, naquela oportunidade, que o importante foi que eles disseram para o Brasil inteiro ouvir que uma quadrilha se instalou no Banco do Estado do Paraná e o assaltou.

    Ontem, quando ainda assistia pela televisão a propaganda do Governo paranaense, dizendo que quem vai ganhar com a privatização é o povo do Paraná, minha indignação cresceu. E ao ler no jornal, no final de semana, o absurdo pronunciado pelo Diretor do Banco Central, defendendo a privatização do Banco do Estado do Paraná, sem levar em conta aquilo que ele próprio endossou, ou seja, o que disse, a seu lado, a Diretora de Fiscalização do Banco Central, lembrei-me de que o Senador Roberto Requião não deixava de ter razão naquela época. O Diretor do Banco Central não desmentiu a Diretora de Fiscalização, concordando com o que ela disse. E estava presente o Senador Lauro Campos, que, como Professor de Economia, entendeu bem quando os dois disseram que uma quadrilha instalada no Governo Jaime Lerner assaltou o Banco do Estado do Paraná. E o Senador Roberto Requião me disse que eu deveria ter deixado bem clara a época em que a quadrilha se instalou. É que ele não ouviu na oportunidade, mas a Tereza Grossi disse que “a quadrilha se instalou no Banco do Estado do Paraná em 1995”. E li, na reunião, parte do relatório da auditoria do Banco Central, o qual dizia que, até 1995, a Banestado Leasing crescia, tinha lucros anuais e era uma empresa que operava sempre no azul e com crescimento do seu patrimônio. Em 1995, foi estarrecedor o que aconteceu.

    Sr. Presidente, lembre-se que o atual Presidente do Banco do Estado do Paraná também andou fazendo algumas afirmações absurdas nos últimos tempos, principalmente quando contestei os descontos dados não em empréstimos já vencidos, mas em parcelas a vencer de empréstimos contratados junto à Banestado Leasing, descontos que chegavam a 94%. E então ele dizia: “O Osmar não entende nada de banco. Esses descontos são normais, e os bancos podem fazer esse tipo de operação”. Ora, eu até pedi, desta tribuna, um empréstimo pessoal para o Sr. Reinhold Stephanes, porque, se ele julga normal dar desconto de 94% com dinheiro público, também deve considerar normal dar esse desconto com o dinheiro dele.

    Contudo, hoje pela manhã, no noticiário Bom Dia, Paraná, ele afirmou que foi a pior coisa que já viu durante sua vida pública inteira. E ele deve ter visto muita coisa ruim durante sua vida pública, porque foi Ministro da Previdência. E não conheço um aposentado deste País que esteja satisfeito com o trabalho realizado por ele no Ministério da Previdência, como também não conheço uma pessoa no Paraná que saiba que o Ministro, ao colocar em prática aqui um projeto de reforma da Previdência, exibia uma aposentadoria generosa, conquistada aos 44 anos de idade, dos tempos em que foi funcionário da Prefeitura de Curitiba. Portanto, ele deve ter visto muita coisa ruim durante sua vida pública e, para dizer que foi a pior coisa que viu durante todo esse tempo, imaginem os Srs. Senadores o que ele encontrou no Banco do Estado do Paraná. Para que o Sr. Reinhold Stephanes, hoje de manhã, como eu ouvi, dissesse: “O roubo praticado no banco do Estado foi a pior coisa que eu vi durante a minha vida pública.”

    O presidente do Banco diz que roubaram o Banco; os diretores do Banco Central dizem que o Banco foi assaltado. Onde está o Governador Jaime Lerner, que não dá uma opinião, que se omite, que, com cara de paisagem, vai à televisão e diz que não tem nada a ver com o que está acontecendo no Banco do Estado?

    O controle acionário do Banco do Estado do Paraná é do Governo do Estado. O Governador nomeou os diretores que assaltaram o Banco. Que autoridade, então, tem o Governador para continuar gerenciando um Estado, conduzindo o Orçamento do Estado, se afirma não ter nada a ver com o que aconteceu com o Banco roubado? Também o povo do Paraná foi assaltado, e o Governador pensa que não tem nenhuma providência a tomar. Sua única luta, nos últimos dias, é para garantir o leilão.

    Felizmente, encontramos um juiz que teve bom senso e respeito para com o povo do Paraná e concedeu liminar suspendendo o leilão.

    O Senador Roberto Requião, o Senador Álvaro Dias e eu ingressamos com uma outra ação – esperamos o seu julgamento ainda hoje – para corroborar a liminar concedida pelo juiz, para que esse leilão seja suspenso e para que a população do Estado do Paraná tenha o direito de saber o que o Governo atual fará para recuperar o dinheiro roubado.

    Senadora Heloísa Helena, assaltaram o Banco. Mais de trezentos milhões foram roubados do Banco, e o Governador diz que não tem nada com isso. Então, quem tem? A quem devemos recorrer? Ao Secretário da Fazenda? Mas o Secretário da Fazenda é intocável, a imprensa não fala nada dele. Será que ninguém se refere ao nome do Secretário da Fazenda porque é ele quem faz o pagamento mensal à imprensa paranaense? Será que as pessoas têm alguma preocupação com o futuro? O Secretário da Fazenda, se for chamado à responsabilidade, dirá o que está sendo feito para recuperar o dinheiro roubado?

    Senador Roberto Requião, V. Exª me pede um aparte, mas antes ouça a informação estarrecedora que recebi hoje. Se o Sr. Reinhold Stephanes nunca viu coisa tão ruim, agora também posso dizer que nunca vi tamanha cara de pau, ousadia e tanto cinismo por parte do Governo do meu Estado nesse processo.

    Senador Roberto Requião, V. Exª foi Governador e entregou o Banco como o terceiro mais rentável do País. Hoje, ele é o ducentésimo na ordem de viabilidade financeira. Procurei na lista até o centésimo nonagésimo nono. Não encontrei; pensei que tinham esquecido o Banco do Estado. Mas ele é o ducentésimo. Senador, no balanço do Banco do Estado do Paraná de 1999, existem créditos em liquidação, que são chamados de difícil recebimento – o professor Lauro Campos sabe -, no valor de R$1,387 bilhão. Se o conglomerado interessado em comprar o Banco pelo preço mínimo de R$434 milhões, contra um patrimônio líquido de R$554 milhões, portanto, R$120 milhões abaixo do patrimônio líquido, aí já existe um negócio que não consigo entender: a venda de um bem por um valor inferior ao seu valor real. Mas ainda há lá dentro R$1,387 bilhão.

    Suponhamos que alguém consiga receber 30% desse crédito em liquidação; 30% de R$1,4 bilhão, arredondando a conta, são R$420 milhões, o que é o preço do Banco. Portanto, o comprador já ganha o Banco se receber 30%. E todos sabemos que o banco privado que comprar irá na goela, na garganta do devedor e receberá muito mais que 50%; com isso, já ganha o Banco.

    Há uma outra questão relativa ao Banco do Estado, sobre a qual V. Exª pode falar com autoridade: as ações da Copel que foram dadas em garantia àquelas operações criminosas realizadas com os precatórios.

    Quando lembramos isso, as pessoas dizem: outra vez falar de precatórios? Isso já enjoou. Enjoou? São R$415 milhões – corrigidos, R$430 milhões hoje -, que estão lá como garantia dos precatórios ilegítimos, outro ato de corrupção praticado pelo Governo do Paraná que ficará para a história e na conta dos paranaenses, que terão de pagar a dívida de R$430 milhões de ações da Copel.

    Fora isso, existe uma outra história. Hoje li uma entrevista do Secretário da Fazenda em que ele dizia: “Só quem não entende nada de banco para dizer uma coisa dessas”. Só de créditos tributários, professor Lauro Campos, R$1,6 bilhão. Mas o Secretário disse que esse valor só será recebido se o Banco der lucro. Ora, uma banco privado compra outro para dar prejuízo? É lógico que dará lucro o Banco do Estado do Paraná. Aliás, já está dando lucro, apesar da administração medíocre, ridícula, criminosa, que hoje está no comando do Banco do Estado do Paraná. Créditos em liquidação, ações da Copel, créditos tributários e a obrigação que o Governo do Estado terá, nos próximos cinco anos, com exclusividade, de depositar toda receita do Governo do Paraná no Banco, êta lucro danado que terão o Bradesco e o Itaú, os dois bancos que sobraram.

    Aliás, eu, que não tenho bola de cristal e não entendo nada de bancos, há seis meses, queria apostar com o meu amigo, Senador Roberto Requião, que o comprador do Banco do Estado do Paraná seria o Bradesco. Evidentemente, S. Exª não quis fazer a aposta, porque também sabia que o comprador seria o Bradesco. Isso estava na cara! Sobraram apenas o Bradesco e o Itaú para essa mamata que está sendo colocada à disposição de seus donos. É evidente que o negócio já está feito, e essas duas instituições vão lutar na Justiça hoje para tentar derrubar a liminar. Deus queira que consigamos manter a liminar para defender o patrimônio do povo do Estado do Paraná.

    Aparte do Senador Roberto Requião

    Senador Osmar Dias, a coisa é realmente muito séria. Quando fui relator da CPI dos Precatórios, percebi uma ligação do Banco do Estado do Paraná com o Sr. Fausto Solano, aquele homem dos US$7 ou US$8 milhões, que ele não sabia a quem tinha dado nem para quem tinha distribuído essa quantia. Também verifiquei que havia uma operação interessantíssima: a IBF de São Paulo, a Ibrahim Borges Filho, uma factory inexistente, que não tinha nem office boy, era simplesmente um registro no Banco Central para operar – creio que naquela época não precisava de registro no Banco Central para que uma factory funcionasse – e resgatava debêntures da Inepar, do Mário Celso Petralha, que emitia debêntures. Ninguém iria comprá-las pelo valor nominal. Então, ela entrava numa cadeia da felicidade através de uma série de corretoras de factories, e, na IBF, elas eram resgatadas, com o dinheiro, suposta e provavelmente, do caixa 2 do Governo do Estado, dinheiro das comissões. E a IBF repassava para o mercado por 10% do valor. Tomei conhecimento de uma série de outras operações absolutamente escandalosas. Procurei o Governador Jaime Lerner – aliás já relatei o episódio no plenário do Senado – e marquei um jantar na casa de um amigo comum, Maurício Frishmann. A esse jantar, fomos eu, meu irmão, Eduardo Requião de Melo Silva, Maurício Frishmann e Jaime Lerner. Relatei a ele tudo o que estava acontecendo com o Banco do Estado do Paraná, porque eu não queria aceitar que o Governador Jaime Lerner soubesse daquilo tudo. Para meu espanto, a resposta que ele deu foi terrível: “Requião, por que você não faz como eu?” Eu lhe perguntei: Jaime, o que é que você faz? Ele disse: “Eu estou fazendo análise. Eu quero ser feliz. Por que você não procura o meu analista, Requião? Vamos deixar isso de lado, escândalo do Banco, e fazer um acordo político: você me apóia para a reeleição e dou suporte para que você seja candidato à Presidência da República? O Paraná fecha com você, que vai para a convenção do PMDB respaldado na sua base eleitoral.” Fiquei escandalizado e, no dia seguinte, denunciei todos os fatos de que tomei conhecimento na CPI dos Precatórios para imprensa. Daí fui vítima de uma campanha paga com o dinheiro do Estado, em que V. Exª também pegou uma carona: V. Exª e eu éramos, em um comercial pago pelo Governo do Estado, apresentados nas principais redes de televisão como inimigos do Paraná, os homens que não queriam que se desse financiamento ao Estado. E nós perdemos no Plenário do Senado a possibilidade de uma intervenção no Banco do Estado do Paraná por causa do voto do Senador Pedro Simon, que se absteve, e do Senador Nabor Júnior, que votou contra a nossa pretensão e a favor das pretensões, do escândalo e do Governo do Estado, provavelmente desinformado. Então, o Governador conhece plenamente esse escândalo. Quando a questão da Leasing, que é um pequeno capítulo do escândalo do Banco, estourou, o Governador afastou o Diretor da Leasing e o nomeou Secretário de Estado, para que ele tivesse, Senador Ramez Tebet, foro privilegiado e não pudesse ser atingido pelo despacho de um juiz singular. E o atual prefeito de Curitiba, o Cacio Tanigushe, inaugurou uma praça com o nome do Diretor do Banestado Leasing, onde foi colocada, em bronze, uma estátua do Diretor – que morreu tragicamente em um acidente de automóvel, enquanto Secretário de Turismo do Governo Jaime Lerner. Os escândalos do Governo Jaime Lerner se sucedem. A quadrilha não está apenas no Banco do Estado do Paraná. A quadrilha no Paraná é o Governo. Perdoem-me a franqueza, mas não sei falar de outra maneira: para mim, bandido é bandido; polícia é polícia; não existe político meio sério, como não existe mulher meio grávida. O coordenador, o líder, o chefe da quadrilha é o Governador Jaime Lerner, que era do PDT, traiu Brizola, veio para o PFL e está levando um corretivo razoável agora nas urnas. Temos brigado contra isso com dificuldades incríveis. O próprio Poder Judiciário não nos auxilia, quando pedimos um documento. Tive em mãos, assim como V. Exª, as atas das reuniões do Conselho Administrativo do Banco. Quando as coloquei em meu site na Internet, recebi uma ordem do Ministro do Supremo Tribunal Federal proibindo-me de divulgar o escândalo porque era crime contra a organização financeira nacional. O que fiz eu? Trouxe as atas ao plenário, li-as e fiz com que fossem publicadas no Diário do Senado, acabando com essa história de sigilo bancário para proteger ladrões. Tereza Grossi também é parte de uma quadrilha. Não diria que ela é chefe da quadrilha. Ela deve ter recebido ordem do Malan ou do Presidente da República para fazer o que fez e está sendo prestigiada hoje para que não fale. O Carlos Eduardo chegou a fazer uma crítica generalizada à posição dos Senadores do Paraná, dizendo que éramos membros da antiga União Soviética, que éramos estatizantes e trogloditas. Ele dizia que o banco tinha de ser vendido mesmo, porque todo banco público causa prejuízo ao Estado. Provavelmente, diz isso baseado na experiência dele e da Tereza Grossi, que meteram a mão no dinheiro do Banco para salvar o Salvatore Cacciola e o Marka/FonteCindam. Mas eles estão se espelhando no comportamento próprio, quando dizem que toda empresa pública é corrompida. Eles são corrompidos, visceralmente corrompidos! São absolutamente outsiders da seriedade e da ética política. Chegaram a chamar, sim, o pessoal da Leasing de quadrilha e disso eles entendem, porque fazem parte da quadrilha do Banco Central e daquela que está insistentemente e persistentemente vendendo o Brasil. Mas temos a possibilidade de utilizar a TV Senado, que irradia o que dizemos no plenário. A partir de amanhã, Senador Osmar Dias, teremos sinal aberto, captável por todas as parabólicas do território nacional ou fora dele, democratizando de certo modo a informação. Não temos a audiência da Rede Globo, mas dispomos de audiência para pessoas informadas, que desejam saber o que ocorre no Senado da República e acompanhar as posições dos Senadores, de forma clara, ao vivo. Desbordando um pouco do assunto do meu aparte, só precisaríamos acabar com essa história de voto de Liderança no plenário do Senado, oriundo das dificuldades do voto individual na Câmara e nas sessões do Congresso, com 513 Deputados e 81 Senadores. Hoje, porém, o sistema de votação é informatizado, pois o voto é computado quase que instantaneamente. Não se justifica mais, portanto, o voto de Liderança, muito menos aquele processo em que o Presidente declama rapidamente, de forma pouco inteligível, um requerimento, um processo ou uma votação, e todos ficam sem saber se votou ou não. Quando se diz: “Os que concordam permaneçam como estão”, ninguém entende bem, ninguém se mexe e as coisas vão sendo aprovadas sem que o conjunto dos Senadores saiba claramente o que está votando. Então, TV Senado aberta e fim do voto de Liderança moralizam o Senado da República e fazem com que as informações fluam com mais facilidade para a população. Perdoem-me os que não gostam da contundência, os que têm medo da verdade, os que consideram que a política deve ser feita como uma espécie de aventura no país das maravilhas, os que apresentam programas eleitorais com a leveza do Programa da Xuxa: política tem de ser feita com franqueza e com seriedade. No Paraná, há uma quadrilha, cujo chefe é o Governador Jaime Lerner.

    Agradeço V. Exª pelo aparte.

    Fico imaginando, Senador Roberto Requião, o que pensam os que nos ouvem neste momento, principalmente no Paraná. É estarrecedor mesmo saber que o banco está sendo vendido ao mesmo tempo em que parte da Copel está sendo doada. Afinal de contas, é praticamente o controle acionário da Copel que vai ser transferido para o banco que comprar o Banco do Estado do Paraná. E o Governador pressiona para que o banco seja vendido e que se entregue a Copel.

    Hoje, o Senador Álvaro Dias fez um requerimento em homenagem ao ex-Governador Ney Braga. Justamente no dia da morte do ex-Governador Ney Braga, o Governador Jaime Lerner homenageia esse que é um homem público respeitado por todos no Paraná não com a venda mas com um presente a um banqueiro: a Copel. Essa companhia foi criada pelo ex-Governador Ney Braga. Essa é, repito, a homenagem que o Governador Jaime Lerner presta à memória do ex-Governador Ney Braga.

    Fico imaginando a raiva de um ouvinte que comprou uma casa, não conseguiu pagar a prestação, foi reclamar junto ao gerente do banco e perdeu a casa. Fico imaginando o sujeito – tenho muitos vizinhos ao lado da minha propriedade rural no oeste no Paraná – que comprou uma pequena propriedade com sacrifício, obteve um financiamento rural, não conseguiu pagar o banco, perdeu a propriedade para o banco. Imagino a raiva desse cidadão ao saber que ele perdeu a propriedade para o banco, que foi roubado. Então a propriedade que ele perdeu para o banco foi roubada junto com o assalto que praticaram no banco.

    Penso ainda no sujeito que obteve, no nosso tempo, um financiamento no programa Panela Cheia – um financiamento, com base na equivalência-produto, patrocinado pelo banco do Estado na época em que Roberto Requião era Governador e eu, Secretário. Implantamos o programa. Muitos compraram tratores, animais. Esse financiamento ficou na história no Estado. De repente, o sujeito tem que pagar parcelas e sabe que uma outra pessoa, um grande empresário, amigo do Governador ou do Secretário da Fazenda foi ao banco e tomou emprestado R$36 milhões facilmente. Sabe também que para se inscrever no Panela Cheia e obter o financiamento foi-lhe exigido cadastro, endereço, garantia patrimonial, assinatura da família inteira, tudo. Mas para o grande empresário, que tomou emprestado R$36 milhões ou R$15 milhões – posso citar uma relação de 33 empresários que fizeram isso – não foram exigidos nem o endereço nem a garantia patrimonial. Aliás, foi dado o endereço do escritório do pai do diretor da Banestado Leasing, que é Deputado Federal do PFL.

    Isso tudo realmente aconteceu. Agora as pessoas estão obtendo as notícias pela TV Senado e pelos jornais – de vez em quando sai uma notícia meio truncada, mas sai – sobre os escândalos e a roubalheira que se instalou dentro do Banco do Estado do Paraná. Sr. Presidente, essas pessoas devem sentir muita raiva. Veja bem: se o pequeno produtor não paga a dívida, perde a propriedade, a junta de boi, o trator, a carroça e até a família. Por outro lado, os grandes empresários não perdem nada, porque nada dão em garantia. Muito pelo contrário, pegaram o dinheiro, fugiram e deixaram a dívida com o povo do Paraná, inclusive com os pequenos proprietários, que serão lesados mais uma vez, já que as agências do Banco do Estado, que atendiam aos agricultores, serão fechadas. O “bancão” que comprar as agências não colocará nenhuma outra agência em seu lugar, visto que ela não dará lucro naquele vilarejo. Esse é outro prejuízo que a população do Estado sofrerá.

    A propaganda do Governo do Estado na televisão, todos os dias e a todas as horas, diz que o povo do Paraná ganhará com a privatização do banco e que banco estadual sempre dá prejuízo. Não dava. Começou a dar no Governo Jaime Lerner, administrado com incompetência e sobretudo com corrupção. A quadrilha instalou a roubalheira sem que o Governador, até agora, tenha dado a sua opinião. Gostaria de ver os jornalistas do Paraná entrevistando o Governador sobre essa denúncia que tenho repetido desta tribuna e que a população do Estado do Paraná está lendo, embora de forma truncada, nos jornais.

    Aparte da Senadora Heloisa Helena

    Senador Osmar Dias, estava conversando com o Senador Lauro Campos e até imaginando a reação das pessoas que nos assistem em momentos como este. Evidentemente, se esse caso fosse específico do Paraná, se fosse uma chaga do Governador Jaime Lerner, todos estaríamos certamente solidários com aquele povo e com a indignação de V. Exªs, representantes do Estado; mas, sem dúvida, ficaríamos até mais tranqüilos. O mais grave e vergonhoso é que essa é uma realidade da gigantesca maioria dos bancos estaduais e também das empresas públicas que foram saqueadas e sucateadas. Aqueles que mais parasitaram essas empresas públicas, usando-as como se fossem um patrimônio pessoal, são os mais ferozes e vorazes defensores dessa técnica que V. Exª disse utilizada pelo Governador e que aplica o seguinte discurso: “É preciso privatizar, porque é bom para o povo”. Como a vigarice e a bandidagem não volatilizam, alguém tem que pagar por elas – e quem o faz é a população mais pobre e humilde, além do setor produtivo. Ouvindo o seu discurso, Senador Osmar Dias, parece que V. Exª está referindo-se à situação de Alagoas, que é a mesma, e também a de vários outros bancos estaduais. É por isso que espero que a subcomissão criada na Comissão de Assuntos Econômicos para investigar esse problema, por sugestão de V. Ex.ª, funcione. De fato, seria uma maravilha o povo que nos escuta neste momento ver uma Comissão Parlamentar de Inquérito investigando este problema: a responsabilidade do Banco Central, quando fez auditoria, quando fez intervenção, quando multiplicou a dívida desses bancos, quando não cobrou dos usineiros, dos grandes empresários que deviam aos bancos, não cobrou absolutamente nada. Lá em Alagoas chegou-se ao cúmulo de um senhor ter que entregar a casinha que tinha a qual valia R$800. Mas os usineiros de Alagoas andam saltitando por aí alegremente sem pagarem absolutamente nada. Quebraram o banco do Estado, do mesmo jeito que fizeram na questão dos precatórios. E o pior é que o Governo Federal assume tudo isso como lícito, quando assume a rolagem das dívidas, e nós aqui, cúmplices, assumimos também: aprovamos a rolagem da dívida. Não se faz auditoria em nada; não se faz auditoria, e acabamos assumindo porque estamos lá, referendando a rolagem de dívida desses Estados. Estamos assumindo algo que o Banco Central diz não ter nenhum problema, que o Governo Federal e o Ministério da Fazenda dizem não ter nenhum problema, e nós passamos a ser parceiros disso que é, de fato, estender para a população mais pobre, para a população mais humilde, porque não somos nós que pagamos, nós não pagamos absolutamente nada, porque, quando o Estado tem que comprometer um percentual maior da sua receita líquida real para pagar os juros e os serviços da dívida, quem fica sem saúde, sem educação, sem moradia popular e sem segurança pública é a população humilde e miserável. E, no caso, como não somos as vítimas, às vezes, nos contentamos. Assim, tenho a obrigação de parabenizar a indignação de V. Exª e dizer que espero que a subcomissão realmente funcione. Deveríamos criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para verificar não só o que ocorreu no Estado de V. Exª ou no meu, mas em vários outros Estados, sobre o que tivemos a oportunidade de discutir na Comissão de Assuntos Econômicos e em muitos momentos nesta Casa com relação à rolagem da dívida; fora aqueles casos em que se arranja uma emenda de repente no plenário que faz mudar até situação judicial – como se fez no caso dos precatórios. De última hora, uma emenda em relação à tutela antecipada chegou a mudar decisões judiciais anulando os precatórios também. Portanto, solidarizo-me com V. Exª e com o povo do Paraná, que, igualmente ao povo pobre e humilde de Alagoas, acaba pagando pela vigarice, pela bandidagem dos parasitas do setor público que ainda têm a ousadia de, perante a opinião pública e com fórmulas mágicas, dizer que quem vai ganhar com a privatização é o povo.

    Muito obrigado, Senadora Heloisa Helena.

    Encerro, Sr. Presidente, não sem antes abordar o seguinte fato: disseram hoje, no Paraná, que estou tratando deste assunto porque estamos em época de eleição e que, com a vinda do segundo turno, eu estaria com esse procedimento ajudando o PT a eleger o prefeito em Curitiba. Quem está ajudando o PT a eleger o prefeito em Curitiba é o povo, que está indignado com o que está acontecendo no meu Estado, com os feitos daqueles que hoje têm o poder no Estado e na Prefeitura de Curitiba. E é evidente que quem está elegendo e vai eleger o prefeito de Curitiba é o povo, que vai colocar nas urnas sua indignação. Não tenho dúvida nenhuma. Esse é um assunto muito sério que não se mistura com eleição. Infelizmente, o Governo do Estado marcou o leilão entre o primeiro e o segundo turnos. Então não posso falar no assunto porque estamos em período eleitoral? Existe uma quadrilha que passou por lá. O próprio presidente do Banco do Estado disse hoje em reportagem da Globo: “Os diretores do Banco Central disseram: uma quadrilha assaltou o Banco”. Eu quero que o Governador me responda: quem foi preso? Quem foi preso até agora? Se ele me disser o nome de uma pessoa que roubou o banco e foi presa, venho aqui e faço um discurso para cumprimentá-lo e homenageá-lo. Mas até agora nenhum dos assaltantes foi punido, nenhum daqueles que formaram a quadrilha no Banco do Estado do Paraná foi punido. Todos continuam soltos, livres, alguns ocupando cargos públicos, alguns participando do Governo, e não querem que eu fale do assunto. Mostrem só um nome dos que formaram a quadrilha e que tenha sido punido, que tenha devolvido um centavo para o povo do Estado, e venho aqui e faço uma homenagem para o Governador. Mas até agora nenhum centavo foi devolvido e nenhum cidadão daqueles que formaram a quadrilha dentro do Banco do Estado foi punido. Nada vai me fazer calar, nem essa conversa mole de que estamos em época de eleição e que estou fazendo discurso eleitoral. Não estou fazendo discurso eleitoral; estou defendendo o interesse do povo do Paraná, que, segundo o Diretor do Banco Central, foi assaltado no Banco do Estado do Paraná.

    Se o Governador quiser eliminar todas as dúvidas de que tem participação nesse processo, atenda ao apelo da Justiça para cancelar o leilão e busque a punição dos responsáveis pelo assalto praticado aos cofres públicos no Estado do Paraná. Então eu virei aqui para dizer: o Governador não tinha nada a ver com isso, porque ele puniu os responsáveis. Mas, enquanto ele não faz nada, ele me dá o direito de pensar que está, até o pescoço, atolado nessa lama do Banco do Estado.

    Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente.

    Osmar Dias
    Senador

  9. Leandro Cortêz
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 20:39 hs

    Só depois de 8 anos de mandato de Senado? Tá virando anganador igual ao Requião, seu ex-patrão, Osmar?

  10. Divanir
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 20:42 hs

    Caro Salvador, não precisa detalhar não, quem é paranaense sabe que se trata principalmente de Jaime Lerner, no entanto, você está usando de sarcasmo e querendo retirar a culpa do governo federal, pois, pune o estado do Paraná em detrimento do banco Itaú. Quanto de dinheiro não deve rolar na mão de alguns para que o banco Central não deixe de punir o Paraná, mas quem acaba sofrendo é o povo. Espero que o povo paranaense de o troco no PT na hora da votação, nas eleições. A quanto tempo o governo federal está retirando do repasse ao Paraná ?, depois vem em época de campanha querer falar em PAC.

  11. Atento
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 20:46 hs

    A posição do OSMAR DIAS já conhecemos. Votou contra a venda do Banestado, liderou um abaixo-assinado contra a privatização da COPEL, e vem mantendo sua coerência.
    Os DEPUTADOS do PDT votaram como ? A favor da privatização ?
    E o BETO RICHA, votou a favor da privatização ou fugiu da votação ? Na época também estava viajando para o exterior, e não cumpriu sua obrigação como deputado ?
    O BETO RICHA também vai manter sua coerência e compromissos com grupos economicos interessados em comprar o patrimônio do Povo do Paraná ?

  12. rubens
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 20:53 hs

    quero saber quem votou para vender o banestado…
    isso é imperdoável…..

  13. PABUFE
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 21:10 hs

    QUALQUER SOLUÇÃO DE QUALQUER PROBLEMA, EM QUALQUER ESTADO OU MUNICÍPIO, FICA NA DEPENDÊNCIA DE = ACERTO POLÍTICO = DIRETO COM A DILMA, O LULA, O ZÉ DIRCEU, O PALOCCI, O GUCHIKEN, O ZÉ JENOINO, A GLEISI, O BERNARDO E E OUTROS.

    HOJE EM BRASÍLIA = NA CASA CIVIL DA DILMA = SÓ SAI DINHEIRO EM TROCA DE SUBMISSÃO POLÍTICA , TEM QUE FICAR DE JOELHOS, OU DE QUATRO SE PREFERIREM E IMPLORAR, DE PIRES NA MÃO, COM PROMESSA DE SE COMPRTAR DIREITINHO DAQUI PARA A FRENTE.

    O DINHEIRO QUE ESTÁ NO TESOURO NACIONAL, NÃO É DO POVO BOBO QUE NADA SABE. É DO LULA, DA DILMA, DO BERNARDO E SÓ DO PT EM GERAL, DENTRO DE SEUS OBJETIVOS ELEITOREIROS E ESTRATÉGICOS , DE SE MANTEREM NO PODER POR 20, 30 OU 40 ANOS, CONFORME ESQUEMA ARMADO PELO ZÉ DIRCEU.

    ACERTO DA DÍVIDA A PEDIDO DO OSMAR E DO REQUIÃO, SÓ SAIRÁ QUANDO O OSMAR E O REQUIÃO , FOREM PEDIR PINICO PARA A DILMA EM BRASÍLIA, E FIZEREM DECLARAÇÃO PÚBLICA PARA A IMPRENSA, DE QUE VÃO APOIAR A DILMA PARA PRESIDENTE E TAMBÉM O LULA E TODA SUA TURMA NA ELEIÇÃO DE OUTUBRO DESTE ANO.

    CASO O REQUIÃO E O OSMAR ACEITAREM ESTAS CONDIÇÕES O DINHEIRO SAI NA HORA.

    OSMAR E REQUIÃO, VOCES VÃO TOPAR ESTA ?

    VÃO LÁ, VÃO ?

  14. terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 21:12 hs

    Ninguem melhor que o Osmar Dias pra negociar essa divida. Agora ele é o ‘MELHOR AMIGO’ da Dilma e do Lula.

  15. Marmita
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 21:55 hs

    Isso mesmo Barba Dias! tem que abrir um caminho para o diálogo para essas questões…não ser arrogante como a Rainha Elisabeth do Paraná…

  16. Murilo S.
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 22:43 hs

    Tomara que o Bom Osmar consiga essa negociação antes das eleições… vai que depois ele perde o interesse.

    Afinal de contas, o interesse é positivo, mas que não deixa de ser um trunfo na campanha e caso FOSSE ganhar ele teria um Paraná recebendo mais recursos.

    Li sobre uns comentários de privatização. Sem dúvida não é muito digno abrir mão de qualquer negócio por falta de gestão. (Pedágios por exemplo). Agora que abrir o capital de algumas empresas, possibilita o desenvolvimento da mesmo, isso é comprovado (Petrobras).

  17. Bob
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 22:53 hs

    A dívida vai ser negociada da seguinte forma: Se o Osmar for Governador, a Presidente Dilma cancela a multa. Se outro for governador, principalmente se for o indecente do herdeiro político do Lerner, a Presidente Dilma vai continuar a cobrar a multa, afinal, companheiro é companheiro, f.d.p é… vocês sabem.

  18. terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 22:55 hs

    É OSMAR VOCÊ SABIA…..COMO SENADOR…PORQUE NÃO MANDOU PARA A POLÍCIA FEDERAL….O STF…PUBLICOU EM JORNAIS…..NA REVISTA ISTO É….VEJA…..GLOBO…..FBI…..CIA….. NÃO FEZ NADA …APENAS DISCURSOUUU……

    ALIÁS, O PESSOAL QUE PEGOU DINHEIRO DO BANESTADO…..JÁ PAGOU OU FOI PROCESSADO……..?

  19. CADE O DINHEIRO US$13 BI?
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 23:27 hs

    Memória curta, foram recuperados 13 US$ bilhões, o qual não foi utilizado para os devidos fins o qual seria pagamento das dívidas, O dinheiro repatriado foi para que caixa para o STN? O Sr. sabe-tudo pode-tudo que é o Governador, não requerou os 13 US$ BILHÕES que estão em tutela do Governo Federal. Ou já gastou por conta?

    Ainda ao contrário Requião do que declara, anistiou todo os juros de Alagoas.

    Ary Kara

  20. Carlos
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 23:27 hs

    Porque esperou todo este tempo para fazer o que deveria ter feito a pelo menos 7 anos atraz?
    Osmar,Jaime Lerner, Beto, Álvaro, tudo a mesma coisa.

  21. Nostravamus
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 0:42 hs

    Quanta besteira. É claro que o discurso dos senadores, à época, foi eleitoreiro. O Banestado dava lucro antes do plano real, assim como o Banespa, porque existia inflação. Quando o Fernando Henrique estancou esse ganho fácil as mazelas apareceram e os Bancos podres começaram a dar prejuízo. Claro. Como um banco pode funcionar nas mãos de políticos. Quem não aplicava no overnigth, lembram?

    Esses caras sabiam disso e procuraram demonizar os então governantes. Era puro sofisma. Misturavam algumas verdades (claro alguma corrupção havia, até importante) com poderosas mentiras para desbancar a tchurma.

    Sejamos realistas, o Paraná só está de pé porque o Jaime Lerner mudou o perfil econômico do Estado. Lembram que a maior crítica à instalação das fábricas de automóveis era o adiamento do recolhimento do ICMS. Dez ou quinze anos para começar a pagar, não sei! Já pensou os “microcéfalos” sem essa arrecadação hoje?.

    E outra, se hoje o Lula consegue passear pelo mundo falando o que pensam seus assessores é porque o FHC deu jeito nesse país e acertou as contas públicas, valorizou e estabilizou a moeda, além de fortalecer nossas instituições. Todo mundo sabe disso.

    Mas como alegria de pobre dura pouco, a Dilma deve acabar com tudo isso. Seremos equiparados à Venezuela ou uma nova Bolívia, com certeza não mais que uma Argentina. Que pena, o fim do mundo (primeiro) para nós poderá não ser em 2012, mas já em 2010.

  22. pedro
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 7:48 hs

    voces sabem quem votou pela venda do banestado da copel que ninguem quiz e tantas outras que aconteceran no PR por favor de nome aos bois.

  23. VELHO DA RIPA, O ERMITÃO.
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 10:21 hs

    Vai lá, Pedro; Rossoni, Beto Richa, Elio Rusch, Cleiton Kielse, Miltinho Pupio, Duilio Genari, Marcos Isfer,…..Divanir não tem que punir o PT, tem que punir o PSDB, que não só fez a privataria do banesatdo como de outras estatais. O contrato de venda do Banestado foi tão bem feito, que os advogados no Itaú nem saem de casa para brigar.

  24. joão pedro
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 10:46 hs

    Pois é, e a secretária de turismo do Beto, a Juliana, é filha sabem de quem? …. Aldo Almeida Junior o mentor de tudo que aconteceu no Banestado, pode?

  25. ddd
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 11:09 hs

    Nomes das excelências que votaram a favor da privatização, se não me falha a memória.

    Beto Richa/Ademar Traiano/Admir Bier/Carlos Simões/Chico Noroeste/Cleiton Kielse/Valdir Rossoni/Miltinho Pupio/Plauto Miró/Pastor Edosn Praczyk/Nelson JustosLuiz Fernando Litro/Luiz Accorsi/Geraldo Cartário/ Duilio Genari….tem mais.

  26. Divanir
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 12:15 hs

    VELHO DA RIPA, O ERMITÃO, não citei o PT por citar, é claro que, quem vendeu o Banestado teria que pagar caro, no entanto, o que a Secretaria do tesouro Nacional está fazendo com Paraná, é um crime, punido-o duplamente, e com o conhecimento e consentimento de Lula, o que é pior, e ainda não quer discutir o assunto. Ele não pune o Paraná e sim o povo paranaense, esquecendo dos tributos que são recolhidos do povo paranaense através dos impostos exagerados. E como Lula é dono do PT, este é que tem de pagar.

  27. Linco
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 13:47 hs

    E o Stephanes que presidiu o Banestado na privatização, homem de confiança do Lerner! Por que o Requião nomeou esse precoce aposentado, bem lembrado pelo Osmar.
    Requião, jogo rápido: RESPONDA!

  28. zé da coxinha
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 18:46 hs

    O panetonegate do distrito federal, é um conto ninar se compararmos com a hecatombe Banestado apoiada pela tucanalha e o Jaime Lerner .

    A população paranaense foi economicamente e financeiramente lesada.

    QUAIS ERAM OS DEPUTADOS ESTADUAIS NESSA ÉPOCA: ROSSONI, BETO RICHA……. preocupante

  29. Prof João Pedro
    quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 – 11:59 hs

    O Senador cria vergonha nessa cara vai lavar esse pé camarada vc e seu irmão tiveram tanto tempo pra ver isso e so agora vem dar uma de esperto respeito é bom e todo o eleitor gosta.
    cria juiso a gente não e palhaço nãoooo

  30. Paulo Cesar
    domingo, 21 de fevereiro de 2010 – 19:32 hs

    A roubalheira é total espero que o paraná venha trilhar seu caminhos no do desenvolvimento, e Este fato faça parte do passado e sepultando esse maus políticos que só tende a ganhar e que o paraná sabia eleger pessoas decentes como Roberto requião, que vem conduzindo o paraná com mãos de ferro, passando por cima daqueles que querem mal ao paraná parabéns senador Osmar!

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