Oposição diz que Requião vive num Paraná virtual | Fábio Campana

Oposição diz que Requião vive num Paraná virtual

O líder da Oposição, deputado Élio Rusch (DEM) rebateu com ironia o pronunciamento do governador Roberto Requião, realizado nesta terça-feira (02) durante a abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa.

“Existem dois Paranás”, disse. “Um virtual, sem problemas nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura, onde só o governador Requião vive, e o real, onde existem graves problemas nessas áreas que são percebidos pela população diariamente”.

Rusch considerou inaceitável a comparação feita por Requião de que o Paraná passou a existir em 2003, já que o governo que o antecedeu teria entregado o estado com vários problemas.

“O Requião está no cargo há mais de sete anos. Ele teve tempo suficiente para corrigir o que estaria errado, mas deixou a desejar. Mesmo colhendo os frutos da industrialização promovida pelo governo anterior ele não soube como administrar o Paraná”, relatou Rusch, citando como exemplo a instalação de indústrias automobilísticas no Paraná, cujo reflexo positivo pode ser notado na atual gestão. Foi durante o governo Requião que acabou o período de carência para o recolhimento do ICMS concedido como incentivo às empresas. Também houve um aumento considerável nas exportações de veículos pelo Porto de Paranaguá.

“O governo se gaba de que o Porto de Paranaguá é o segundo pólo logístico para o embarque de veículos. Em 2008 foram exportadas via Paranaguá 162 mil unidades e até novembro do ano passado foram 120 mil veículos. O governador esquece que isso ocorre porque a administração anterior promoveu a industrialização do estado”, argumentou. “É inadmissível que a 59 dias do final do mandato o governador continue condenando as empresas que aqui se instalaram e culpando o governo passado para justificar as falhas da atual administração”, completou.


6 comentários

  1. Jango
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 19:51 hs

    Que restará deste Paraná noticiado neste Blog Fabio Campana em 08/06/2009 ?

    Sucessor de Requião herdará passivo bilionário

    “Ao deixar o governo, em abril do ano que vem para concorrer ao Senado Federal, o governador Roberto Requião (PMDB) deixará um passivo judicial bilionário para seu sucessor, que será eleito em 2010. São cerca 300 ações nos judiciários estadual e federal, incluindo as varas de fazenda públicas e cíveis em primeira instância e em instâncias superiores, como Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Porto Alegre), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), além do Tribunal de Contas do Estado (TC) e Tribunal de Contas da União (TCU). O total de dívidas ou indenizações que esses processos podem gerar passa de R$ 1 bilhão.

    Somente com as empresas de pedágio, as ações, quando julgadas, resultarão numa dívida mínima de R$ 300 milhões, sem correção, segundo cálculos da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR). Neste montante, está um volume de 83 processos de ambas as partes. Porém, as ações foram desmembradas e já somam cerca de 180 dos dois lados (empresas de pedágio e governo), segundo a ABCR. Somente as empresas são autoras de 43 ações em andamento, entre elas, várias que pedem o equilíbrio financeiro, provocado por ações do governo.

    Os procedimentos judiciais das concessionárias questionam inclusive prejuízos materiais causados por invasões e depredações das praças de cobrança, os dias em que as cancelas foram mantidas abertas por manifestantes, desequilíbrios contratuais (obras extras, por exemplo) que não foram revistos por Requião e os dias que as empresas deixaram de aplicar os reajustes tarifários por falta de autorização do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
    Outro passivo, que já está sendo cobrado e deve ser rolado para os próximos anos, é a multa cobrada pelo não pagamento ao Banco Itaú de títulos públicos adquiridos dos estados de Alagoas e Santa Catarina e dos municípios de Osasco e Guarulhos, na ocasião da privatização do Banestado. Em 2003, quando assumiu, Requião parou de pagar os títulos considerados podres, um compromisso da privatização. Por essa decisão, o Estado já perdeu R$ 200 milhões em multas aplicadas pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O dinheiro já vem descontado no repasse feito pela União no Fundo de Participação dos Estado (FPE). Como não há pagamento, acordo ou nova legislação sobre o tema, a multa continuará sendo cobrada do sucessor de Requião. Por mês, o Tesouro desconta R$ 4 milhões do Paraná. Para completar, o Banco Itaú ainda retornou com a ação pelo fato do governador ter quebrado um aditivo (renovação) contratual. Somente desta ação, deverão ser mais R$ 800 milhões de indenização..

    Só em ações populares, o advogado Cid Campelo Filho tem cerca de 50 processos, que juntos somam outros R$ 5 milhões. Na esfera trabalhista, o próximo governador herdará um passivo trabalhista que ultrapassa a R$ 30 milhões, caso a Justiça declare que os trabalhadores têm razão. Somente os trabalhadores de empresas terceirizadas movem cerca de 5 mil ações individuais e coletivas, que somam cerca de R$ 25 milhões. Há ainda ações individuais milionárias, como é o caso de Francisco Alpendre, ex-diretor jurídico da Paraná Previdência. Ele era servidor de carreira e foi demitido por denunciar irregularidades no governo. Só o processo dele soma R$ 1 milhão em indenização.

    De herança ao sucessor, também fica um processo trabalhista milionário pelo não repasse de reajuste salarial aos servidores do Judiciário no primeiro mandato de Requião, no início dos anos 90. Na ocasião, brigado com membros da Justiça, o governador deixou de efetuar o repasse salarial da categoria. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sindijus-PR) moveu ação coletiva e venceu em última instância, em 2005. A ação foi avaliada em aproximadamente R$ 400 milhões, segundo o Sindijus. Como é uma dívida trabalhista coletiva, o julgamento virou um precatório – o maior do Estado. Na lista de pagamentos que obrigatoriamente precisa ser seguida por antiguidade, este só deverá entrar na pauta depois de 2010.”

  2. Operador de Serrafita II o Ret
    terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 21:04 hs

    Volte para Marechal Rondon Alemão. Tua era já passou. Jaime Lerner nunca mais. Ou vá trabalhar em Bituruna com o Rossoni. Mas cuidado. Verão é muito perigoso ocorrer incendio.

  3. terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 – 22:40 hs

    Tá certo o governador falar estas verdades. Engraçadom aqueles que venderam o Estado do Paraná, Rossonis, Ruchs, Traianos, tempo do seu jaime lerner, estão agora arrotando, que venderam o banestado, provatizaraman a copel e a sanepar, privatizaram as rodovias federais, implantando o pedágio, tãp arrotando grosso, doidos para voltar ao poder maior no que vem. Ai, vão vender o que no governo beto richa ? com certeza o palácio iguacu……ate

  4. Marcos Calonga
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 9:30 hs

    Sai do governo vai para o senado, sai da camara vai pro governo, ou TC, ou prefeitura, ou senado, ou algum outro cabide!
    Seja governador ou deputado, seja situação ou oposição, nenhum tem “vergonha na cara”

  5. PCBR
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 12:47 hs

    VIRTUAL FOI O GOVERNO DO PFL DO SAUDOSO JAIME LERNER , FALTOU POUCO PARA DETONAR O ESTADO SAI E RETO.
    REQUIÃO SENADOR 2010 PESSUTI GOVERNADOR E DILMA PRESIDENTE.

  6. Rock
    quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010 – 20:00 hs

    Sr. Jango o proximo Governador vai herdar essas dívidas por que aqui nesse Paraná e Brasil não existe defensores públicos com in teresse de defender o povo, essa justiça deixe nos do povo muito apreensivo e desacreditados com as decisões que ela toma em favôr dos quadrilheiros, em um país com justiça essa turma do Lerner, Itaú e Pedágio a muitos anos já estariam apodrecendo na cadeia.

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