Lula rebate FHC: ataque a Dilma é falta de respeito | Fábio Campana

Lula rebate FHC: ataque a Dilma é falta de respeito

Do Josias de Souza

Nesta sexta (12), Lula levou a candidatura de Dilma Rousseff para passear em Goiás. Em meio a inaugurações, respondeu aos ataques de FHC à sua preferida.

Lula levou os lábios ao apito: “Acho uma falta de respeito do ex-presidente ficar criticando a Dilma, ele não a conhece…Seria extremamente importante que ele esperasse começar a campanha, para ele poder ver a Dilma fazer os debates, para ele fazer o julgamento”.

Lula entoou o samba enredo: “É quase uma coisa nostálgica, com medo de cair no esquecimento, já que Alckmin não quis ele na campanha em 2006…Serra não o quer na campanha de 2010. Pra voltar à cena política, ele quer arrumar um inimigo pra criticar”.

Lula organizou a escola na avenida: “Minha ideia é que ela [Dilma] não responda às críticas. Ele está baixando muito o nível…”

“…Principalmente pela formação intelectual que ele tem, deveria respeitar as pessoas…”

“…A Dilma precisa apresentar o trabalho dela, precisa mostrar o que fez e o que pretende fazer daqui para frente”.

Lula fez soar o ruído fino da cuíca nos tímpanos do rival: “É uma coisa pequena da parte dele, deve ter alguma mágoa do meu governo, por ter tido tanto sucesso e ser reconhecido internacionalmente”.

O blog do Planalto pendurou na web um texto em que Lula realça o seu lado benevolente.

Afirma jamais discriminou os Estados governados por tucanos. Citou São Paulo, Minas, Alagoas e Rio Grande do Sul.

De resto, valendo-se de uma metáfora sexual, o presidente deu a entender que, sob os seus cuidados, o Brasil atingiu o tão cobiçado “ponto G”.

“[…] O Brasil é importante no G20, é importante no G8, é importante no G3, é importante no G4…”

“…Cria um G que o Brasil está dentro. Não tem país mais preparado para encontrar o ‘ponto G’ que o Brasil”.


25 comentários

  1. sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 – 22:23 hs

    E o Ataque via dossiê que dilma preparou contra FHC e Dona Ruth é o quê ????????????????????

  2. Austragésilo
    sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 – 22:41 hs

    Resta saber se no dia da eleição o eleitorado vai entrar, nesse tal ponto G, que levaria dona Dilma ao delírio presidencial…

  3. pedro da estiva
    sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010 – 23:58 hs

    O Arruda tá preso. Que bom. Mas e o Lula, tá solto? Acho que o Arruda tinha que dizer que NÃO SABIA….

  4. OLHO VIVO
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 0:01 hs

    Esperar?

    É um cara de pau mesmo este Sapo Barbudo. Pinta e borda em franca campanha eleitoral antecipada com o dinheiro público e quer que a Oposição ESPERE?

    O que eles temem e sabem que vai acontecer, é que a GUERRILHEIRA, por não ter controle emocional, quando atacada, vai virar LOBISHOMEM e dai se desnuda como o FHC, TOCOU NA FERIDA, não tem preparo para ser presidente…está na sombra do Lula…vai fazer poucas e boas na campanha, como ainda nesta semana ja fez ao errar o nome da cidade onde estava TEOFILO OTONI, (norte) dizendo estar no sul de minas….

  5. JUSTICEIRO
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 0:54 hs

    Há de se convir que o verdadeiro Presidente da República é o Henrique Meirelles, do Banco Central, que cuida e controla as finanças do país.
    Lula, além de não ter capacidade para gerenciar o país nunca teria tempo disponível para isso pois passa o tempo todo viajando,, na maior parte para o exterior, desfrutando das mordomias como Chefe de Estado e no mais, sempre inaugurando obras que não realizou, pelo Brasil a fora, agora em companhia da Dilma.

  6. JUSTICEIRO
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 1:21 hs

    É bom lembrar, que foi no Governo de FHC que se promoveu a completa reestruturação do país. A telefonia era cara, havia poucos celulares, a energia elétrica estava escassa, o setor de mineração da Vale vivia capengando convivendo com a baixa produtividade e com isso proporcionando pouca renda de impostos, a Rede Ferroviária funcionava precariamente, com enormes prejuízos, isso sem falar na gigantesca inflação que todos tinham que conviver. . Parecia não haver mais esperanças. Foi no governo FHC que houve um enorme salto na qualidade de vida de todos os brasileiros.
    Foi graças ao corajoso plano de privatização de FHC que o Basil ostenta hoje esse magnifico desenvolvimento que aí está.
    O PT de Lula que ao assumir, encontrou o país na reta final, completamente reestruturado, era contra tudo isso.
    Foram as medidas econômicas de FHC que possibilitaram a vertiginosa queda de juros que foram acontecendo no decorrer do Governo Lula.

  7. Felipe
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 6:21 hs

    Lula, vai ver se estamos ali na esquina, vai!

  8. Vigilante do Portão
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 7:44 hs

    Claro que não pode criticar a Dilma.
    A crítica é monopólio do PT e do Lula.
    Basta ver as tentativas do governo de calar a imprensa. Pena que Armando Falcão morreu. KKK

  9. CAÇADOR DE PETISTAS
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 8:45 hs

    PONTO G, PERERECA, MERDA, RATO, ESGOTO… É LULA DISCURSANDO!

    E ai pessoal, este é o Lula e sua candidadta a Presidência, um ser despresível, desrespeitoso até mesmo com as mulheres.

    Ma, vale lembrar seu lulinha de que, é óbvio de que Fernando Henrique Cardoso não conhece Dilma e quem conheçe?

    Dilma jamaisteve participação política neste pais, sequer foi Vereadora.

    Mas, o Brasil conhece Dilma sim, conhece sua ficha suja como guerrilheira, assaltante de banco, quadrilheira, mentirosa e incompetente, basta verificar as mentiras em relação as obras do PAC.

    CRIA VERGONHA NA CARA LULA, NINGUEM AQUI É PALHAÇO.

    VEJAM O DISCURSO DE LULA

    sábado, 13 de fevereiro de 2010 | 4:17

    Lula inaugurou ontem a barragem João Leite, em Goiás. Estava no melhor da sua forma, no melhor, em suma, do lulismo. Fez troça das leis ambientais, da Lei de licitações, do TCU, do decoro… Falou, como de hábito, o que lhe veio à cabeça. Era um homem acima do Estado. Eis uma das dificuldades de Dilma Rousseff, sua candidata, e, a rigor, de qualquer outro político: ninguém consegue essa inimputabilidade. Vamos ver.

    Referindo-se a importância do Brasil no mundo, mandou ver:
    “Por isso que o Brasil é importante no G20, é importante no G8, é importante no G3, é importante no G4. Cria um G que o Brasil está dentro. Não tem país mais preparado para encontrar o ‘ponto G’ que o Brasil”.

    A corte persa que o seguia riu muito da linguagem cheia de picardia e veneno… Quando George W. Bush esteve no Brasil, vocês se lembram, ele convidou o americano a encontrem juntos o “ponto G” da relação entre os dois países.

    O presidente estava mesmo impossível. Sem abandonar aquele universo metafórico ou simbólico, resolveu reclamar da Lei de Licitações e das leis ambientais, que seriam responsáveis pelo atraso em obras. Citou o caso de melhorias na BR-101, que teriam ficado seis meses paradas por causa de um anfíbio que estaria ameaçado de extinção, o que, verificou-se depois, não era verdade. O nosso sátiro que falara do Ponto G então foi grato à Divina Providência:
    “Graças a Deus, porque a perereca não pode se extinguir nunca”!
    Como discordar deste gigante da oratória?

    Lula, sabemos, fica mais pobre ou menos pobre sempre a depender da necessidade e do calor da hora. Ontem, ele estava disposto a demonstrar o que foi que lhe deu essa têmpera de bravo e a expor as causas de sua saliência no cenário internacional:
    “Qual daqueles presidentes [dos organismos internacionais] já viveu no meio da merda, comeu junto com os ratos e no meio do esgoto?”
    Certamente nenhum! Mas atenção! Nem Lula! Essa é uma falsa memória a que ele recorre quando interessa.

    Lula gosta dessa linguagem; tem certo apreço por essas imagens. Tais palavras são recorrentes em seu discurso. No excelente Dicionário Lula, Ali Kamel fez a contabilidade, considerando o conjunto dos discursos do presidente. Leiam:
    No período analisado, podem-se achar cinco menções a “cocô”; duas a “merda”; vinte a “fezes”; seis a “útero”; uma a “bunda”; trinta e três a “rato”; seis a “barata”; quatro a “piolho”; nove a “fedentina”; oito a “porrada”; qua­tro a “porreta”; cinco a “sacanagem”; quatro a “urina”; e sete a “defecar”. Os redatores da Secretaria de Comunicação da Presidência responsáveis pela transcrição dos discursos apoiaram-se 370 vezes na palavra “inaudível” para substituir um termo que ou não tenham entendido (a maior parte dos ca­sos, acredito) ou que tenham considerado inapropriado.

    ACORDA BRASIL

  10. Tchê
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 8:59 hs

    Como ele não a conhece ?
    Quem não conhece esta mulher com ficha na polícia de assaltante e guerrilheira ?

  11. Demolidor de Demotucano
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 11:02 hs

    Alo Jango voce é um neomanipulado mesmo. Quem vazou esse dossie foi o “fogo amigo” Alvaro Botox Dias para tentar prejudicar a Dilma. Obs ele mesmo já confessou..

  12. TADEU
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 11:13 hs

    Falta de respeito tem o sr. Presidente da República, quando vem falar certas asneiras do passado, menosprezando o que os outros presidentes já fizeram. Ele fica magoado quando atacam a Bonequinha Barbie dele, acha ela intocável, a guerrilheira, a que se dizia ter doutorado, aí ele não fala nada. Tá viajando pelo Brasil inteiro inaugurando umas casinhas, umas coisas básicas, lançando pedras fundamentais, porque certas obras vai demorar pra sair do papel……..Respeito é bom, de ambas as partes, mas principalmente do sr. lula…….a estrelinha do pt tga apagando……….

  13. Demolidor de Demotucano
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 11:14 hs

    Ao neomanipulado Jango:

    O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) – na foto – admitiu hoje (2) que recebeu antecipadamente o suposto dossiê dos cartões corporativos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso antes dele ser publicado na revista Veja, conforme revelou o jornalista Ricardo Noblat (Globo). Mas tergiversou sobre a afirmação de Noblat de que foi ele a misteriosa fonte que entregou o material à revista Veja. E recusou-se a dizer quem lhe entregou, em acalorado debate no plenário do Senado.

    O jornalista fez a revelação em seu blog no Globo Online, na tarde desta quarta-feira: ”Quem divulgou a parte conhecida do dossiê foi o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Ele se recusa a dizer de quem a recebeu”, afirma o Blog do Noblat.O que diz o Blog do Noblat

    Noblat, insuspeito de simpatias pelo Planalto, afirma que o documento foi ”montado dentro da Casa Civil”, mas suas 13 páginas se referem apenas às despesas de 1998 a 2000 faltando a que cobre 2001 e 2002. ”A parte conhecida do dossiê reúne gastos que em nada comprometem o ex-presidente Fernando Henrique e sua mulher dona Ruth Cardoso”, asseverou.

    E prossegue o blog: ”Gastos que poderiam constranger o casal, principalmente se revelados fora de contexto, constam da parte ainda desconhecida do dossiê e se referem aos anos 2001 e 2002. Quando o ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, disse a um senador da oposição que até a compra de um pênis de borracha fazia parte da relação de gastos sigilosos do segundo mandato de FHC, referiu-se a um ítem que consta da parte ainda inédita do dossiê.”

    ”É razoável deduzir, pois, que a parte do dossiê conhecida com despesas, chamemos assim, ‘inocentes’, circulou para prevenir a oposição sobre o que poderia estar por vir caso ela teimasse em investigar a fundo as despesas sigilosas do governo Lula. Ao vazar o que recebeu, o objetivo de Dias era, primeiro, desgastar o governo e, segundo, abortar uma eventual divulgação do resto do dossiê. Dias teve êxito”, sustenta o jornalista.

  14. NASSIB YÁSBEK
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 12:26 hs

    Fazendo campanha para a Dilma, Lula discursando em Goiás, disse que na meia noite do dia 31 de dezembro de 2010, vaI relaxar e tomar uisque. – “mas, posso tomar uma boa cachaça desde que vocês goianos me mandem, senão vou continuar tomando a cachaça de Minas Gerais”.
    Gargalhada geral na platéia.
    Esse é o homem que dirige nossos destinos.

  15. Demolidor de Demotucano
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 12:30 hs

    A eleição este ano vai ser plebiscitária ou seja a comparação entre o Gov FHC e o gov Lula. Lula deixa o FHC falar não é isso mesmo que voce quer? Pendurar o FHC no pescoço do Serra? Que não está gostando na do falatório do FArol da Alexandria é o Serra. Deve estar Puto com o FHC.
    Ah Ah Ah essa eleição vai ser molesa com o FHC de cabo eleitoral da Dilma.

  16. Demolidor de Demotucano
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 12:31 hs

    “Estadão” fala por FHC; “Folha” é a voz de José Serra

    publicada terça, 09/02/2010 às 18:22 e atualizado quinta, 11/02/2010 às 20:56 | Comentários 33 Comentários

    “Estadão” não quer tucanos com esse figurino; “Folha” não se importa: vitória de Serra vale mais que FHC

    Sob comando da família Mesquita, o “Estadão” sempre foi um jornal mais “ideológico” do que a “Folha”. O diário dos Frias muda de posição conforme muda o vento.

    Os dois jornais estiveram a favor do golpe de 64. O “Estadão” – como boa parte da elite brasileira – queria uma intervenção rápida dos militares, “limpando” o país dos “comuno-petebistas”. Depois, o poder cairia no colo da UDN. Era o sonho da família Mesquita.

    Quando a ditadura mostrou que viria pra ficar, o “Estadão” teve a coragem de rever suas posições, e foi pra oposição. Viveu sob censura, teve que publicar receitas e poemas no lugar de textos censurados. A “Folha”, não.

    A “Folha” (há várias testemunhas disso) chegou a emprestar seus carros para transporte de presos, e para uso do DOI-Codi em São Paulo.

    Quando o vento mudou, nos anos 80, aí a “Folha” virou “democrata”, botou faixa amarela na capa, e fez campanha pelas Diretas-Já. Teve um papel importante naquela época. Isso não se nega. E conquistou muitos jovens leitores com essa posição de “vanguarda”.

    Por que relembro isso tudo?

    Porque, nos últimos dias, ficou claro que apito “Folha” e “Estadão” tocam em relação à candidatura tucana.

    O “Estadão” publicou o artigo de FHC, no domingo – chamando o PT para a briga (o que Lula e Dilma adoraram).

    A “Folha”, nesta terça, deixa claro que a tática de FHC desagradou a Serra. O jornal dos Frias não ouviu o Serra em “on”. E não precisa. O recado foi dado na capa: “Críticas de FHC ao presidente contrariam a tática de Serra”.

    O “Estadão” fala por FHC. De forma aberta – como manda a boa tradição do jornal (lembro que, hoje, o diário nem está mais sob comando dos Mesquita, mas de um comitê de credores que – segundo alguns – incluiria também gente muito próxima a FHC).

    A “Folha” fala por Serra. De forma velada.

    É um pouco mais que isso.

    Os dois jornais, claro, querem a vitória de Serra. Mas, para o “Estadão, não basta uma vitória qualquer. Precisa ser uma vitória que reafirme o ideário (neo) liberal: a candidatura tucana deveria levantar as bandeiras, defendendo o legado de FHC. Para o “Estadão”, não vale uma vitória envergonhada, que esconda FHC e legitime o “Estado forte” do segundo mandato lulista. FHC foi o sujeito que prometeu “enterrar a era Vargas”. É o velho sonho do “Estadão”, que até hoje não digere a derrota para Vargas em 32.

    A “Folha”, como sempre, parece mais pragmática. Se for preciso esconder FHC para que Serra vença, ótimo.

    Não é por outro motivo que o jornal dos Frias escalou o (bom) repórter Gustavo Patu para mostrar como FHC omitiu os erros do governo dele no artigo escrito para o “Estadão” – http://blogln.ning.com/profiles/blogs/analise-do-artigo-de-fhc-fhc. É um recado da “Folha” (e de Serra) para FHC: se falar demais, até nós vamos desconstruir o seu governo!

    FHC já percebeu que – se não brigar para defender sua biografia – ela será jogada no lixo, inclusive pelos correligionários tucanos.

    Lula quer que a eleição vire um “choque de programas” (governo Lula x governo FHC).

    Serra quer “choque de biografias” (o ex-ministro e governador “experiente” x a ministra “inexperiente”).

    O problema é o choque de egos entre os tucanos.

    Quem vai guardar o ego de FHC no apartamento dele, em Higienópolis? Só Dona Ruth conseguiria…

    Pensando bem, não é justo exigir tal esforço de FHC, a essa altura da vida.

    Deixa o FHC falar à vontade! Faz bem pra ele. E, certamente, fará um bem enorme ao país…

  17. Alberto Mendes Lima
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 13:07 hs

    O “azar” do Arruda foi a mutreta ter sido filmada. Não fosse isso, ele poderia dar uma de Lula e dizer que não sabia de nada…

  18. Teo Birnbaum
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 13:19 hs

    Aqui vai um recado para o DEMOLIDOR DE DEMOTUCANO: Concordando ou não, respeito os seus comentários. Você é uma pessoa culta, bem informada e sabe ponderar seus comentários. Mas não precisa se esconder sob um pseudônimo. Use seu nome mesmo, qual o problema?

  19. Aí que inveja.
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 16:40 hs

    art

    O Conversa Afiada publica o editorial de Mino Carta, na Carta Capital desta semana:

    Pecado capital

    É do conhecimento até do mundo mineral que Fernando Henrique é vaidoso. Mesmo os amigos mais chegados lhe apontam o pecado desde os tempos em que iam às calçadas paulistanas na noite da corrida de São Silvestre para torcer pelo tcheco Emil Zatopek, a “locomotiva humana”, por enxergar nele o perfeito representante do império soviético.

    Pecado capital, a vaidade, segundo os católicos. Se esse aspecto da personalidade do ex-presidente não passa despercebido aos olhos do Pão de Açúcar e da Pedra do Baú, imaginem o que se dá com Lula, um expert em FHC. As mais recentes reações do príncipe dos sociólogos às comparações promovidas na área petista entre seu governo e o de Lula servem somente para demonstrar que FHC é pecador contumaz, de sorte a alegrar seus adversários e, assim me parece, inquietar José Serra.

    Se a vaidade de FHC se estabelece, Lula vence, pois é exatamente a vitória que procura. O presidente montou o ardil, o ex-presidente caiu na esparrela. Adaptou-se ao esquema do plebiscito convocado peremptoriamente pelo atual titular sem perceber o erro pueril que estava a cometer. Vanitas vanitatum, diriam os antigos romanos. Dona Dilma esfrega as mãos de puro contentamento.

    Interessantes as repercussões na mídia nativa. O Estadão, por exemplo, com patética insistência, orgulha-se por ter publicado no domingo 7 o artigo de FHC que abre fogo e que teria seguimento na segunda com novos, comovedores esforços do ex-presidente para levar lenha à lareira petista. Já a Folha de S.Paulo na terça levanta claras dúvidas quanto à conveniência das atitudes fernandistas a contrariar a estratégia do governador Serra. O qual, anote-se, fecha-se em copas.

    O jornal tem sido bom intérprete do pensamento serrista, de sorte a induzir a impressão de que expõe, de fato, o desconforto do pré-candidato. E chega ao ponto de colocar em papel impresso aquilo que FHC não disse e deveria ter dito a bem da verdade factual. No caso da taxa de pobreza, ela permaneceu estável de 1996 a 2002, caiu “de forma aguda” somente sob Lula. A Folha lembra também que o salário mínimo cresceu mais no governo atual e que as dívidas interna e externa fermentaram à desmesura à sombra do tucanato.

    Apesar de tudo, a Folha foi generosa com o ex-presidente, aquele que o mundo nos invejou, não é mesmo? Aliás, Lula atingiu uma popularidade mundial com que FHC nunca sonhou, graças também a uma política exterior conduzida com extrema competência, enquanto o antecessor, protegido de Clinton, atrelou-se passivamente à vontade americana e professou a religião neoliberal. Quem sabe, no caso dê o ar de sua graça outro pecado capital: a inveja, ótima aliada da vaidade.

    Há, entretanto, comparações mais preocupantes, digamos assim. Fernando Henrique quebrou o Brasil três vezes e sua obra-prima em matéria foi realizada para garantir o segundo mandato, quando, em campanha, prometeu a estabilidade do real para desvalorizá-lo doze dias depois de empossado. Antes, votos de parlamentares haviam sido comprados para assegurar a alteração constitucional.

    E nem se fale das privatizações, colossal bandalheira sem precedentes na história pátria, tormentosa época em que a turma da equipe econômica se referia a FHC como a “bomba atômica”. E também evitemos referências à chacina de Eldorado dos Carajás, perpetrada pela polícia de um governador tucano pronta a atirar em lavradores do MST. Dezenove morreram diante do descaso do presidente da República.

    E por que não evocar a figura onipresente de Daniel Dantas, o banqueiro do Opportunity, favorecido pelas privatizações e pela condescendência de FHC, que mais de uma vez lhe fez as vontades? Ou não seria mais verdadeira a recíproca? Ou, por outra, a condescendência de Dantas em relação ao presidente da República e ao tucanato em geral?

    Certo é que FHC fortalece a ideia do plebiscito, tão cara e pacientemente cultivada pelo adversário.

  20. Alessandro
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 18:10 hs

    OS TUCANALHAS ESTÃO TREMENDO!
    FORA PSDB PARA BEM DO BRASIL.

  21. Carlos
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 19:04 hs

    Quem é este FHC para falar algo? Ficou 8 anos na Presidência deste pais e só entregou as estatais ao capital privado e nada fez de bom para o Pais.
    Que obras o FHC fez?
    Quantas Universidades Federais criou?
    E ai vai…
    Fora FHC.
    Fora PSDB.

  22. OSSOBUCO
    sábado, 13 de fevereiro de 2010 – 21:59 hs

    Em baixa depois do mensalão, o governador José Arruda (DF) já foi muito festejado. Em 2008, foi editado o livro “Brasília: Preservação e Legalidade. Desafios do Governo”. A orelha da publicação é recheada de elogios.

    1. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: “Pela boa administração que exerce no DF, José Roberto Arruda é hoje uma das principais lideranças do cenário político nacional”.

    2. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM): “Arruda serve para ser candidato a presidente da República pelo Democratas”.

    3. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR): “Arruda não fez barganha. Não instalou um balcão de negócios para oferecer a este ou àquele partido”. Que coisa!

    “Parabenizo o governador José Roberto Arruda por suas ações moralizadoras” – Heráclito Fortes, senador (DEM-PI), em livro editado em 2008 sobre Brasília”.

    Nota do Viomundo: Este site solicita a quem tiver uma cópia do livro que faça

  23. jovem brasileiro
    domingo, 14 de fevereiro de 2010 – 9:40 hs

    aquele velho safado FHC deveria criticar sua propria postura depois que acabou com o brasil pensa que o povo é ordinario igual a ele vai fazer campanha para liberar a maconha ve-se atrai alguns noia pelas ruas que voce anda
    deu todas as estatais de presente para os americanos o LULA esta fazendo o caminho inverso esta trazendo os americanos nas nossas mâos que é bem diferente deixou uma divida esterna asustadora hoje emprestamos até pro FMI deixou a moeda real a beira de uma grande desvalorizaçâo âo a beira de uma hiper imflaçâo hoje economia equilibrada e com LULA E DILMA no poder
    portanto velho gaga FHC fique quieto que só quem te espera é a corna da rut la no alem CORNA PORQUE VOCE QUIS ASSIM
    COM MUITOS FILHOS ESPALHADOS E NÂO QUER RECONHECER
    QUE É SUA CARA FAZER E NÂO ASSUMIR

  24. OSSOBUCO
    domingo, 14 de fevereiro de 2010 – 10:01 hs

    E tá dirigindo muito bem o nosso país, né Nassib!
    E bem melhor que o FHC, né?

  25. airton
    segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010 – 10:52 hs

    Todos podem criticar todos presidente.

    Quem esta na vida pública sujeita-se a isso. Porém, se a crítica é para a Dilma, pq ela não responde. Numa pseuda eleição dela, tbém não seria ela a governar?

    Dizer que o FHC não fez nada pelo Páis é um devaneio, pois convenhamos a esbilidade ecômica hoje vivenciada foi concretizada sob sua direção. Foi ele que pois o país no trilho. O mérito do LULA é estar seguindo a cartilha deixada pelo FHC à risca, o demérito é não admitir.

    Mais quem implantou o Bolsa escola, família, gaz foi o FHC, porém exigia-se como contra partida a frequência das crianças em sala de aula. Hoje todas as bolsas foram unificadas em BOLSA FAMÍLIA, e a única contra partida é NÃO TRABALHAR (grande incentivo ao ócio).

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