Planalto empurra Dilma para driblar crise | Fábio Campana

Planalto empurra Dilma para driblar crise

De Ana Paula Scinocca no O Estado de São Paulo

Sob fogo cerrado da oposição por causa da polêmica em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos, o Palácio do Planalto e o alto comando petista definiram que a melhor forma de tirar a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, da linha de tiro é incentivá-la a mergulhar nos preparativos de sua campanha presidencial. Na primeira reunião do ano com o núcleo encarregado da estratégia da campanha, Dilma acertou que vai se concentrar em retomar o quanto antes a agenda de viagens e intensificar as negociações com potenciais aliados.

Na reunião, que começou na noite de terça-feira e só terminou no início da madrugada de ontem, o presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, o deputado Antonio Palocci (SP) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel acertaram com Dilma que o melhor é esperar a crise sobre direitos humanos esfriar.

A conclusão do grupo foi a de que a polêmica tem “prazo de validade” e perderá rapidamente força agora que as divergências entre os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, estão sob mediação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Longe das discussões, Dilma manterá entre suas prioridades o plano de reforçar a presença em São Paulo, terra do governador tucano José Serra, com quem deve disputar a Presidência em outubro. Salvo algum imprevisto, ela deve desembarcar neste fim de semana no ABC paulista, em uma agenda institucional para visitar obras do governo federal. Tradicional palco de derrotas eleitorais para o PT, o Estado está sob domínio do PSDB desde 1996.


7 comentários

  1. quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 – 9:34 hs

    Dilmá só consegue fazer algo na base do empurrão. E a mulher não é leve não, a hora que cansarem , ela vai cair bonito.

  2. Beto
    quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 – 9:49 hs

    Blog do Reinaldo Azevedo……

    DILMA: A INÉPCIA REITERADA

    quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 | 5:03

    Leiam:

    Acuado pela ampla reação contrária ao Programa Nacional dos Direitos Humanos — criticado até por ministros —, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu recuar para evitar custos políticos maiores, mas procurou poupar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua candidata à Presidência da República. Ela é, no entanto, pelo menos tão responsável quanto o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, pelo embaraço causado ao presidente. De certo modo, sua responsabilidade é maior, porque cabe à Casa Civil a avaliação final de qualquer projeto encaminhado ao chefe do governo.

    Segundo informação daquela Pasta, só os aspectos legais do programa foram analisados. Isso equivale à confissão de uma falha. É função do gabinete civil não só a “verificação prévia da constitucionalidade e da legalidade dos atos presidenciais”, mas também a “análise do mérito, da oportunidade e da compatibilidade das propostas, inclusive das matérias em tramitação no Congresso Nacional, com as diretrizes governamentais”. Não é preciso pesquisar a legislação para descobrir esses dados. Tudo isso está nas páginas da Casa Civil, facilmente acessíveis pelo site do Palácio do Planalto.

    Não tem sentido, em termos administrativos, lançar sobre o secretário Paulo Vannuchi toda a responsabilidade pela desastrosa publicação do decreto sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos. O secretário fez um péssimo trabalho em todos os sentidos — muito ruim como projeto para o País e politicamente custoso para o governo —, mas o texto foi submetido a uma instância intermediária, antes de chegar ao chefe de governo. O presidente alegou ter assinado sem ler. Não explicou se o fez por aversão à leitura, mas, de toda forma, deve ter confiado no trabalho de seus auxiliares. Se confiou, errou.

    Com esse escorregão, a ministra Dilma Rousseff demonstrou de forma irrefutável seu despreparo para mais um cargo federal. Já havia mostrado sua inépcia ao chefiar o Ministério de Minas e Energia, onde sua gestão foi abaixo de inexpressiva. Chamada para a Casa Civil, foi desde o início poupada, pelo presidente, de toda a responsabilidade pela articulação política. Foi-lhe atribuída a gerência dos investimentos federais e, em 2007, o presidente Lula entregou-lhe a coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mais que isso, ele a nomeou “mãe do PAC”. Mais uma vez a ministra demonstrou sua inépcia gerencial, desmentindo novamente sua injustificável fama de executiva.

    No ano passado — o de melhor desempenho na execução das obras —, o Tesouro desembolsou apenas 65% do valor previsto no Orçamento para o programa. Além disso, pouco mais de metade do total desembolsado correspondeu a restos a pagar. Mas o presidente Lula ainda não está saciado. Persistente, decidiu proporcionar à ministra Dilma Rousseff a oportunidade invejável de exibir sua inépcia no posto mais alto da administração nacional, a Presidência da República. Se Lula tiver sucesso, terá contribuído de forma notável para a revisão do Peter Principle, divulgado em 1969 pelo professor Lawrence Johnston Peter: “Numa hierarquia, todo funcionário tende a subir até seu nível de incompetência.” Na formulação revista, ampliada e já comprovada em parte, a ascensão pode continuar por níveis de incompetência cada vez mais altos e mais perigosos para a organização — ou, neste caso, para o País.

    Não se sabe se Lula conseguirá transferir para sua candidata prestígio suficiente para permitir sua eleição. Neste momento, ele está empenhado em transferir-lhe um de seus atributos mais invejáveis, semelhante à propriedade principal das panelas teflon. Graças a essa propriedade, nenhum escândalo grudou em sua figura e nenhum erro importante maculou sua imagem, pelo menos perante uma grande parcela dos cidadãos. Ao isentar a chefe da Casa Civil de responsabilidade pelo desastroso decreto, Lula procura transformá-la numa candidata igualmente imune a prejuízos de imagem. Na terça-feira, por exemplo, ele a conduziu ao primeiro grande evento eleitoral de 2010, em Brasília, perante uma plateia de prefeitos, governadores e parlamentares. A cerimônia teve até beija-mão, protagonizado pelo presidente do Congresso, senador José Sarney. Foram liberados na ocasião R$ 3 bilhões para prefeituras, destinados ao programa de habitação popular. Um grande investimento, sem dúvida — pelo menos na candidatura oficial.

    Gostaram?
    Trata-se do editorial do Estadão de hoje intitulado “O decreto da incompetência”.

  3. Antonio
    quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 – 10:52 hs

    O LULA com essa dos direitos humanos, acabou de carregar a arma e entregar nas mãos da Dilma que com certeza ira dar o tiro no pé. Pois ficou mal a colocação de “ex-guerrilheira” em todos os comentários sobre o assunto. Acho que indenização é para aquele que trabalha e não para assassinos, subversivos, guerrilheiros, assaltantes a banco. Acho que o LULA acabou de perder essa eleição…….?

  4. Laís
    quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 – 11:42 hs

    Tem a má fé e tem a desinformação, o despreparo, a preguiça mental de repórteres e editores. Em tempos de internet, os PNDHs I, II e III estavam lá o tempo todo, para quem quisesse ler e entender. O próprio Viomundo foi um dos primeiros a falar disso, depois de ver no Paulo Henrique Amorim um vídeo com a votação em que a proposta para formar a Comissão da Verdade foi aprovada por 26 votos contra dois de representantes do Ministério da Defesa, na conferência nacional de Direitos Humanos de 2008, que rascunhou o PNDH III.

    Foram dias até a mídia chegar — graças à rádio CBN — ao Paulo Sergio Pinheiro, organizador do PNDH II, que esclareceu o nexo entre a Conferência de Viena e o PNDH I, em 1996. O Brasil, junto com a Austrália, é que propôs o conceito dos planos nacionais. Há repórteres que até agora não entenderam o caráter meramente propositivo do plano, de definir diretrizes gerais. O fato de que o PNDH resulta de um decreto presidencial não o torna lei. Cada um daqueles pontos do plano, para se tornar lei, terá de fazer todo o trâmite legislativo no Congresso Nacional.

    A falta desse entendimento ou a má fé — é difícil dizer quando é preguiça e quando é malícia — resultou em abordagens inacreditáveis, como a já famosa reportagem do Jornal da Band que junta tudo o que pode haver de pior no Jornalismo: deveria ser gravada e mostrada nas salas de aula pelos professores como exemplo de como não fazer.

  5. TO LIGADO!
    quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 – 11:57 hs

    Esse negocio de MST tem que tratar igual a FARC! São guerrilheiros, assaltantes e sequestradores. Tem que ir para o Ministerio da Justiça e ser tratado como terrorismo.

  6. Taciana
    quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 – 13:04 hs

    Imagine que a sujeira nem começou.Estão em jogo todas as conquistas do Brasil.O que não é pouco.E o seu futuro,também.Delfim dizia que o bolo tinha de crescer para ser dividido.E nunca foi pq nunca seria,mesmo.Quando não tinha mais jeito,o poder foi devolvido aos civis com a condição de não mexer nos podres do passado.E eu sempre dizia,-“quando tiver tudo bem,eles vão querer de volta”.Depois quando FHC afundou o resto do barco,permitiram e alguns até se aliaram,que o operário fosse eleito( Uma espécie de Sim,nós podemos).Agora que o bolo cresceu e muito,que tudo corre bem e que o operário está cometendo a suprema heresia de ensaiar dividir um pouquinho do bolo…tan,tan,tan… “vamos tomar de volta”,pensam eles.E a burguesia acompanha,claro.E os pensadores idiotas que elaboram as suas mirabolantes teses justificadoras bradam brabos e eles babam!E aplaudem!Como tenho mais de 60,temo pelos doidivanas que escutam Arthur Virgílio,assistem a Band e a Globo e em emprenham pelos ouvidos,quando ouvem “Isto é uma vergonha!”E temo por nós que precisamos de serenidade para discutir e enfrentar essa onda que ainda vai ficar mais braba a cada dia, até às eleições.
    A sorte-por enquanto-é que na feira livre,ninguém nem sabe o que é Plano nenhum e está feliz porque a cesta básica baixou de preço.”

  7. OSSOBUCO
    quinta-feira, 14 de janeiro de 2010 – 13:20 hs

    Imbecis, desculpem mas não encontrei palavra mais amena, o certo seria não o estado pagar por isso mas cada um dos canalhas que fizeram e as empresas PRIVADAS que aopiaram, acobertaram e enriqueceram nesse período graças a proximidade com o regime, mas, que jeito? Prefiro meu imposto ser usado para esse fim do que para pagar soldo de bandidos fardados que, na calada da madrugada e em MEU nome, torturavam, estupravam e assassinavam.
    Se vocês têm saudade façam uma festinha e chamem os canalhas que ainda estão por aí, mas peçam para não usar o chicote com muita força porque o melhor eles têm que guardar para a titia Reinaldo Azevedo… ser direita ou esquerda é uma decisão político-ideológica, que respeito sem o menor problema, mas apoiar uma ação nazi-fascista não merece respeito, mas meu total desprezo. Que se danem vocês, que seja feita a reparação, porque essa é às claras. Os que enriqueceram naquele período têm sangue em suas mãos e talvez nunca conheçamos o rosto de todos, nem o nome, quem sabe não são o nome verdadeiro de Ubaldo ou Rebolla..

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