Penitenciários vão à Justiça contra Requião | Fábio Campana

Penitenciários vão à Justiça contra Requião

Do Bem Paraná

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) deve entrar, nos próximos dias, com uma ação na Justiça por danos morais contra o governador do Estado, Roberto Requião, em relação às insinuações de que os agentes teriam facilitado a rebelião na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, no dia 14 de janeiro, e que deixou um saldo de seis detentos mortos. “Nós não temos envolvimento com o que aconteceu. Nós inclusive alertamos às autoridades sobre a situação no presídio. Nossa resposta contra todas as acusações que o governador nos faz será jurídica”, afirmou o presidente do Sindarspen, Clayton Auwerter.

Na manhã de ontem, durante a reunião Mãos Limpas, Requião anunciou que espera que em no máximo dez dias haja uma resposta sobre o que aconteceu no presídio. “O inquérito para verificar a responsabilidade do sindicato dos agentes e de alguns funcionários públicos na tragédia da rebelião. Espero notícias dentro de, no máximo, dez dias. Então, saberemos exatamente o que houve”, informou o governador.

Na semana passada, o governador havia afirmado que os agentes penitenciários teriam aberto as celas para que presos de facções rivais se confrontassem. O objetivo, de acordo com o governo do Estado, seria pressionar para que as reivindicações dos agentes fossem atendidas, como por exemplo, a liberação do uso de armas letais dentro do presídio.

O presidente do Sindarspen nega a acusação e reitera que cinco portas das celas foram derrubadas pelos presos e não abertas pelos agentes penitenciários como insiste o governo. “Não há a necessidade de abrir as portas, elas estão caindo aos pedaços naquele presídio sucateado”, critica Auwerter. Ele diz ainda que a saída dos policiais militares da segurança interna do presídio teria sido o verdadeiro estopim para a rebelião. “Todos sabem que a Penitenciária Central do Estado é um barril de pólvora”, havia informado poucas horas antes do estouro da rebelião.

Auwerter avalia que tanto o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, quanto o governador já estavam avisados sobre um possível motim na PCE. “Agora vai ser na Justiça que vamos responder às acusações”, informa.

O motim começou na noite do dia 14 de janeiro, depois que os presos entraram em confronto e fizeram três agentes penitenciários reféns. Dos cerca de 1.500 detentos da Penitenciária Central do Estado, estima-se que cerca de 1.200 se envolveram, de alguma forma, no conflito.

Tentativa de fuga — Presos de Campina Grande do Sul tentaram fugir, ontem de tarde, do minipresídio do município. Eles cavaram um buraco em uma das celas, mas foram descobertos. Ao serem flagrados pela segurança, iniciaram um princípio de motim, mas foram contidos pela Polícia Militar.

Depois, os policiais levaram os presos para fora para efetura a contagem e revista nas celas. A carceragem estaria com lotação superior à sua capacidade. Eram trinta presos em espaço para dez.


8 comentários

  1. NOS DOS OUTROS E REFRESCO
    terça-feira, 26 de janeiro de 2010 – 11:42 hs

    O governador os agentes penitenciarios de negligenciar a guarda dos presidiarios.E ato pra se discutir.
    O que não entendemos e a sua atitude frente a Justiça que manda afastar o Meliante VITOR BURKO e o mesmo não diz nem sim nem não.
    Padecem do mesmo erro

  2. Curitiboka
    terça-feira, 26 de janeiro de 2010 – 13:04 hs

    Governador, gentileza de aplicar sua técnica: Pau, Cacete e Porrada nessa gente que ganha infinitamente mais do que um professor de ensino fundamental. Além do bom salário existe a extorsão dentro do local onde deveriam trabalhar honestamente.

  3. Ricardo
    terça-feira, 26 de janeiro de 2010 – 14:32 hs

    para Curitiboka.

    PAU, CACETE E PORRADA TEM Q SER DADA EM GENTE COMO VC, QUE VEM AQUI DEFENDER DESMIOLADOS COMO REQUIÃO EM TROCA DE UMA COMISSÃOZINHA MENSAL.

  4. FILET MIGNON
    terça-feira, 26 de janeiro de 2010 – 15:59 hs

    Teu codnome é bem apropriado…Curitiboka, no mínimo vizinho do INSANO, COLEGUINHA DE SALA.
    COMO DIZ O VELHO DITADO… DIGA-ME COM QUEM ANDAS QUE TE DIREI QUEM ÉS!
    No mínimo, o CURITIBOKA DEVE TER CONVIVIDO NOS MESMOS CORREDORES DO NOSOCÔMIO PSIQUIÁTRICO ONDE REIQUIÃO DE TEMPOS EM TEMPOS FICA EM TRATAMENTO…
    QUEM ANDA OU GOSTA DE INSANO, INSANO É!

  5. Policial Civil
    terça-feira, 26 de janeiro de 2010 – 20:11 hs

    Parabéns nobre representante deste Sindicato, coloque este CIDADÃO no seu lugar e ofereçam mamona como aperitivo. Declaração inteligente, isso mmo dê a resposta judicialmente. Graças a DEUS este GARDENAL descompatibiliza em abril dai sim, nós da PC, PM e VCS enfim poderemos trabalhar sem medo pq ter um chefe doente deste, niguem têm ânimo p trabalhar…

  6. Silva
    quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 – 0:04 hs

    Bandidagem age livremente em São José dos Pinhais (“área rural”) !

    Enquanto o Sr. Requião fica inventando “factóides” para se manter na mídia, a segurança pública vai de mal a pior !

    Dias atrás o SINCLAPOL (sindicato dos policiais civis) denunciou (saiu em vários jornais de Curitiba), a situação deplorável das delegacias de polícia da capital e de várias cidades/municípios da região metropolitana de Curitiba.

    Não vimos o Sr. Requião, discutindo o problema nas tais reuniões do projeto “mãos limpas” !

    Lá em São José dos Pinhais, especificamente na área rural, a bandidagem corre solta, fazendo assaltos a mão armada, invadindo residências, roubando e matando vacas, furtando fios de energia elétrica, motosserras, roçadeiras e até portões de ferro (“pasmen” – até que ponto chegamos) das chácaras e das residências.

    Do que se vê, é indício de que a segurança pública inexiste, mas não por conta dos trabalhadores da segurança pública, mas sim pela ausência de foco e prioridade por parte do governo do Estado, responsável pela polícia civil e militar (as delegacias estão desaparelhadas).

    Assim, aos munícipes de São José dos Pinhais só resta orar por proteção divina, já que estão vuneráveis a ação da bandidagem, muitos dos quais certamente são “drogaditos” em busca de objetos para alimentar seus vícios.

    Obs: Dado a “inoperância do aparato de segurança pública, a maioria das vítimas sequer BOLETIM DE OCORRÊNCIA (BO) fazem !

    Com a palavra o Sr. Delazari e o Sr. Requião !

  7. CLOVIS PENA -
    quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 – 6:14 hs

    Não posso ser juíz dos meus próprios atos.
    O conselho nacional de justiça vai vistoriar a situação nas penitenciárias do Paraná.
    Muitas dúvidas serão esclarecidas.
    —————————————————–
    Lula baixou decreto concedendo gratificação salarial para as polícias de Curitiba – futura sede da copa.
    Será firmado um convênio de adesão aos critérios.
    Boa oportunidade para o governo do Paraná colocar a sua parte e dobrar este investimento em recursos humanos da segurança pública.
    Pessuti com a palavra. Requião, se desejar, ainda pode assumir o caso.

  8. A.P. 25
    quarta-feira, 27 de janeiro de 2010 – 21:34 hs

    Quantas saudades do saudoso Governador José Richa!
    Cativou a todos com sua elegância e competência.
    Com respeito e consideração aos Servidores Públicos e sem dúvida, para todo o povo do nosso querido Paraná.

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